Brasil, Brasília, DF. 23 /10/2013. O deputado, Eduardo Cunha (PMDB RJ), discursa na tribuna da Camara dos Deputados, durante votação da renegociação das dividas de estados e municípios com a União. - Crédito:DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:179091

Em entrevista ao programa Espaço Público TV Brasil da EBC, o ex-ministro Ciro Gomes estimou que, deste volume imenso de recursos, Cunha usou R$ 350 milhões para montar seu próprio bloco parlamentar.

Segundo documentos do Ministério Público da Confederação Suíça enviados à Procuradoria Geral da República, o esquema suíço liderado por Cunha com outros participantes movimentou R$ 411 milhões em 29 contas bancárias entre 2007 e 2014 (o valor não inclui, portanto, o ano de 2015). De acordo com o site Pragmatismo Político, isso é apenas uma fatia, aquilo que foi identificado. Há ainda o dinheiro não localizado na própria Suíça e mais uma série de paraísos fiscais não mensurados neste montante.

Dois milhões por apoiador

Em entrevista ao programa Espaço Público TV Brasil da EBC, o ex-ministro Ciro Gomes estimou que, deste volume imenso de recursos, Cunha usou R$ 350 milhões para montar seu próprio bloco parlamentar: “Eduardo Cunha roubou algo ao redor de meio bilhão de reais e deve ter distribuído uns 350 (milhões de reais) por uns 150 a 200 picaretas”. Se as contas de Ciro estiverem corretas (e use-se o número mais modesto, 150), Cunha repassou algo como R$ 2 milhões para cada um de seus apoiadores apenas na “operação Suíça”.

Como a planilha da Odebrecht deixou aparente, Cunha é padrinho de muitas outras doações. A planilha indica o poder de Cunha como intermediário. Ele aparece como beneficiário de uma doação do Grupo Odebrecht de R$ 1,1 milhão para seu partido, o PMDB. Mas, o curioso é ele aparecer também como ‘padrinho’ de uma doação de R$ 3 milhões para o diretório nacional do PSC, atual partido do deputado Jair Bolsonaro.