Archive for ‘Economia’ - Blog Edilson Silva
15/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

Salário mínimo suficiente para sustentar família tem menor nível de 2018

O salário mínimo “necessário” atingiu em julho o menor valor do ano de 2018. De acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), R$ 3.674,77 seriam suficientes para “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”.

O cálculo é feito mensalmente desde 1994 com base no valor da cesta básica mais cara, atualmente a de São Paulo (R$ 437,42), seguida pela de Porto Alegre (R$ 435,02) e Rio de Janeiro (R$ 421,89).

As cestas básicas mais baratas foram verificadas em Salvador (R$ 321,62), São Luís (R$ 336,67) e Natal (R$ 341,09). O custo da cesta básica caiu em 19 das 20 capitais analisadas em julho, com destaque para Cuiabá (-8,67%), São Luís (-6,14%) e Brasília (-5,49%). A única alta foi em Goiânia (0,16%).


13/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

Conta de luz já subiu quatro vezes mais que a inflação neste ano

A conta de luz já subiu quatro vezes mais que a inflação em 2018. Enquanto o IPCA ficou em 2,94% de janeiro a julho deste ano, a energia elétrica aumentou 13,79% para a população brasileira no mesmo período.

De acordo com o jornal ‘Estadão’, o aumento está relacionado a uma série de fatores como a alta do dólar, o peso crescente dos subsídios e a falta de chuva. A previsão para os próximos meses não há nada positiva, e a expectativa é de que novos aumentos possam comprometer ainda mais a renda das famílias brasileiras.

“A tarifa tem subido de forma preocupante e está chegando ao limite de pagamento do consumidor”, diz Romeu Rufino, diretor geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


08/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

Valor da cesta básica em Natal cai 2,85% em julho com custo médio de R$ 341,09

O custo da cesta básica de alimentos caiu em 19 capitais no mês de julho, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Natal, a queda foi de 2,85% em comparação a junho.

Conforme os dados  divulgados nesta segunda-feira, 6, as maiores quedas ocorreram em Cuiabá (-8,67%), São Luís (-6,14%), Brasília (-5,49%), Belém (-5,38%), Rio de Janeiro (-5,32%) e Curitiba (-5,12%). No sentido contrário, aparece Goiânia (0,16%).

Segundo a pesquisa, a cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 437,42), seguida pelas de Porto Alegre (R$ 435,02) e do Rio de Janeiro (R$ 421,89). Os menores valores médios foram constatados em Salvador (R$ 321,62), São Luís (R$ 336,67) e Natal (R$ 341,09).

Quando observados os preços entre julho de 2017 e 2018, os valores médios caíram em todas as cidades, com destaque para Salvador (-9,98%), São Luís (-8,41%) e Belém (-7,09%). Na avaliação do valor acumulado de janeiro a julho deste ano, o resultado só foi negativo em Florianópolis (-0,80%) – nas demais capitais pesquisadas, houve variação de 0,46%, em Belo Horizonte, e de 5,51%, em Vitória.

A pesquisa do Dieese revela ainda que, com base nos preços avaliados para a cesta básica, o salário mínimo necessário para manter um família de quatro pessoas no mês de julho deveria ser de R$ 3.674,77, ou 3,85 vezes o salário mínimo nacional (R$ 954). Em junho, a estimativa foi de R$ 3.804,06, ou 3,99 vezes o piso mínimo do país. Em julho do ano passado, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.810,36, ou 4,07 vezes o salário mínimo nacional de então, correspondente a R$ 937.

Conforme o levantamento, de junho a julho, aumentaram os preços do leite integral, da farinha de trigo, do pão francês e do arroz agulhinha. No caso do leite integral, as altas variaram entre 3,75% e 19,84%. A farinha de trigo teve alta em todas as capitais e ficou entre 1,19% e 8,50%. O valor médio do pão francês subiu em 16 cidades, com variações entre 4,53% e 3,84%. Já o valor médio do arroz agulhinha subiu em 15 cidades (entre 0,38% e 5,40%)

As reduções foram observadas no tomate, na batata, banana e carne bovina de primeira. O preço do tomate caiu em todas as cidades (entre -51,02% e -29,45%), e o da batata variou entre -40,76% e -4,03%, em todas as cidades onde foi feita a pesquisa (região centro-sul). A banana ficou mais barata em 19 capitais, com valor médio oscilando entre -14,52% e -0,48%. O quilo da carne bovina de primeira caiu em 15 capitais, variando de -4,88% a 0,42%.


07/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

84% dos trabalhadores estão com problemas financeiros, aponta pesquisa

Com o objetivo de mostrar a importância da educação financeira nas empresas, a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), divulga uma pesquisa inédita sobre a saúde financeira dos trabalhadores brasileiros.

Em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus foram entrevistados 2.000 funcionários de cem empresas, dos mais diferentes níveis hierárquicos, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Distrito Federal.

A pesquisa revelou que apenas 16% dos colaboradores ouvidos são capacitados financeiramente, ou seja, conseguem pagar suas contas com o remuneramento mensal e planejam seus gastos com antecedência.

Por outro lado, 84% dos entrevistados enfrentam dificuldades para lidar com o dinheiro, sofrem prejuízos ou não entendem de finanças. O resultado, é claro, são dívidas, e proporcionalmente quanto maiores elas forem, menor será o rendimento dos colaboradores.

“Os dados apresentados são realmente preocupantes para as empresas, sendo que essa dificuldade, mais cedo ou mais tarde, pode ter reflexo na produtividade dos profissionais. Pois, ao se endividarem, eles perderão o foco no trabalho, muitas vezes receberão ligações de cobradores ou buscarão alternativas, estarão mais nervosos em casos extremos forçam a demissão para quitar as dívidas com o dinheiro da rescisão contratual. Assim, as empresas devem se precaver implementando a educação financeira como um benefício aos colaboradores”, explica o presidente da DSOP, Reinaldo Domingos.

CONARH 2018

Os dados da pesquisa vão de encontro à 44ª edição do CONARH – Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, que acontece de 14 a 16 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista. O tema escolhido neste ano é Protagonista da Transformação levando a ideia de colocar em prática ações que façam a diferença nas empresas, com o objetivo de mostrar que todos são responsáveis por serem protagonistas, influenciando as pessoas de forma positiva.

Pensando nisso, durante os três dias do congresso a DSOP Educação Financeira também irá oferecer gratuitamente um Teste de Perfil Financeiro para que os gestores de Recursos Humanos possam aplicar nas empresas, podendo assim diagnosticar financeiramente os seus colaboradores, sabendo se eles se encontram endividados, equilibrados ou são investidores.

Por que educar financeiramente?

A implementação de um programa de educação financeira na empresa propicia uma estrutura de apoio, amparo e instrução para os colaboradores. Com esse suporte, o profissional aprende a administrar os recursos financeiros que passam por suas mãos e a respeitar o limite de seu padrão de vida.

Muitos acreditam que a solução para os problemas financeiros é ter aumento salarial ou de benefícios. Contudo, trata-se de aprender a administrar a quantia que se tem, antes mesmo de buscar mais.

Ao elaborar um orçamento financeiro que leve à conquista de seus sonhos, o profissional aprende a equilibrar as finanças e mudar seus hábitos e comportamentos, consumindo de forma mais consciente.


06/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

Pagamento do PIS/Pasep será retomado na 4ª com correção de 8,97%

O pagamento das cotas doPIS/Pasep para trabalhadores de qualquer idade será retomado na quarta-feira, dia 8 de agosto. Os recursos começaram a ser liberados em junho, mas o pagamento foi suspenso em julho para aplicação do reajuste anual, que será de 8,97%.

Têm direito ao benefício pessoas que trabalharam com registro em carteira entre os anos de 1971 e 1988. A permissão de saque nessas condições é válida apenas até 28 de setembro. Após esta data, volta a valer a regra anterior, que libera o pagamento para maiores de 60 anos.

A expectativa do governo é que 16 milhões de pessoas, com idade inferior a 60 anos, possam sacar até 16 bilhões de reais do PIS/Pasep até o final do calendário. Na primeira etapa, 4,8 milhões de cotista sacaram o benefício, totalizando 6,6 bilhões de reais.


02/08/2018
Por Edilson Silva em Economia

SEBRAE/RN realizará em Caicó o “Negócios em Cena”, com foco no empreendedorismo e mundo dos negócios

O Escritório Regional do SEBRAE/RN, em Caicó, realizará o evento “Negócios em Cena”, com foco no amplo universo do empreendedorismo e do mundo dos negócios. O Negócios em Cena será realizado no Centro Cultural Adjuto Dias, nos dias 15 e 16 de agosto, abordando as temáticas “liderança e inovação no mundo do empreendedorismo”, com apresentações culturais, palestrantes nacionais, painéis e casos de sucesso.

“A mágica do sucesso: transformando empenho em desempenho” será o tema da palestra proferida por Jardel Beck. O palestrante aborda gestão e empreendedorismo de forma lúdica, com mágicas surpreendentes e humor na medida certa. A palestra acontecerá na quarta-feira (15).

Rodrigo Pimentel é o palestrante da quinta-feira (16). Com o tema “Construa sua Tropa de Elite”. Ex-policial do BOPE, no Rio de Janeiro, Rodrigo Pimentel é autor do livro Elite da Tropa que inspirou a série de filmes Tropa de Elite, protagonizada pelo ator Wagner Moura. Além destes palestrantes, a programação conta com a participação de empresários apresentando seus casos de sucesso e outros palestrantes.


13/07/2018
Por Edilson Silva em Economia

Tarifa social de energia custará R$ 742 mi ao ano, diz agência do setor

isenção nas contas de luz de famílias pobres aprovada pela Câmara dos Deputados deverá elevar a conta de luz do consumidor em R$ 742 milhões, o que terá um impacto de 0,5% na conta de luz, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A medida está inclusa dentro do projeto de lei que destrava a venda de distribuidoras da Eletrobras, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados e seguirá para o Senado, provavelmente em agosto.

Hoje, a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético, inclusa na conta de luz) já prevê uma tarifa social. O novo projeto prevê uma ampliação do benefício, o que elevaria de R$ 2,28 bilhões por ano para R$ 3,02 bilhões por ano os gastos com o benefício.

O projeto de lei tinha como objetivo inicial resolver dívidas bilionárias das seis distribuidoras que a estatal de energia pretende vender em julho deste ano. Uma série de emendas, porém, foram adicionadas à redação final e deverão provocar um aumento na conta de luz do consumidor.


13/07/2018
Por Edilson Silva em Economia, Notas

Salário mínimo de R$ 998 para 2019 é aprovado pelo congresso

O salário mínimo passará a ser de R$ 998 a partir do dia 1º de janeiro de 2019. O valor está presente na proposta da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), aprovada pelo Congresso Nacional na noite dessa quarta-feira (11). O texto agora segue para a sanção presidencial.

A remuneração mínima de R$ 998 será 4,6% superior aos R$ 954 pagos aos trabalhadores neste ano. Como a previsão de economistas ouvidos pelo BC (Banco Central) para a inflação deste ano é de 4,17%, o novo salário mínimo representará um ganho real de 0,4% aos profissionais.

O valor do salário mínimo aprovado pelo Congresso, no entanto, representa uma redução de 0,4% em relação aos R$ 1.002 presentes na previsão inicial do governo para o salário mínimo do ano que vem.

Ao reduzir a projeção de reajuste, o governo estimou que a inflação para 2018 seria de 3,3%, valor 0,87 inferior às expectativas atuais do mercado financeiro. O governo avalia que a diminuição de R$ 4 resultará em um ganho de R$ 13,4 bilhões em 2019 aos cofres públicos.

Por lei, o salário mínimo brasileiro será definido, até 2019, com base no crescimento da economia de dois anos antes mais a inflação calculada pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), índice próximo ao IPCA, do ano anterior.

Vale lembrar que neste ano o salário mínimo estabelecido resultou em uma perda real na remuneração paga aos trabalhadores. Isso ocorreu com a aceleração da inflação ao final do ano passado fez com que o índice de preços fechasse 2018 em 2,07%, enquanto o reajuste mínimo já havia sido fixado em 1,81%.


04/07/2018
Por Edilson Silva em Economia

Pequenos negócios têm até 9 de julho para parcelar débitos fiscais

Termina no próximo dia 9 de julho o prazo para as micro e pequenas empresas com débitos fiscais até novembro do ano passado aderiram ao programa de refinanciamento (Refis). Conforme as regras do Comitê Gestor do Simples Nacional, o devedor terá um prazo de até 15 anos (180 meses) para a liquidação dos valores cobrados.

A parcela mínima será de R$ 50, para o Microempreendedor Individual (MEI), e R$ 300, para os demais negócios de pequeno porte inscritos no regime simplificado. Até esta quinta-feira (21), 133.207 empresas de micro e pequeno porte haviam solicitado adesão junto à Receita Federal. Outros 15.149 Microempreendedores Individuais também procuraram quitar seus débitos fiscais, totalizando 148.356 pequenos negócios.


30/06/2018
Por Edilson Silva em Economia

Microempreendedor e empresa devem aderir ao eSocial a partir de amanhã

A partir deste domingo (1º), os microempreendedores individuais (MEI) e as micro, pequenas e médias empresas terão de aderir ao eSocial, ferramenta que reúne e simplifica a prestação de informações trabalhistas ao governo federal. Desde janeiro, o envio dos dados era obrigatório a grandes empresas que faturam mais de R$ 78 milhões por ano.

Agora, o eSocial está sendo estendido a todas as empresas e aos microempreendedores individuais. Em 2019, será a vez de as instituições públicas federais aderirem ao sistema, conforme cronograma estabelecido pelo governo federal em outubro do ano passado.

Segundo a Receita Federal, a mudança abrangerá pelo menos 7,2 milhões de microempreendedores individuais4,8 milhões de micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional. O número de médias empresas que precisam se cadastrar no sistema não foi divulgado.

Qualquer empresa com mais de um funcionário terá de adquirir um certificado digital, assinatura digital com validade jurídica que garante proteção a operações eletrônicas vendida por empresas especializadas, para aderir ao eSocial. Os microempreendedores individuais, que podem ter até um empregado, precisarão apenas cadastrar um código de acesso para inserir as informações trabalhistas.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

Criado em 2013, o eSocial unifica a prestação, por parte do empregador, de informações relativas aos empregados. Dados como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e de Informações à Previdência Social (GFIP) e informações pedidas pela Receita Federal são enviados em um único ambiente ao governo federal.

Por meio do eSocial, os vínculos empregatícios, as contribuições previdenciárias, a folha de pagamento, eventuais acidentes de trabalho, os avisos prévios, as escriturações fiscais e os depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são comunicados pela internet ao governo federal. A ferramenta reduz a burocracia e facilita a fiscalização das obrigações trabalhistas.

Primeiramente, o sistema tornou-se obrigatório para os empregadores domésticos, em outubro de 2015. Num módulo simplificado na página do eSocial, os patrões geram uma guia única de pagamento do Simples Doméstico, regime que unifica as contribuições e os encargos da categoria profissional.


14/06/2018
Por Edilson Silva em Economia

Setor de serviços cresce 1% de março para abril deste ano, informa IBGE

O volume do setor de serviços cresceu 1% de março para abril deste ano. Essa foi a primeira alta do setor do ano, neste tipo de comparação. Segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor teve queda de 0,2% de fevereiro para março.

Na comparação com abril de 2017, o setor teve um crescimento de 2,2%, a mais alta desde março de 2015 (2,3%). Apesar do bom desempenho em abril, o segmento acumula quedas de 0,6% no ano e de 1,4% no em 12 meses.

Na passagem de março para abril, quatro das cinco atividades do setor de serviços tiveram alta: serviços prestados à família (1,5%), serviços profissionais, administrativos e complementares (1,7%), transportes e correio (1,2%) e outros serviços (0,7%).

Os serviços de informação e comunicação (-1,1%) é a única atividade em queda.

A receita nominal do setor de serviços teve altas de 0,9% na comparação com março, de 4,6% na comparação com abril de 2017, de 1,9% no acumulado ao ano e de 2,9% no acumulado de 12 meses.


12/06/2018
Por Edilson Silva em Economia

INSS é principal fonte de renda para 76% na fase de aposentadoria

A pesquisa feita pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em parceria com o Instituto Ipsos revelou que para 76% dos brasileiros o INSS é a principal fonte de renda na fase de aposentadoria e que 43% dos entrevistados pretendem continuar trabalhando depois e aposentados para garantir o sustento. Gastos com remédios e plano de saúde são as principais preocupações para o futuro.

Dentre os entrevistados, 48% disseram que serão totalmente dependentes da aposentadoria oficial e 28% informaram que serão muito dependentes do sistema público. Apenas 18% dos ouvidos consideram que dependeriam pouco do INSS e somente 3% informaram que não dependeriam da aposentadoria do governo. Outros 3% não responderam ou não souberam informar.


05/06/2018
Por Edilson Silva em Economia, Natal

Sebrae RN lança edital para selecionar projetos

De maneira lúdica e inovadora, o Sebrae RN que aposta sempre no novo e nas ideias empreendedoras realiza amanhã, às 19 horas o lançamento do 4º Edital da Economia Criativa, Circo Grock, localizado na praça externa da Arena das Dunas – Lagoa Nova. O edital é uma das ações do Projeto da Economia Criativa do Sebrae.

O edital atende todas as áreas da arte e sua produção, contemplando projetos e ideias inovadoras que visem desenvolver a cultura do Rio Grande do Norte. A essência do edital também visa fomentar o empreendedorismo cultural para a promoção de negócios da economia criativa e negócios culturais de impacto social.

Ana Ubarana: “Nossa intenção é de fato fomentar a cultura do Estado”

Poderão submeter projetos o microempreendedor individual (MEI), a microempresa (ME) e a empresa de pequeno porte do RN (EPP) referentes ao segmento da música, do audiovisual, artes visuais, editoração, artes cênicas, dança e do artesanato dentro das modalidades que foram divididas em três, “acesso ao mercado”, “capacitação” e “consultoria”. Todos os participantes deverão se atentar ao edital para a questão da pontuação diferenciada para as empresas que se caracterizem como negócios de impacto e para as empresas que apresentarem projetos com a temática de Natal na 2º Guerra Mundial e cada empresa poderá inscrever apenas 1 projeto.


04/06/2018
Por Edilson Silva em Caicó, Economia

Palestra em Caicó discutirá como as Rotas da Cachaça tem impulsionado o Turismo Rural

“A cachaça como instrumento de valorização e desenvolvimento do Turismo Rural” é o tema da palestra de Paizito Dantas durante o Fórum de Turismo de Caicó, que acontecerá nos próximos dias 08 e 09 de junho, no Centro Cultural Adjuto Dias.

“A palestra tem como objetivo a reflexão acerca do papel da cachaça como patrimônio cultural do Brasil, verificando a relação entre patrimônio cultural, desenvolvimento e turismo rural, como também identificar algumas tendências e novas formas de uso da cachaça na composição de produtos turísticos”, destaca Paizito.

O palestrante é guia de turismo; especialista em História do Brasil; graduado, mestre e doutorando em Turismo; e secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Caicó. Na oportunidade será apresentado o case de sucesso da Cachaça Samanaú e como o turismo acontece nas rotas da cachaça do Rio Grande do Norte e da Paraíba.

O Fórum de Turismo é uma realização do Município de Caicó e do Sebrae, com apoio da UFRN, Casa do Empresário, CDL, ACISC, SindVarejo, Fundação José Augusto e Governo do Estado; patrocínio Banco do Nordeste e Governo Federal. As inscrições estão abertas pela Central de Atendimento do Sebrae: 0800 570 0800.


31/05/2018
Por Edilson Silva em Brasil, Economia

Como ele foi de uma lojinha aos 19 anos a uma rede de 3 mil vendedores

A maioria dos futuros empreendedores sonha com o overnight sucess: aquela ideia de negócio que, do dia para a noite, torna-se um empreendimento inesquecível. Para Tiago Dalvi, esse sonho já dura 12 anos. E ele acredita estar longe do sucesso.

Para Dalvi, ter uma própria empresa é como pilotar um carrinho de rolimã em alta velocidade. No começo, você precisa se segurar. Depois, a própria rapidez o manterá no rumo que você decidiu. “Mas mais importante do que saber onde essa rua dará é aprender com as raladas no meio do caminho”, relata o empreendedor durante o evento Endeavor Day1 2018, com palestras sobre dias decisivos na vida de empreendedores.

No caso de Dalvi, essa jornada o levou de uma pequena lojinha, fundada aos 19 anos de idade, à Olist. O empreendimento já ajudou mais de 3 mil vendedores a chegar em marketplaces como Amazon, Americanas, Extra, Ponto Frio, Submarino e Walmart.

Primeiros passos

Dalvi é natural de Londrina, interior do Paraná. Sua primeira experiência com o empreendedorismo foi aos seis anos de idade. Ele viu seus pais abandonarem um escritório de arquitetura, que ia “super bem”, para investirem todas as economias em um novo negócio: uma loja de shopping para vender brinquedos importados.

O futuro empreendedor se animou com a ideia. Mas se assustou com as discussões dos pais sobre como andava a loja. “Lembro de um dia em que o governo sobretaxou os brinquedos importados. Do dia para a noite, o modelo de negócios deles caiu por terra.”

Os pais tiveram dificuldades para se reerguer – e Dalvi começou a ajudar na loja. Mais velho, no curso da Administração de Empresas na Universidade Federal do Paraná (UFPR), entrou para a empresa júnior e foi convidado a ser voluntário na Aliança Empreendedora, uma organização que fomenta novos negócios em comunidades de baixa renda. Seis meses depois, recebeu seu primeiro salário.

Na Aliança Empreendedora, Dalvi percebeu que a maioria das pessoas atendidas eram artesãos. “Eles tinham um ótimo produto, design, preço adequado, mas não tinham a menor ideia de como vender”, conta. “Comecei a apresentar os produtos deles para varejistas de Curitiba e percebi que tinha muito gente querendo comprar. Ninguém fazia a ponte entre esses dois mundos de forma escalável.”

Com base nessa experiência, Dalvi teve sua primeira ideia de negócio, aos 19 anos de idade: uma lojinha de shopping, chamada Solidarium. “Não era nada muito diferente do que meus pais faziam 20 anos atrás. Mas foi muito importante para eu entender as dores de um varejista, o que é operar no Brasil.”

A vida no primeiro empreendimento, criado em 2017, não era nada fácil e Dalvi tentava vender os produtos dos artesãos de todas as formas possíveis. Isso incluiu a tentativa de entrar nas lojas do Walmart para fazer a Solidarium ganhar escala.

Após meses de tentativas de contato, a pequena lojinha fechou um contrato para vender 32 produtos na rede varejista. Uma falha na integração dos sistemas fez Dalvi perder o primeiro mês de vendas – e acordar com, do nada, 1.600 pedidos acumulados. Ele mesmo ia até lojas próximas para entregar os produtos, colocá-los nas prateleiras e tentar vender.

Com o tempo, aprendeu a organizar a produção. “Chegamos a estar em quase 500 lojas de varejistas como Renner, Tok&Stok e o próprio Walmart”.

Dalvi estava nesse negócio há quase quatro anos e queria inovar no atendimento aos artesãos. Por isso, se inscreveu para um programa de cinco semanas no Colorado (Estados Unidos), chamado Unreasonable Institute. Lá, aprendeu como a tecnologia é uma alavanca para o crescimento das empresas e conversou com os fundadores de negócios como eBay e Etsy. Veio a ideia de levar a Solidarium para o online, no modelo de marketplace.

Carrinho de rolimã

“No primeiro dia de operação, tivemos 20 vezes mais demanda do que jamais havíamos conseguido”, conta Dalvi. Era o momento do carrinho de rolimã: bastava encarar a alta velocidade e seguir em frente, batalhando contra a resistência do ar. O site chegou a ter 15 mil lojistas e 80 mil produtos. Mas, sem investimento pesado, a nova Solidarium não sobreviveria.

“Eu não recebia salário há três meses, minha namorada me ajudava a pagar o aluguel. Até que eu recebi uma ligação”, conta. Era da aceleradora 500 Startups, uma das mais conhecidas do Vale do Silício. A 500 estava oferecendo uma vaga em seu programa, junto com investimento. Dalvi pediu para o dinheiro ser depositado em até uma semana – caso contrário, a Solidarium não conseguiria mais operar.

No final de aceleração, o negócio havia captado 1 milhão de dólares em aportes. Um mês depois, Dalvi começou a sentir a pressão da concorrência no mundo dos marketplaces – inclusive de antigos parceiros, como a rede Walmart.

“Por que não juntar os dois mundos – a minha experiência de aquisição do lojista, com a Solidarium, e a experiência de aquisição do cliente das grandes redes?”, indaga. A ideia era criar um site que conectasse os produtos aos grandes sites de revenda de produtos.

Mas como convencer os recém-adquiridos investidores? O empreendedor sentou com cada um deles, apresentou seu contexto e defendeu a mudança do negócio. No final, Dalvi percebeu que eles confiavam muito mais nele e em seu time do que na Solidarium. Ela se tornou, então, a Olist.

“No primeiro mês de Olist no ar, passamos toda a história da Solidarium. Dez anos depois, acertamos a mão”. A “maior loja de departamento dentro das lojas de departamento” intermedeia hoje a venda de 180 mil produtos, de 3 mil lojistas, todos os dias. O negócio possui 145 funcionários.

“Se há um aprendizado ao longo da minha história, é não se apegar ao modelo de negócio. Não o escreva na pedra, porque ele vai mudar. Se não é pelo seu investidor, pelo seu cliente ou pelo seu time, é pelo seu aprendizado e experiência”. O carrinho de rolimã está turbinado.

Via MSN


09/05/2018
Por Edilson Silva em Economia

Cresce intenção de comprar presentes para o Dia das Mães

Cresce de 67% para 72% a intenção do consumidor em comprar presentes para este Dia das Mães em 2018, na comparação ao ano passado, segundo a pesquisa de Hábitos de Consumo para o Dia das Mães, da Boa Vista SCPC. Realizada ao longo do mês de abril, com mais de 1200 respondentes de todo o país, a apuração também constatou que aproximadamente 1/3 dos consumidores pretendem gastar mais em relação ao valor gasto em 2017. 47% gastarão o mesmo valor e 21% pretendem gastar menos este ano.

Também de acordo com a pesquisa da Boa Vista, itens como eletrodomésticos e de entretenimento registraram um crescimento na intenção de compra em 2018, passando de 11% para 16% e de 8% para 12%, respectivamente. Mas a preferência da maioria continua sendo os itens de uso pessoal para presentear as mães, como vestuário, calçados e cosméticos, que correspondem a 57%.


08/05/2018
Por Edilson Silva em Economia

Petrobras reajusta preço do gás em 7,1% em média a partir desta segunda

Petrobras reajusta nesta terça-feira (8) em 7,1%, em média, o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de uso industrial e comercial às distribuidoras. A companhia tem como base o preço de paridade formado pelas cotações internacionais mais os custos de transporte e taxas portuárias.

De acordo com a estatal, a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço médio considera uma margem que cobre os riscos – como volatilidade do câmbio e dos preços.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que foi comunicado pela Petrobras na tarde de hoje (7) sobre novo reajuste de preço do GLP empresarial, para embalagens acima de 13 quilos.

De acordo com a Petrobras, o aumento será entre 5,8% e 8,6%, dependendo do polo de suprimento, válido a partir de 0h de amanhã (8) nas unidades da petroleira.

Com o aumento, o ágio praticado pela Petrobras está em 31% em relação ao preço praticado no mercado internacional. Na avaliação do Sindigás, “esse ágio vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o GLP entre seus principais insumos, impactando de forma crucial empresas que operam com uso intensivo de GLP”.

Fonte: Com informações da Agência Brasil


08/05/2018
Por Edilson Silva em Economia

Receita libera hoje consulta a lote residual do Imposto de Renda

A Receita abre hoje (8), às 9h, consulta a lote multiexercício de restituição de Imposto de Renda. As restituições residuais são de 2008 a 2017.

O crédito bancário para 125.569 contribuintes será realizado no dia 15 próximo, somando R$ 200 milhões. Desse total, R$ 85,3 milhões, são de contribuintes com preferência para receber: 23.957 idosos e 2.140 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na Internet, ou ligar para o Receitafone 146.

Pelo serviço e-CAC, na internet, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, diz a Receita, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

Aplicativos

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações e situação cadastral no CPF – Cadastro de Pessoas Físicas.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá fazer requerimento – por meio da Internet – mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento por meio do telefone 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

Por Kelly Oliveira/Agência Brasil


02/05/2018
Por Edilson Silva em Economia

Conta de luz: maio começa com bandeira tarifária mais cara

Com a entrada no mês de maio, os consumidores sentirão um aumento nas contas de luz. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mudou a bandeira tarifária de verde para amarela.

O valor cobrado com a alteração será de R$ 1 a cada 100 kilowatt hora (kWh) consumidos. Segundo a Aneel, a mudança ocorre em razão do final do período chuvoso.

Com o início do período seco, cai o volume de chuva sobre os reservatórios das principais usinas hidrelétricas geradoras do país. Com isso, há a necessidade de se fazer uso da energia produzida pelas usinas termelétricas, que têm maior custo de produção.


11/04/2018
Por Edilson Silva em Economia

IBGE: ricos receberam 36 vezes acima do que ganharam os pobres em 2017

Em 2017, os ricos do país ganharam 36,1 vezes mais do que metade dos mais pobres. Este grupo 1% mais rico da população brasileira, em 2017, teve rendimento médio mensal de R$ 27.213. O valor representa, em média, 36,1 vezes mais do que metade do que receberam os mais pobres – cujo renda mensal foi de R$ 754 naquele ano. Em 2016, o grupo mais rico ganhava 36,3 vezes mais do que a média do rendimento de metade dos mais pobres.

Os dados fazem parte da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017, divulgada hoje (11) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

A publicação revela que a massa de rendimento médio mensal real domiciliar per capita, em 2017, foi de R$ 263,1 bilhões. Deste total, os 10% da população com os maiores rendimentos ficavam com 43,3% do total. Os 10% menores rendimentos detinham apenas 0,7% da renda.

Para o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, os números mostram que a desigualdade ainda é grande no país. “Vamos separar a população inteira, do mais baixo ao mais alto. Se você pega metade dela, verá que a média de rendimento médio dos 50% que ganham menos é de R$ 754, valor mais que 36 vezes menor do que o rendimento da população que ganha os maiores salários, e que chega a R$ 27.213. Os 10% com os maiores rendimentos chegam a deter 43% do total recebido”, afirmou.

Concentração

Na região Sudeste, a concentração de renda foi ainda maior. Nesta região, está a maior parcela da população e reúne rendimento médio mensal real do grupo de 1% mais ricos. No Sudeste, este grupo chegou a ter concentração 33,7 vezes superior ao rendimento médio mensal real de 50% da população com os menores rendimentos – em 2016 era de 36,3 vezes.

A região que apresentou a menor relação foi a Sul (25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016). Em 2016, o número era 36,3 vezes maior.Também foi o Sul que teve a menor desigualdade  com 25 vezes, em 2017 e 24,6 vezes em 2016.

O estudo do IBGE compara o rendimento da população do ponto de vista da distribuição por Grandes Regiões, tipo de rendimento, sexo, cor ou raça, nível de instrução, levando em consideração os indicadores de concentração de renda. Também são avaliados os programas de transferência de renda do governo federal.

Rendimento do trabalho

Os dados do IBGE indicam que, em 2017, as pessoas que tinham rendimento de todos os trabalhos correspondiam a 41,9% da população residente, o equivalente a 86,8 milhões de pessoas, percentual afetado pela crise econômica que afetou o país. Em 2016, o percentual chegava a 42,4% Em 2017, 24,1% dos residentes (50 milhões) possuíam algum rendimento proveniente de outras fontes. Em 2016 este percentual era menor: 49,3 milhões de pessoas tinham rendimento de outras fontes, o equivalente a 24% dos residentes.

O rendimento de outras fontes, mais frequente na população, vinha de aposentadoria ou pensão. Em 2017, 14,1% da população recebia por aposentadoria ou pensão; 2,4%, por pensão alimentícia, doação ou mesada de não morador; 1,9%, por aluguel e arrendamento; enquanto 7,5% recebiam outros rendimentos, como seguro-desemprego, programas de transferência de renda do governo, rendimentos de poupança, valores similares aos de 2016.

Para o coordenador da Pnad Contínua, os números derrubam o mito de que principalmente nas regiões Norte e Nordeste, os programas de transferência renda respondem pela maior parte do rendimento das famílias.

“Isso não é verdade. Quando olhamos o país como um todo, observamos que 73,8% da composição do rendimento da família vem do trabalho, !9,4% de aposentadoria ou pensão e outros rendimentos como aluguel (2,4%), e o restante de pensões, doação de não morador.”

Bolsa Família

Com relação aos programas de transferência de renda do governo federal, a pesquisa constatou que o percentual das famílias brasileiras que recebiam o Bolsa Família caiu 0,6 ponto percentual entre 2016 e 2017, ao passar de 14,3%para 13,7%.

Segundo a pesquisa, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família em 2017 foi de R$ 324, bem inferior ao rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos que não recebiam, que era de R$ 1.489.

Os dados indicam que os maiores percentuais de famílias que recebiam algum tipo de benefício dos programas de transferência de renda do governo estavam localizados, no ano passado, nas regiões Norte e Nordeste, com respectivamente 25,8% e 28,4% dos domicílios.

Já o Benefício de Prestação Continuada (BPC) era recebido por 3,3% dos domicílios do país, que tinham rendimento médio real domiciliar per capita de R$ 696 reais. As regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores percentuais (5,6% e 5,2%, respectivamente).

Desigualdade por cor, sexo e instrução

Os números da pesquisa Rendimento de todas as fontes 2017 mostram a continuidade de distorção histórica do mercado de trabalho do país: a desigualdade salarial entre homens e mulheres, cor e raça e por nível de escolaridade.

A pesquisa ratifica a persistência do salário maior para os homens do que para as mulheres. Enquanto o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, no Brasil, foi de R$ 2.178; entre os homens, esta média chegou a R$ 2.410. Já para as mulheres, o rendimento médio mensal registrado foi de R$ 1.868, ou seja: o equivalente a 77,5% do rendimento masculino. Em 2016, essa proporção era ainda menor: 77,2%.

As regiões Nordeste e Norte, apesar de terem os menores valores de rendimento médio mensal real para ambos os sexos dentre todas as demais regiões, apresentaram as maiores proporções de rendimento das mulheres em relação aos homens: Isto é, as maiores taxas de proximidades.

No Nordeste, o salário da mulher equivalia a 84,5% do salário do homem em 2017, enquanto no Norte este percentual era de 87,9%. Em 2016, o salário da mulher equivalia a 88,4% do homem no Nordeste e a 89,2% no Norte.

A Região Sudeste, que registrou a segunda maior média salarial para as mulheres (R$ 2.053) e a maior para os homens (R$ 2.810), foi, paralelamente, a região onde as mulheres registraram a menor proporção do rendimento masculino (73,1% em 2017 ante 71,7% de 2016).

“O Brasil é um país bastante desiguais quando se leva em conta os cortes por sexo, cor e raça, nível de instrução e regiões distintas do país. “Nós somos praticamente cinco país em um só demonstrados pelo retrato de cada uma das cinco regiões”, afirmou o coordenador da pesquisa.

Do ponto de vista da cor e da raça, o IBGE constatou que o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas brancas era, em 2017, de R$ 2.814, maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.606) e pretas (R$ 1.570).

As mulheres brancas apresentaram rendimentos 29,2% superiores à média nacional de R$.2 178, enquanto as pardas e pretas receberam rendimentos 26,3% e 27,9%, respectivamente, inferiores a essa média.

A mesma distorção foi observada quando a análise é feita sob o ponto de vista do grau de escolaridade, com o nível de instrução se mostrando indicador importante na determinação do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos, apresentando uma relação positiva, ou seja: quanto maior o nível de instrução alcançado, maior o rendimento.

“As desigualdades pelos cortes de cor (preta ou parda em relação a Branca) chega a quase à metade. A diferença persiste porque há, no Brasil, como em outras partes do mundo, maior rendimento para aqueles que tem nível superior. Só que a participação de pessoas de cor de nível superior no Brasil é muito baixa”, acrescentou Azeredo.

Segundo o levantamento, as pessoas que não possuíam instrução apresentaram o menor rendimento médio: R$ 842. Por outro lado, o rendimento das pessoas com ensino fundamental completo ou equivalente foi 67,3% maior, chegando a R$ 1.409.

Por fim, aqueles que tinham ensino superior completo registraram rendimento médio aproximadamente 3 vezes maior que o daqueles que tinham somente o ensino médio completo e mais de 6 vezes o daqueles sem instrução.

Edição: Maria Claudia


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