Ministério Público e Defensoria recomendam que Estado suspenda shows públicos e privados por alta de casos de Covid-19 no RN

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e a Defensoria Público do RN estão pedindo ao Judiciário que determine ao Governo do Estado que proíba grandes eventos de massa. Para isso, o Estado deverá alterar decreto estadual que entrou em vigência na última sexta-feira (21). A medida visa o enfrentamento da variante Ômicron que possui uma alta taxa de transmissibilidade, seguindo uma orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS).   A ação civil pública (ACP) requer que o Estado cancele todas as autorizações para a realização de shows com grande público, sejam em locais abertos ou fechados.

 

E ainda que o Judiciário obrigue o Estado a se abster de conceder novas autorizações para shows de massa e congêneres em todo o território potiguar, assim como a suspender tais eventos, até que ocorra novo controle da transmissibilidade do coronavírus no RN. Ou seja, até que a pandemia volte a atingir os patamares de contágio alcançados em novembro e dezembro de 2021.

 

Na análise feita pelas duas instituições, houve omissão do Estado ao editar o decreto, uma vez que o Comitê de Especialistas da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) havia alertado (por meio da Recomendação n. 33) a não realização desses tipos de eventos dada a realidade de risco iminente de colapso do sistema de saúde.  No último dia 17, data em que foi publicado o decreto, houve uma reunião com o MPRN, o Gabinete Civil, a Sesap, a Defensoria Pública Estadual e os Ministérios Públicos Federal e do Trabalho, além de representantes da Federação de Municípios do RN (Fermurn), cujo objetivo foi discutir e deliberar acerca da recomendação do Comitê Científico.

 

Na ocasião os representantes do MPRN e da Defensoria Pública defenderam a proibição de eventos de massa, o que não foi acatado pelo Governo. As medidas impostas pelo Estado do RN até o momento, apesar de serem importantes para a atividade econômica local uma vez que buscam preservar o setor de promoção de eventos, são insuficientes para reduzir os índices da Covid-19. Eventos de massa públicos ou privados possuem aptidão para amplificar a transmissão do vírus, já que grandes aglomerações são identificados como eventos super-espalhadores.  Além disso, ressalta-se que a elevada transmissão da Ômicron aumenta exponencialmente o risco do surgimento de novas variantes, que dificultam o encerramento da pandemia.

 

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Padre morre com suspeita de Covid-19 em Natal

 

O padre Antônio Cassiano da Silva morreu nesta segunda-feira (24) na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, onde estava internado desde o dia 21 de dezembro passado, em tratamento de problemas cardiorrespiratórios e outras comorbidades.

 

O sacerdote também estava com suspeita de Covid-19, apontada há 15 dias, que segue em investigação.

 

A informação foi divulgada pela Arquidiocese de Natal. O local e horário do sepultamento ainda não foram divulgados.

 

“Padre Cassiano foi chamado para a casa do Pai, onde contemplará, eternamente, a face de Deus a quem muito amou e serviu ao longo de sua vida e exercício ministerial”, diz a nota de pesar divulgada pela instituição religiosa.

 

Padre Antônio Cassiano nasceu em 10 de maio de 1945, no município de Timbaúba (PE) e foi ordenado sacerdote em 01 de fevereiro de 1975, em Natal.

 

Foi pároco da Paróquia de Santana, em Santana do Matos, nos primeiros anos da vida sacerdotal.

 

De maio de 1982 a agosto de 2020, foi pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nas Quintas, zona oeste de Natal, quando se tornou emérito.

 

Entre 1984 e 2006, também desempenhou a função de capelão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

 

“Aos seus familiares, ex-paroquianos, irmãos no sacerdócio e a todos os seus amigos, desejamos a paz, a esperança e a consolação que vêm do Senhor”, encerra a nota da Arquidiocese de Natal.

 

Agora RN

 

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Nova onda de Covid no RN gera pressão por leitos e aumento da fila de espera

 

O Rio Grande do Norte vive um novo surto de casos de Covid-19 nos últimos dias, além de enfrentar ainda um salto no número de pessoas com síndromes gripais. Desde a última quarta-feira 19, foram mais de mil novos casos de coronavírus registrados diariamente, e a taxa de ocupação de leitos críticos voltou a ultrapassar o índice de 60% no estado.

 

Para o epidemiologista e professor Ion de Andrade, o RN vivencia um novo período da pandemia. “Temos, em primeiro lugar, como elo frágil, o fato de que 30% da população ainda não se vacinou. Nessa minoria, há pessoas que se esqueceram de tomar a dose de reforço e o principal componente do movimento hospitalar é o grupo que não completou a vacinação”, pontuou ele em entrevista ao Bom Dia RN/Inter TV Cabugi.

 

“Os hospitais estão sendo pressionados, hoje já temos pacientes em fila, o que significa a dificuldade do poder público em internar. Outro componente é o comportamento de pessoas vacinadas que estão doentes e levam o vírus para os vulneráveis. Então o problema é decorrente de tudo de positivos que acumulamos: os vacinados, no lugar de agir com prevenção, liberalizaram o comportamento e passam a ser transmissores do vírus, e os não vacinados agravam e vão para os hospitais. Isso tudo contribui para a explosão de casos que estamos tendo”, disse.

 

Segundo o epidemiologista, a variante Ômicron é muito transmissível porque tem a capacidade de driblar as defesas imunes e, por isso, a partida é de um cenário de riscos. “Estamos vivendo uma terceira onda e, do ponto de vista de número de casos novos, ela é muito maior que as anteriores. Essa nova onda de Covid produz uma gravidade menor que possivelmente está relacionada com a cobertura vacinal e com o fato de que a variante Ômicron pode produzir casos mais leves”, relatou.

 

O problema, no entanto, é que a pressão sobre os hospitais, que é o que regula a ação do poder público, não se interessa por proporções e sim por casos. Mesmo que a Ômicron cause casos mais leves, a pressão de leitos nos hospitais não é menor, e as unidades hospitalares estão afogadas. “O processo de abertura de leitos é mais lento do que a difusão da doença. É de se esperar o aumento, nos próximos dias, de pacientes em filas. Temos pacientes demais e muito além daqueles que nós conseguimos internar”, afirmou Ion.

 

“Essa é uma doença letal e grave que produz uma pressão por leitos hospitalares que pode obrigar o poder público a tomar medidas restritivas que ninguém gostaria de atravessar novamente, para que os hospitais possam se tornar solventes de novo”, frisou ele ao indicar que o Estado deve estudar a antecipação da terceira dose para os idosos, pois esse público voltou a ser maioria nos leitos.

 

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Ufersa suspende atividades presenciais após surto de gripe e covid-19

 

Em decorrência do aumento de casos de Covid-19 e Gripe, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) decidiu suspender as atividades presenciais durante toda esta semana. Desta forma, a partir desta segunda-feira (24) até a próxima segunda-feira (31), o trabalho será desenvolvido de em formato remoto.

 

Com relação às atividades de pesquisas, a recomendação é para que aconteçam apenas aquelas que necessitem impreterivelmente de forma presencial, como por exemplo, o setor de alimentação dos animais e atendimento interno e urgências do Hospital Veterinário, bem como do atendimento do Ambulatório de Medicina. A instituição de ensino ainda recomenda que o máximo de atividades aconteça de forma remota, evitando, desta forma, o contato de pessoas e a consequente proliferação de contágios.

 

A decisão foi tomada após a testagem positiva de alguns servidores que estavam no trabalho presencial. A reitora, professora Ludimilla Oliveira, anunciou testagem positiva para a Covid-19 no último sábado, dia 22, tendo que adiar para o dia 5 de fevereiro, viagem internacional para Eslováquia, onde passará férias.

 

A suspensão não inclui as áreas de manutenção, engenharia, limpeza, vigilância, almoxarifes, recepcionistas, motoristas, tradutor, intérprete de Libras, auxiliar de enfermagem, designer gráfico e técnico em automação.

 

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Luz cara faz 22% atrasarem conta para comprar comida

 

A catadora de latinhas Valquíria Cândido da Silva, 47, mora em uma casa pequena no Grajaú (zona sul de SP), com o marido e quatro filhos. Com renda familiar de R$ 2.000, ela teve de deixar de pagar a conta de luz para fazer a compra de alimentos do mês.

 

A fatura de energia, que antes da pandemia não passava de R$ 60, bateu R$ 370 neste mês. A de água saltou de R$ 30 para R$ 200. “Não tive escolha. A conta não para de subir e está tão alta que tive de adiar o pagamento para poder ter o que comer em casa”, disse Valquíria.

 

“Não paguei a água e cortei outros gastos também, como roupa e lazer. Trabalho para as contas. Os meninos estão na escola, temos gastos com eles, e, por isso, estou economizando em quase tudo.”

 

Nos planos está a construção de um fogão a lenha para evitar pagar mais de R$ 100 por um botijão de gás. Também entrou no radar a captação de água de chuvas para lavar roupas e tomar banhos de bacia.

 

Valquíria faz parte do grupo de 22% dos brasileiros que, diante da disparada das tarifas de energia e água, têm trocado o pagamento da conta de luz pela compra de alimentos básicos, como arroz e feijão.

 

É o que mostra pesquisa feita pelo Ipec para o iCS (Instituto Clima e Sociedade). Entre 11 e 17 de novembro de 2021, o instituto entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do país.

 

O levantamento mostrou que o aumento da energia comprometeu, em média, metade do orçamento de um quarto dos brasileiros de baixa renda (até cinco salários mínimos –hoje, R$ 6.060).

 

A energia corroeu ao menos 25% dos vencimentos de metade da população brasileira.

 

No geral, 4 entre 10 brasileiros reduziram despesas deixando de comprar roupas, sapatos e eletrodomésticos para arcar com a luz. A população de baixa renda é a que mais contribuiu com o resultado.

 

Os cortes de despesas foram mais severos no Nordeste e no Centro-Oeste, onde 1 em cada 4 habitantes (28% e 27%, respectivamente) postergou o pagamento para ir ao supermercado.

 

Em Brasília, Ivânia Souza Santos, 38, ainda não sabe como conseguirá pagar a luz. Desempregada, ela, o marido e três filhos pequenos moravam em uma ocupação próxima ao Planalto, mas foram expulsos com outras famílias.

 

Com o auxílio mensal de R$ 600 pago pelo governo do Distrito Federal, ela alugou um apartamento pequeno –quarto e sala– de um prédio em Itapuã, bairro afastado da capital federal.

 

No edifício, três unidades compartilham um mesmo medidor de luz e dividem as despesas. “Em outubro, o governo parou de pagar e, agora, não tenho como quitar essa conta”, afirma Ivânia.

 

Ela diz ter pedido um empréstimo a uma amiga para saldar o aluguel. “Com o que sobrou, comprei mantimentos. A conta de luz está atrasada.”

 

O fornecimento só não foi interrompido porque os demais apartamentos realizaram o pagamento e Ivânia ficou como devedora dos moradores.

 

A energia subiu demais porque a falta de chuva, que fez o ano de 2021 entrar para a história como o mais seco dos últimos 91 anos, reduziu o volume de água nas hidrelétricas.

 

Por isso, desde o início de 2021, o governo autorizou com mais regularidade a contratação de energia produzida por termelétricas movidas a diesel, carvão e outros combustíveis fósseis, que cobraram mais de R$ 2.000 o MWh (megawatt-hora), quase dez vezes o preço de referência.

 

O governo também permitiu a importação de energia por preços similares.

 

O resultado dessa política para o consumidor foi uma alta na tarifa duas vezes acima da inflação medida pelo IPCA, de acordo com o iCS.

 

Os cálculos, segundo o físico Roberto Kishinami, coordenador sênior de energia do instituto, não levaram em conta as bandeiras tarifárias e as medidas para contornar a crise hídrica que, em ano eleitoral, serão deixadas como herança para o próximo governo.

 

Em valores médios, a luz (tarifa mais impostos) subiu 1,32 vez mais que o IPCA durante os oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva; 1,1 vez ao longo da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff; 2,4 vezes sob Michel Temer e 2 vezes no governo Bolsonaro.

 

Nos cálculos não foram incluídos custos com todas as bandeiras tarifárias nem custos extras sobre a conta gerados pela crise hídrica. Bolsonaro deixará um passivo superior a R$ 140 bilhões a ser repassado para os consumidores em 2023.

 

Para os especialistas, o peso dessa política será maior para as famílias mais pobres. “Para os mais ricos, a conta, mesmo subindo mais do que a inflação, não compromete a renda familiar”, disse Kishinami.

 

Em debate recente promovido pelo iCS, a economista Paula Bezerra, doutora em planejamento energético pela Coppe-UFRJ, afirmou que os 10% dos brasileiros mais ricos consomem 2,5 vezes mais energia que os 10% mais pobres.

 

Entretanto, para os mais abastados, a conta representa 2% do orçamento familiar. Entre os menos favorecidos, pode comprometer até metade da renda.

 

Essa desproporção deve piorar diante da aprovação da lei que abriu o mercado para a geração distribuída, mecanismo que permite instalar placas solares ou unidades geradoras em cada domicílio com a previsão de abatimento na conta caso o gasto seja inferior à produção de cada residência.

 

Como esses equipamentos exigem investimentos, será uma solução para que os consumidores de renda mais alta gerem sua própria energia, escapando dos custos da rede elétrica das distribuidoras. Ou seja: com menos consumidores de maior poder aquisitivo rateando os custos do sistema elétrico nacional, haverá uma sobrecarga ainda maior sobre os mais pobres.

 

A saída para evitar a indigência energética, segundo diversos especialistas do setor, é criar um programa de tarifa progressiva. “Esse é um fator de injustiça que precisa ser corrigido”, disse Kishinami.

 

Esses técnicos defendem tarifas diferenciadas balizadas pelo ganho mensal das famílias. Existem propostas do gênero no Congresso, mas seguem paradas há duas décadas.

 

A tarifa social foi um feito nesse sentido, mas já não se mostra suficiente. “Ela trava o consumo em 30 kWh [quilowatt-hora] por mês”, disse Paula Bezerra.

 

“Essa taxa só comporta luz e um refrigerador eficiente. Como na maioria desses lares a geladeira não funciona direito, [boa parte da baixa renda] não cai nessa faixa”, afirmou.

 

Uma reforma do setor elétrico para corrigir essas distorções é uma necessidade urgente, afirma o ex-diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema) Luiz Barata, já que as dificuldades do consumidor de baixa renda são imediatas e não justificam planos que só olhem para o longo prazo.

 

O MME (Ministério de Minas e Energia) afirmou que a discussão sobre um novo modelo de tarifas está no projeto que trata da modernização do sistema elétrico e que os mais pobres não participaram do rateio do aumento de custos de geração.

 

Por meio de sua assessoria, a pasta disse que a, partir deste ano, a tarifa social será concedida automaticamente. “Não será mais necessário solicitar à distribuidora”, disse o ministério.

 

“Atualmente, cerca de 12,3 milhões de famílias no Brasil recebem a tarifa social. Estimativas apontam que existam mais 11,5 milhões de famílias em condições de usufruir dos descontos.”

 

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VÍDEO: político é detido dentro de piscina após ofensas racistas

 

O vereador Renato Oliveira (MDB), presidente da Câmara Municipal de Embu das Artes, no interior de São Paulo, foi detido depois de uma confusão na piscina de um condomínio em Curicica, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

 

O caso ocorreu no último domingo (23/1). De acordo com testemunhas, ele ofendeu moradores e um funcionário com frases racistas.

 

Em vídeos que circulam nas redes sociais, um policial militar precisou entrar dentro da piscina, ele segurou Renato para tentar contê-lo, enquanto isso ele resistia dentro da água à prisão.

 

Em nota, a Polícia Militar afirma que foi acionada, o vereador resistiu à prisão e foi conduzido para a 32ª DP (Taquara) e liberado em seguida. Ele responderá em liberdade pelos crimes de injúria racial e resistência à prisão. De acordo com a Polícia Civil, o inquérito vai ser encaminhado para a Justiça.

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América bate ABC, encerra tabu no Frasqueirão e assume liderança

 

O primeiro clássico rei de 2022 foi melhor para o América. Em partida disputada no estádio Frasqueirão, o Alvirrubro venceu o ABC por 2 a 1, pela 5ª rodada da Copa Natal, o primeiro turno do Campeonato Potiguar. Wallace Pernambucano e Zé Eduardo marcaram os gols americanos. O zagueiro Lucas Rex marcou contra a própria meta e fez o gol abecedista.

 

Com o triunfo, o América chegou aos 12 pontos, mesma pontuação do rival, mas assumiu a liderança da competição no primeiro critério de desempate, que é o confronto direto.

 

Além de chegar ao topo da tabela, a vitória desse domingo encerrou um jejum de quase sete anos sem vencer no estádio Frasqueirão. O último êxito americano na casa do rival havia acontecido em maio de 2015, na final do Campeonato Potiguar daquele ano, que acabou com o título do América.

 

Nos outros jogos da rodada, Globo e Santa Cruz de Natal empataram por 3 a 3 no estádio Barrettão, em Ceará-Mirim. João Maria, Rômulo e Adílio marcaram os gols da Águia. Gustavo, Emerson e Marcos Souza balançaram as redes para o time da capital.

 

Já em Mossoró, no estádio Nogueirão, o Potiguar foi superado pelo Força e Luz por 2 a 0. Pernambuco e Histone marcaram os gols do Time Elétrico. O resultado colocou o Força e Luz na terceira posição, com 7 pontos e o Time Macho na quarta colocação, também com 7 pontos.

 

O Santa Cruz de Natal é o quinto colocado com 5 pontos. Em seguida, aparece o Globo com a mesma pontuação. O Potyguar de Currais Novos tem 4 pontos e é o sétimo colocado. Com apenas 1 ponto, o ASSU é o lanterna da competição. Essas duas últimas equipes encerram a rodada no dia 30 de janeiro.

 

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Inscrições para concurso da CGU vão até dia 1º de fevereiro

 

As inscrições para o concurso da Controladoria-Geral da União (CGU) estão abertas até dia 1º de fevereiro. São 300 vagas para o cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle e 75 vagas para Técnico Federal de Finanças e Controle. As remunerações são, respectivamente, R$ 19.197,06 e R$ 7.283,31.

 

O cargo de Auditor Federal de Finanças e Controle exige nível superior e o de Técnico Federal de Finanças e Controle, o nível médio. As taxas de inscrição são de R$ 80 para nível médio e de R$ 120 para o nível superior.

 

O concurso, que será realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), terá provas objetivas e discursivas, que devem ocorrer no dia 20 de março. Para o cargo de Técnico Federal de Finanças e Controle, a prova será em um turno, das 8 h às 12h30, quando serão aplicadas as provas objetivas e discursivas.

 

Para o cargo de auditor, serão dois turnos, das 8 h às 12h30, quando ocorrem a prova objetiva de conhecimentos básicos e a discursiva, e das 15 h às 19 h, quando serão aplicadas as objetivas de conhecimentos específicos e de conhecimentos especializados.

 

A aplicação das provas ocorre nas seguintes cidades: Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Recife (PE), São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Manaus (AM), Macapá (AP), Belém (PA), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR) e Palmas (TO). O candidato em que o candidato fará a prova será escolhida no momento da inscrição.

 

A inscrição e o edital completo estão disponíveis no site da FGV .

 

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O inventor de palavras mortas

 

*Gislaine Marins

 

O português é uma língua incrível. Sendo falada em quatro continentes, o nosso léxico cobre praticamente todas as latitudes do planeta. Poderíamos até dizer: o sol jamais se põe no nosso idioma. A qualquer hora do dia e da noite haverá alguém falando português no mundo: para fazer uma promessa de amor, para chorar uma dor, para socorrer alguém, para acreditar, para persistir.

 

Nem tudo, porém, são flores no universo do nosso falar. Há palavras ameaçadas pelo esquecimento e outras que foram abandonadas por sua inutilidade. Há palavras mal compreendidas, porque às vezes queremos entender apenas aquilo que gira em torno do nosso umbigo e esquecemos os matizes, os saberes e as culturas daqueles que talvez nem estejam em outro país, mas apenas em outro Estado. Ignoramos muito e ouvimos pouco. O que além de um defeito, pode ser uma oportunidade.

 

De tudo o que acontece na língua, matéria viva, impregnada de tons e suspiros, de cheiros e de arrepios que sentimos como uma brisa nos ouvidos, o que mais me preocupa são as palavras mortas. No entanto, cabe uma distinção: uma coisa são palavras eternas; outra coisa são palavras mortas, que assombram pelo seu poder de criar rupturas com a realidade. Palavras mortas também não são palavras criativas, nem tampouco palavras imaginárias, que servem para gestar o futuro.

 

Palavras mortas são colocadas em circulação por seus criadores para que as pessoas percam os laços que as unem a um contexto. Quando as palavras são mal pronunciadas, não por problemas de articulação, mas por intenção de que as coisas não sejam compreendidas, cria-se uma palavra morta. Palavra inútil, danosa, feita para minar o sentido das palavras que possuem consenso. Quando falsificamos uma palavra, matamos a sua história e a sua semântica, tendo de recorrer a dezenas e centenas de outras palavras para reconstituir sentidos e desfazer o que foi arruinado. Quando as pessoas usam palavras no sentido próprio com o claro objetivo de enganar o interlocutor, matam o sentido da palavra credibilidade, que por sorte é como um gato com sete vidas. Há, porém, palavras mortas que conseguem ser ainda mais perigosas, pois os seus inventores criam para elas sentidos que abalam tudo o que conhecemos e nos desafiam a acreditar em coisas que podem ameaçar a nossa própria vida.

 

O que dizer de quem inventa palavras para afirmar que a Amazônia está mais verdejante do que nunca, que os nossos indígenas são os mais tutelados das Américas, que os nossos produtos agrícolas são seguros e legais, que o nosso ouro é explorado sem riscos para a nossa saúde? É um inventor de palavras mortas. Palavras perigosas: que envenenam o nosso prato, destroem o nosso meio ambiente, colocam em risco o solo e as águas e atingem em cheio a nossa ética.

 

Não podemos perceber palavras mortas e ficar calados. Todo crime clama por justiça, ainda que seja um crime linguístico. E talvez porque seja um crime linguístico: pois é mentindo, inventando, enganando, omitindo que as realidades tomam corpo. Toda palavra adquire materialidade, transforma-se em pensamento, em proposta, em ação. Há palavras que se tornam leis e que, justa ou injustamente, são impostas. Imaginem o que pode acontecer na nossa língua se os fazedores de realidades, com suas ordens, projetos e decretos, forem também inventores de palavras mortas. Imaginem, então, o que podem fazer com a nossa vida:

 

(Que falta nos faz Clarice Lispector, inventora de narrativas que colocam em crise o sentido de completude do texto. Inacabar era a sua especialidade, esperando que o leitor assumisse o seu papel ao virar a última página de cada livro. Assim, também esses dois pontos são um convite: que de palavras mortas já temos demais no mundo, e é hora de reconhecê-las, e de enterrá-las, e de dar espaço àquelas que podem transformar os nossos horizontes.)

 

Imagem: Pixabay

 

*A autora é Doutora em Letras, tradutora, professora e mãe. Autora de verbetes para o Pequeno Dicionário de Literatura do Rio Grande do Sul (Ed. Novo Século) e para o Dicionário de Figuras e Mitos Literários das Américas (Editora da Universidade/Tomo Editorial). É autora do blog Palavras Debulhadas, dedicado à divulgação da língua portuguesa.

 

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Pesquisa descobre que a convivência social afeta a saúde mental dos idosos

 

Uma pesquisa sobre qualidade de vida e depressão em idosos descobriu que a convivência social pode afetar o bem-estar dessas pessoas. Na sua tese de doutorado, Bruno Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde do Centro de Ciências da Saúde (CCS/UFRN), aborda temas como saúde mental e depressão em idosos.

 

O estudo desenvolveu e testou a efetividade de uma intervenção educativa com várias dimensões para melhorar a qualidade de vida e reduzir sintomas depressivos em idosos atendidos na atenção primária à saúde. Com os resultados obtidos, profissionais da saúde podem conhecer melhor os cenários estudados e compreender o que afeta o conforto, a saúde psicológica e a realidade socioeconômica dos idosos.

 

De acordo com a tese, intitulada Qualidade de vida e sintomas depressivos em idosos da atenção primária à saúde: estudo de intervenção e comparativo no Brasil e em Portugal, o acompanhamento do indivíduo e o estabelecimento de um vínculo de confiança entre a equipe que cuida do idoso e o paciente são fundamentais para sua saúde mental. Essa afinidade deve ser efetuada, inclusive, em comunidades em que é observada a falta de condição para impor hábitos saudáveis, prevenção e tratamento de doenças. Sendo assim, a melhor forma para isso é a Atenção Primária à Saúde (APS), que é representada por profissionais que atuam diariamente em contato direto com essas pessoas.

 

Para realizar a pesquisa, foram usados dois métodos. O primeiro foi uma análise longitudinal, que testou o impacto de intervenções multidimensionais aplicadas a idosos brasileiros e ligadas à Atenção Primária à Saúde. O segundo foi um estudo observacional, comparando a associação e o risco da depressão sobre os aspectos da qualidade de vida entre idosos usuários da APS residentes no Brasil e em Portugal.

 

Bruno explica que seu objetivo era o de observar as fragilidades envolvendo a comunidade mais velha. “Pesquisei sobre a condição socioeconômica dentro de Natal e analisei como as intervenções iam afetar o contexto da saúde dessas pessoas. Elas tiveram uma melhora dos aspectos de qualidade de vida, tanto na questão mental quanto emocional e física”, declara o pesquisador. Para isso, os participantes foram pareados para o Grupo Intervenção (GI), sendo criadas combinações e perfis, estabelecendo características de gênero, faixa etária, estado civil, escolaridade e renda familiar. De acordo com o perfil estabelecido para a primeira equipe, também foram atribuídas características para o Grupo Controle (GC). Depois, para cada representante de código no GI, deveria haver pelo menos um participante com o mesmo código no GC, constituindo, assim, o pareamento entre os grupos.

 

De acordo com Bruno Dantas, atualmente há uma intensidade dos sintomas de distúrbios mentais, inclusive a depressão em idosos, e as ferramentas usadas para o desenvolvimento de sua investigação podem facilitar o diagnóstico desses casos. “O impacto dessa pesquisa está voltado para a execução de uma política de saúde com intervenções como o contato social. Esse diagnóstico possibilita planejar medidas assertivas para a implementação dessas políticas”, completa Dantas.

 

Como método de pesquisa, foram usados questionários para dados demográficos no intuito de coletar informações como a idade, gênero, estado civil, renda familiar e nível escolar; o Medical Outcomes Short-Form Health Survey, um instrumento de avaliação genérica de saúde com questões claras e objetivas sobre as percepções do participante sobre saúde, limitações físicas e emocionais e expectativas sobre sua saúde; a Escala de Depressão Geriátrica de 30 itens, utilizada em pesquisas com idosos com perguntas objetivas sobre sintomas depressivos, gerando um escore que pode ser utilizado para classificar a presença e a gravidade da depressão geriátrica; e o Miniexame de Estado Mental (MEEM), exclusivo para avaliar a função cognitiva.

 

Durante os testes, sete tipos de intervenções foram realizadas na expectativa de ver qual era o mais eficaz para alcançar melhorias na qualidade de vida do grupo estudado. As interferências eram simulação realística de supermercado; abordagem nutricional e hábitos alimentares; tecnologia de manuseio e interação social; exercícios e atividades físicas acessíveis; gamificação de hábitos alimentares; pesquisa de alimentos online e tecnologia para entretenimento.

 

No segundo estudo, foi analisado um comparativo entre o Brasil e Portugal em relação aos idosos. A análise observacional trouxe resultados quantitativos para comparação. Para realizá-la, foram utilizados questionários com dados socioeconômicos e de saúde. Nessa etapa da investigação, foi possível ver que há uma presença maior de mulheres entre 65 e 80 anos em ambos os países, mas há uma diferença de renda, e isso leva a que os idosos de Portugal tenham mais qualidade de vida.

 

Como resultado, constatou-se que as intervenções aplicadas no primeiro momento demonstram um desfecho favorável no Grupo Intervenção em comparação ao Grupo Controle. É possível ver uma redução dos sintomas depressivos e uma melhora na saúde mental, estado geral e saúde física dos participantes do GI. No segundo instante, destaca-se a associação, correlação e risco entre a depressão e os aspectos relacionados com questões emocionais, físicas, funcionais e de saúde mental. Os dados se mostraram mais expressivos em Portugal em comparação ao Brasil.

 

O autor da tese, Bruno Dantas, diz que pensa em realizar novas pesquisas relacionadas ao assunto e que teve muita motivação com os resultados obtidos durante o estudo. Ele afirma que é importante pesquisar e garantir respostas para o avanço científico.

 

Com informações da UFRN

 

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Oito das 13 irmãs Clarissas em Caicó, todas da clausura, testam positivo para a COVID-19 e precisam da nossa ajuda

 

Em Caicó, 08 das 13 irmãs Clarissas do Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe estão com COVID 19. As freiras estão em repouso sem poder realizar suas tarefas diárias por algum tempo até a recuperação.

 

O Blog Gláucia Lima conversou com a Irmã Angélica e ela disse que todas as irmãs infectadas são da clausura. Elas apresentaram sintomas de gripe e fizeram os testes na tarde desta sexta-feira, 21.

 

As monjas clarissas vivem em regime de clausura pontifícia e trabalham para sustentar o mosteiro, desenvolvendo-o principalmente através do artesanato, com a confecção de cartões, quadros, imagens, terços e outros objetos devocionais; Também fabricam as hóstias e partículas usadas nas celebrações em toda a Diocese, além da confecção de alfaias e paramentos (túnicas, estolas, casulas e outros) que revestem os sacerdotes e ministros do altar. A renda é revertida em prol da manutenção do mosteiro, que subsiste também através das doações dos benfeitores daquela instituição.

 

Em tempo:

 

Clausura é a situação de quem não pode sair do claustro; internamento, encerramento.

 

Vamos ajudar as Irmãs Clarissas!

 

Ajude o Mosteiro das irmãs Clarissas de Caicó.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGÊNCIA 0758
OP 003
Cc 1293-5
CNPJ 10.872.463/0001-05
MOSTEIRO NOSSA SENHORA DE GUADALUPE.

 

Desde já agradecemos sua generosa doação, na certeza de que Deus te retribuirá com bênçãos e graças na sua vida.

 

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Semiárido potiguar tem previsão de volume de chuvas entre normal e acima do normal até abril, diz Emparn

 

O semiárido do Rio Grande do Norte tem previsão de volume de chuvas entre normal a acima do normal para o trimestre de fevereiro a abril de 2022, segundo anunciou a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado (Emparn).

 

“A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZTCI) associada ao esfriamento das águas do oceano Pacífico (Lã Niña) são algumas das condições meteorológicas que se apresentam favoráveis para a ocorrência de chuvas no RN no próximo trimestre”, disse o chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot

 

A informação foi divulgada após a Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte do Nordeste do Brasil, coordenada pela Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme) na última quarta-feira (19).

 

O encontro contou com participação de diversos pesquisadores e especialistas de centros estaduais de meteorologia do Nordeste e outras instituições.

 

Segundo a Emparn, também envolvida no encontro, a temperatura das águas superficiais dos oceanos Atlântico e Pacífico, a condição dos ventos alísios de sudeste e o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre a região foram alguns dos parâmetros que os pesquisadores avaliaram.

 

O Monitor da Seca, do mês de dezembro/21, publicado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em janeiro, registrou o recuo da área da seca grave no norte do estado, devido ao aumento das chuvas no mês.

 

G1

 

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Dom Antônio Carlos critica disseminação de Fake News sobre a vacina contra a Covid-19

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Na homilia de encerramento da Festa de São Sebastião, padroeiro de Parelhas o bispo da Diocese de Caicó, Dom Antônio Carlos criticou a onda de negacionismo e disseminação de fake news com relação a vacina contra a Covid-19.
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Quem ganha com essas mentiras? Que essas pessoas mintam eu até entendo porque a mentira delas diz de que lado elas estão. Se conhecemos o Deus da verdade, nós sabemos quem é o pai da mentira. O problema é perceber quantos cristão tem reproduzido essas mentiras, as fakenews, as falsas notícias. Um tempo desse de pandemia exige de nós em discernir entre tantas vozes que estão sendo ditas, qual é a voz de Deus. E a voz de Deus é sempre um apelo a vida, ao amor e a paz”, explicou.
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Contra vacina, atriz Elizangela é internada em estado grave com sequelas da Covid

 

A atriz Elizangela, de 67 anos, foi internada na quinta-feira (20), em Guapimirim, na Baixada Fluminense, em estado grave com sequelas respiratórias da Covid. Segundo a prefeitura, ela chegou passando muito mal ao Hospital Municipal José Rabello de Mello e quase teve que ser intubada.

 

Segundo a assessoria da prefeitura, Elizangela é “bem rebelde” e se mostrou radicalmente contra a vacinação — como deixa claro em suas redes sociais. Ela não tomou nenhuma dose do imunizante contra a doença.

 

Nesta sexta-feira (21), Elizangela estava estabilizada no CTI (Centro de Terapia Intensiva). Os testes recentes apontaram que a atriz não tem mais o vírus da Covid. A Prefeitura de Guapimirim disse que a atriz já tinha ido ao hospital na semana passada após se sentir mal. Na ocasião, ela foi atendida, medicada e teve alta.

 

Na quinta-feira, Elizangela retornou à unidade em estado mais grave. Ela foi encaminhada à sala vermelha, onde os médicos conseguiram estabilizá-la.

 

G1

 

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Missa Solene encerra Festa de São Sebastião, padroeiro de Jucurutu

 

A Festa de São Sebastião, tradicional no município de Jucurutu, começou no último dia 10 com missa de abertura e hasteamento da bandeira e se encerrou nesta quinta-feira (20), com passeata com andor pelas ruas da cidade e missa na Matriz.

 

Em Jucurutu/RN, o dia 20 de Janeiro, é considerado Feriado Religioso.

 

O momento teve início às 17h com concentração dos fiéis e devotos em frente Igreja de Santa Izabel.

 

Logo após o cortejo com imagem do padroeiro percorreu um trajeto com destino à Matriz no centro da cidade.

 

O pregador foi o Reitor do Seminário da Diocese de Caicó, Padre Allysson Bruno de Araújo Rufino.

 

Com descida do estandarte, a manifestação religiosa encerrou as festividades alusivas ao padroeiro São Sebastião, que movimentaram a cidade no período de 10 a 20 de janeiro.

 

Ao final o Pe. Jaime, vigário paroquial, agradeceu aos que juntos contribuíram para a realização dos festejos.

 

Foi um verdadeiro momento de espiritualidade, devoção e fé em homenagem ao glorioso mártir.

 

A preparação do andor do Glorioso São Sebastião que tanto encanta os devotos foi decorado pelo professor Nanael Simão com colaboração de Jairo e Arthur.

 

Cobertura:

PASCOM – Pastoral da Comunicação

Blog Edilson Silva

 

 

 

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Procura por UTI Covid volta a subir, e RN já tem 6 hospitais sem leitos disponíveis e fila de espera

 

A procura por leitos de UTI para pacientes com Covid-19 voltou a subir no Rio Grande do Norte, segundo dados da plataforma “Regula RN”, que monitora em tempo real a situação dos hospitais públicos potiguares.

 

Nesta quarta-feira (19), 58 pacientes com Covid pediram leitos na rede pública de saúde. Foi o maior número de solicitações diárias desde 7 de julho de 2021, quando 60 pacientes deram entrada no sistema de regulação. Atualmente, a média móvel diária de solicitações de leitos está em 45 pedidos por dia, maior número desde 17 de julho do ano passado.

 

Com o aumento na procura, o Estado voltou a registrar fila de espera. Às 14h30 desta quinta-feira (20), havia 11 pacientes aguardando um leito de UTI. São 10 pacientes da Região Metropolitana de Natal e 1 da região Oeste. A situação da capital é a mais preocupante, porque três hospitais da região já estão sem leitos disponíveis: João Machado, Pescadores e Maria Alice Fernandes. O estágio também é crítico no Giselda Trigueiro, que está com 90% dos leitos ocupados.

 

Além dos três hospitais de Natal, outros três estão com todos os leitos ocupados: Mariano Coelho (Currais Novos), Rafael Fernandes (Mossoró) e Cleodon Carlos de Andrade (Pau dos Ferros).

 

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Emparn prevê trimestre com chuvas de normal a acima do normal no RN; confira previsão

 

O cenário para chuvas é favorável para o período de fevereiro a abril de 2022 no Norte do Nordeste do Brasil. Para a região do semiárido do Rio Grande do Norte, o prognóstico é de volumes de normal a acima do normal.

 

Esse foi o resultado divulgado nesta quinta-feira (20) da Reunião de Análise e Previsão Climática para o Norte do Nordeste do Brasil, coordenada pela FUNCEME – Fundação Cearense de Meteorologia, que contou com a participação da equipe da Empresa de Pesquisa do Rio Grande do Norte (Emparn) e de diversos pesquisadores e especialistas de centros estaduais de meteorologia do Nordeste e outras instituições.

 

“A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZTCI) associada ao esfriamento das águas do oceano Pacífico (Lã Niña) são algumas das condições meteorológicas que se apresentam favoráveis para a ocorrência de chuvas no RN no próximo trimestre”, disse o chefe da unidade de Meteorologia da Emparn, Gilmar Bristot.

 

A temperatura das águas superficiais dos oceanos Atlântico e Pacífico, a condição dos ventos alísios de sudeste e o deslocamento da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) sobre a região foram alguns dos parâmetros que os pesquisadores avaliaram durante a reunião realizada na última quarta-feira (19) por vídeo conferência.

 

O Monitor da Seca, do mês de dezembro/21, publicado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em janeiro, registrou o recuo da área da seca grave no norte do estado, devido ao aumento das chuvas no mês. “Desde dezembro estamos observando uma boa distribuição das precipitações tanto em volume como em espaço territorial no RN refletindo inclusive na área da seca no estado”, comentou Bristot.

 

Em 2021, o Rio Grande do Norte registrou chuvas abaixo do esperado na maior parte do seu território. “Somente a região do Alto Oeste registrou volumes positivos que variaram entre 800 e 1000 milímetros, em 2021. No restante do RN a média foi abaixo de 600mm”, comentou Bristot.

 

Reunião Climática RN

 

A Reunião de Análise e Previsão Climática para o semiárido potiguar, para apresentar a previsão para o período do inverno no interior, que ocorre de março à maio, está programada para a segunda quinzena de fevereiro.

 

Previsão para o trimestre fevereiro, março e abril de 2022 – chuva mínima esperada:

 

Mesorregião Fevereiro Março Abril
OESTE 116,5mm 197,5mm 180,2mm
CENTRAL 93,2mm 155,1mm 150,2mm
AGRESTE 69,6mm 119,2mm 133,0mm
LESTE 92,2mm 166,9mm 195,8mm

 

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Seminarista Jarison Vicente foi o pregador da última novena da Festa de São Sebastião em Jucurutu

 

Com o tema: Corresponsáveis na Missão aconteceu na última quarta-feira, 19 de janeiro, última novena dentro das festividades em honra ao padroeiro, São Sebastião de Jucurutu neste ano de 2022.

 

O pregador foi o seminarista Jarison Vicente que por motivo superior substituiu o Pe. Everaldo Araújo de Lucena – Pároco da Paróquia de Santo Estevão Diácono em Caicó.

 

“Quem pode participar das novenas, com certeza se ficou atento, conseguiu perceber o que o Espírito Santo tem nos falado nestes últimos tempos. Tempos difíceis ocasionados pela pandemia, epidemia e tantas tragédias sociais. O tema da nossa festa é sugerido pelo Papa Francisco que por inspiração do espírito, percebeu a necessidade de falarmos sobre o caminhar juntos e unidos, isso significa Sinodalidade. Se a Igreja nos convida parar e discutir sobre esse tema, é por que talvez não estejamos tão unidos assim. É preciso caminhar juntos, em comunhão com Jesus”, frisou.

 

A noite foi dedicada a Conferência Vicentina e Conselho Paroquial.

 

Confira nas imagens da PASCOM – Pastoral da Comunicação

 

 

 

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20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro de Jucurutu

 

O santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.

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Ao entrar para o serviço no Império, como soldado, tinha muita saúde no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito, tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.
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Esse mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho que não podia ser explícito.
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São Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos. Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador, que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço; denunciando o paganismo e a injustiça.
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São Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia, aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça. Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
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São Sebastião, rogai por nós!
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