Economia

Com inflação alta, salário mínimo já perdeu R$ 62 em poder de compra em 2021

 

O salário mínimo, de R$ 1.100 em 2021, está perdendo poder de compra rápido ao longo do ano, conforme a inflação avança e torna itens do dia a dia mais caros. Desde janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o indicador oficial de inflação da baixa renda, já subiu 5,9%, numa das maiores altas para o período em duas décadas.

 

É, em oito meses, mais do que a inflação de outros anos inteiros. Em 2020, por exemplo, o INPC foi de 5,5% e, em 2019, 4,5%.

 

Com isso, o salário mínimo, que foi reajustado pela última vez em janeiro, já perdeu R$ 62 de seu poder de compra: descontada a inflação, os R$ 1.100 de janeiro são o equivalente, hoje, a R$ 1.038, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Ou seja: ter R$ 1.100 na mão, agora, compra o que, em janeiro, custava R$ 1.038, na média. 

 

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Puxada pelos combustíveis, inflação oficial fecha agosto em 0,87%

 

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%. Em agosto do ano passado, a variação foi de 0,24%. Os dados foram divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Entre os nove grupos e serviços pesquisados pelo instituto, oito subiram em agosto, com destaque para os transportes, com alta de 1,46%, puxado pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e óleo diesel 1,79%.

 

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,88% em agosto, 0,14 ponto percentual abaixo do resultado de julho, quando a alta foi de 1,02%. No ano, o indicador acumula elevação de 5,94% e em 12 meses chega a 10,42%, acima dos 9,85% observados nos 12 meses anteriores. Em agosto do ano passado, a taxa variou 0,36%.

 

Para o INPC, a principal influência foram dos produtos alimentícios, que subiram 1,29% em agosto, acima de 0,66% observado em julho. Os produtos não alimentícios desacelararam e tiveram alta de 0,75% no mês, após variação positiva de 1,13% em julho.

 

POR AGÊNCIA BRASIL

 

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Com conta de luz mais cara, consumidores procuram formas de economizar

 

Com a conta de luz mais cara, os consumidores brasileiros têm buscado soluções para diminuir o uso de energia elétrica e economizar no final do mês. O mais recente aumento na tarifa começou a valer no último dia 1º, quando foram acrescidos R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, com a criação da bandeira de escassez hídrica.

 

A cobrança extra será feita até 30 de abril de 2022 e encarecerá a conta de energia, em média, em 6,78%, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A bandeira de escassez hídrica substitui a bandeira vermelha 2, em vigor desde junho e que sofreu reajuste de 52% em julho. Segundo o governo, a bandeira foi criada em razão da escassez de chuvas nas usinas hidrelétricas.

 

Diante desse cenário, a opção é buscar novos hábitos para diminuir o consumo de energia ao máximo. O site Consumo Consciente Já traz diversas dicas para ajudar o brasileiro a reduzir o valor pago na conta dos meses seguintes.

 

A página é uma iniciativa da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), juntamente com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e faz parte de uma campanha de consumo consciente de eletricidade.

 

Hábitos simples como retirar da tomada os aparelhos de som e televisores já ajudam a aliviar a pressão sobre a conta de luz. É que, mesmo em stand by, eles consomem energia.

 

Também é importante não deixar a TV ou outro aparelho ligado sem necessidade, o que também vale para carregadores de celulares.

 

Outra dica importante é escolher máquinas com selo Procel ou classificação A do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que mostra que o aparelho é mais econômico. Essa opção vale para todos os equipamentos que utilizam energia elétrica, como geladeiras, micro-ondas, ferros de passar, secadores de cabelo; televisores, aparelhos de ar condicionado, etc.

 

Confira, abaixo, mais dicas de como economizar no consumo de energia elétrica:

 

  • Substitua lâmpadas halógenas e fluorescentes por lâmpadas LED. Apesar de inicialmente apresentar um custo na aquisição mais alto, ele será compensado com a economia de energia;
  • Apague as lâmpadas que não estiver utilizando, exceto aquelas que contribuem para a sua segurança;
  • Mantenha as janelas abertas e aproveite ao máximo a luz natural;
  • Outra alternativa para valorizar a luz natural é pintar as paredes do teto com cores claras. Além de refletirem melhor a luz natural, reduzem o consumo de iluminação artificial;

 

Com relação ao uso da máquina de lavar roupa, a principal dica é lavar o máximo de roupas possível de uma só vez.

 

  • Também é indicado que se utilize a quantidade de sabão adequada para cada tipo de roupa e que se utilize sempre o ciclo mais adequado para as lavagens; Manter o filtro da máquina sempre limpo também ajuda na economia, já que o equipamento evitará repetir a operação enxaguar de maneira desnecessária;

 

O ferro de passar ao lado do chuveiro elétrico são apontados como os maiores vilões no consumo doméstico de energia. Por isso, é preciso usar os equipamentos de forma a evitar o desperdício.

 

  • Além de escolher o ferro de menor potência, a dica é juntar a maior quantidade de roupas possível para passar todas de uma vez só;
  • Utilizar a temperatura indicada de acordo com cada tipo de tecido também ajuda na economia;
  • Desligue o ferro sempre que pausar o serviço. Assim você poupa energia e evita o risco de acidentes. Além disso, você pode aproveitar o calor do ferro desligado para passar roupas de tecidos leves;
  • Sempre que possível, opte por vestir e comprar roupas de tecidos que não amassam ou avalie a real necessidade de passar certas peças de roupa;

 

No caso do chuveiro elétrico, a principal dica é tomar banhos mais curtos, entre 3 e 5 minutos. Além disso, hábitos como o de fechar a torneira enquanto se ensaboa são bem-vindos;

 

  • Sempre que possível, ajuste a temperatura para a posição “verão”, pois em “inverno” o consumo é 30% maior;
  • Também não é aconselhado mudar a temperatura com o chuveiro ligado, pois isso pode aumentar o consumo. Outra possibilidade é, se estiver calor, evite usar o chuveiro elétrico;
  • Outro ponto importante é não reaproveitar resistências queimadas. Isso provoca o aumento de consumo e coloca em risco a sua segurança;
  • Se possível, dê preferência aos sistemas solares para o aquecimento de água. Eles são mais econômicos e ainda ajudam a preservar o meio ambiente.

 

Em locais quentes também é preciso usar de maneira inteligente equipamentos como o ar-condicionado. Nesse caso, a primeira dica é escolher corretamente o equipamento de acordo com o tamanho do ambiente;

 

  • Além disso, é importante manter os filtros do aparelho limpos e regular adequadamente a temperatura;
  • Também mantenha as janelas e portas fechadas sempre que estiver com o aparelho ligado;
  • Os aparelhos instalados nas áreas externas devem ter proteção contra o sol. Tenha cuidado para não bloquear a ventilação. Por fim, desligue o aparelho quando o ambiente estiver desocupado;

 

No caso de geladeiras e freezers, é importante verificar se os aparelhos apresentam boa vedação. Verifique regularmente o estado das borrachas de vedação. Isso auxilia no desperdício de energia;

 

  • Abrir e fechar várias vezes a geladeira ou deixar por muito tempo aberta é outro ponto a ser observado;
  • Também não seque roupa atrás da geladeira. Além de sobrecarregar o aparelho e aumentar o consumo de energia, você corre o risco de acidentes com choques elétricos;
  • Instale sua geladeira em um local ventilado, afastada da parede, dos raios solares, fogões e estufas. Também regule o termostato adequadamente de acordo com a estação do ano.

 

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BRASIL: Inflação altera cardápio das famílias

 

Pressionado pela combinação de inflação, desemprego em alta e menor abrangência e disponibilidade de recursos do auxílio emergencial, o brasileiro reduziu as quantidades compradas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza no primeiro semestre deste ano. Houve diminuição de volumes em praticamente todas as cestas. A prioridade do consumo diário ficou concentrada nos alimentos básicos: o arroz e o feijão.

 

O orçamento mais curto das famílias também mudou o consumo de itens até então não considerados tão básicos, como empanados de frango e de peixe, por exemplo. No primeiro semestre, o produto estreou em 3,4 milhões de domicílios como uma alternativa de proteína animal mais barata à carne vermelha, que subiu 31,31% em 12 meses até agosto, segundo o IPCA-15 do mês – indicador que é uma prévia da inflação oficial do País, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É o equivalente a três vezes a inflação geral no mesmo período (9,30%) pelo indicador da prévia da inflação.

 

Esse rearranjo nas compras aparece em uma pesquisa da consultoria global Kantar, obtida com exclusividade pelo Estadão. Mensalmente, a consultoria tira uma fotografia da despensa de 11 mil domicílios para projetar o consumo de 58,8 milhões de lares do País.

 

De janeiro a junho, o volume de unidades compradas de uma cesta de 107 categorias foi 4,4% menor em relação a igual período de 2020. Mas o gasto subiu 6,9%, puxado pelo aumento médio de 11,8% dos preços desses produtos. No curto prazo, do primeiro para o segundo trimestre, as commodities, com alta de 16%, e os perecíveis, com 15%, estiveram no topo das cestas com os maiores aumentos de preços, aponta a pesquisa. Isso abriu caminho para que os empanados, sinônimo de praticidade, começassem a fazer parte regularmente da lista de compras de todas as classes sociais.

 

Mudança a contragosto

 

Responsável pelo preparo das refeições da família, a aposentada Maristela Colleoni Soares, de 54 anos, passou a incluir na rotina o produto empanado para economizar na carne. Antes, esses alimentos industrializados eram consumidos esporadicamente. “Sou supercontra empanados e qualquer alimento processado, só que, com a alta do preço da carne, ficou inviável. Daí, comecei a comprar”, diz.

 

A cada refeição que prepara para a família de cinco pessoas – ela, o marido, o casal de gêmeos e a mãe -, Maristela gasta um pouco mais de 1 quilo de carne, cerca de R$ 50 a R$ 60. Pelos empanados, desembolsa perto de R$ 40 por um saco de dois quilos e usa em várias refeições.

 

“Foi uma substituição forçada por conta do aumento do gasto com alimentação, eletricidade, gás, tudo subiu”, afirma a aposentada Entre a carne e outros itens, como iogurte, por exemplo, Maristela cortou em cerca de 10% as quantidades compradas de alimentos, produtos de higiene e limpeza e, mesmo assim, está gastando 40% mais. Sem os cortes, acredita que teria um acréscimo de 70% nos gastos.

 

“O consumidor teve de fazer escolhas e abandonou uma série de categorias para fazer o orçamento funcionar com menos recursos no bolso”, afirma Renan Morais, gerente de Soluções da Kantar. No caso dos mais pobres, a maioria dos brasileiros, ele lembra que o auxílio emergencial, que beneficiou no ano passado 55% da população com recursos de R$ 600 nos primeiros três meses, chegou a 39% dos brasileiros no primeiro semestre deste ano. E com cifras bem modestas, entre R$ 150 e RS 250 mensais.

 

Isso fez a população da base da pirâmide social cortar o consumo de supérfluos. A pesquisa revela que quase um milhão de domicílios das classes D e E, com receita mensal entre R$ 270 e R$ 1,6 mil, tirou o achocolatado em pó das compras no primeiro semestre deste ano. No polo oposto, também quase meio milhão de lares das classes A e B, com renda média mensal familiar acima de R$ 7,2 mil, deixou de comprar cerveja em igual período.

 

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Com novo aumento gás de cozinha, preço médio do botijão chega a R$ 107 no RN

 

O preço do gás de cozinha tem um novo aumento registrado no Rio Grande do Norte a partir desta sexta-feira (3). De acordo com o sindicato das distribuidoras, o acréscimo é de aproximadamente 7%. Com isso, o botijão de 13 kg deve custar em média R$ 107.

 

Apesar dos seis aumentos realizados pelas Petrobras ao longo do ano, o novo reajuste anunciado foi feito pelas próprias distribuidoras.

 

De acordo com Francisco Correia, presidente do sindicato que representa as empresas no RN, a medida foi necessária por causa do aumento dos custos operacionais.

 

“Em um ano nós tivemos mais de 50% de aumento do combustível, aumento de energia, teremos agora aumento de salários. Tudo isso compõe o custo e as distribuidoras só fazem o reajuste uma vez por ano, que é em setembro. Todos os demais aumentos foram da Petrobras”, afirmou.

 

De acordo com Francisco Correia, os valores podem variar de acordo com os custos dos distribuidores em cada região, especialmente em relação ao frete. De acordo com ele, os consumidores potiguares poderão encontrar preços variando entre R$ 105 e R$ 110.

 

O aumento do preço também vai impactar no valor do ICMS pago pelas empresas (e indiretamente pelo consumidor) ao estado, uma vez que o imposto é de 18% sobre o valor final do produto.

 

G1/RN

 

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Conta de luz mais cara: saiba quais são os vilões da energia na sua casa

 

O valor da tarifa de energia vem escalando. Nesta semana, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária, acima da vermelha 2 – que já era a mais cara. A nova tarifa extra cobrada na conta de luz dos brasileiros passou de R$ 9,49 para R$ 14,20 a cada 100 kWh.

 

Assim, eletrodomésticos podem virar os vilões do orçamento doméstico, já que geladeira, chuveiro e aquecedor e ar-condicionado costumam puxar o consumo de luz.

 

A geladeira de duas portas, por exemplo, é o aparelho que mais consome energia elétrica – em média 55,00 kWh/mês – pois precisa ficar ligada 24 horas.

 

O consumo foi calculado pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) e pelo Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), a pedido do CNN Brasil Business.

 

O cálculo considera o uso ininterrupto do eletrodoméstico no período. Já uma geladeira mais simples, de uma porta e sem a tecnologia frost-free, gasta, em média, 30,00 kWh por mês. Com este consumo, o refrigerador, com base nos dois modelos, geraria um custo médio entre R$ 21,60 e R$ 40,32 por mês na conta de luz (veja a tabela completa abaixo).

Como calcular o consumo

 

Para calcular o consumo de qualquer eletrodoméstico ou eletrônico em casa, basta chegcar a potência do aparelho. Essa informação é dada pelo fabricante nos manuais e nas embalagens dos produtos. Para calcular o consumo, é só multiplicar a potência pelo tempo de funcionamento em horas.

Uso consciente

 

Clauber Leite, coordenador do programa de energia do Idec, entende que a principal preocupação é com os efeitos que aumento das tarifas pode causar aos mais pobres da população, que já são os mais afetados pelo desemprego e pela inflação.

 

Segundo ele, qualquer elevação agora afeta diretamente as condições de consumo e sustento das famílias brasileiras, que necessitam ainda mais da energia neste momento de pandemia da Covid-19.

 

“A atual crise climática já era prevista desde o início do ano. Medidas preventivas poderiam ter sido tomadas para se evitar este cenário preocupante. Destaco estímulos à eficiência energética e investimento em outras fontes de energia, como eólica e solar, com estruturação rápida, e que poderiam ajudar a poupar água dos reservatórios”, disse Leite.

 

Para ele, o ideal seria se antecipar à crise hídrica, mas, agora, “inevitavelmente o consumidor irá pagar mais uma vez por ineficiências do setor”. “Além de mandar a conta é preciso verificar maneiras de reduzir encargos”, completa.

 

Juliana Inhasz, professora e coordenadora da graduação de economia do Insper, a energia elétrica, como recurso básico e necessário ao brasileiro, tem se tornado motivo de preocupação. Começando pelo fato de que os brasileiros estão tendo a exigência reduzir seu consumo com a crise de fornecimento.

 

“O consumidor agora tem que fazer contas para não ter um orçamento pesado. Eletrodomésticos são, sim, grandes vilões da conta de luz. Principalmente os que necessitam de mudança de temperatura — ar condicionado, aquecedor, chuveiro elétrico, ferro elétrico, panela elétrica, secadora de roupas [..]”, disse Inhasz.

 

Ela ainda reforça dicas de como os brasileiros podem lidar com essa alta na conta de luz e evitar gastos excessivos. “É preciso um pouco mais de parcimônia neste momento. Mesmo com os aparelhos com baixo nível de consumo, o cuidado deve ser redobrado. Estamos em um período, sim, de consumo consciente. Todos vão se adaptar facilmente”.

Crise hídrica e aumento da tarifa

 

A gravidade da crise hídrica levou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a criar uma nova bandeira tarifária, chamada bandeira tarifária ‘escassez hídrica’. O novo valor da taxa extra é de R$ 14,20 pelo consumo de 100 kWh, com vigência de 1º de setembro de 2021 a 30 de abril de 2022.

 

Na última terça-feira (31), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, pediu que a população reduza o consumo de energia elétrica. Durante um pronunciamento em rede nacional, ele falou sobre a gravidade da crise hídrica no país, a maior do últimos 91 anos.

 

Segundo o ministro, a população deve fazer “um esforço inadiável”, reduzindo o consumo de chuveiros elétricos e ferro de passar, por exemplo. Mas, mesmo com o pedido para redução, as contas podem ficar mais caras.

Racionamento

 

Após seu pronunciamento, Bento Albuquerque disse em entrevista à CNN que o “risco de racionamento hoje é zero”.

 

“Pelo contrário. Estamos tentando mostrar a gravidade da situação hídrica para que, de forma voluntária, os consumidores poupem energia. Assim, não vamos precisar importar, poderemos reduzir o uso das termelétricas e daremos mais flexibilidade ao operador do sistema”, diz.

 

Já o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, no entanto, contradiz a fala de Albuquerque. Ele afirmou na última quarta-feira (1º) que há risco do Brasil passar por racionamento de energia elétrica em razão da crise hídrica no país. A declaração foi dada em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

 

Mourão foi questionado sobre a decisão da Aneel de criar uma taxa extra ainda mais cara a ser cobrada na conta de luz, chamada bandeira tarifária “escassez hídrica”.

 

“Há uma comissão para acompanhar e tomar decisões, a tempo e a hora no sentido de impedir isso aí que você [repórter] colocou [o risco de racionamento]. Que haja apagão, mas pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento. O próprio ministro [de Minas e Energia] falou isso.​ Vamos torcer, né?”, disse.

 

Em sua live semanal da quinta-feira passada (26), o presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer que a bandeira vermelha (em vigor na época) não era “maldade”, e pediu que os brasileiros desligassem pontos de consumo de energia.

 

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Distribuidoras elevam preço do botijão de gás em 7% para o consumidor

 

O gás de cozinha já está custando mais 7% para os consumidores nesta quarta-feira, 1º de setembro, devido a um ajuste feito pelas distribuidoras do produto, confirmou o presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de GLP (Asmirg), Alexandre Borjaili. Rumores no setor indicam que a Petrobras também deverá reajustar o preço do combustível, que já acumula 38% de alta no ano.

 

De acordo com Borjaili, o reajuste das distribuidoras teve como justificativa o dissídio da categoria e inflação. O aumento médio por botijão foi de R$ 5,80, sendo que mais R$ 0,30 foi adicionado em alguns estados pelo reajuste do ICMS no mês passado.

 

“E há um murmúrio de que a Petrobras vai aumentar também no início do mês”, disse Borjaili ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), que discorda do aumento das distribuidoras, considerando que o valor do produto já está muito alto.

 

O preço do gás de cozinha virou mais uma preocupação para o governo de Jair Bolsonaro, que demitiu o ex-presidente da Petrobras Roberto Castello Branco pelos ajustes sucessivos dos combustíveis, inclusive do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

 

Já o atual presidente da empresa, general Joaquim Silva e Luna, deixou de fazer reajustes mensais. O último aumento foi no início de julho, de 3,5%.

 

De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de GLP de 13 Kg entre 22 e 28 de agosto era de R$ 93,65, sendo que em algumas localidades o produto chega a custar R$ 130,00.

 

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Bandeira Vermelha II na conta de luz deve subir para R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos

 

Deu no Blog de Ana Flor, do G1, que em reunião na noite desta segunda-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico decidiu recomendar à Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (Creg) que o novo valor da bandeira vermelha patamar 2 fique em R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Atualmente, esse valor é de R$ 9,49.

 

A bandeira vermelha patamar 2 é o nível tarifário mais alto. Foi adotado em razão da crise hídrica, motivada pela escassez de chuvas, que reduziu os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e obrigou o acionamento de usinas terméletricas, cuja energia é mais cara e mais poluente.

 

O comitê também propõe que o prêmio aos consumidores que economizarem acima de 10% nos próximos meses seja de R$ 0,50 a cada kWh reduzido no período.

 

As informações foram confirmadas ao blog por fontes que acompanharam a reunião.

 

O anúncio deve ser feito pela Creg nesta terça-feira. A câmara é formada por representantes de seis ministérios, para lidar com a crise hídrica.

 

Em discussão ainda está um possível bônus para consumidores livres (grandes empresas, indústrias, shopping centers) que reduzirem o consumo.

 

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Bandeira vermelha 2 da conta de luz terá alta de até 58% em setembro, diz jornal

 

Com uma crise hídrica que tem se mostrado mais longa do que o previsto, sem sinais de arrefecimento, o mercado já espera nova alta na taxa extra cobrada nas contas de luz a partir de setembro.

 

De acordo com o jornal O Globo, a bandeira tarifária deve subir dos atuais R$ 9,49 para um valor entre R$ 14 e R$ 15 a partir do próximo mês – o que implica aumento entre 50% e 58%, respectivamente. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve ser informada no máximo até a próxima terça-feira (31).

 

No Twitter, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara dos Deputados, disse nesta sexta-feira (27) que o governo encaminhará à Aneel um pedido de reajuste da bandeira tarifária.

 

A proposta é de que suba dos atuais R$ 9,49 para R$ 24, de setembro a dezembro deste ano, ou de R$ 9,49 para R$ 14, de setembro a maio de 2022. “Nesse caso, dependem das distribuidoras aceitarem prolongar o pagamento”, disse.

 

Já o jornal Valor Econômico disse nesta tarde que o ministro da Economia Paulo Guedes entrou pessoalmente na discussão, defendendo a alta em cerca de 50% da tarifa extra, para R$ 14. Com uma crise hídrica que tem se mostrado mais longa do que o previsto, sem sinais de arrefecimento, o mercado já espera nova alta na taxa extra cobrada nas contas de luz a partir de setembro.

 

De acordo com o jornal O Globo, a bandeira tarifária deve subir dos atuais R$ 9,49 para um valor entre R$ 14 e R$ 15 a partir do próximo mês – o que implica aumento entre 50% e 58%, respectivamente. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) deve ser informada no máximo até a próxima terça-feira (31).

 

No Twitter, o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara dos Deputados, disse nesta sexta-feira (27) que o governo encaminhará à Aneel um pedido de reajuste da bandeira tarifária.

 

A proposta é de que suba dos atuais R$ 9,49 para R$ 24, de setembro a dezembro deste ano, ou de R$ 9,49 para R$ 14, de setembro a maio de 2022. “Nesse caso, dependem das distribuidoras aceitarem prolongar o pagamento”, disse.

 

Já o jornal Valor Econômico disse nesta tarde que o ministro da Economia Paulo Guedes entrou pessoalmente na discussão, defendendo a alta em cerca de 50% da tarifa extra, para R$ 14.

 

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O valor será cobrado na chamada “bandeira vermelha 2”, patamar mais alto, que conta ainda as cores verde, amarela e vermelha 1. A taxa é cobrada a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

 

O valor atual está em vigor desde julho, quando a Aneel anunciou um aumento de 52%.

 

Contas de luz mais caras

 

Cabe ressaltar que, em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,89% ante julho – acima da alta de 0,82% esperada por economistas consultados pela Refinitiv e o maior resultado para um mês de agosto desde 2002.

 

A grande vilã do resultado foi justamente a energia elétrica, que teve aumento de 5% e foi responsável por 0,23 ponto percentual no índice do mês.

 

Em julho, a Aneel aprovou um aumento de 52% na taxa da bandeira vermelha 2, que passou de R$ 6,24 para R$ 9,49 a cada 100 kWh. Agora, contudo, o mercado espera um novo aumento de forma a bancar medidas contra o racionamento de energia elétrica.

 

Para a XP, a elevação deve ser dos atuais R$ 9,49 para R$ 11,50, em setembro, o que resultaria em um aumento de 12 pontos-base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

Se o reajuste for entre R$ 15 e R$ 20, o impacto resultante ficaria entre 36 bps e 70 bps. Já no caso limite, que é tido como improvável, o impacto seria de 100 bps para R$ 25 a cada 100 kWh.

 

Por Infomoney

 

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Taxa extra na conta de luz deve aumentar, diz Guedes

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (26) em audiência pública no Senado que a taxa extra na conta de luz, cobrada por meio das bandeiras tarifárias, deverá aumentar novamente em razão da crise hídrica. Para o ministro, “não adianta ficar sentado chorando”.

 

O Brasil enfrenta a pior crise hídrica dos últimos 91 anos, e a bandeira tarifária já foi reajustada, em junho deste ano. Segundo a colunista do G1 Ana Flor, a bandeira na cor vermelha deverá sofrer novo reajuste na semana que vem, durante reunião da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

“Temos de enfrentar a crise. Vamos ter de subir a bandeira, a bandeira vai subir. Vou pedir aos governadores para não subir automaticamente [o ICMS da energia elétrica], eles acabam faturando em cima da crise. Temos de enfrentar, não adianta ficar sentado chorando”, declarou Guedes.

 

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Microempreendedor Individual tem até o dia 31 para quitar débitos

 

Os microempreendedores individuais (MEI’s) precisam estar atentos às orientações divulgadas pela Receita Federal. Isso porque os débitos referentes às declarações anuais de rendimentos serão cobrados na justiça a partir do dia 1º de setembro. Todo MEI deve, anualmente, emitir uma Declaração Anual Simplificada, ou seja, um documento informando tudo o que entrou e saiu de dinheiro referentes à sua atividade.

 

O problema é que muitos não têm sequer conhecimento disso. Por isso, são pegos de surpresa quando o assunto é prestação de contas ao Governo. O sócio e diretor operacional da Rui Cadete Consultores, Daniel Carvalho, listou algumas das consequências de não cumprir com esses débitos. Segundo ele, o microempreendedor corre o risco de perder o direito aos benefícios do INSS, como salário-maternidade, aposentadoria etc; não conseguir empréstimos ou financiamentos; ser retirado do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); ser inscrito na Dívida Ativa e outros.

 

Para não sofrer com nenhuma dessas consequências, os MEI’s têm até a próxima terça-feira (31) para prestar contas ao Governo e colocar seus débitos em dia. “É preciso entrar no portal do Simples Nacional pela internet ou pelo aplicativo, utilizando o CNPJ do MEI, e emitir o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), em seguida pagar ou parcelar os valores”, explica Daniel.

 

O número de microempreendedores tem crescido no país. Segundo dados do Portal do Empreendedor, houve um aumento de 20% no último ano, em relação a 2019. “Estar em dia com as DAS garante que esses indivíduos continuem exercendo suas funções e atividades normalmente, com a segurança dos direitos trabalhistas e previdenciários”, orienta Daniel Carvalho.

 

Caso o microempreendedor queira consultar seus débitos por completo, basta acessar a versão completa na página do PGMEI: https://bit.ly/2UKrm3H

 

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Inscrição automática na tarifa social de energia elétrica segue para sanção

 

Segue para sanção do presidente da República o projeto de lei (PL) 1.106/2020, que simplifica a inscrição no programa de Tarifa Social de Energia Elétrica, determinando que as famílias inscritas no Cadastro Único sejam inseridas de imediato entre seus beneficiários. Aprovada pelo Senado no fim de junho, a proposta também teve a aprovação da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19).

 

Atualmente, a lei já determina que as famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) sejam informadas pelas concessionárias, permissionárias e autorizadas sobre o seu direito à tarifa social, mas não prevê a inscrição automática para recebimento do benefício. O projeto obriga o Poder Executivo e as concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição e energia elétrica a inscrever automaticamente na Tarifa Social de Energia Elétrica os integrantes do Cadastro Único de programas sociais do governo federal que atendam aos critérios legais. Para isso, o governo deverá manter o cadastro atualizado.

 

O Senado aprovou a proposta no dia 30 de junho, em votação simbólica, dado o amplo apoio, de todos os partidos. O PL 1.106/2020 teve parecer favorável do senador Zequinha Marinho (PSC-PA), na forma de um substitutivo.

 

— Na justificação do PL [projeto de lei], seu autor aponta evidência de que parte das famílias de baixa renda tem sido excluída desse benefício por falta de informação, mesmo preenchendo os requisitos previstos na lei. Não é possível saber sequer se as famílias estão sendo informadas do direito ao benefício pelo Estado e pelas distribuidoras de energia elétrica. Diante do cenário apresentado, o deputado André Ferreira [PSC-PE] propôs o referido PL para dar ao Ministério da Cidadania, à Aneel e às distribuidoras de energia elétrica um papel mais ativo, de forma que as famílias que preencham os requisitos estabelecidos sejam inscritas automaticamente na TSEE — disse Zequinha Marinho na votação.

 

A tarifa social de energia, conforme a Lei 12.212/2010, se destina a famílias inscritas no Cadastro Único que tenham renda mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo. Também têm direito as famílias que possuam entre seus integrantes quem receba o benefício de prestação continuada da assistência social (BPC).

 

— Sabemos que muita gente que está no Cadastro Único desconhecia este direito. Estamos fazendo uma distribuição de renda. O projeto vai reduzir em 65% a conta de energia para mais de 12 milhões de brasileiros — estima o deputado André Ferreira, autor da proposta, destacando que ela lhe foi sugerida pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes (PE).

 

O relator na Câmara, deputado Léo Moraes (Podemos-RO), observou que a proposta atende a “milhões de pessoas quando a inflação galopa e falta comida”.

Moradias de interesse social

 

O PL 1.106/2020 já tinha sido aprovado pela Câmara em abril do ano passado, mas o Senado o aprovou na forma do substitutivo de Zequinha Marinho. Léo Moraes rejeitou a parte do texto que estendia a tarifa social para moradores de empreendimentos habitacionais de interesse social, como o programa Casa Verde e Amarela ou outros projetos municipais e estaduais.

 

— Seria dado tratamento diferente para consumidores situados na mesma faixa de renda familiar. A medida comprometeria o foco do programa, causando expressiva elevação de custo. O programa da tarifa social de energia é custeado por subsídios cruzados, e isso poderia encarecer as tarifas de energia — argumentou o relator.

 

No entanto, Léo Moraes manteve o texto do Senado que modificava o início da vigência da nova lei para 120 dias após a data de sua sua publicação.

 

A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) defendeu a ampliação para moradores de habitação de interesse social conforme o texto do Senado.

 

— Pessoas vivem de forma precária e têm de escolher entre o feijão e o gás — afirmou.

 

Fonte: Agência Senado

 

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Preço do diesel nos postos volta a subir; gasolina e etanol têm salto na semana

 

O preço médio do óleo diesel engatou a terceira semana consecutiva de alta nos postos de combustíveis do Brasil, enquanto as cotações da gasolina e etanol também subiram, indicou pesquisa publicada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta sexta-feira (20).

 

De acordo com o levantamento da agência reguladora, o valor médio do diesel nas bombas nesta semana atingiu R$ 4,616 por litro, alta de 0,35% em relação à semana passada.

 

Embora os movimentos mais recentes no preço do combustível mais consumido do Brasil tenham sido relativamente discretos, uma vez que ao final de julho o diesel ainda figurava em R$ 4,588/litro, foram suficientes para o produto emendar a terceira semana seguida de ganhos.

 

A gasolina comum, por sua vez, apurou alta ainda mais significativa, se aproximando pela primeira vez da marca de R$ 6 por litro, segundo a ANP.

 

O combustível fóssil teve salto de 1,53% ao longo desta semana, alcançando média de R$ 5,956 por litro, também em sua segunda semana consecutiva de ganhos.

 

A Petrobras anunciou na semana passada um aumento de cerca de 3,5% no valor médio da gasolina em suas refinarias, para R$ 2,78/litro, citando alinhamento com a paridade internacional.

 

Além da cotação nas refinarias, os preços nos postos dependem de fatores como a adição obrigatória de biocombustíveis e margens de distribuição e revenda.

 

Concorrente direto da gasolina nas bombas, o etanol apurou valorização de 2,22% na semana, para média de R$ 4,497/litro, acompanhando o movimento de três semanas seguidas de ganhos dos outros combustíveis.

 

O preço do biocombustível nas usinas também tem avançado de forma significativa. Conforme o indicador Cepea/Esalq, o valor do etanol na praça de São Paulo saltou 9,2% somente desde a última semana de julho.

 

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Senado aprova projeto que aumenta limite de receita do MEI

 

O plenário do Senado aprovou nesta quinta-feira (12) um projeto de lei complementar (PLP 108/2021) que aumenta para R$ 130 mil a receita bruta anual permitida para o enquadramento como microempreendedor individual (MEI). Atualmente, o limite de faturamento do MEI é de até R$ 81 mil. De autoria do senador Jayme Campos (DEM-MT), a proposta teve como relator o senador Marcos Rogério (DEM-RO). Foram 71 votos favoráveis e nenhum contrário. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.

 

A proposta amplia de um para dois o número de empregados que podem ser contratados pelo microempreendedor. Os funcionários só podem receber, no máximo, um salário mínimo ou o piso salarial da respectiva categoria profissional. Para os casos de afastamento legal de um ou de ambos empregados do MEI, será permitida a contratação de empregados em número equivalente aos que foram afastados, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na forma estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

 

De acordo com dados oficiais citados na justificativa do projeto, até o final de 2020, existiam 11,2 milhões de MEIs ativos no Brasil, correspondendo a 56,7% do total de negócios em funcionamento. A principal vantagem do enquadramento como MEI é a possibilidade de pagamento de carga tributária reduzida, por meio de um sistema de recolhimento único, o Documento de Arrecadação Simplificada (DAS), de valor fixo, inferior às alíquotas do Simples, que incidem sobre a receita bruta e são progressivas conforme a faixa de faturamento.

 

“A redução de receitas decorrente da conversão em lei desse projeto foi estimada pela consultoria de orçamento, fiscalização e controle do Senado em R$ 2,32 bilhões para o ano de 2022, R$ 2,48 bilhões para 2023 e R$ 2,64 bilhões para o ano de 2024, conforme expresso na justificação do projeto de lei”, afirmou o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

 

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INFLAÇÃO: Cesta básica tem custo médio de R$ 353,78 em Natal

 

O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal – Procon Natal realizou pesquisa de cesta básica, e o custo médio na cidade do Natal no mês de julho foi de R$ 353,78. A pesquisa foi realizada nas quatro semanas do mês, em 19 estabelecimentos comerciais, sendo três seguimentos comerciais, atacarejos, supermercados de bairros e grandes redes de hipermercados da cidade, e constatou os atacarejos como melhor opção de compra da cesta básica com um custo de R$ 335,18, nos supermercados de bairro o custo da cesta básica foi de R$ 350,24, nas grandes redes de hipermercados o custo da cesta básica no mês de julho foi de R$ 375,93, sendo assim, os atacarejos é a melhor opção para os consumidores natalenses.

 

O Núcleo de pesquisa fez a comparação do custo em reais da cesta básica por seguimentos, assim como a diferença e a variação entre os seguimentos de comércios de venda da cesta básica. Então, o custo da cesta básica, em média, nos atacarejos em relação ao supermercado de bairro, o consumidor tem uma economia de R$ 15,06, e isso representa uma variação de (-4,30%), a comparação com a cesta básica dos hipermercados é bem maior e chega a uma variação de (-10,84%), uma economia em reais de R$ 40,35.

 

No mês de julho o poder de compra do trabalhador com o salário-mínimo para suprir as necessidades alimentares básicas de uma família de 4 pessoas durante um mês, em relação a cesta básica tem um custo de 37,80% e isso representa 74,93 horas de trabalho no mês. A análise é feita pelo Núcleo de pesquisa, levando em conta a cesta básica dos natalenses em 40 itens da cesta básica divididos por categorias de: mercearia, açougue, hortifrúti, higiene e limpeza.

 

Comportamento dos preços

 

Analisando as categorias e as variações de um mês para o outro nos atacarejos, a pesquisa encontrou variação negativa em higiene/limpeza e hortifrúti com (-2,30%) e (-10,86%) respectivamente, a água sanitária, o sabão em pó e o sabão em barra tiveram os maiores índices de redução, sendo (-14,62%); (-10,93%) e (-12,16%) respectivamente, isso refletiu na cesta básica nos três seguimentos que foi de (-1,74%). Já na categoria de hortifrúti todos os produtos tiveram redução nesse mês de julho refletindo também na cesta básica nos três seguimentos com (-3,64%).

 

A categoria de mercearia com total de 14 itens, oito tiveram redução e os principais foram: o arroz tipo dois, farinha de mandioca, macarrão, pão francês e margarina com (-10,54%); (-18,34%); (-12,86%);(-9,79%) e (-11,65), respectivamente, no entanto levando em consideração na cesta básica com todos os seguimentos a varição foi de 0,91%. O mesmo comportamento foi observado na categoria de açougue onde seis produtos tiveram variação negativa de um total de 7 itens que compõe essa categoria, em destaque, a carne de primeira com (-4,72%), a carne de sol com (-5,78%) e o queijo coalho com (-10,48%), no entanto a variação considerando os seguimentos pesquisado a cesta básica nessa categoria foi de 0,70%.

 

Conclusão

 

O Núcleo de pesquisa verificou em seus dados que a cesta básica dos atacarejos tendo os melhores preços em médias, em relação aos demais estabelecimentos pesquisados os hipermercados os supermercados de bairro. No entanto, a pesquisa também verificou que durante algumas semanas no mês os estabelecimentos têm preços melhores e isso se dar pelas promoções em dias determinados pelos estabelecimentos. Analisando os dodos pesquisados pelo núcleo de pesquisa a segunda quinzena do mês melhor semana para compra, ou seja, uma semana ante do final do mês, sendo essa a melhor semana para compra nos estabelecimentos comerciais.

 

O Procon Natal orienta aos consumidores a pesquisar antes de qualquer compra. E divulga em seu site www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa uma lista de classificação dos estabelecimentos pesquisados com o endereço, o bairro, os preços da cesta básica, os preços médios das categorias pesquisados e os preços dos quarenta produtos da cesta básica pesquisado por este órgão.

 

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Novo preço da gasolina nas refinarias passa a valer nesta quinta-feira (12)

 

Passa a valer a partir desta quinta-feira (12) o aumento da gasolina nas refinarias anunciado na quarta-feira (11) pela Petrobras. O diesel, no entanto, segue sem previsão de reajuste.

 

Em comunicado, o reajuste de 3,5% acompanha a elevação nos patamares internacionais do petróleo. “O alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento”, diz o texto.

 

Agora, o preço médio do litro da gasolina pode passar de R$ 2,69 para R$ 2,78, uma alta de R$ 0,09 por litro.

 

É o segundo aumento praticado pela estatal na gestão de Joaquim Silva e Luna. O último reajuste foi realizado no início de julho.

 

Neste ano, a gasolina da Petrobras subiu cerca de 51%. Já o diesel subiu 40%, enquanto o petróleo Brent teve avanço de 38%.

 

Contudo, a estatal afirma que o repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

 

Além disso, reforçou que a empresa evita o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais.

 

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IPCA: inflação avança para 0,96% em julho e atinge 8,99% em 12 meses

 

Pressionado pela alta dos preços de energia elétrica, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — que mede a inflação oficial do país –, ficou em 0,96% em julho, maior valor para o mês desde 2002, e acima da taxa de junho, que foi de 0,53%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10).

 

Nos últimos 12 meses, o IPCA alcançou 8,99%, percentual bem acima do teto da meta de 5,25% previsto para este ano. No ano, o índice acumula alta de 4,76%.

 

O centro da meta de inflação estipulado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2021 é de 3,75%, com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo (2,25%) ou para cima (5,25%).

Energia sobe 8%; passagens aéreas, 35%

 

Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto registraram alta no mês de julho, com destaque para habitação, que teve a maior variação (3,10%) e o maior impacto (0,48 ponto percentual) na composição do índice. Desse grupo, faz parte a energia elétrica, que saltou 7,88% em julho ante 1,95% no mês anterior, com o maior impacto individual no índice (0,35 p.p.).

 

Esse movimento foi levado, segundo o IBGE, pelos reajustes tarifários de 11,38% em São Paulo, de 8,97% em Curitiba e de 9,08% em uma das concessionárias de Porto Alegre. Em meio a uma das piores crises hídricas da história do país, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou em 52% o valor da taxa da bandeira tarifária 2, a mais cara, para R$ 9,49 por 100 kWh consumidos a partir de julho, o que também pressionou o resultado.

 

O grupo transportes teve a segunda maior contribuição do mês (0,32 p.p.), com influência dos preços das passagens aéreas, que subiram 35,22% depois da queda 5,57% em junho, e dos combustíveis, com alta de 1,24% na comparação mensal. O destaque aí vai para a gasolina, com alta de 1,55%.

Desaceleraram ou caíram

 

Alimentação fora do domicílio desacelerou em relação a junho, influenciada pelo lanche (0,16%) e a refeição (0,04%), cujos preços haviam subido 0,24% e 0,85% no mês anterior, respectivamente, diz o IBGE.

 

Já o grupo saúde e cuidados pessoais teve queda no período (-0,65%), com a redução dos preços dos planos de saúde (-1,36% e -0,05 p.p.). “Em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste negativo de -8,19% em função da diminuição da utilização de serviços de saúde suplementar durante a pandemia”, diz o IBGE.

Inflação dos mais pobres

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados, subiu 1,02% em julho, após um avanço de 0,60% em junho.

 

Como resultado, o índice acumulou uma elevação de 5,01% no ano, de acordo com o instituto. A taxa em 12 meses ficou em 9,85%. Em julho de 2020, o INPC tinha sido de 0,44%.

Previsão de alta

 

As previsões do mercado financeiro para o IPCA do ano estão subindo há 18 semanas seguidas. Na última segunda-feira, subiu para 6,88%.

 

CNN

 

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Ricos no Brasil pagam Imposto de Renda mais baixo que em 65 países

 

CNN – O Brasil paga muito imposto? Depende do ponto de vista. No consumo e nas empresas, por exemplo, o país tem uma carga tributária pesada na comparação com outras economias, o que resulta nos conhecidos produtos e serviços não raras vezes mais caros do que em vários outros lugares do mundo.

 

Na renda, porém, o Brasil está em muitos casos entre os líderes do imposto baixo. É o caso do imposto de renda (IR), o tributo que é descontado diretamente do salário dos trabalhadores.

 

Como em todo o resto do mundo, o IR no Brasil é progressivo, ou seja, é dividido por faixas de rendimentos e com uma alíquota que fica maior conforme crescem também os ganhos.

 

Mas, no Brasil, ele é menos progressivo que os outros. O país tem menos faixas que boa parte dos demais e a alíquota máxima – aquela aplicada sobre os mais ricos da tabela e que aqui é de 27,5% – não só é mais baixa do que a de boa parte dos países de perfil parecido e também dos mais desenvolvidos, como é aplicada sobre quem tem bem menos dinheiro.

 

O resultado são supersalários pagando muito menos imposto do que seus pares em outros países, enquanto a classe média paga muito mais.

 

“No Brasil, a classe C já paga o imposto máximo, e a classe A, que tem o maior poder aquisitivo e é onde está o 1% mais rico, paga igual”, diz Marcus Vinicius Gonçalves, sócio-líder para impostos da consultoria KPMG no Brasil.

 

Leia matéria completa em https://www.cnnbrasil.com.br/business/2021/08/09/ricos-no-brasil-pagam-imposto-de-renda-mais-baixo-que-em-65-paises

 

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Impostômetro atinge a marca de R$ 1,5 trilhão

 

O Impostômetro, medidor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) da carga tributária dos brasileiros, marcou R$ 1,5 trilhão na madrugada de hoje (1ª). Esse é o montante que foi pago desde o primeiro dia em tributos federais, estaduais e municipais.

 

Em 2020, o mesmo valor foi atingido no dia 28 de setembro, o que mostra que, este ano, os brasileiros estão pagando mais impostos. Segundo a ACSP, parte da alta na arrecadação acontece devido a recuperação econômica, impactada pela crise gerada pela pandemia de coronavírus.

 

“Boa parte do aumento da arrecadação deste ano é explicada pela melhora da economia, que está menos sujeita a restrições de funcionamento”, analisa o economista da ACSP, Marcel Solimeo, sobre o abrandamento das quarentenas para reduzir a disseminação da covid-19.

 

Por outro lado, o aumento da carga tributária também é reflexo, de acordo com a associação, da elevação dos preços dos produtos e serviços. Em nota, a entidade lembra que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 8,6% em doze meses e o Índice Geral de Preços (IGP), de 33%.

 

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Bandeira tarifária será vermelha no patamar 2 em agosto; veja dicas para economizar

 

A bandeira tarifária de agosto de 2021 é vermelha, patamar 2, com custo de R$9,492 para cada 100kWh consumidos. Em julho, as afluências nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN) continuaram entre as mais críticas do histórico.

 

“Agosto inicia-se com igual perspectiva hidrológica, com os principais reservatórios do SIN em níveis consideravelmente baixos para essa época do ano. Essa conjuntura sinaliza horizonte com reduzida capacidade de produção hidrelétrica e necessidade de acionamento máximo dos recursos termelétricos, pressionando os custos relacionados ao risco hidrológico (GSF) e o preço da energia no mercado de curto de prazo (PLD). O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada”, explicou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Criado pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza o custo real da energia gerada, possibilitando aos consumidores o bom uso da energia elétrica. O funcionamento das bandeiras tarifárias é simples: as cores verde, amarela ou vermelha (nos patamares 1 e 2) indicam se a energia custará mais ou menos em função das condições de geração.

 

Com as bandeiras, a conta de luz ficou mais transparente e o consumidor tem a melhor informação, para usar a energia elétrica de forma mais eficiente, sem desperdícios.

 

Com a manutenção da bandeira vermelha em seu maior patamar é importante reforçar aos consumidores ações relacionadas ao uso consciente e ao combate ao desperdício de energia.

 

Dicas de Economia de Energia:

 

Chuveiro elétrico

·       Tomar banhos mais curtos, de até cinco minutos

·       Selecionar a temperatura morna no verão

·       Verificar as potências no seu chuveiro e calcular o seu consumo

 

Ar condicionado

·       Não deixar portas e janelas abertas em ambientes com ar condicionado

·       Manter os filtros limpos

·       Diminuir ao máximo o tempo de utilização do aparelho de ar condicionado

·       Colocar cortinas nas janelas que recebem sol direto

 

Geladeira

·       Só deixar a porta da geladeira aberta o tempo que for necessário

·       Regular a temperatura interna de acordo com o manual de instruções

·       Nunca colocar alimentos quentes dentro da geladeira

·       Deixar espaço para ventilação na parte de trás da geladeira e não utilizá-la para secar panos

·       Não forrar as prateleiras

·       Descongelar a geladeira e verificar as borrachas de vedação regularmente

 

Iluminação

·       Utilizar iluminação natural ou lâmpadas econômicas e apagar a luz ao sair de um cômodo; pintar o ambiente com cores claras

 

Ferro de passar

·       Juntar roupas para passar de uma só vez

·       Separar as roupas por tipo e começar por aquelas que exigem menor temperatura

·       Nunca deixe o ferro ligado enquanto faz outra coisa

 

Aparelhos em stand-by

·       Retirar os aparelhos da tomada quando possível ou durante longas ausências

 

 

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