Economia

Pobreza tem alta recorde e atinge 63,5 milhões de brasileiros em 2021, diz IBGE

 

O contingente de brasileiros abaixo da linha de pobreza atingiu o patamar de 29,4% da população — ou 62,5 milhões de pessoas — em 2021, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em pesquisa divulgada nesta sexta-feira (2). Destas, cerca de 17,9 milhões (ou 8,4% da população) estavam em situação de extrema pobreza.

 

Os números apurados representam um recorde desde o início da série histórica, em 2012.

 

Entre 2020 e 2021, segundo o IBGE, o aumento nos dois grupos foi de 22,7% e 48,2%, respectivamente. Em números fechados, o contingente de pessoas abaixo da linha de pobreza passou a incluir mais 11,6 milhões de brasileiros; o de extrema pobreza, 5,8 milhões.

 

Os critérios para definição das ditas “linhas” de pobreza e extrema pobreza são definidos pelo Banco Mundial. No primeiro grupo, são considerados rendimentos per capita mensais de US$ 5,50, dentro da lógica da paridade de poder de compra — ou seja, quanto cada moeda pode comprar em termos internacionais. No Brasil, equivale a R$ 486.

 

A linha de extrema pobreza já é de US$ 1,90, ou R$ 168 mensais per capita.

 

Nos números consolidados pelo IBGE, a proporção de crianças menores de 14 anos abaixo da linha de pobreza atingiu o maior patamar da série histórica, a 46,2%. A de pretos e pardos, em 37,7%, é quase o dobro da proporção de brancos, de 18,6%.

 

No recorte por regiões do país, Nordeste e Norte lideravam as maiores proporções de pessoas pobres da população regional, com 48,7% e 44,9%, respectivamente. No Sudeste e no Centro-Oeste, um em cada cinco habitantes estavam abaixo da linha de pobreza. Já no Sul, o percentual foi de 14,2%.

 

A pesquisa do IBGE ainda apurou que o Índice de Gini — instrumento que mede o grau de concentração de renda — aumentou e voltou ao patamar de 2019, o segundo maior da série, indo a 0,544. O auge foi em 2018, quando atingiu 0,545.

 

Quanto mais próximo de zero, maior é a igualdade de renda.

 

CNN

 

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Copa do Mundo deve injetar 80 milhões na economia do RN

 

Tradicionalmente realizada nos meses de junho e julho, ao final da temporada dos países europeus, a Copa do Mundo neste ano, no Qatar, acontecerá em novembro e dezembro, um trimestre que costuma ser agitado para a economia nacional, em especial para os setores do Comércio e de Serviços. O Instituto Fecomércio RN estima que, somente em Natal e Mossoró, R$ 80 milhões devem ser injetados na economia potiguar.

 

De acordo com pesquisa da entidade que revela a intenção de consumo durante a Copa, na capital potiguar a expectativa é de que seja injetado pelo menos R$ 70 milhões, enquanto na cidade do Oeste, haja um incremento de cerca de R$ 10 milhões.

 

Para o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, o cenário é de otimismo. “Teremos 6,5 mil contratações temporárias aqui no estado. Os empresários estão contratando 17% a mais que no ano passado porque estão acreditando que o aquecimento das vendas será bem superior. Com chegada de datas importantes como a Copa do Mundo e a Black Friday, estamos confiantes que teremos um período de ótimas oportunidades para os empresários e consumidores”, projetou.

 

Natal

 

Segundo dados do levantamento, 62,1% dos natalenses pretendem ir às compras. Os produtos de vestuário e acessórios (87,9%) e alimentos e bebidas (26%) serão os de maior aquisição de quem mora na capital.

 

Os homens pretendem gastar mais nas compras, em média, R$ 150,00, enquanto as mulheres vão desembolsar o valor médio de R$ 138,74. A média de gastos do natalense será de R$ 144,32 por pessoa.

 

Quem pretende pagar com o cartão de crédito parcelado está disposto a gastar mais do que quem vai pagar as compras à vista. Essa diferença pode chegar a 25% entre os natalenses, se comparado aos consumidores mossoroenses.

 

Os locais de compra preferenciais para aquisição dos itens relacionados a Copa do Mundo serão lojas do comércio de rua (61,7%); seguidos dos shoppings (19,2%) e das lojas virtuais (13,3%).

 

Mossoró

 

De acordo com a pesquisa do Instituto Fecomércio RN, 46,1% dos mossoroenses pretendem fazer algum tipo de aquisição. Vestuário e acessórios (77,1%), além de alimentos e bebidas (40,7%) serão os itens mais consumidos. O valor médio gasto por pessoa será de R$ 125,32.

 

Os homens pretendem gastar mais nas compras, em média, R$ 140,15, enquanto as mulheres vão desembolsar o valor médio de R$ 112,71.

 

Quanto aos locais que os consumidores devem fazer as compras, a previsão é que a maioria compre os produtos em lojas do comércio de rua (62,5%). As lojas online serão a escolha de 14,8% dos consumidores mossoroenses. Na sequência, aparecem as compras no shopping, com 3,7%.

 

Na pesquisa de Natal foram entrevistadas 608 pessoas, distribuídas proporcionalmente por região administrativa do município. Em Mossoró, a pesquisa abrangeu 500 pessoas.

 

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiabilidade de 95%.

 

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Governo Lula: PEC deve propor salário mínimo de cerca de R$ 1.320 para 2023, diz Wellington Dias

 

O senador eleito Wellington Dias (PT-PI) afirmou que o novo governo vai sugerir ao Congresso o reajuste do salário mínimo para cerca de R$ 1.320 em 2023, o que representa um índice de 1,4% acima do montante que consta na proposta orçamentária.

 

O valor que deve ser apresentado na PEC da transição foi antecipado pela Folha na sexta-feira (4). O reajuste real do salário mínimo foi uma das principais promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

Atualmente, a proposta orçamentária para o ano que vem, elaborada pela gestão de Jair Bolsonaro (PL), prevê um reajuste de 7,41%, passando dos atuais R$ 1.212 para R$ 1.302.

 

Em entrevista à Folha, Dias disse que a nova regra deve considerar a média de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) dos últimos cinco anos. A regra beneficiará aposentados do INSS, que têm no reajuste real do mínimo a maior expectativa em relação ao terceiro mandato de Lula. Isso porque o mínimo é também o valor do piso das aposentadorias e de outros benefícios assistenciais e trabalhistas pagos pelo governo.

 

“Como tivemos PIB negativo nos últimos anos, a proposta a ser submetida ao vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), coordenador da transição, e por ele ao presidente Lula, é um índice de cerca de 1,4% acima do valor proposto na LOA (Lei Orçamentária Anual) para 2023 e, a partir de 2024, segue a regra da média do PIB nos últimos 5 anos”, disse o senador eleito.

 

Agora RN

 

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Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa de Incubação da Incubadora Tecnológica do Seridó (IT Seridó)

 

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Programa de Incubação da Incubadora Tecnológica do Seridó (IT Seridó).

 

O edital é destinado a pessoas jurídicas (CNPJ) classificadas como empresas privadas, sem quaisquer débitos ou pendências legais ou trabalhistas. As empresas devem apresentar produtos, serviços ou processos inovadores, baseados em diferenciais tecnológicos, buscando a solução de problemas ou desafios sociais e ambientais, independentemente do ramo de atuação. Empreendedores ou empresas que já tenham integrado o Programa de Incubação da Incubadora Tecnológica não poderão participar deste processo seletivo.

 

A Incubadora Tecnológica IT Seridó, com sede no Campus Caicó, do IFRN, tem como propósito orientar empreendedores locais para viabilização de seus projetos e negócios de inovação, promovendo conexões e apoio técnico especializado.

 

As empresas que forem selecionadas no âmbito deste Edital celebrarão TERMO DE CESSÃO DE USO DE BEM PÚBLICO com o IFRN, cujo objeto é o uso do espaço da instituição pública pela empresa para exercer as atividades de apoio ao seu desenvolvimento, oferecendo suporte para transformar suas ideias em empreendimentos de sucesso.


A cessão de uso ficará condicionada à apresentação, pelo interessado, de Certidão Negativa de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União, Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas e prova de regularidade relativa à Seguridade Social, hipótese em que serão consideradas regulares as certidões positivas com efeito de negativas e Certidões de protesto e certidões judiciais, quando solicitado pela Coordenação Técnica da INCUBADORA-IT Seridó. 
A cessão de uso terá prazo certo, outorgada por período a ser informado no ato da submissão da proposta pela empresa, admitidas renovações sucessivas, sem prejuízo da extinção da cessão caso a empresa dê à imóvel destinação diversa daquela prevista no instrumento; e o período máximo de incubação da empresa será de 24 (vinte e quatro) meses.

 

O período de inscrições deste edital é de 03/10/2022 a 03/11/2022 e pode ser realizada preenchendo o formulário a seguir:

 

LINK PARA INSCRIÇÕES

EDITAL

 

 

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Preço médio da gasolina nos postos sobe pela segunda semana seguida

 

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país subiu pela segunda semana consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (21).

 

O preço médio do litro avançou para R$ 4,88 na semana de 16 a 22 de outubro, uma alta de 0,41% frente à semana anterior (R$ 4,86). De acordo com o novo levantamento da ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 6,99.

 

O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,46 para R$ 3,54, um avanço de 2,31% na semana. Essa é a terceira alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,90.

 

A alta atingiu também o diesel, único que seguia recuando. O preço médio do litro avançou de R$ 6,51 para R$ 6,59, um aumento de 1,22%. É a primeira alta do combustível desde o fim de junho, quando iniciou o ciclo de quedas. O valor mais alto encontrado nesta semana foi de R$ 8,52.

 

Os dados da ANP dão sinais de estabilização nos preços dos combustíveis, após semanas consecutivas de forte queda.

 

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Guedes e Bolsonaro querem deixar salário mínimo e aposentadoria sem correção pela inflação

 

Enquanto Bolsonaro (PL) corre o país em busca de um novo mandato, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prepara uma proposta para eventual novo governo de extrema direta. A ideia é que o chamado “novo marco econômico” só seja apresentado após a realização do segundo turno, caso o presidente conquiste mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.

 

Na nova proposta econômica, Paulo Guedes propõe o fim da correção pela inflação passada do salário mínimo e dos benefícios previdenciários. A ideia é apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) no dia seguinte ao segundo turno.

 

Segundo informações da Folha de S. Paulo, que teve acesso ao plano econômico de Guedes, a proposta estabelece que o salário mínimo e os benefícios previdenciários “deixam de ser vinculados à inflação passada […] a nova regra considera a expectativa de inflação e é corrigido, no mínimo, pela meta de inflação”.

 

Com a mudança proposta por Guedes, abre-se a possibilidade de uma correção do salário mínimo e dos benefícios previdenciários abaixo da inflação. Ou seja, o plano de Guedes prevê uma não atualização do salário mínimo, diminuindo ainda mais o poder de compra das famílias brasileiras. Bolsonaro e Guedes pretendem congelar o salário e as aposentadorias.

 

Por meio de suas redes sociais, o líder do MTST e deputado federal eleito Guilherme Boulos (PSOL-SP) fez uma alerta à população de que, caso Bolsonaro se reeleja, no dia seguinte vai congelar salários e aposentadorias mediante a nova proposta de Guedes.

 

Com informações da Folha de S. Paulo

 

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Pesquisa estuda comportamento do consumidor de queijo de manteiga do RN

 

Pesquisadores do IFRN de Currais Novos lançaram uma pesquisa com objetivo de analisar o perfil do consumidor de queijo de manteiga do Rio Grande do Norte e o nível de conhecimento sobre IG – Indicação Geográfica. A pesquisa é coordenada pela pesquisadora Ítala Viviane Véras e executada pelas alunas Allyssa Santos, Júlia Dantas, Maria Denise Oliveira, Mariana dos Santos e pela docente Maria Lucimar Medeiros.

 

A consulta busca entender, por exemplo, qual a preferência do consumidor em relação à produção artesanal ou industrial de queijos e se ele consegue distinguir um queijo de manteiga puro de um queijo adulterado. A sondagem também questiona sobre quanto o consumidor gasta por mês na compra de queijo de manteiga, onde ele geralmente compra seu queijo de manteiga, e se sempre compra queijo de manteiga da mesma marca.

 

As pesquisadoras estão desenvolvendo trabalho para mostrar a viabilidade do pleito da Indicação Geográfica do Queijo de Manteiga, junto ao INPI, para o produto artesanal do Seridó. Por isso, a pesquisa também questiona se o consumidor busca saber qual a marca/procedência do queijo de manteiga que compra e se acha importante que o queijo de manteiga do Seridó tenha uma identificação para que o consumidor possa distingui-lo do queijo de outras regiões.

 

A participação na pesquisa é voluntária e está disponível no link: AQUI

 

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BRASIL – Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas

 

O preço da gasolina nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última edição do levantamento, divulgada nesta segunda-feira (17), indicou que o consumidor brasileiro pagou em média R$ 4,86 por litro na semana de 9 a 15 de outubro.

 

O aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, e ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, a maior do país sob controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores 7 dias antes em 9,7%.

 

Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês. A alta foi influenciada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de efetuar um profundo corte na produção.

 

A Petrobras, no entanto, não anuncia mudanças nos preços praticados em suas refinarias há mais de um mês. A última alteração foi uma redução de 7% anunciada no início de setembro.

 

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Dois projetos de pesquisadores do ISD são selecionados para aceleração no Programa Startup Nordeste

 

Dois projetos desenvolvidos por pesquisadores do Instituto Santos Dumont (ISD) foram selecionados na fase final do Programa Startup Nordeste, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). Com isso, os projetos que deram origem às empresas BrainExos e Stimully vão receber R$ 78 mil para investir nas ideias apresentadas, a fim de permitir que elas cheguem ao mercado.

 

Os pesquisadores do ISD que integram as equipes selecionadas são Rommel Araújo e Mouhamed Zorkot, mestres em Neuroengenharia, e Fabrício Brasil, professor pesquisador na instituição. O Startup Nordeste teve seu primeiro resultado anunciado em junho, quando 200 projetos foram selecionados para integrar as mentorias e atividades do programa. Após várias fases que aconteceram ao longo dos últimos meses, restaram 26 projetos, que foram escolhidos pelos avaliadores para receber financiamento ao longo dos próximos seis meses.

 

O objetivo do Programa é fomentar o ecossistema de inovação e as startups sediadas na região Nordeste, contribuindo para a inserção de pequenos negócios inovadores no mercado global de inovação e tecnologia.

 

O professor pesquisador Fabrício Brasil destaca a importância de inserir no mercado projetos de negócios que tenham como base a ciência e a pesquisa. ”As pesquisas científicas precisam sair dos muros do laboratório e gerar emprego e renda para nosso país. Precisamos dissociar a ideia enraizada que uma pós-graduação está relacionada apenas à elaboração de trabalhos científicos”, afirma.

 

De acordo com Brasil, o movimento de estimular a criação de empresas e startups a partir de projetos de pesquisa desenvolvidos pelos estudantes teve início há alguns anos no ISD, e tem apresentado bons resultados, com a aprovação de empresas em programas de aceleração nacional, como o Startup Nordeste e o Centelha, e programas internacionais, como o Global Grad Show.

 

BrainExos e Stimully

 

Ambas empresas aprovadas para financiamento pelo programa Startup Nordeste, BrainExos e Stimully, possuem como base conceitos das neurociências unidos à questões de saúde enfrentadas pela população.

 

A BrainExos, explica Rommel Araújo, é uma startup de tecnologia e saúde de base científica, que busca superar as barreiras que existem hoje para a reabilitação motora. A empresa possui duas soluções: o G-Exos e o HERO, exoesqueletos vestíveis para auxiliar na reabilitação de pessoas que tiveram Acidente Vascular Encefálico (AVE ou, popularmente, “AVC”). “A missão da BrainExos é fazer com que esses pacientes tenham mais autonomia e qualidade de vida, promovendo uma reabilitação motora mais eficaz, por meio de estímulo a mecanismos de neuroplasticidade“, diz Rommel.

 

O HERO foi desenvolvido por Rommel durante seu mestrado em neuroengenharia no ISD, enquanto o G-Exos foi fruto da pesquisa de mestrado de Mouhamed Zorkot. Para controlar os exoesqueletos, utiliza-se a tecnologia da Interface Cérebro-Máquina, capaz de estabelecer uma conexão direta entre o cérebro e um computador, uma das linhas de pesquisa do Instituto. “Há vários estudos, inclusive com nosso equipamento, que mostram que essas ferramentas associadas à reabilitação são capazes de promover uma melhora motora muito mais significativa do que os métodos tradicionais“, destaca.

 

A Stimully, por sua vez, à frente da qual estão o professor pesquisador Fabrício Brasil e o professor Leandro Mattos, busca utilizar a técnica da neuromodulação para regular a hiperatividade cerebral que filtra os estímulos externos em pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). “Queremos normalizar esta atividade utilizando uma técnica de neuromodulação segura, oferecendo redução de tempo e custo em mais de 99% para familiares e planos de saúde. Os avaliadores se mostraram entusiasmados, pois a proposta apresentava um potencial de mercado bem grande, e ao mesmo tempo estava associada a uma causa social relevante para a sociedade“, afirma o professor pesquisador.

 

Com os investimentos, os pesquisadores pretendem continuar investindo no crescimento dos negócios, com o objetivo de ultrapassar as fronteiras do Brasil. “Estamos rodando um estudo clínico com 150 crianças utilizando equipamentos de outras empresas. Agora pretendemos construir os nossos, bem como iniciar a comercialização para atingir o maior número de pessoas possíveis. Esse foi o terceiro edital que nos inscrevemos e vencemos em todos, mas ainda precisamos de recursos para continuar evoluindo. Buscamos ainda parceiros e venture capitals para alavancar a startup”, destaca Fabrício Brasil.

 

SOBRE O ISD

 

O Instituto Santos Dumont é uma Organização Social vinculada ao MEC e engloba o Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra e o Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi, ambos em Macaíba. A missão do ISD é promover educação para a vida, formando cidadãos por meio de ações integradas de ensino, pesquisa e extensão, além de contribuir para a transformação mais justa e humana da realidade social brasileira.

 

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Aumento do consumo de energia solar traz projeções otimistas ao setor

 

O setor de energia solar tem comemorado o aumento da adesão aos sistemas de produção de energia fotovoltaica no Brasil. O país ultrapassou a marca de 19 gigawatts (GW) de potência instalada da fonte solar fotovoltaica. Desse total, 13 GW são de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos e o restante corresponde às usinas de grande porte. É um número considerado histórico pelo setor. A título de comparação, a Usina Hidrelétrica de Itaipu gera 14 GW de potência instalada.

 

O número consolida a fonte solar como a terceira maior geradora de energia no país, atrás apenas das fontes hidrelétricas e eólica. A captação de luz solar por placas fotovoltaicas e a transformação dessa luz em energia representa, hoje, 9,6% da matriz elétrica do país. De janeiro a setembro, houve aumento de 46,1%, com crescimento médio de 1 GW por mês nos últimos 120 dias.

 

Os dados são da  Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Com base neles, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que a capacidade instalada poderá dobrar até o início de 2023. O incentivo, em forma de desconto na tarifa, para consumidores instalarem o sistema em suas casas é uma das razões para a projeção.

 

De acordo com a Lei 14.300/2022, que institui o marco legal da microgeração e minigeração distribuída, os consumidores que instalarem sistema solar em suas residências e empresas até 2023 pagarão mais barato pela tarifa até 2045. A tarifa será calculada apenas sobre a diferença positiva entre o montante consumido e a soma da energia elétrica injetada no referido mês.

 

A energia gerada por luz solar é uma energia limpa, que não produz resíduo ou poluição. Segundo a Absolar, esse tipo de energia evitou a emissão de 27,8 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade. O custo de instalação, no entanto, não é baixo. Para residências, o preço médio de instalação é de R$ 25 mil; para indústrias, R$ 200 mil.

 

O preço vem caindo. De acordo com a Solstar, empresa do setor, os custos caíram cerca de 44% nos últimos seis anos. Existe ainda um incentivo fiscal, a isenção de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na venda do kit completo (inversor + módulos). A Solstar destaca ainda a abertura de linhas de crédito para compra de sistemas fotovoltaicos.

Sustentabilidade

 

Para a CNI, as empresas brasileiras têm buscado adotar a agenda sustentável, indo ao encontro do compromisso firmado pelo Brasil para redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) estabelecidas no Acordo de Paris. O compromisso do país é reduzir 37% até 2025 e 50% até 2030.

 

“Muitas empresas têm investido em projetos de eficiência energética. Isso significa usar menos energia para obter o mesmo resultado, e esse resultado pode ser alcançado por meio de melhorias tecnológicas ou de mudanças na gestão energética das empresas”, afirmou o gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo.

 

Agência Brasil

 

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Gás de cozinha sofre reajuste e botijão deve custar em média R$ 120 no RN, diz sindicato

 

O gás de cozinha (GLP) vai sofrer um novo aumento nas distribuidoras a partir desta quarta-feira (7) e deve aumentar em cerca de R$ 5 a R$ 6 o preço do botijão no Rio Grande do Norte. De acordo com o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás-RN), o preço médio deve ficar em torno de R$ 120 no estado.

 

O aumento acontece por conta do dissídio coletivo dos trabalhadores do setor, que tradicionalmente ocorre no mês de setembro. “As distribuidoras estão fazendo um repasse ao dissídio coletivo. É um reajuste que elas fazem em setembro. Vai ter um aumento próximo de R$ 5 a R$ 6 em setembro”, explicou Francisco Correia, presidente do Singás-RN. “Todo ano, no mês de setembro, tem esse reajuste do dissídio coletivo mais a inflação”, pontuou.

 

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Pesquisa PwC: 67% das pessoas destinam maior parte do orçamento para alimentação

 

Os consumidores planejam ampliar gastos com bens nos próximos meses, mas o aumento nos preços dos alimentos é o principal obstáculo enfrentado pelos brasileiros para exercer seus desejos de consumo, segundo uma pesquisa da empresa de consultoria e auditoria PwC Brasil.

 

Apontada por 67% dos entrevistados, a inflação de alimentos obriga os consumidores a direcionar uma parte maior do orçamento doméstico para os itens essenciais, em detrimento dos supérfluos. O segundo e terceiro entraves às compras mais mencionados por consumidores foram transtornos relacionados ao frete, como descumprimento de prazo (queixa mencionada por 44% dos entrevistados) e demora na entrega (43% de citações).

 

“No decorrer do primeiro semestre, aqui no Brasil, a inflação mostrou um aumento nos alimentos. Antes ela comprava refrigerante ou suco, aí ela começou a trocar por produtos de menor valor agregado, acaba comprando limão para adoçar sua bebida”, exemplificou Luciana Medeiros, sócia da PwC Brasil.

 

“Vai reduzindo até não comprar mais. Então isso que foi acontecendo com o consumidor no decorrer desse primeiro semestre. Na verdade, isso começou em dezembro, o mercado sentiu bastante isso, a troca de itens, sempre por produtos de menor valor agregado, de menor custo, até o consumidor ou parar de consumir o produto, além da troca de marca, ou então ficar só com uma coisa, o valor dele reduzido.”

 

Os alimentos comprados em supermercados para consumo no domicílio acumularam um aumento de 17,37% nos 12 meses encerrados em agosto, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O preço do óleo diesel, que afeta o custo do frete, acumulou um encarecimento de 58,81% no período de um ano, de acordo com o IPCA-15.

 

Além da inflação de alimentos e de problemas na entrega, Medeiros lembra que os consumidores também sentiram os impactos da desorganização da cadeia de suprimentos sobre a experiência de consumo em alguns segmentos, como a falta de produtos ou fila de espera, especialmente por automóveis e equipamentos eletrônicos.

 

Segundo a empresa de consultoria e auditoria, as perspectivas são positivas para o varejo no médio prazo. No Brasil, 70% dos entrevistados afirmaram terem aumentado suas compras online durante a pandemia, e 55% dos consumidores declararam que ampliarão ainda mais as compras online nos próximos seis meses, enquanto 36% esperam manter os níveis atuais. Um terço dos entrevistados (34%) planeja expandir seu consumo em lojas físicas, e 45% preveem manter o nível atual de consumo.

 

“Realmente as pessoas estão com tendência a sair de casa, e fazer até mesmo um programa em relação a essa visita física nas lojas”, justificou Medeiros.

 

A ampliação de medidas de transferências de renda para a população deve beneficiar mais a aquisição de itens essenciais que supérfluos, como o segmento de alimentos, avaliou Luciana Medeiros. “Porque no outro (pagamento de auxílio emergencial), ele foi pra isso, mas as pessoas começaram a adquirir linha branca, fogão, geladeira, esse tipo de coisa. Agora neste, como ficou um período sem receber, a gente acredita que esse valor vá direto pro (segmento) alimentar”, previu Medeiros.

 

O levantamento apontou que 65% dos consumidores brasileiros indicaram alguma disposição de pagar mais por produtos produzidos localmente ou no próprio País, embora apenas 35% acreditem que os itens nacionais tenham maior qualidade que os concorrentes internacionais.

 

Quanto ao perfil do consumidor, os jovens são especialmente mais interessados e exigentes quanto a adquirir produtos de empresas com boas práticas de ESG (governança ambiental, social e corporativa) e conteúdo local. Segundo a PwC, as gerações Y e Z são consumidores muito mais propensos a considerar esses fatores nas decisões de compra.

 

Cerca de quatro em cada dez entrevistados no Brasil dizem que o ESG geralmente afeta suas decisões de compra, e os fatores ambientais são os que menos tendem a influenciar. Para 70% dos consumidores brasileiros, a transparência nas práticas de negócios é um fator de influência importante nas decisões de compra; 46% veem como relevante a empresa admitir erros do passado; e 49% dos entrevistados dizem que os fatores sociais afetam suas decisões de compra.

 

A pesquisa Global Consumer Insights, realizada semestralmente pela PwC, ouviu apenas consumidores a partir de 18 anos que fizeram compras online pelo menos uma vez no ano anterior. A edição de junho de 2022 ouviu 9.069 consumidores em 25 países e territórios, sendo 502 deles no Brasil.

 

Tribuna do Norte

 

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Feira do Empreendedor na zona Norte de Natal deve atrair mais de 10 mil empresários

 

Depois de edições em formato remoto devido à pandemia, o Circuito Feira do Empreendedor volta a ser realizado presencialmente neste ano. No Rio Grande do Norte, o evento foi lançado pelo Sebrae, na quarta-feira (31), e a expectativa é de atrair, em quatro dias, mais de 10 mil empreendedores em busca de modelos de negócios, soluções inovadoras, tendências e capacitação para geração ou ampliação de negócios sustentáveis e competitivos. Com o tema “A ponte entre Você e o Sucesso”, a Feira do Empreendedor 2022 ocorre no período de 16 a 19 de novembro, no Partage Norte Shopping, localizado na zona Norte de Natal.

 

A proposta da feira é criar num espaço único um ambiente de soluções capazes de viabilizar a geração, ampliação ou diversificação de negócios competitivos e sustentáveis. A Feira do Empreendedor será montada em uma área de 5 mil metros quadrados dentro do shopping e deverá contar com nove tipos de experiências temáticas com conteúdos interativos e práticos, tendo como foco o mercado digital.

 

Durante o lançamento da Feira do Empreendedor 2022 e a apresentação do evento, que foram feitos no Jack Lanches, um dos maiores estabelecimentos de entretenimento da região, o diretor técnico do Sebrae-RN, João Hélio Cavalcanti, destacou que a zona Norte possui uma densidade considerável de pequenos negócios, que movimentam a economia dessa região.

 

“O perfil de negócios é bem aderente àquilo que o Sebrae propõe com a Feira do Empreendedor 2022. Entendemos que a zona Norte merece esse novo olhar para melhoria e desenvolvimento das empresas instaladas na área, diante do que esse aglomerado de pequenas empresas representa para a economia da capital como um todo”, enfatizou João Hélio.

 

Na visão do diretor, apesar se ser uma zona regional, o potencial consumidor e modelos de negócios irradiam para todos os municípios circunvizinhos que estão nos limites da Região Metropolitana de Natal. “Existem corredores comerciais fortes na zona Norte e, ao trazer um evento do porte da Feira do Empreendedor para cá, nos aproximamos desse público, sem precisar de grandes deslocamentos, apresentando ferramentas tecnológicas, tendências de consumo, oportunidades e modelos de negócios, capacitação e palestras, ao mesmo tempo, estimulando a presença digital dessas empresas”, explica João Hélio, reforçando que esta edição do evento será focada na transformação digital.

 

Mais de 100 horas de conteúdos e palestras

 

A apresentação da estrutura foi feita pela coordenadora geral da Feira do Empreendedor 2022, Daniela Tinoco, que é analista do Sebrae-RN. Segundo a analista, o evento programa mais de 100 horas de atividades de conhecimento, com destaque para as palestras diárias, que terão grandes nomes do cenário nacional. Estão confirmados entre os palestrantes Rapha Falcão, Bráulio Bessa, Ana Flávia Ribeiro, Artur Igreja, Dani Amaral, Ana Fontes e Os Mentalistas.

 

Considerada o maior evento de empreendedorismo do Rio Grande do Norte, a Feira do Empreendedor 2022 terá vários espaços destinados para quem quer empreender, para quem já tem um negócio ou para aqueles que desejam ter acesso a novidades e tendências de mercado. Os visitantes encontrarão espaços voltados para as áreas de Oportunidades e Tendências de Negócios, Atendimento, Sustentabilidade, Educação Empreendedora, Startup e Inovação, Moda, Soluções, Transformação Digital, Crédito e Vendas, entre outras.

 

Visão dos empreendedores

 

Empreendedores da região participaram do lançamento. Um deles foi Adriano Fontes, que há três anos atua no segmento de alimentação fora do lar, que comemorou o anúncio de realização do evento. “Para quem é dono de negócio, é uma vitrine para vender produtos e serviços e buscar agregar valor à empresa. A Feira do Empreendedor é uma excelente oportunidade para nos capacitarmos e buscarmos inovação e atualização do mercado diante de concorrência acirrada”, diz.

 

Tribuna do Norte

 

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Região do Seridó colhe 30 toneladas de algodão quatro décadas depois da praga do bicudo

 

A região do Seridó potiguar, que sofreu grande impacto econômico com o fim do cultivo do algodão, teve que se reinventar ao longo dos anos com outras fontes de renda. Algumas das alternativas foram as bonelarias, as tecelagens e a indústria de confecções, mais recentemente, com as oficinas de costura do Pró-Sertão. A cotonicultura se expandiu na segunda metade do século XIX e se tornou a principal atividade econômica no solo árido do Seridó. A fibra longa produzida no interior do Rio Grande do Norte abastecia fábricas de tecidos finos do exterior, até que a praga do inseto bicudo interrompesse essa cultura.

 

Após décadas sem a produção de algodão, a cotonicultura começa a ser retomada no Seridó, a partir do projeto AgroSertão, uma parceria entre o Sebrae no Rio Grande do Norte, o Instituto Riachuelo, a Embrapa Algodão e os municípios de Acari, Caicó, Carnaúba dos Dantas, Cruzeta, Jardim do Seridó e São José do Seridó. O projeto piloto de produção do algodão agroecológico foi iniciado agora em 2022 com 54 produtores oriundos da agricultura familiar.

 

Na última sexta-feira (26), os primeiros resultados foram comemorados, em um evento festivo no assentamento Caatinga Grande, zona Rural de São José do Seridó. A solenidade acompanhada de perto pelo presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae-RN, Itamar Manso Maciel, e os diretores da instituição José Ferreira de Melo Neto (superintendente) e João Hélio Cavalcanti (técnico). A ação também contou com a presença do líder do grupo Guararapes, Flávio Rocha, e do diretor do Instituto Riachuelo, Gabriel Rocha Kanner, além de prefeitos e vereadores da região.

 

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Carne fica até 65,4% mais cara em três anos e volta a ser artigo de luxo

 

A carne bovina está cada vez mais distante do prato dos natalenses. Em três anos, de 2019 a 2022, a carne de sol, típica iguaria nordestina ficou 65,4% mais cara na capital potiguar: passou de R$ 27,72 o quilo para R$ 45,86 o quilo. No mesmo período, outros cortes da proteína bovina também acompanharam esse ritmo de aumento. O preço do quilo de alcatra, considerada uma carne de primeira, subiu de R$ 30,17 para R$ 45,71, o que corresponde a uma alta de 51,5%. A carne de segunda também subiu e está mais cara hoje (R$ 32,52/kg) do que a carne de 1ª em 2019. Os dados, levantados pelo Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal), são referentes ao mês de julho dos anos analisados.

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Na casa do natalense Carlos Neto, o churrasco do fim de semana ganhou uma nova cara por causa da carestia. A picanha – que está custando R$ 142 o quilo – deu lugar a novos cortes. “Agora a gente compra uma asinha de frango, uma costelinha de porco. Realmente, as coisas ficaram muito caras de uns tempos para cá e a gente faz o que dá, pesquisa, faz uma pechincha e assim vai. A gente, por exemplo, vem consumindo mais a carne suína agora, justamente por causa do preço da carne bovina”, diz.
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Em um açougue da zona Oeste de Natal, as vendas caíram aproximadamente 20%. A movimentação também apresenta redução em relação ao período pré-pandemia, diz Kleber Alves, gerente do estabelecimento. “O fluxo de gente diminuiu, as pessoas estão vindo com menos frequência porque o poder aquisitivo em geral diminuiu. Isso atinge a todos, produtores, vendedores e consumidores e a gente percebe porque a gente também vai ao açougue, ao supermercado. O que a gente tenta fazer é conversar com os clientes, oferecer a carne da promoção, explicar, dar alternativas”, destaca Kleber Alves.
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O Procon Natal também pesquisou o preço da carne de 2ª (músculo). O corte saltou de R$ 23,73/kg em julho de 2019 para R$ 32,52 no mês passado. Kleber Alves diz que a carne de 2ª acabou se tornando a primeira opção de muitos clientes. “A gente percebe isso. Quem comprava uma picanha agora está comprando um contrafilé, uma alcatra, coxão mole. A carne de 2ª também virou uma boa alternativa, fora o frango, o ovo, que também subiram, mas a gente tem esse trabalho de conversar com o cliente”, diz.
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Alimentação é o 2º gasto que mais leva brasileiros à inadimplência

 

A fatia de brasileiros que engrossou a lista de inadimplentes pela falta de pagamento de despesas com comida, entre janeiro e junho, foi a maior em cinco anos. A disparada da inflação e a queda na renda explicam a entrada de devedores para lista do calote pelo não pagamento da fatura de um item básico.

 

No primeiro semestre, 18% dos inadimplentes deixaram de quitar despesas com alimentação e, por isso, foram parar na relação dos CPFs (Cadastro de Pessoa Física) com restrição. Essa é a marca mais elevada desde o primeiro semestre de 2017, quando a consultoria Boa Vista começou a coletar essas informações. Ao longo do primeiro semestre, foram consultados eletronicamente 1.500 inadimplentes, a fim de traçar o perfil desses consumidores.

 

Contas diversas não pagas, que incluem as de educação, saúde, impostos, taxas e lazer, ainda têm sido apontadas como as despesas que têm levado a maioria dos consumidores (23%) à inadimplência. No entanto, desde o segundo semestre do ano passado, a parcela dos que não conseguiram honrar o pagamento de alimentos chama atenção, e já é a segunda despesa que mais leva os consumidores à inadimplência.PauseUnmuteCurrent Time 0:04/Duration 0:21Loaded: 100.00%Fullscreen”Instituições financeiras nos relatam que o pessoal está pegando dinheiro (crédito) para pagar contas do mercado, do dia a dia”, diz o economista da Boa Vista, Flávio Calife.

 

Nos últimos 12 meses até julho, a inflação do grupo alimentação e bebidas acumula 14,72%, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É um resultado que supera a variação do indicador como um todo no período, que foi de 10,07%.

 

Depois do desemprego, historicamente o principal motivo para inadimplência, apontado por 28% dos entrevistados no primeiro semestre, está a diminuição da renda, com 24%. Do segundo semestre do ano passado para o primeiro deste ano, a parcela que apontou esse motivo para o não pagamento de contas subiu 3 pontos porcentuais.

 

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Salário mínimo ideal para uma família deveria ser R$ 6.388,55, calcula Dieese

 

O salário mínimo ideal para atender às necessidades de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55 em julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor corresponde a 5,27 vezes o piso federal atual, de R$ 1.212.

 

A estimativa do Dieese é realizada mensalmente e indica qual é o rendimento mínimo necessário para que um trabalhador e sua família possam suprir as despesas do mês com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

 

A estimativa do valor ideal para julho tem como base os preços da cesta básica de São Paulo, com custo de R$ 760,45, a mais cara do mês entre as 17 capitais que são analisadas na pesquisa.

 

Segundo o Dieese, considerando o preço da cesta básica, o trabalhador que recebe um salário mínimo comprometeu em média 59,27% do seu rendimento líquido de julho para adquirir os produtos alimentícios básicos.

 

Preços e produtos

 

O Dieese indica também que o valor da cesta básica diminuiu em julho em 10 das 17 capitais nas quais a pesquisa é realizada, com as reduções mais expressivas ocorrendo em Natal (-3,96%), João Pessoa (-2,40%), Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%). As sete cidades que tiveram alta foram Vitória (1,14%), Salvador (0,98%), Brasília (0,80%), Recife (0,70%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%).

 

A cesta básica mais cara, como mencionado anteriormente, foi a de São Paulo (R$ 760,45), seguida por Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75).

 

Entre os produtos que tiveram aumento, o Dieese destaca o leite integral e a manteiga, com alta em todas as cidades pesquisadas. O motivo, segundo o Dieese, seria a extensão do período de entressafra, devido ao clima seco e à ausência de chuvas, somada ao aumento do custo de produção e à maior demanda pelo produto.

 

O pão francês também subiu em todas as cidades, exceto em Aracaju (-0,57%), enquanto a farinha de trigo, coletada no Centro-Sul, teve alta no preço em oito das 10 capitais onde é pesquisada. O Dieese aponta que, apesar da queda no mercado internacional, internamente as cotações do trigo e da farinha seguiram em alto patamar, consequência da baixa oferta e da taxa de câmbio desvalorizada.

 

A banana (prata e nanica/caturra) aumentou em 15 das 17 capitais e, em 12 meses, a fruta apresentou alta de até 70,24% em Belo Horizonte. A razão seria a menor oferta, diante de uma demanda firme dos consumidores.

 

Já entre os produtos que apresentaram redução, a batata teve queda em todas as cidades na região Centro-Sul, onde o produto é pesquisado, devido à normalização da oferta. Em 12 meses, porém, as cidades apresentaram aumento, como em São Paulo, onde a batata dobrou de preço.

 

O tomate também teve redução de preço em todas as capitais, com um aumento da oferta. E o preço do óleo de soja também teve queda em todas as cidades, exceto em Vitória (0,49%). Em 12 meses, porém, o produto subiu em todas as cidades, com percentuais que variaram entre 17,75%, em Belo Horizonte, e 62,24%, em Curitiba.

Para o Dieese, apesar de os preços internacionais da soja caírem, por conta da menor demanda dos EUA e da China, no Brasil, a menor demanda devido ao alto preço explica a redução no valor médio do produto.

 

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Brasil: Endividamento e inadimplência são os maiores em 12 anos

 

O endividamento e a inadimplência das famílias brasileiras voltaram a crescer em julho, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Com a alta, os indicadores atingiram o maior patamar desde 2010, quando a pesquisa começou a ser feita. De acordo com o levantamento, 78% das famílias brasileiras estão endividadas, e 29% estão com contas atrasadas – altas de 0,7% e de 0,5%, respectivamente, na comparação com junho.

 

“A alta dos indicadores de inadimplência, após queda nos meses de abril, maio e junho, indica que as medidas extraordinárias de suporte à renda, como os saques extras do FGTS e a antecipação do 13º salário aos beneficiários do INSS, aparentemente tiveram efeito momentâneo no pagamento de contas ou dívidas já atrasadas, concentrado no segundo trimestre deste ano”, apontou em nota o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

 

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Inflação muda comportamento dos brasileiros, mostra pesquisa

 

Com o orçamento apertado, um em cada quatro habitantes no país não consegue pagar todas as contas no fim do mês. A constatação é de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, que aponta redução nos gastos com lazer, roupas e viagens.

 

De acordo com a pesquisa, sair do vermelho está cada vez mais difícil. Isso porque apenas 29% dos brasileiros poupam, enquanto 68% não conseguem guardar dinheiro. Apesar disso, 56% dos entrevistados acreditam que a situação econômica pessoal estará um pouco ou muito melhor até dezembro.

 

O levantamento também mostrou que 64% dos brasileiros cortaram gastos desde o início do ano e 20% pegaram algum empréstimo ou contraíram dívidas nos últimos 12 meses. Em relação a situações específicas, 34% dos entrevistados atrasaram contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.

 

Outros hábitos foram afetados pela inflação. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros pararam de comer fora de casa, 43% diminuíram gastos com transporte público e 40% deixaram de comprar alguns alimentos.

 

Entre os que reduziram o consumo, 61% acreditam na melhora das finanças pessoais nos próximos meses. O otimismo, no entanto, não se refletirá em consumo maior. Apenas 14% da população pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.

 

Pechincha

 

Entre os itens que mais pesaram no bolso dos entrevistados nos últimos seis meses, o gás de cozinha lidera, com 68% de citações. Em seguida, vêm arroz e feijão (64%), conta de luz (62%), carne vermelha (61%) e frutas, verduras e legumes (59%). Os combustíveis aparecem em sexto lugar, com 57%. No caso dos alimentos, a percepção de alta nos preços de itens como arroz, feijão e carne vermelha aumentou mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, em abril.

 

Com a alta dos preços, a população está recorrendo a um hábito antigo: pechinchar. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados admitiram ter tentado negociar um preço menor antes de fazer alguma compra neste ano. Um total de 51% parcelou a compra no cartão de crédito, e 31% admitiram “comprar fiado”. Os juros altos estão tornando o crédito menos atrativo. Menos de 15% dos brasileiros recorreram ao cheque especial, crédito consignado ou empréstimos com outras pessoas.

 

De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, os rescaldos da pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia comprometeram a recuperação econômica do país. A aceleração da inflação levou à alta dos juros, o que tem desestimulado o consumo e os investimentos. Em contrapartida, afirma Andrade, o desemprego está caindo, e o rendimento médio da população está se recuperando gradualmente, o que dá um alento para os próximos meses.

 

O levantamento, encomendado pela CNI ao Instituto FSB Pesquisa, é o segundo realizado no ano com foco na situação econômica e nos hábitos de consumo. Foram entrevistados presencialmente 2.008 cidadãos, em todas as unidades da Federação, de 23 a 26 de julho.

 

Agência Brasil

 

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Um em cada três brasileiros diz que falta comida para alimentar a família, segundo Datafolha

 

Um em cada três brasileiros não teve comida suficiente para alimentar a família no mês de julho, segundo pesquisa do Datafolha.

 

No mês de maio, o percentual divulgado foi de 26%. Já no mês de julho, o número de pessoas sem comida suficiente subiu para 33%. Esse percentual é ainda maior entre mulheres, famílias de baixa renda, pessoas da região nordeste e aqueles que se declaram pretos.

 

O estudo mostra que o índice de pessoas que diziam ter comida mais que o suficiente se manteve em 12% entre os dois meses.

 

Segundo a pesquisa, 17% dos entrevistados fazem parte de famílias que, recentemente, venderam algum objeto de valor para comprar itens básicos de supermercado.

 

O levantamento ouviu 2.556 pessoas em 183 cidades brasileiras, nos dias 27 e 28 de julho.

 

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