Economia

Prazo para envio da declaração anual do MEI termina nesta quinta (30)

 

Termina nesta quinta-feira (30) o prazo para o Microempreendedor Individual (MEI) entregar a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI) relativa ao exercício de 2021. A obrigação é válida mesmo para empresas que tenham sido encerradas ao longo do ano passado.

 

O prazo para prestar contas do faturamento bruto do negócio junto à Receita Federal já havia sido prorrogado do dia 31 de maio para 30 deste mês, de acordo com a Resolução 168/2022 do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN). O MEI que não declarar os rendimentos estará sujeito a multa no valor mínimo de R$ 50 ou de 2% ao mês ou fração, incidentes sobre o montante dos tributos decorrentes das informações prestadas na DASN.

 

A declaração é feita pela internet, mas o microempreendedor pode obter orientações nas agências do Sebrae, distribuídas em todas as regiões do Rio Grande do Norte. No estado, mais de 163 mil negócios enquadrados nessa categoria jurídica estão obrigados a enviar o documento relativo aos rendimentos brutos anuais da empresa no ano passado, mesmo aqueles que não tiveram faturamento, deixaram de funcionar ou que só se formalizaram em dezembro passado. O envio não acarreta nenhuma cobrança adicional porque o imposto já é pago mensalmente no Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).

 

O gerente da Agência Sebrae na Grande Natal, Thales Medeiros, alerta que, para enviar a declaração pela internet, o MEI precisa atualizar o cadastro no portal gov.br. Só após esse procedimento, poderá preencher a DASN. Ele também informa que o Sebrae no Rio Grande do Norte mantém uma equipe de técnicos que podem orientar no preenchimento do relatório de forma presencial nas agências ou mesmo de forma remota. Basta acessar o portal www.rn.sebrae.com.br e agendar o atendimento.

 

A entrega da declaração é uma das principais obrigações do MEI. Realizada de forma gratuita, ela garante que a empresa continue regularizada e na condição de MEI. A falta de declaração fora do prazo, além de gerar multa, pode acarretar alguns empecilhos para obtenção de crédito, emissão de boletos e inativação da inscrição estadual. Caso se prolongue, incorre ainda na inscrição na dívida ativa da união em virtude de outras pendências que se somam”, alerta Thales Medeiros.

 

Caso a declaração seja entregue fora do prazo, o empreendedor será alertado por uma mensagem automática que deverá pagar uma multa, que terá o valor mínimo de R$ 50, podendo ser reduzida em 50%, caso a DASN-MEI seja entregue espontaneamente e a multa quitada dentro do vencimento estipulado no DARF (boleto) gerado.

 

Além disso, o MEI ficará impossibilitado de gerar o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), ficando inadimplente com o Simples Nacional. Também terá o bloqueio dos benefícios previdenciários pela falta de pagamento dos tributos (DAS) até a data de vencimento. A contagem da carência para ter acesso aos benefícios inicia apenas a partir do pagamento da primeira contribuição sem atraso. Outra consequência é ficar impossibilitado de parcelamento dos débitos do MEI relativos ao período abrangido pela declaração enquanto não declarar.

 

  • 1º passo

 

A primeira coisa a fazer é identificar o valor do faturamento bruto obtido no ano de 2021. Os Relatórios Mensais de Receitas Brutas ajudarão neste momento. O MEI é obrigado a preencher um relatório por mês, informando a receita bruta de cada mês. Reúna os relatórios mensais do ano de 2021. Agora é só somar o valor da receita bruta de cada relatório mensal do ano de 2021 para chegar ao valor total do faturamento bruto do ano de 2021. Lembre-se de que a declaração se refere ao faturamento bruto anual (receita bruta anual) e não ao lucro da sua empresa MEI. Assim, você informará o valor do faturamento bruto do ano de 2021, sem deduzir as despesas.

 

  • 2º passo

 

Depois, é preciso acessar o novo endereço do Portal do Empreendedor: https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br e clicar na opção “Empreendedor” e, em seguida, em “Já sou MEI”. Escolha a opção “Declaração Anual de Faturamento” e, depois, clique na opção correspondente para ser direcionado para a página no site da Receita Federal. Insira as informações solicitadas para continuar o login.

 

  • 3º passo

 

Clique na seta no campo “Selecione o ano calendário” e selecione o ano calendário 2021. O tipo de declaração é “Original”.

 

  • 4º passo

 

Na tela referente à Declarar/Retificar, você deverá preencher as informações solicitadas:

 

a) Informe no campo “Receita de comércio e indústria” o valor da receita bruta do ano de 2021 com as atividades de Comércio, Indústria, Transporte Intermunicipal e Interestadual e fornecimento de refeições. Caso você não tenha tido receita com essas atividades em 2021, deverá informar zero (0,00);

 

b) Informe no campo “Receita de prestação de serviços” o valor da receita bruta do ano de 2021 com as atividades de prestação de serviços (exceto transporte intermunicipal e interestadual) e inclua também as receitas com locação de bens e demais receitas de atividades sem incidência de ICMS e ISS. Caso você não tenha tido receita com essas atividades em 2021, deverá informar zero (0,00);

 

c) Informe se possuiu ou não empregado no ano de 2021. O campo “Receita Bruta Total” será preenchido automaticamente com a soma dos valores informados nos outros campos. Representará o valor total da receita/ faturamento bruto da sua empresa no ano de 2021.

 

Depois clique em “Continuar” e será exibida a tela de Resumo da declaração, com os meses (PA) do ano a que se refere a DASN-SIMEI e a informação sobre o pagamento dos tributos (campo valor pago). Confira os dados e clique no botão “Transmitir”. Pronto! Sua Declaração Anual foi entregue com sucesso!

 

  • 5º passo

 

Imprima ou salve o recibo em seu computador. Basta clicar em “Recibo de entrega”. Nele, constarão as informações prestadas, a data e hora da transmissão da Declaração e o número do recibo.

 

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ANP: Diesel fica mais caro que gasolina pela 1ª vez desde 2004

 

Rio (AE) – O preço do litro do diesel passou pela primeira vez o da gasolina, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta sexta-feira (24), refletindo a alta dos preços internacionais dos combustíveis, que fizeram a Petrobras reajustar o diesel em 14,2% e a gasolina em 5,2%, no último dia 18.

 

O preço médio do diesel nos postos de abastecimento em todo o território nacional atingiu, na semana de 19 a 25 de junho o valor de R$ 7,568/litro, enquanto o preço médio da gasolina ficou em R$ 7,390/litro. O preço mais alto do diesel foi encontrado a R$ 8,850/litro no Acre, e o mais baixo a R$6,290/litro no Rio de Janeiro.

 

A alta em relação à semana anterior foi de 9,6% no caso do diesel e de 2,2% na gasolina. No Rio Grande do Norte, o preço médio para o diesel foi de R$ 8,07, com alta de 10, 36%, na semana de 19 a 25 de junho, e 65,42% em 12 meses. Já para a gasolina comum, o preço médio foi de R$ 7,90, com variação positiva de 7,18% na semana.

 

O diesel tem sido mais disputado no mercado global e a previsão é de que a partir do segundo semestre os preços sejam ainda maiores, por causa da substituição do gás russo da Europa pelo combustível, após as sanções impostas à Rússia pela invasão na Ucrânia. Também a partir de julho começam as férias de verão no hemisfério norte, que aumentam a demanda também da gasolina, e os furacões nos Estados Unidos, fenômeno que interrompe por muitas vezes a produção do Golfo do México.

 

No mercado interno, porém, o governo tenta segurar possíveis futuras altas, trocando mais uma vez o comando da Petrobras.

 

Mesmo antes do aumento, o preço do diesel nas bombas dos postos já era criticado pelos caminhoneiros, que no segundo semestre aumentam o consumo do combustível por causa do transporte da safra agrícola.

 

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BRASIL – País vive um processo de “empobrecimento”: cesta básica entra na inflação e sobe quase 27% em 12 meses

 

A cesta básica têm alimentos em sua composição que tiveram um aumento de 26,75% nos últimos 12 meses e subiram mais que o dobro da inflação oficial do Brasil, segundo medição pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

Isso é consequência da inflação que eleva o preço de itens essenciais para as famílias brasileiras, principalmente, as mais pobres.

 

As informações foram levantas por Jackson Teixeira Bittencourt, coordenador do curso de Ciências Econômicas da PUC-PR, que formulou um Índice da Inflação da Cesta Básica, os dados fazem parte da sua pesquisa de estudos.

 

Alimentos como arroz, feijão, farinha, batata inglesa, tomate, açúcar cristal, banana prata, contrafilé, leite longa vida, pão francês, óleo de soja, margarina e café em pó, foram analisados e a evolução dos seus preços serviram como parâmetro para o Índice.

 

“Quando a gente fez um recorte para a cesta básica, percebemos que a inflação é muito maior nesses itens”, diz Bittencourt.

 

A inflação prejudica a economia do país e diminui a renda para consumo, além de afetar o orçamento das famílias.

 

Segundo o professor, o governo federal está omisso no combate a essa inflação estridente, mantendo estímulo ao consumo e elevando a inflação.

 

“Quem está combatendo a inflação no Brasil é só o Banco Central, que está subindo juros, tentando frear a demanda”, disse Jackson.

 

Estadão via Agora RN

 

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Brasil: Mulher chora ao vivo, na luta para ter o que comer, repórter vai às lágrimas

 

Nesta terça-feira, 21, uma moradora chorou ao vivo ao relatar, a dificuldade de ter o que comer e alimentar a família. A repórter que fazia a entrevista foi ás lágrimas durante a matéria.

 

Morador da zona Norte do Rio de Janeiro, Janete Evaristo, de 57 anos, estava na fila para o programa Prato Feito Carioca do Andaraí. O programa é da Prefeitura do Rio de Janeiro, que distribui refeições para quem não tem o que comer. Dona Janete está desempregada e tem netos para alimentar. Sua filha morreu há dois anos, e o marido, há seis meses.

 

Em virtude da exaustão por estar com fome e outras emoções, Janete, lembrou dos familiares que já não estão mais presentes, e logo, se emocionou. No momento da emoção, a repórter da entrevista, Lívia Torres interrompeu a entrevista, mas dona Janete decidiu continuar seu relato sobre a dificuldade de ter o que comer.

 

“Domingo a gente não tinha nada para comer. Eu estou desempregada, está muito difícil. Eu estou catando latinha, mas não dá. Eu não tenho ajuda de muita gente, então domingo a gente não tinha mesmo nada. Está muito difícil”, disse, Janete Evaristo, aos prantos. A repórter também foi às lágrimas.

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Taxas extras da conta de luz terão reajuste de até 63,7% em julho

 

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (21), os novos valores de bandeira tarifária, montante que é cobrado de forma adicional na conta de luz de acordo com as dificuldades de geração de energia, e quando é necessário acionar usinas termoelétricas. Os aumentos irão de 3,2% a 63,7%, nos valores das bandeiras tarifárias amarela e vermelha 1.

 

Os aumentos não encarecerão as contas de luz porque, desde abril, a bandeira tarifária está verde, quando não ocorre cobrança adicional. Os valores entrarão em vigor em 1º de julho e serão revisados em meados de 2023. Segundo a Aneel, a alta reflete a inflação e o maior custo com as usinas termelétricas em 2022, acionadas em momentos de crise hídrica.

 

A proposta estabelece o valor da bandeira amarela terá aumento de 59,5%, de R$ 1,874 a cada 100 quilowatts (kWh) consumidos para R$ 2,989. Já a bandeira vermelha 1 vai de R$ 3,971 para R$ 6,500 a cada 100 kWh, alta de 63,7%. O patamar mais caro da bandeira, a vermelha 2, passou de R$ 9,492 a cada 100 kWh para 9,795, aumento de 3,2%.

 

A diretora-geral interina Camila Bonfim ressaltou que, apesar dos aumentos, os patamares seguem abaixo da chamada bandeira “Escassez Hídrica” que foi adotada entre agosto de 2021 e abril deste ano para bancar os altos custos de geração diante da escassez hídrica vivenciada no período. O patamar extraordinário resultou em cobrança extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos.

 

Ela ressaltou ainda que a definição dos valores não significa sua aplicação imediata uma vez que a bandeira tarifária é definida mensalmente pela agência reguladora. Desde 16 de abril, vigora no Brasil a bandeira verde, quando foi antecipado o fim da bandeira de escassez hídrica. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a bandeira verde será mantida até dezembro, por causa da recuperação dos níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas no início do ano.

 

Apesar da sugestão feita por distribuidoras de energia de criação de maneira permanente de uma bandeira tarifária para situações extremas, conforme mostrou o Broadcast Energia, a agência decidiu, neste momento, apenas revisar os valores de cada uma das bandeiras.O diretor Ricardo Tili sugeriu, no entanto, que a agência aproveite a “calmaria” que deve haver sobre o tema considerando as boas condições climáticas para que a metodologia das bandeiras tarifárias seja estudada mais a fundo.

 

Tribuna do Norte

 

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Rendimento dos brasileiros é o menor desde 2012, aponta IBGE

 

No segundo ano de pandemia, em 2021, o rendimento médio dos brasileiros caiu para o menor patamar registrado desde 2012. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio mensal real domiciliar per capita em 2021 foi de R$ 1.353. Em 2012, primeiro ano da série histórica da pesquisa, esse rendimento era o equivalente a R$ 1.417. Em 2020, no primeiro ano de pandemia, era de R$ 1.454.

 

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Rendimento de todas as fontes 2021, divulgados hoje (10). Esses valores referem-se a uma média de quanto recebe cada um dos brasileiros, por mês. Os valores de anos anteriores são atualizados pela inflação do período para que possam ser comparados. Esses rendimentos tratam-se de médias, o que significa que há grupos que ganham mais, grupos que ganham menos e ainda aqueles que não possuem rendimento.

 

A pesquisa mostra que, em média, os brasileiros estão recebendo menos e também que menos brasileiros possuem algum rendimento. O percentual de pessoas com rendimento na população do país caiu de 61% em 2020 para 59,8% em 2021, o mesmo percentual de 2012 e também o mais baixo da série histórica.

 

O IBGE considera no levantamento os rendimentos provenientes de trabalhos; de aposentadoria e pensão; de aluguel e arrendamento; de pensão alimentícia, doação e mesada de não morador; além de outros rendimentos.

 

Considerados apenas os brasileiros que possuem rendimento, a média mensal registrada em 2021 foi R$ 2.265, segundo o IBGE, a menor da série histórica. As menores médias desde 2012 entre as pessoas com rendimento também foram registradas em aposentadoria e pensão, com média de R$1.959 e em outros rendimentos (R$ 512).

 

Rendimentos de trabalhos

 

Entre 2020 e 2021, a participação do trabalho na composição do rendimento médio aumentou de 72,8% para 75,3%. Mas, apesar do aumento da população ocupada, a massa do rendimento mensal real de todos os trabalhos caiu 3,1%, indo de R$ 223,6 bilhões para R$ 216,7 bilhões, no período.

 

“A pandemia afetou muito o mercado de trabalho em 2020 por causa do isolamento social que teve que ser feito para frear a pandemia. Então, o mercado de trabalho perdeu muita ocupação. O mercado de trabalho está retomando, mas o ritmo ainda está menor do que o de 2019”, diz a analista da pesquisa Alessandra Scalioni Brito.

 

Alessandra aponta ainda a inflação como um dos fatores que impactaram os rendimentos dos brasileiros, tanto provenientes do trabalho quanto de outras fontes, como aposentadorias, pensão alimentícia, entre outras. Em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, foi de 10,06% – a maior taxa acumulada no ano desde 2015.

 

Auxílio Emergencial

 

Enquanto a participação do trabalho aumentou, a participação de outros rendimentos encolheu. A pesquisa de 2021 mostra que o percentual de domicílios com alguém recebendo recursos de programas sociais, como o auxílio emergencial, caiu de 23,7% para 15,4%.

 

“Foi um benefício apenas emergencial. Agora que a gente está tirando ele, a gente está vendo que ele cumpriu o papel ali de não deixar a renda cair tanto em 2020, mas em 2021 essa queda veio e a desigualdade voltou para o padrão que estava. As rendas estão menores e tivemos a questão inflacionária. Então, estamos em situação pior em 2021 em termos de renda”, diz Alessandra.

 

De acordo com a pesquisa, a queda do rendimento mensal domiciliar per capita foi mais intensa entre as classes com menor rendimento. Em 2021, o rendimento médio do 1% da população que ganha mais era 38,4 vezes maior que o rendimento médio dos 50% que ganham menos. O rendimento médio mensal daqueles com maior renda era de R$ 15.940; já entre os que ganham menos, era de R$ 415.

 

No início da pandemia do novo coronavírus, em 2020, essa razão reduziu para 34,8 vezes, atingindo o menor valor desde 2015. Isso ocorreu, segundo o IBGE, sobretudo por conta de outros rendimentos, como o auxílio emergencial.

 

Desigualdade

 

A pesquisa aponta também as desigualdades de rendimento entre as regiões do Brasil. Em todas elas houve queda no rendimento médio mensal real domiciliar per capita entre 2020 e 2021. Enquanto na região Sudeste essa renda passou de R$ 1.742 para R$ 1.645 e na região Sul, de R$ 1.738 para R$ 1.656; na região Norte passou de R$ 966 para R$ 871 e na região Nordeste, de R$ 963 para R$ 843. Na região Centro-Oeste a variação foi de R$ 1.626 para R$ 1.534.

 

“O mercado de trabalho é mais informalizado no Norte e no Nordeste, então, a renda do trabalho ali tende a ter uma distribuição mais desigual. As regiões Norte e Nordeste tendem a receber mais benefícios de programas sociais e como houve essa mudança no auxílio emergencial, elas foram mais afetadas entre 2020 e 2021. Por isso tiveram esse aumento de desigualdade maior que em outras regiões”, diz Alessandra.

 

Segundo a pesquisa, a desigualdade, medida pelo Índice de Gini, considerando toda a população, aumentou entre 2020 e 2021, passando de 0,524 para 0,544. Considerada apenas a população ocupada, esse indicador ficou praticamente estável, variando de 0,500 para 0,499.

 

O Índice de Gini é um instrumento para medir o grau de concentração de renda, apontando a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. O índice varia de zero a um, sendo que zero representa a situação de igualdade, ou seja, todos têm a mesma renda. Já o um representa o extremo da desigualdade, ou seja, uma só pessoa detém toda a riqueza.

 

Agência Brasil

 

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Fome atinge 33 milhões de pessoas no Brasil e volta a patamares da década de 1990, diz pesquisa

 

Levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) aponta que o país soma, atualmente, cerca de 33,1 milhões de pessoas sem ter o que comer diariamente — voltando a patamares registrados pela última vez nos anos 1990. No fim de 2020, eram 19,1 milhões de brasileiros nesta situação.

 

Já o percentual de domicílios com moradores passando fome passou de 9% para 15,5% no período. Em números absolutos, são 14 milhões de pessoas a mais convivendo com a fome no dia a dia.

 

A pesquisa mostrou ainda que seis em cada 10 brasileiros convivem com algum grau de insegurança alimentar (leve, moderado ou grave). São 125,2 milhões de pessoas nesta situação, o que representa um aumento de 7,2% desde 2020.

 

Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil. O estudo foi realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan) e executado pelo Instituto Vox Populi — a margem de erro do levantamento é de 0,9 ponto percentual, para mais ou para menos.

 

Os dados foram coletados entre novembro de 2021 e abril de 2022, por meio de entrevistas em 12.745 domicílios, em áreas urbanas e rurais de 577 municípios distribuídos pelos 26 Estados e o Distrito Federal. A pesquisa usa a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (Ebia), usada também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

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Preço da energia se manterá alto

 

O mundo caminha para uma ‘tempestade perfeita’ no segundo semestre deste ano, com o inverno pegando a Europa com estoques de combustíveis baixos e preços elevados, em um momento de redução de oferta e aumento de demanda por petróleo. No Brasil, a situação será ainda agravada pelas eleições presidenciais, segundo especialistas reunidos pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) para discutir a crise de energia na Europa.

 

Para os especialistas, enquanto prosseguir a guerra entre a Rússia e a Ucrânia haverá continuidade na escalada de preços da energia e aumento da insegurança energética e alimentar, já que tanto Rússia como Ucrânia são grandes exportadores de alimentos e fertilizantes. No caso da Rússia, o país vende um quarto do diesel consumido no mundo.

 

“O preço de US$ 160/170 o barril de diesel está longe de refletir o que pode acontecer daqui para frente, quando as sanções europeias entrarem em funcionamento e se a China relaxar as restrições do surto de covid”, disse o presidente da Enauta e ex-diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, durante o webinar do Cebri sobre a “Encruzilhada energética europeia diante da guerra da Ucrânia”.

 

Oddone destacou que a margem de refino explodiu com a guerra na Ucrânia e principalmente o preço do diesel disparou no mercado. De uma média histórica de cerca de US$ 10 por barril para algo em torno de US$ 60 por barril atualmente. A partir de agora, porém, a gasolina também deverá fazer parte da preocupação global, com o início das férias no hemisfério norte, que aumentam as viagens de carro, principalmente nos Estados Unidos

 

O executivo alerta que com a volta da China após um novo surto de covid-19, a expectativa é de que o país oriental demande entre 3 e 3,5 milhões de barris de petróleo adicionais por dia, o que deve apertar ainda mais o mercado mundial.

 

O Gás Natural Liquefeito (GNL), por exemplo, com a guerra teve seus preços elevados de US$ 5 o milhão de BTU em outubro de 2020 para o pico de US$ 34 no ano passado e comercializado atualmente em torno dos US$ 27 o milhão de BTU.

 

“Se somar isso ao fato de que Rússia e Ucrânia são grandes importantes exportadores de alimentos e fertilizantes, a gente pode estar entrando em um período de mais inflação, insegurança energética e insegurança alimentar, aumento da desigualdade e da insatisfação das pessoas”, alertou Oddone, lembrando que no caso do Brasil ainda existe o estresse adicional da campanha presidencial, que será contaminada pelas discussões sobre energia.

 

Tribuna do Norte

 

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Litro do diesel sobe pela quinta semana e atinge novo recorde, aponta ANP

 

O preço do diesel subiu pela quinta semana seguida, passando de R$ 6,847 para R$ 6,943 nos postos de combustíveis do Brasil, marcando novo patamar recorde, segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A alta foi de 1,4%. No ano, o preço do diesel já acumula aumento na bomba de 29,84%.

 

Já a gasolina se manteve em patamar recorde. Nesta semana, o litro médio ficou em R$ 7,275 – pouco menor que os R$ 7,298, registrado na semana passada. Até então, a gasolina estava subindo há cinco semanas seguidas. No ano, a gasolina já subiu nos postos cerca de 9%.

 

Porém, apesar do recuo ter ocorrido uma queda muito pequena, segundo a ANP, o preço da gasolina segue em patamar recorde.

 

No caso do preço do diesel, o valor máximo encontrado no Brasil está em R$ 8,300 o litro – patamar mais alto da história também.

 

Segundo analistas, o aumento do diesel nas bombas é reflexo da alta feita pela Petrobras nas refinarias no último dia 10 de maio, quando o preço do litro passou de R$ 4,51 para R$ 4,91.

 

Para economistas e empresas do setor, a alta da estatal ocorreu por conta do avanço do petróleo no mercado internacional e a maior demanda por diesel na Europa por conta do boicote feito pelo bloco europeu à Rússia.

 

Segundo a Abicom, a associação que reúne os importadores, o preço do diesel está com muita volatilidade. Nesta sexta-feira, por exemplo, ficou zerado. Na quinta, a Petrobras chegou a vender mais caro (3%) que no exterior, mas durante toda a semana teve perdas entre 5% e 2%.

 

Já a gasolina continua com os preços defasados. Nesta sexta-feira, a estatal vendia 8% mais barato que no exterior.

 

Agora RN

 

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Gasolina tem 3ª alta consecutiva e inicia maio a R$ 7,55 o litro

 

O litro da gasolina comercializado nos postos de abastecimento do País registrou alta de 0,70% no preço em maio (até o dia 12) e fechou a R$ 7,55. Já o etanol continuou registrando altas mais expressivas e fechou os primeiros dias do mês a R$ 6,15, valor 3,69% mais caro, se comparado ao fechamento do mês anterior. Os dados são da Ticket Log.

 

“Se compararmos o valor atual com o fechamento de 2021, já estamos pagando 9,5% a mais pela gasolina em 2022 e 6,5% mais caro pelo litro do etanol”, destaca Douglas Pina, diretor-geral de Mainstream da Divisão de Frota e Mobilidade da Edenred Brasil.

 

Apenas cinco estados de duas regiões brasileiras apresentaram baixa no preço da gasolina. No Nordeste, o Rio Grande do Norte registrou redução de 1,28% no preço do combustível; Pernambuco de -0,51%; o Maranhão de -0,21%; e Alagoas de -0,13%. A Região Norte também apresentou baixa no preço, porém somente no Tocantins de -0,12%. Na média para a respectiva região o cenário foi de alta de 0,65% no preço do combustível.

 

Apesar dos recuos listados, a gasolina que segue liderando com o maior preço médio do País é comercializada nas bombas de abastecimento do Nordeste, a R$ 7,63, alta de 0,66%. A análise da menor média para esse combustível repetiu resultados anteriores e foi registrada na Região Sul, com o litro a média de R$ 7,21.

 

Já o etanol não apresentou recuo no preço médio em nenhuma região e o litro mais caro deixou de ser comercializado nos postos do Norte, como ocorreu no fechamento de abril, e passou a ser registrado no Sul neste início de mês, a R$ 6,35, alta de 3,91%. O litro mais barato para o etanol foi novamente encontrado nos postos do Centro-Oeste, a R$ 5,75.

 

No recorte por Estado, a Bahia voltou ao topo do maior aumento do País para a gasolina (5,16%), que passou de R$ 7,36 para R$ 7,74. A maior média continua sendo comercializada nos postos de abastecimento do Piauí, a R$ 8,17, alta de 0,29%. Já a menor média foi encontrada no Rio Grande do Sul, a R$ 7,02.

 

Não houve redução no preço do etanol em nenhum estado brasileiro e a alta mais expressiva, que no mês passado foi encontrada nos postos de São Paulo, desta vez foi registrada no Ceará, com valor 9,56% mais caro, que passou de R$ 6,13 para R$ 6,71. O litro mais caro para o etanol foi comercializado no Pará, a R$ 6,76, com alta de 1,17%; e o mais barato em São Paulo, a R$ 5,20.

 

“De acordo com o levantamento da Ticket Log, os acréscimos no preço do etanol já refletem na análise do combustível mais vantajoso para abastecimento e, nesses primeiros dias do mês, o combustível se apresentou como opção mais favorável apenas para duas cidades do País, Goiás e Mato Grosso, diferentemente do mês passado, que chegou a cinco”, conclui Pina.

 

Tribuna do Norte

 

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Inflação oficial de abril é a mais alta dos últimos 26 anos para o mês

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, de abril foi 1,06%. A taxa ficou abaixo da registrada em março (1,62%). Mas, ao mesmo tempo, foi o índice mais alto para um mês de abril desde 1996 (1,26%).

 

Segundo dados divulgados hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumulada em 12 meses chegou a 12,13%, acima dos 12 meses imediatamente anteriores e a maior desde outubro de 2003 (13,98%). A taxa acumulada no ano chegou a 4,29%.

 

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta de preços em abril. Os alimentos, com inflação de 2,06%, tiveram o maior impacto na inflação oficial do mês.

 

“Em alimentos e bebidas, a alta foi puxada pela elevação dos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%). Houve alta de mais de 10% no leite longa vida, e em componentes importantes da cesta do consumidor como a batata-inglesa (18,28%), o tomate (10,18%), óleo de soja (8,24%), pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%)”, explica o pesquisador do IBGE André Almeida.

 

Os transportes tiveram alta de preços 1,91% sendo o segundo principal responsável pelo IPCA do mês. Juntos, os dois grupos contribuíram com cerca de 80% da inflação do mês.

 

Entre os transportes, o principal responsável pela alta de preços foram os combustíveis que subiram 3,20%, com destaque para gasolina (2,48%).

 

Também registraram alta de preços os grupos saúde e cuidados pessoais (1,77%), artigos de residência (1,53%), vestuário (1,26%), despesas pessoais (0,48%), comunicação (0,08%) e educação (0,06%).

 

O único grupo de despesas com deflação (queda de preços) foi habitação (-1,14%), devido à queda de 6,27% no preço da energia elétrica.

 

Portal da Tropical | Com informações da Agência Brasil

 

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Produtores que receberam construção e aparelhamento de queijeira no Seridó focam selo federal

 

O sonho de ter seus produtos reconhecidos no Estado já é uma realidade para o casal de agricultores familiares José Lopes e Cláudia Araújo, da Queijaria JC. Após serem beneficiados pelo Governo do Estado com uma queijeira totalmente equipada, os produtores do Sítio Alegre, na zona rural de Caicó, atingiram a meta de produzir queijos certificados e de alta qualidade para comercializá-los no mercado formal em todo o RN. A queijeira é uma das 39 construídas no Seridó, como parte do Edital do Leite e Derivados do Projeto Governo Cidadão.

 

O benefício se deu pelo Projeto e pela Secretaria de Agricultura (SAPE), com a aplicação de mais de R$ 460 mil, garantidos pelo empréstimo estadual junto ao Banco Mundial. A unidade tornou-se a primeira no Seridó a receber o certificado do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do RN (Idiarn), liberando sua produção de queijos de manteiga e de coalho, ainda em dezembro de 2021.

 

Atualmente produzindo seis mil quilos de queijo dos tipos manteiga e coalho por mês, distribuídos em estabelecimentos comerciais de médio porte no RN, o casal busca agora ampliar o mercado. O secretário de Estado da infraestrutura, Gustavo Coelho, que está respondendo pelo Projeto Governo Cidadão (em Substituição Legal – Portaria Nº 68, de 28 de março de 2022, publicada no Diário Oficial do Estado em 29 de março de 2022), falou que a “expectativa é de num breve futuro comemorar esse sucesso das outras queijeiras que estão em fase de finalização”.

 

FORTALECIMENTO DA PECUÁRIA LEITEIRA

 

O Edital de Leite e Derivados lançado pelo Governo do Estado, através do Governo Cidadão, SAPE e recursos do Banco Mundial, beneficiou centenas de queijeiros potiguares com a construção e montagem de 39 queijeiras ligadas à Capesa e Coafs. A primeira recebeu mais de R$ 6,6 milhões em recursos, enquanto a segunda se beneficiou com R$ 12,5 milhões. Todas as unidades estão sendo estruturadas de forma que atendam os padrões sanitários vigentes e alcem os produtos a novos e maiores mercados.

 

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Gás chega a custar R$ 160 e redução da Petrobras não tem efeito

 

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou, nesta terça-feira (19/4), que o preço do botijão de gás de cozinha (GLP) continuou a subir mesmo após a Petrobras anunciar, na semana passada, a redução de 5,58% na cobrança do produto.

 

De acordo com pesquisa da ANP, o maior preço foi encontrado em Mato Grosso, onde o gás chega a custar R$ 160. O menor foi registrado no estado do Maranhão (R$ 78).

 

O levantamento da agência mostra que o custo médio do botijão é de R$ 113,66 — 0,1% a mais em relação ao registrado na semana passada (R$ 113,54).

 

A pesquisa da ANP foi realizada entre os dias 10 e 16 de abril, em 3.881 municípios do Brasil.

 

Petrobras anuncia redução do preço

 

Em 8 de abril, dois dias antes de o levantamento da Agência Nacional de Petróleo ter início, a Petrobras anunciou uma redução de 5,58% no preço do botijão de gás de cozinha.

 

O reajuste começou a valer em 9 de abril. O preço médio de venda do botijão da Petrobras para as distribuidoras passou de R$ 4,48 para R$ 4,23 por kg, o equivalente a R$ 54,94 pelo botijão de 13kg.

 

O último reajuste no preço do gás havia ocorrido no dia 11 de março. Na ocasião, o valor médio de venda do GLP foi reajustado em 16,1%, passando de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg. Esse aumento gerou desgaste à petroleira.

 

Metrópoles

 

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Brasil: inflação é a maior para março em 28 anos

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 1,62% em março, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (08/04) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A cifra está 0,61 ponto percentual acima do índice de fevereiro, que ficou em 1,01%; e também é superior à de março do ano passado (0,93%). Esta é a maior variação do IPCA para o mês de março desde a implantação do Plano Real, em 1994, há 28 anos. É também a maior inflação mensal desde janeiro 2003 (2,25%).

 

O IPCA acumula taxa de 3,20% no ano. Em 12 meses, o acumulado chega a 11,30% – acima dos 10,54% de fevereiro – correspondendo à maior inflação no maís em 18 anos. O teto da meta da inflação deste ano, estabelecido pelo Banco Central, é de 5%.

Alta dos combustíveis

 

Os principais impactos foram os transportes (3,02%) e alimentação e bebidas (2,42%) – grupos de maior peso no IPCA. Juntos, os dois representam quase metade (43%) da inflação do mês.

 

A taxa foi puxada principalmente pela alta nos combustíveis, que subiram 6,70% no período. A gasolina foi o item de maior impacto no IPCA de março (6,95%).

 

Outros combustíveis com alta de preços foram o óleo diesel (13,65%), gás de botijão (6,57%), gás veicular (5,29%) e etanol (3,02%). Também tiveram aumento itens como transporte por aplicativo (7,98%), seguro voluntário de veículo (3,93%) e conserto de automóvel (1,47%).

Alimentos

 

Em seguida, aparecem os alimentos, com alta de 2,42%, puxada por itens como tomate (27,22%), cenoura (31,47%), leite longa vida (9,34%), óleo de soja (8,99%), frutas (6,39%) e pão francês (2,97%). A refeição fora de casa subiu 0,65%.

 

Oito dos nove grupos tiveram alta de preços: vestuário (1,82%), habitação (1,15%), saúde e cuidados pessoais (0,88%), despesas pessoais (0,59%), artigos de residência (0,57%) e educação (0,15%). O único com queda foi comunicação, com -0,05%.

 

Em 2021, a inflação oficial foi de 10,06%, a maior em seis anos.

 

A meta de inflação do Banco Central para 2022 é de 3,5% e será considerada formalmente cumprida caso permaneça entre 2% e 5%. O BC, no entanto, reconheceu que o IPCA deve ultrapassar a meta pelo segundo ano consecutivo e projeta uma taxa de 7,1%.

 

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, prevê que a inflação chegará ao pico em abril.

 

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Gás consome 22% do orçamento de serviços básicos dos mais pobres

 

Os gastos com gás de cozinha vendido em botijões de 13 kg comprometem 22% do orçamento doméstico destinado a serviços públicos das famílias mais pobres do Brasil, o que inclui energia elétrica, água, esgoto, telefone e impostos. Para os mais ricos, a parcela é de 13%.

 

É o que diz o estudo realizado pela consultoria Kantar em 4.915 domicílios, em 2021, quando ainda não era possível sentir os efeitos do mega-aumento promovido pela Petrobras nos combustíveis. Segundo o levantamento, a elevação do preço do gás é especialmente crítica entre as classes mais baixas.

 

O estudo da Kantar mostra ainda que, entre 2020 e 2021, a parcela do orçamento gasta com gás de cozinha aumentou 25% para as famílias de classes D e E. Nas classes A e B, o mesmo gasto teve alta de 16%.
Para os mais pobres, o custeio do gás é o segundo maior gasto em serviços, empatado com água e esgotos e atrás apenas da energia elétrica, que, em 2021, correspondeu a 51% do orçamento de serviços nessas classes.

 

O estudo também mostra que, quando se consideram todas as classes sociais, o gás ocupa o terceiro lugar no orçamento dos serviços básicos das famílias, perdendo para água e luz. No entanto, entre 2020 e 2021, todas as classes viram crescer a parcela de custeio com o insumo.

 

Embora o aumento seja generalizado, os impactos do preço são sentidos de forma diferente entre as famílias, principalmente nas periferias, onde estão os lares de menor renda. Com dificuldade para comprar alimentos, usar gás de botijão no cozimento torna-se, muitas vezes, inviável.

 

Esse é o caso da cuidadora de idosos Fernanda Pinheiro, 34 anos, que hoje cozinha para sua família com alimentos que recebe de doações, queimando madeiras que encontra na rua em um fogão a lenha improvisado. Moradora do bairro Parque Santo Antônio, na zona sul de São Paulo, ela conta que, há mais ou menos um ano e meio, a maioria de suas vizinhas também não consegue comprar gás.

 

Antes disso, Fernanda nunca havia precisado usar lenha para cozinhar – no máximo, para esquentar a água do banho na sua infância, prática que a família depois para trás após perderem parte da casa em um incêndio causado por falhas na rede elétrica.

 

Desde 2021, porém, a prática voltou. Às vezes, ela utiliza uma panela elétrica que recebeu como doação, mas nem sempre isso é possível. “Eu vou preparar a comida no fogão a lenha, porque o dinheiro do gás vai sobrar para comprar alguma outra coisa, um pacote de fralda ou de absorvente”, diz.

 

PROFESSOR ORGANIZA VAQUINHA

 

O professor de geografia da rede municipal paulista Alessandro Rubens organiza desde 2020 o Periferia e Solidariedade, projeto de doação de mantimentos para famílias de baixa renda. Ele conta que, nesse período, viu aumentar os relatos de incêndios em comunidades e ocupações urbanas.

 

“Na favela, o fogão a lenha implica aumentar riscos”, afirma o professor. “Geralmente, eles [os moradores] colocam blocos de cimento e muitos estouram, e o risco de acidentes é muito grande.” No ano passado, o grupo mobilizou fundos para comprar remédios para uma pessoa que se queimou em um acidente desse tipo.

 

O projeto doa cestas básicas, refeições e produtos de higiene de forma rotineira, e Rubens conta como a demanda por gás é enorme e impossível de ser atendida. Por isso, as vaquinhas para doações de botijões de gás são direcionadas a mães com mais de um filho. “Dentro de casa, com mais de uma criança, é muito perigoso cozinhar [de forma improvisada]”, justifica.

 

MÃE FAZ REVEZAMENTO PARA ECONOMIZAR

 

A auxiliar de produção Samantha Silva, 33, reveza o preparo dos alimentos entre um fogão elétrico e um a lenha, que é comunitário e improvisado, construído por um vizinho. Às vezes, cozinha também na churrasqueira que há no quintal de sua mãe, também feita pela família.

 

Ela diz que, com o revezamento, consegue economizar o gás ao máximo para alimentar as duas filhas de 10 e 15 anos. Samantha também usa um fogão elétrico quando consegue e conta que é difícil adaptar o tempo de preparo dos alimentos ao contato direto da panela com o fogo.

 

Há três meses, a auxiliar de produção mora em uma ocupação irregular, pois, sem renda, vive um dilema: “Ou você paga o aluguel ou você compra o gás, ou a comida”. Beneficiária do Auxílio Brasil, ela chegou a receber o vale-gás no valor de R$ 52, mas acabou usando o dinheiro para comprar alimentos.

 

INFLAÇÃO DO GÁS

 

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a inflação do gás de cozinha em 2021 foi de 36,99%, muito acima do índice geral da inflação oficial, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que fechou o ano em 10,06%.

 

Hoje, na cidade de São Paulo, botijões de 13 kg são vendidos por até R$ 150 e mais da metade das vendas é parcelada no crédito, segundo dados do Sergás (Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás, da Grande São Paulo). Enquanto nas comunidades multiplicam-se os fogões improvisados, os revendedores veem as vendas caírem, em média, em 20%.

 

Presidente do Sergás, Robson Carneiro dos Santos diz que o gás de cozinha é a melhor opção para cozinhar em todo o mundo, pois não coloca em risco a saúde. Além dos acidentes, a queima de outros materiais como a madeira e álcool libera gases e partículas tóxicas para o pulmão, que podem causar DPOC, doença pulmonar obstrutiva crônica.

 

Para se manter, o setor tem tentado não repassar o percentual cheio de reajuste aos clientes, o que ocasionou demissões nas empresas da área. No último ano, para pagar o aumento salarial de 10% dos funcionários das revendas sem aumentar o valor final do botijão, as empresas viram um aumento de 30% nas demissões.

 

“A gente não conseguiu repassar esse aumento, o preço do gás ficou o mesmo”, conta. “A revenda absorveu esse gasto, o consumidor não consegue mais. Já é muito difícil pagar.”

 

MANICURE USA BOTIJÃO DA IRMÃ

 

Elma Soares, 35, moradora da região norte de Belo Horizonte, conta que, nos últimos tempos, tem tirado dinheiro das compras de supermercado para comprar o gás. Mãe de três filhos, de 4, 12 e 14 anos, ela afirma que antes mal contabilizava o preço do gás no orçamento doméstico.

 

“Se eu fosse uma pessoa sozinha, sem filhos, sem nada, eu me viraria de qualquer forma. Mas quando você tem três crianças em casa, como você não se vira para comprar um gás?”, diz.

 

Quando não tem dinheiro, Elma e sua irmã, que é vizinha, dividem um botijão até que consigam comprar o próximo. “Antes, como era um valor mais baixo, às vezes eu recorria a alguém que emprestava dinheiro ou ‘emprestava’ o gás: ‘você compra e depois me devolve’. Mas, com esse valor, não é com todas as pessoas do meu ciclo que eu consigo fazer isso”, conta.

 

VALE-GÁS NÃO É SUFICIENTE

 

O economista do FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia), André Braz, explica que “é natural que quando um energético [o gás] fique caro, o consumo de lenha aumente.” E a tendência, segundo ele, é que o preço do gás continue em alta.

 

Braz acredita ser improvável que o valor diminua enquanto durarem as sanções à Rússia, segunda maior produtora de petróleo do mundo.

 

Para tentar diminuir os impactos do custo do gás nas famílias em 2021, após sucessivos reajustes da Petrobras, o Congresso aprovou projeto do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), que pevê a distribuição de um vale no valor de 50% da média do preço do botijão de 13 kg nos últimos seis meses, segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

 

O programa Auxílio Gás passou a pagar, em dezembro, a quantia a famílias que fazem parte do CadÚnico (Cadastro Único). A última remessa, em fevereiro, repassou R$ 279 milhões para 5,5 milhões de famílias, em vales de R$ 50.

 

Em São Paulo, o programa Vale Gás, do governo do estado, distribuirá, neste ano, R$ 256,1 milhões em vales bimestrais de R$ 100 para famílias em situação de vulnerabilidade social. Em fevereiro, 32,2 milhões de pessoas foram contempladas com o benefício.

 

Já a Petrobras prevê um orçamento de R$ 270 milhões para diminuir os impactos do aumento dos preços nas famílias de baixa renda. A empresa realiza doações de auxílios para compra de gás para as comunidades nos arredores de onde opera, além de destinar também doações de gás em todo o país para instituições que realizam arrecadação de alimentos e que fornecem alimentação para pessoas em situação de rua em grandes centros urbanos.

 

Para Braz, no entanto, as medidas são paliativas, porque o preço do combustível pode continuar subindo, e a inflação pode continuar reduzindo o poder de compra dos consumidores. “Você tem vários problemas paralelos que vão minando o orçamento dos menos favorecidos”, diz.

 

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Governo federal define reajuste de 10,89% nos preços de medicamentos

 

Os medicamentos vendidos no Brasil passarão, nesta semana, por novo reajuste de preços. De acordo com o Sindicato dos Produtos da Indústria Farmacêutica (Sindusfarma), o aumento acordado pelo governo federal é de 10,89%.

 

A modificação passa a valer, possivelmente, a partir desta quinta-feira (31/3). A definição do valor é de incumbência da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), comissão interministerial coordenada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

“O reajuste não é automático nem imediato, pois a grande concorrência entre as empresas do setor regula os preços: medicamentos com o mesmo princípio ativo e para a mesma classe terapêutica (doença) são oferecidos no país por vários fabricantes e em milhares de pontos de venda”, explica nota do Sindusfarma.

 

O reajuste pode afetar cerca de 13 mil apresentações de medicamentos existentes no mercado varejista brasileiro.

 

As farmácias e drogarias, assim como laboratórios, distribuidores e importadores, não podem cobrar pelos medicamentos preços acima do permitido pela CMED.

 

Metrópoles

 

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Água mineral terá aumento e garrafão de 20 litros vai custar até R$ 12 no RN

 

Os empresários das fontes de água mineral anunciam para a próxima segunda-feira (28) um aumento em torno de 20% no produto que sai da indústria. Com isso, o valor do garrafão da água mineral ficará entre R$8 e R$12 para o consumidor final. O aumento percentualmente variará entre 15 a 25%.

 

De acordo com Roberto Serquiz, presidente do Sindicato das Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn), o setor já vinha absorvendo uma série de aumentos, mas a situação econômica de inflação em que vive o Brasil impactou diretamente o custo de produção. “Todo esse cenário de inflação impacta no custo da produção da água mineral. Tivemos aumentos sucessivos nos insumos, energia, combustível. E, para agravar, o alto índice recentemente aplicado na gasolina e diesel tornou insustentável a manutenção do valor que vínhamos praticando”, relata Serquiz.

 

O preço médio dos combustíveis no Brasil ficou ainda mais caro nesta segunda semana de março, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). O aumento é o segundo de 2022, depois da alta promovida em 12 de janeiro, e é o maior desde janeiro de 2021, segundo levantamento de petroleiros. Na ocasião, os combustíveis foram reajustados pelos percentuais de 18,8% na gasolina e 24,9% no diesel. Desde então, a Petrobras já aumentou 13 vezes o preço da gasolina e 11 vezes o do diesel.

 

Já o custo da energia elétrica no Brasil, acumulou uma alta de 24,97% em 2021, segundo números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram coletados entre 15 de setembro e 13 de outubro do ano passado.

 

“Diante de toda esta situação, nos vimos agora obrigados a praticar reajuste no nosso produto, que tem sofrido diretamente com essa bolha inflacionária, impactando em toda a nossa cadeia produtiva, desde o envase até a distribuição”, pontua Serquiz.

 

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Contas de luz deverão ficar mais caras com alta do diesel

 

O efeito da alta dos combustíveis não vai se restringir às bombas dos postos de gasolina ou às prateleiras dos supermercados, inflacionadas com o custo do transporte. A conta de luz também vai subir. O governo e órgãos do setor elétrico ainda fazem as contas, uma equação complicada em função da volatilidade diária que domina os preços dentro e fora do Brasil, mas o fato é que o preço do óleo diesel subiu, e esse repasse é inevitável para bancar as operações de usinas térmicas movidas pelo combustível.

 

Essas usinas, que são as mais caras de todas as fontes de geração, já foram acionadas à exaustão até o fim do ano passado, por causa da crise hídrica. Com as chuvas de verão, parte delas foi desligada, mas ainda assim há centenas que continuam em operação, por dois motivos: o primeiro é que essa geração ajuda a preservar os reservatórios das hidrelétricas para que eles atravessem o período seco; o segundo é que as térmicas a óleo são, basicamente, a única fonte de energia elétrica em centenas de municípios do Brasil que ainda não estão conectados ao sistema nacional de transmissão de energia.

 

Seja qual for o motivo de acionamento das usinas a óleo, quem paga mais essa conta é o consumidor. Cada centavo gasto por essas térmicas é bancado por um encargo embutido na conta de luz, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). No fim do ano passado, já se previa que as despesas com o encargo subiriam 21% neste ano, chegando a R$ 10,3 bilhões, justamente em função do aumento dos preços dos combustíveis. Agora, em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia e das dificuldades de se prever os impactos nos preços dos combustíveis, não se sabe exatamente onde isso vai parar.

 

UOL

 

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Pão francês e macarrão vão subir de preço por causa da guerra

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) afirmou, nesta segunda-feira (14/3), por meio de nota, que os preços dos produtos devem subir nas próximas semanas. No entanto, não há previsão de data e de quanto será o aumento.

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A entidade explica que, em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia, os embarques dos dois países, que respondem por 30% das exportações mundiais de trigo, estão suspensos.

 

“A Rússia é o maior exportador de trigo do mundo e tem sido afetado economicamente pelo conflito com a Ucrânia – juntos, os dois países respondem, em média, por 30% das exportações mundiais de trigo”, aponta a nota.

 

O comunicado diz que, além da queda na oferta de trigo, fator da alta dos preços, “o desabastecimento tem a ver com dificuldades logísticas – a guerra fechou portos, interrompeu o transporte – e com a queda da produção ucraniana da commodity”.

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Segundo a associação, o Brasil produz menos da metade do trigo consumido e precisa importar grandes quantidades do grão de países do Mercosul – sobretudo da Argentina –, do Canadá e dos Estados Unidos.

 

“A elevação do preço do grão, impacta diretamente os valores de produção para os fabricantes das categorias representadas pela Abimapi. Nas massas, em média, 70% do custo é de farinha. Nos biscoitos, o peso é de 30%, e nos pães e bolos industrializados, de 60%”, destaca.

 

Preço repassado

 

A Abimapi diz que os fabricantes vão começar a sentir a disparada da cotação do trigo e isso será repassado aos consumidores.

 

“O consumidor brasileiro deve começar a sentir os efeitos em breve, quando as indústrias comprarão as novas safras. As indústrias estão com estoques relativamente curto, pois estão no início da entressafra de trigo, lembrando que o produto acabado também não tem estoques e que varia muito de empresa para empresa. De todo modo, este repasse tende a ser gradual, pois não há espaço para elevar os preços de uma só vez para o consumidor final”, afirma.

 

Segundo o Banco do Nordeste, o Brasil é o 16° produtor, sétimo importador e 11° consumidor mundial de trigo. A previsão da produção brasileira de trigo para a atual safra de 2021 é de 7,7 milhões de toneladas, ou seja, cerca de dois terços do consumo nacional (66,2%), cuja média gira em torno de 11,6 milhões por ano.

 

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Petrobras reajusta preços da gasolina, diesel e gás de cozinha

 

Em meio à disparada dos preços do petróleo, a Petrobras anunciou nesta quinta-feira (10) reajustes nos preços de gasolina e diesel após quase 2 meses de preços congelados nas refinarias. “Após 57 dias sem reajustes, a partir de 11/03/2022, a Petrobras fará ajustes nos seus preços de venda de gasolina e diesel para as distribuidoras”, informou a estatal, em comunicado.

 

A partir desta sexta-feira (11), o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%. Para o diesel, o preço médio passará de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, uma alta de 24,9%. Para o GLP, o preço médio de venda do GLP da Petrobras, para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.

 

O produto não era reajustado há 152 dias. “Após serem observados preços em patamares consistentemente elevados, tornou-se necessário que a Petrobras promova ajustes nos seus preços de venda às distribuidoras para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento, pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras”, justificou a Petrobras, acrescentando que decidiu não repassar de imediato a volatilidade decorrente da guerra na Ucrânia.

 

“Esses valores refletem parte da elevação dos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia. Mantemos nosso monitoramento contínuo do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade”, acrescentou a estatal.

 

O mercado segue de olho em medidas do governo para conter a alta dos preços dos combustíveis para os consumidores. Sem consenso para a análise, o Senado adiou na quarta-feira (9), pela terceira vez, a votação de dois projetos com o objetivo de conter a alta de preços dos combustíveis.

 

G1

 

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