Economia

Luz cara faz 22% atrasarem conta para comprar comida

 

A catadora de latinhas Valquíria Cândido da Silva, 47, mora em uma casa pequena no Grajaú (zona sul de SP), com o marido e quatro filhos. Com renda familiar de R$ 2.000, ela teve de deixar de pagar a conta de luz para fazer a compra de alimentos do mês.

 

A fatura de energia, que antes da pandemia não passava de R$ 60, bateu R$ 370 neste mês. A de água saltou de R$ 30 para R$ 200. “Não tive escolha. A conta não para de subir e está tão alta que tive de adiar o pagamento para poder ter o que comer em casa”, disse Valquíria.

 

“Não paguei a água e cortei outros gastos também, como roupa e lazer. Trabalho para as contas. Os meninos estão na escola, temos gastos com eles, e, por isso, estou economizando em quase tudo.”

 

Nos planos está a construção de um fogão a lenha para evitar pagar mais de R$ 100 por um botijão de gás. Também entrou no radar a captação de água de chuvas para lavar roupas e tomar banhos de bacia.

 

Valquíria faz parte do grupo de 22% dos brasileiros que, diante da disparada das tarifas de energia e água, têm trocado o pagamento da conta de luz pela compra de alimentos básicos, como arroz e feijão.

 

É o que mostra pesquisa feita pelo Ipec para o iCS (Instituto Clima e Sociedade). Entre 11 e 17 de novembro de 2021, o instituto entrevistou 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões do país.

 

O levantamento mostrou que o aumento da energia comprometeu, em média, metade do orçamento de um quarto dos brasileiros de baixa renda (até cinco salários mínimos –hoje, R$ 6.060).

 

A energia corroeu ao menos 25% dos vencimentos de metade da população brasileira.

 

No geral, 4 entre 10 brasileiros reduziram despesas deixando de comprar roupas, sapatos e eletrodomésticos para arcar com a luz. A população de baixa renda é a que mais contribuiu com o resultado.

 

Os cortes de despesas foram mais severos no Nordeste e no Centro-Oeste, onde 1 em cada 4 habitantes (28% e 27%, respectivamente) postergou o pagamento para ir ao supermercado.

 

Em Brasília, Ivânia Souza Santos, 38, ainda não sabe como conseguirá pagar a luz. Desempregada, ela, o marido e três filhos pequenos moravam em uma ocupação próxima ao Planalto, mas foram expulsos com outras famílias.

 

Com o auxílio mensal de R$ 600 pago pelo governo do Distrito Federal, ela alugou um apartamento pequeno –quarto e sala– de um prédio em Itapuã, bairro afastado da capital federal.

 

No edifício, três unidades compartilham um mesmo medidor de luz e dividem as despesas. “Em outubro, o governo parou de pagar e, agora, não tenho como quitar essa conta”, afirma Ivânia.

 

Ela diz ter pedido um empréstimo a uma amiga para saldar o aluguel. “Com o que sobrou, comprei mantimentos. A conta de luz está atrasada.”

 

O fornecimento só não foi interrompido porque os demais apartamentos realizaram o pagamento e Ivânia ficou como devedora dos moradores.

 

A energia subiu demais porque a falta de chuva, que fez o ano de 2021 entrar para a história como o mais seco dos últimos 91 anos, reduziu o volume de água nas hidrelétricas.

 

Por isso, desde o início de 2021, o governo autorizou com mais regularidade a contratação de energia produzida por termelétricas movidas a diesel, carvão e outros combustíveis fósseis, que cobraram mais de R$ 2.000 o MWh (megawatt-hora), quase dez vezes o preço de referência.

 

O governo também permitiu a importação de energia por preços similares.

 

O resultado dessa política para o consumidor foi uma alta na tarifa duas vezes acima da inflação medida pelo IPCA, de acordo com o iCS.

 

Os cálculos, segundo o físico Roberto Kishinami, coordenador sênior de energia do instituto, não levaram em conta as bandeiras tarifárias e as medidas para contornar a crise hídrica que, em ano eleitoral, serão deixadas como herança para o próximo governo.

 

Em valores médios, a luz (tarifa mais impostos) subiu 1,32 vez mais que o IPCA durante os oito anos do governo Luiz Inácio Lula da Silva; 1,1 vez ao longo da gestão da ex-presidente Dilma Rousseff; 2,4 vezes sob Michel Temer e 2 vezes no governo Bolsonaro.

 

Nos cálculos não foram incluídos custos com todas as bandeiras tarifárias nem custos extras sobre a conta gerados pela crise hídrica. Bolsonaro deixará um passivo superior a R$ 140 bilhões a ser repassado para os consumidores em 2023.

 

Para os especialistas, o peso dessa política será maior para as famílias mais pobres. “Para os mais ricos, a conta, mesmo subindo mais do que a inflação, não compromete a renda familiar”, disse Kishinami.

 

Em debate recente promovido pelo iCS, a economista Paula Bezerra, doutora em planejamento energético pela Coppe-UFRJ, afirmou que os 10% dos brasileiros mais ricos consomem 2,5 vezes mais energia que os 10% mais pobres.

 

Entretanto, para os mais abastados, a conta representa 2% do orçamento familiar. Entre os menos favorecidos, pode comprometer até metade da renda.

 

Essa desproporção deve piorar diante da aprovação da lei que abriu o mercado para a geração distribuída, mecanismo que permite instalar placas solares ou unidades geradoras em cada domicílio com a previsão de abatimento na conta caso o gasto seja inferior à produção de cada residência.

 

Como esses equipamentos exigem investimentos, será uma solução para que os consumidores de renda mais alta gerem sua própria energia, escapando dos custos da rede elétrica das distribuidoras. Ou seja: com menos consumidores de maior poder aquisitivo rateando os custos do sistema elétrico nacional, haverá uma sobrecarga ainda maior sobre os mais pobres.

 

A saída para evitar a indigência energética, segundo diversos especialistas do setor, é criar um programa de tarifa progressiva. “Esse é um fator de injustiça que precisa ser corrigido”, disse Kishinami.

 

Esses técnicos defendem tarifas diferenciadas balizadas pelo ganho mensal das famílias. Existem propostas do gênero no Congresso, mas seguem paradas há duas décadas.

 

A tarifa social foi um feito nesse sentido, mas já não se mostra suficiente. “Ela trava o consumo em 30 kWh [quilowatt-hora] por mês”, disse Paula Bezerra.

 

“Essa taxa só comporta luz e um refrigerador eficiente. Como na maioria desses lares a geladeira não funciona direito, [boa parte da baixa renda] não cai nessa faixa”, afirmou.

 

Uma reforma do setor elétrico para corrigir essas distorções é uma necessidade urgente, afirma o ex-diretor do ONS (Operador Nacional do Sistema) Luiz Barata, já que as dificuldades do consumidor de baixa renda são imediatas e não justificam planos que só olhem para o longo prazo.

 

O MME (Ministério de Minas e Energia) afirmou que a discussão sobre um novo modelo de tarifas está no projeto que trata da modernização do sistema elétrico e que os mais pobres não participaram do rateio do aumento de custos de geração.

 

Por meio de sua assessoria, a pasta disse que a, partir deste ano, a tarifa social será concedida automaticamente. “Não será mais necessário solicitar à distribuidora”, disse o ministério.

 

“Atualmente, cerca de 12,3 milhões de famílias no Brasil recebem a tarifa social. Estimativas apontam que existam mais 11,5 milhões de famílias em condições de usufruir dos descontos.”

 

Compartilhe aqui:

Inflação fecha 2021 a 10,06%, acima do teto da meta, e no maior nível em 6 anos

 

IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), indicador oficial de inflação do país, encerrou 2021 a 10,06%. O resultado fica acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 5,25%, e é o maior em seis anos.

 

Em dezembro, a taxa foi de 0,73%, uma desaceleração em relação à registrada em novembro (0,95%). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Em 2021, o alvo central da meta para a inflação era de 3,75%, com margem de tolerância que ia de 2,25% até um limite máximo de 5,25%.

 

Analistas de mercado esperavam alta de 0,65% em dezembro, e de 9,97% no ano.

 

grupo Transportes teve o maior peso no resultado do ano, de acordo com o instituto, com a maior variação (21,03%) e o maior impacto (4,19 p.p.) no período.

 

Em seguida, vieram Habitação (13,05%), que contribuiu com 2,05 p.p., e Alimentação e bebidas (7,94%), com impacto de 1,68 p.p. Juntos, os três grupos responderam por cerca de 79% do IPCA de 2021, diz o IBGE.

 

Dentro de Transportes, o item que mais pesou foi o combustível. “Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. Já o etanol subiu 62,23%, influenciado também pela produção de açúcar”, explica o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, em nota.

 

Ainda no grupo Transportes, o IBGE destaca também o preço dos automóveis novos (16,16%) e usados (15,05%), que tiveram contribuição significativa, sobretudo, pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor automotivo.

 

“Houve uma retomada na demanda global que a oferta não conseguiu suprir, ocorrendo, por exemplo, atrasos nas entregas de peças e, as vezes do próprio automóvel”, diz Kislanov.

 

No grupo Habitação, as principais contribuições (0,98 p.p.) vieram da energia elétrica, que subiu 21,21%, e do botijão de gás, com alta de 36,99%.

 

A conta de luz pesou mais no bolso do consumidor no ano, por conta da crise hídrica, que dexou o custo de geração vem mais alto. Vale lembrar que uma nova bandeira tarifária (Escassez Hídrica) chegou a ser criada em 2021, para acomodar a necessidade de reajustes mais altos.

 

Já o grupo Alimentação e bebidas teve variação de 7,94%, menor que a do ano anterior (14,09%), quando contribuiu com o maior impacto entre os grupos pesquisados.

 

Os destaques dessa categoria foram café moído, que subiu 50,24%, e o açúcar refinado, que teve alta de 47,87%, destaca o IBGE.

 

“A alta do café ocorreu principalmente no segundo semestre, pois a produção foi prejudicada pelas geadas no inverno. Já o preço do açúcar foi influenciado por uma oferta menor e pela competição pela matéria-prima para a produção do etanol”, diz Kislanov.

Inflação em dezembro

 

Na comparação mensal, apesar de o IPCA ter mostrado uma desaceleração — indo de 0,95% em novembro a 0,73% –, todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta.

 

O grupo Vestuário teve a maior variação (2,06%), mostrando aceleração em relação ao mês anterior (0,95%).

 

Na sequência, vieram Artigos de Residência (1,37%) e Alimentação e bebidas (0,84%). Esse último contribuiu com o maior impacto no índice do mês (0,17 p.p.).

 

O IBGE destaca também no resultado do mês as variações de Habitação (0,74%) e Transportes (0,58%), inferiores às observadas no mês anterior (1,03% e 3,35%, respectivamente).

 

O grupo Saúde e cuidados pessoais, por sua vez, teve alta de 0,75%, após a queda de 0,57% em novembro. Os demais ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,56% de Despesas pessoais, diz o instituto.

 

CNN

 

Compartilhe aqui:

Planejamento e organização são fundamentais para sair das dívidas

 

Conta de luz atrasada, dívidas no cartão de crédito e boletos vencidos são alguns caminhos para o endividamento que se tornou um problema mais grave durante a pandemia de covid-19. Para algumas pessoas a sensação é de bola de neve, mas segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, com organização, planejamento e um pouco de sacrifício é possível sair do vermelho.

 

Segundo o educador financeiro, Jhon Wine, vice-presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), alguns passos são importantes para reequilibrar as contas:

 

1 – Planilha de gastos

 

Para ter o controle das contas ele recomenda começar anotando todos os gastos, do cafezinho à prestação do carro, por um período de 30 dias. Dessa forma, Wine diz que é possível saber exatamente para onde o dinheiro está indo.

 

2 – Tenha sonhos estabelecidos

 

Um dos objetivos para 2022 de quem está no vermelho pode ser sair das dívidas até o fim do ano. Com essa motivação em mente é importante eleger as dívidas prioritárias e criar estratégias, como o pagamento das contas com mais descontos à vista, como IPTU. Além disso, ele sugere ter motivação e criar sonhos a serem alcançados no curto, médio e longo prazo. “Inclua no seu planejamento o prazer, se não vai se cansar e acaba fugindo do plano. Mas tudo tem que caber no seu orçamento”, lembra Jhon Wine.

 

3 – Orçamento organizado

 

Organizar o orçamento é outra recomendação para equilibrar as contas e sair do vermelho. Há hoje diversos aplicativos grátis disponíveis para esse fim. Quem preferir também pode utilizar uma planilha no computador ou uma caderneta de papel. O importante é anotar todo o dinheiro que você recebe no mês e setorizar todos os gastos como alimentação, saúde, lazer, telefone, entre outros.

 

4 – Envolva a família

 

Envolver toda a família na organização do orçamento e no processo de acabar com as dívidas é considerado um ponto fundamental pelo consultor. Cada membro da sua casa pode ajudar com ideias para diminuir as contas ou conseguir mais dinheiro, com um trabalho extra ou venda de itens não essenciais que estão sem uso.

 

5 – Gastos desnecessários

 

O estilo de vida e as necessidades de cada família vão indicar quais gastos podem ser cortados. Enquanto estiver com dívidas será necessário apertar o cinto e cortar alguns gastos por um período. Pequenas mudanças de hábitos como apagar a luz do quarto quando sair, colocar o chuveiro na posição verão no período de calor e juntar as roupas para usar a máquina de lavar na capacidade máxima podem fazer diferença no fim do mês.

 

Outras estratégias

 

Além desses passos, a Serasa Experian acrescenta que buscar uma renda extra pode ser interessante. Segundo a instituição, às vezes, só cortar não basta, ou mesmo com todos os cortes possíveis ainda falta dinheiro para se livrar das dívidas. Se essa for a sua situação, o caminho pode ser a renda extra. Pode ser com um trabalho nas horas que estavam livres, bicos nos finais de semana ou mesmo com vendas.

 

Com o orçamento em ordem e com as economias de corte de gastos ou renda extra, procurar credores também é indispensável. De acordo com a Serasa Experian, com dinheiro na mão é mais fácil negociar e conseguir desconto. Para quem tem mais de uma dívida, o importante é dar prioridade para as que têm os maiores juros para não virar uma bola de neve.

 

Outra recomendação da instituição é pesquisar antes de comprar. Essa é a única garantia de que você vai encontrar o melhor preço e, claro, economizar.  A última dica para sair das dívidas é uma auto avaliação. Parar e pensar no que aconteceu para chegar a situação de endividamento são passos importantes para evitar a inadimplência no futuro e saber sair do problema o quanto antes.

 

*Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

 

Compartilhe aqui:

Vilões da inflação: açúcar, carne e café

 

Açúcar, maracujá, carne bovina e café em pó foram os vilões da inflação de alimentos em 2021, mostra levantamento do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). Os preços de alimentos só não subiram mais, no agregado, porque houve itens que ficaram mais baratos, com destaque para o arroz e diversas frutas.

 

As contas do Ibre/FGV foram feitas com base nas variações acumuladas em 12 meses até novembro do IPC-DI, componente do Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) que mede os preços ao consumidor.

 

A maior alta ficou com açúcar refinado, 53,05% mais caro. Em seguida vieram maracujá (52,02%), filé-mignon (39,07%), café em pó (38,69%), alimentos preparados e congelados de carne bovina (33,71%), pimentão (31,68%), açúcar cristal (31,25%), frango em pedaço (28,68%), feijão-fradinho (25 97%) e pá (25,57%).

 

Embora o maracujá figure na lista dos principais vilões, o alívio foi garantido pelas frutas. Entre os preços em queda, o maior tombo foi visto nos preços do limão, com recuo de 18,50%. Em seguida, vieram maçã, com queda de 16,30%, e banana-da-terra, com declínio de 11,05%. O arroz ficou 8,27% mais barato. Também registraram queda banana-nanica (-4,17%), feijão-mulatinho (-2 02%), uva (-1,84%), pernil suíno (-1,27%), sucos de fruta (-0 66%) e fígado bovino (-0,37%).

 

Em nota, o Ibre/FGV destacou que “boa parte da inflação que sofremos em 2021 é culpa do cenário climático que castigou a produção agrícola brasileira até meados de outubro”. O impacto foi forte nas carnes, pois a criação de animais é “altamente dependente do milho e da soja para compor sua alimentação”.

 

“Mesmo agora com a melhoria no cenário climático, há alguma demora no repasse da queda pela cadeia, além de outros custos que ainda impactam esse mercado, como o diesel, em virtude do preço dos fretes”, diz a nota.

 

Compartilhe aqui:

Petrobras prevê reajuste de 50% no gás natural

 

A Petrobras determinou um reajuste de 50% no valor do gás natural (GN) para as distribuidoras de todo o país cujos contratos vencem em 31 de dezembro deste ano. O ajuste incide no custo de aquisição do combustível, referente à molécula e ao transporte.

 

Com a medida, o preço do gás subiria de cerca de US$ 8 para US$ 12 por milhão de BTU (unidade térmica britânica) a partir de janeiro e se manteria assim durante o primeiro ano de vigência dos contratos. Nos anos seguintes, haveria redução dos valores, dependendo do preço internacional do petróleo e do dólar.

 

Para tentar frear o aumento, distribuidoras e indústrias seguem no aguardo da análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), até dia 20 de dezembro. No entanto, Rafael Chave, gerente executivo de Estratégias da Petrobras, explica que a alta não mira o lucro e é feita para seguir o mercado internacional.

 

“Em 2021, a Petrobras importou quase 120 cargas de gás, contra 20 no ano passado. Além disso, temos outro problema, estamos com as térmicas todas ligadas e não está chovendo. Está faltando gás. E isso é um problema global”, diz.

 

Com informações do Bem Paraná

 

Compartilhe aqui:

Inflação da ceia supera 90% em 3 anos

 

Após um Natal atípico em 2020 devido aos altos números de casos de covid-19, dessa vez a inflação altera as celebrações natalinas dos potiguares. O avanço da vacinação já possibilita reencontros, porém a mesa pode estar bastante diferente. Conforme pesquisa realizada pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE em três supermercados da capital potiguar, os itens da ceia natalina estão mais caros. O tradicional chester, por exemplo, chegou a um aumento de até 93% no preço quando comparado aos números de 2018.

 

Maria de Lourdes Silva vem pesquisando com antecedência os itens necessários para a sua ceia. Faltando uma semana para a data festiva, ela já garantiu o chester por R$23,98, preço que considerou razoável diante das altas encontradas. “A minha família é pequena então os gastos com a ceia não são tão grandes. Mesmo assim, as coisas estão bem caras, tenho pesquisando bastante nos supermercados. Vamos conseguir celebrar com um esforço e colocar tudo na mesa, mas se fosse muita gente não daria. A carne é o que pesa mais, só que tudo está mais caro”.

 

O mesmo caso acontece com Clara Danielle, que foi com sua filha ao supermercado buscar itens para completar a ceia. Sua família de quatro integrantes vai ter uma ceia bem regrada nesse ano. “Os preços estão horríveis, tudo, tudo mesmo está caro. Mesmo assim, vou sacrificar um pouco para conseguir fazer nossa ceia. Somos quatro e esse ano realmente quis fazer a ceia completa. O chester, arroz, ficaram muito caros, até que estou encontrando alguns valores bons depois da pesquisa mas a ave está demais em todo canto”, relata.

 

Comparados aos números publicados pelo Procon Natal em 2018, que foi o último ano no qual o órgão apresentou a pesquisa de preços, itens natalinos registram altas consideráveis. Produtos como a ave chester apresentam aumento de 40% a 93% nos mercados pesquisados, com precos de R$23,98 e R$32,99, comparados ao que foi visto em 2018 (R$17,05). Do mesmo modo, a pesquisa do Procon apontava preços de R$19,86, R$72,71 e R$41,87 para lombo de porco congelado, queijo do reino e empumante Chandom Brut, respectivamente. Hoje em dia, esses itens são encontrados com um aumento médio de 94%, 70% e 98%, por R$ 38,99, R$ 128 e R$ 115, respectivamente.

 

Serviços de ceia por encomenda têm dificuldades

 

Através de seu próprio buffet, a chef Larhissa Gurgel produz cardápios especiais para o período natalino há mais de onze anos, antes mesmo de se formar em Gastronomia. Para 2021, Larhissa precisou adaptar o formato de seu cardápio para condizer com a realidade econômica brasileira. “Em relação aos outros anos, eu oferecia a ceia completa. Nesse Natal, desmembrei toda a ceia para poder atender quem não estava com aquela grana toda para comprar tudo de vez e sabe fazer um arroz e uma salada em casa, por exemplo”, explica.

 

Sem essa adaptação, Larhissa comenta que a alta dos preços de itens necessários ia elevar o valor dos seus produtos em até 30 a 40% no antigo formato. “Dessa forma, optei por fazer essa mudança porque a alta dos insumos realmente foi uma coisa absurda. Esse ano, se o cliente quiser comprar só uma porção de filé, ele consegue, se quiser só uma porção de camarão dá certo também. Se quiser montar a ceia completa com arroz, salada, farofa, também continuei com essa possibilidade”.

 

A chef aponta o aumento do filé mignon como mais significativo, mais que dobrando o valor do ano passado onde ainda era encontrado por R$50 por kilo. Em 2021, esse preço saltou para R$110 no minimo, sendo então o maior peso da ceia natalina. “O camarão está estável, os assados aumentaram em torno de 30% mas o filé foi campeão. A procura é muito grande, eu tenho média de 50 encomendas e já encerrei os pedidos. Se eu continuasse recebendo demandas até o Natal, chegaria as 100 encomendas. Tive que diminuir um pouco a margem de lucro para não assustar meus clientes, mas com as pessoas conseguindo fazer algo em casa e comprando comigo só os itens que realmente não sabem fazer, pude atender bastante gente”, finaliza.

 

No mercado vegano, a inflação também é sentida de diversas formas e vem afetando a empresa Delectus há vários meses. A cozinheira Mariana Araújo explica que por trabalhar com insumos sazonais, como vegetais e grãos, esses preços flutuam naturalmente. “Para nós, não teve uma grande variação em função do que já vinha acontecendo nos últimos meses, as altas dos preços estão constantes então precisamos nos adaptar o tempo inteiro. Em Natal, temos um problema de abastecimento em que alguns insumos simplesmente somem das prateleiras as vezes, por isso quando encontramos estão bem mais caros”.

 

A Delectus está no mercado potiguar desde 2015, produzindo alimentos veganos e sem glúten que atendem aqueles que seguem esse estilo de vida, clientes que possuem alguma restrição alimentar ou aqueles que simplesmente buscam comida saudável. Segundo Mariana, a empresa sempre contou com a procura de pessoas não veganas e realiza serviços de encomenda para o período natalino há cinco anos. Em 2021, a estratégia encontrada para lidar com o contexto econômico foi enxugar o cardápio e ofertar um desconto para quem reservasse pedidos com antecedência.

 

“Acredito que quase todas as pessoas que trabalham com alimentação já vem sentindo essa alta e precisamos fazer alguns ajustes ao longo do ano, não só pelos insumos em si mas em função de tudo o que acarreta a produção e que teve alta que continuam constantes, desde energia elétrica a embalagens. Precisamos não necessariamente adaptar coisas, mas reajustar os valores em relação ao ano passado de uma forma que percentualmente foi bem mais considerável do que outros anos. Optamos também por fazer um cardápio menor e coeso, justamente para concentrar em produtos que as pessoas pediram mais”, explica.

 

Chef potiguar propõe cardápio mais econômico

 

Atuante no setor há 11 anos, o chef seridoense Warison Albino, consultor e professor de Gastronomia na Universidade Potiguar (UnP), propôs dois cardápios mais em conta usando ingredientes que muitos já possuem em casa. “A proposta reinventa uma ceia de Natal com o pouco que temos diante do que estamos vivendo no Brasil. A intenção é não deixar de fazer a nossa ceia, que está enraizada nesse momento festivo. Temos sim motivos para comemorar, estamos vivos e vamos sobreviver essa crise”, comenta.

 

De acordo com Walison, a capacidade de adaptação é característica da Gastronomia, que sempre está reinventando pratos e fazendo substituições de ingredientes. O chef acredita que ao valorizar aquilo que é brasileiro, trabalhando com o que se tem na despensa e geladeira, nossos ingredientes podem estar em evidência e serem protagonistas.

 

“Pensamos em dois cardápios, um é a terrine de lombo de porco e a ideia é que esteja dentro dessa massa o que você tem em casa. Na outra opção, para substituir o tão valorizado chester, vamos fazer o frango como protagonista da nossa ceia e recheá-lo com farofa de ovo e cuzcuz, usando algumas cenouras para compor o prato”, diz.

 

A reportagem é da Tribuna do Norte

 

Compartilhe aqui:

Saída para evitar aumento na conta de luz segue sem definição, diz Minas e Energia

 

Uma das saídas estudadas pelo governo para evitar o aumento de 21% na conta de luz em 2022, o socorro às distribuidoras de energia ainda não tem definição no Ministério das Minas e Energia. A demora em estipular os valores e modelo para nova rodada de empréstimos às empresas têm preocupado o setor.

 

Os empréstimos visam cobrir o rombo causado pelo custo do acionamento das usinas térmicas devido à escassez hídrica. O objetivo é evitar o aumento integral de 21% na conta e diluí-lo ao longo dos próximos anos.

 

O ministério afirmou em nota que a ideia é atender a todas as distribuidoras que apresentarem problemas. A pasta diz que ainda avalia as condições dos empréstimos, como prazos e taxas de juros, “tendo em vista a preocupação em relação à tarifa de energia’” e “a capacidade de pagamento do consumidor brasileiro”.

 

Marcus Madureira, presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica, disse à reportagem que o cronograma repassado pela pasta prevê a edição de uma Medida Provisória sobre o tema ainda em novembro e a liberação dos recursos em janeiro.

 

Compartilhe aqui:

Puxados por frango e ovo, produtos da ceia de Natal sobem até 27%

 

ceia de Natal deste ano terá um peso maior no bolso do consumidor. Isso porque os alimentos que compõem a cesta natalina estão mais caros em relação ao ano passado.

 

O frango inteiro, um dos alimentos mais procurados nesta época do ano, foi o que mais subiu e teve alta de 27,34% no preço. Em seguida aparece o ovo, normalmente usado nas saladas, que aumentou 20%.

 

Depois vêm os “pães de outro tipo” (que inclui o pão de rabanada) com aumento de 11,12%, o bacalhau (7,98%), vinhos (7,77%), lombo suíno (6,48%) e o pernil suíno (3,44%).

 

Dos itens analisados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), apenas o arroz teve queda no preço (-4,25%). Os dados da FGV são uma variação acumulada em 12 meses, de dezembro do ano passado a novembro deste ano.

 

“O aumento de energia elétrica e do diesel, por exemplo, também influenciaram no aumento do frango. E, além disso, houve o aumento do consumo em decorrência da alta dos preços das carnes”, explicou Quintarelli.

 

Apesar da redução em torno de 20% das carnes vermelhas consideradas de primeira, o item “carnes bovinas” segue registrando alta e, nesse levantamento, aparece 18,68% mais caras do que o observado em dezembro de 2020.

 

Segundo um levantamento prévio feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) na semana passada, o preço da cesta de Natal já subiu 5,91% neste ano.

 

Segundo a fundação, no final de 2020, a cesta de alimentos natalinos custava em torno de R$ 309,86, mas neste ano, ela está com valor aproximado de R$ 328,17. O aumento total é de cerca de R$ 18.

 

Neste cálculo da Fipe, o panetone, por exemplo, teve alta de 25%, assim como o morango, usado em algumas sobremesas de Natal.

 

Para o gerente de uma loja de vinhos na Cadeg, no Rio, a variação do dólar influenciou no poder de negociação dos comerciantes e dos clientes.

 

“A oscilação da moeda está dificultando até de conseguir novos clientes. O jeito é diversificar. Quem comprava um vinho de R$ 200,00, que subiu para R$ 350,00, está optando por um produto semelhante, só que de menor valor menor, de até R$ 150,00”, disse.

 

“O preço está salgado igual o bacalhau. Vai ter bacalhau na Ceia, mas a gente tem que pesquisar”, disse o aposentado Marco Correia.

 

Para o consultor de varejo Marco Quintarelli, o aumento da carne de frango e dos ovos, os itens que mais sofreram reajustes em relação ao ano passado, é em decorrência do aumento do preço dos insumos, como o farelo de soja e de milho, tanto para exportação como para o mercado interno. Além disso, ele cita outras justificativas.

 

Por CNN

 

Compartilhe aqui:

Preço do litro da gasolina já beira R$ 8 também no Sudeste

 

Além da Região Sul, alguns postos de abastecimento da Região Sudeste registram o litro da gasolina a R$ 7,999 na última semana, ampliando a alta no maior mercado do País, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

 

O preço médio do litro da gasolina na semana de 7 a 13 ficou em R$ 6,753, 0,6% mais caro que na semana anterior. O menor preço foi encontrado no Sudeste, a R$ 5,259.

 

O gás de cozinha continua custando R$ 140 no Centro-Oeste, e o preço médio nesta semana se manteve em R$ 102,52 para o botijão de 13 quilos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Compartilhe aqui:

Black Friday: especialistas alertam para cuidados com orçamento e segurança digital nas compras on-line

 

A Black Friday já se tornou uma das datas comerciais mais esperadas pelos brasileiros. Neste ano, o evento acontece no dia 26 e muitos consumidores aguardam esse momento para adiantar suas compras de Natal, ou adquirir um produto mais caro de modo mais estratégico.

 

Para a economista Sarlyane Braga, professora da Estácio, “se organizar para comprar o que realmente precisa e não estourar o orçamento” é a melhor forma de aproveitar a promoção. Neste momento, um bom planejamento é a estratégia que deve ser adotada pelas famílias para o uso consciente do dinheiro, com exercício do autocontrole para não gastar com produtos supérfluos.

 

“É essencial ter consciência dos gastos com cartão de crédito, por exemplo, que acaba sendo um vilão se não houver controle das finanças pessoais. Muitos acabam comprando o que não precisam por ter limite disponível no crédito e quando a fatura chega, não há como quitar”, aponta a especialista.

 

A docente também alerta para que o consumidor pesquise antes de efetuar uma compra na Black Friday para não cair nas famosas armadilhas de mercado, falsas promoções onde o cliente acredita estar pagando barato e, no fim das contas, paga o mesmo preço de antes ou até mais pelo produto ou serviço em questão.

 

A antecipação das compras também pode ser uma boa solução para aqueles que preferem comprar com um pouco mais de autocontrole financeiro os presentes no final de ano. “Neste caso, quanto mais próxima a data das festas, mais demanda terá, impulsionando as empresas a aumentarem os seus preços”, explica a economista.

 

Sarlyane oferece ainda outra dica: antes de efetuar as compras, o consumidor deve ver quanto ficou o valor total dos produtos, considerando o frete em caso de compras on-line, e verificar se aquele valor cabe no orçamento familiar, para não haver prejuízos para o bolso depois.

 

Segurança nas compras on-line

 

Em 2020, os dois dias mais intensos de Black Friday (26 e 27) somaram R$4,02 bilhões em vendas totais apenas no e-commerce, de acordo com a consultoria Ebit|Nielsen, especializada em análises do mercado varejista. E apesar do retorno das atividades presenciais em shoppings e centros comerciais, muitos consumidores devem continuar com as compras no modo virtual.

 

Para comprar on-line de forma segura, Emmanoel Monteiro, coordenador dos cursos de Redes de Computadores e Análise de Desenvolvimento de Sistemas da Estácio, oferece algumas dicas de boas práticas que devem ser rotina para qualquer época do ano.

 

O docente indica escolher uma loja virtual conhecida, ou indicada por alguém que já realizou alguma compra nela. As marcas que possuem um ambiente físico também garantem mais confiança. “Caso veja uma oferta com um grande desconto em um site não conhecido, já desconfie”, orienta Emmanoel.

 

Também é recomendada a busca de ofertas em sites de marcas que possuam clareza nas informações dos produtos e/ou serviços, e formas de pagamento disponíveis. É importante também observar se no site de compra constam todos os dados necessários para a localização do fornecedor, como o nome empresarial, CNPJ e o endereço.

 

O consumidor também pode identificar se a conexão é segura através do protocolo HTTPS. A informação aparece com um ícone de um cadeado na barra de navegação ao lado do endereço eletrônico. E na hora de efetivar a compra, são recomendados os sites que possuem serviços de pagamento como o PayPal, PagSeguro, Mercado Pago, que apresentam maior segurança aos consumidores, à medida que dão garantias de cancelamento da transação, ou estorno do valor pago.

 

O cliente também pode consultar o site do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor – Procon, ou outros endereços eletrônicos que possuam registros de reclamações de clientes, como o Reclame Aqui, para se ter um parâmetro da reputação da empresa. “Quando vamos a algum centro comercial, sempre comparamos os produtos e as lojas. Nas compras on-line é da mesma forma, mas o consumidor deve avaliar, principalmente, a credibilidade da empresa”, frisa Emmanoel.

 

Compartilhe aqui:

Preço médio da gasolina sobe pela 5ª semana; postos cobram até R$ 7,99

 

O preço médio da gasolina no país subiu pela quinta semana consecutiva. O valor nos postos passou de R$ 6,562, há duas semanas, para R$ 6,710.

 

No Rio Grande do Sul, o litro já é vendido a R$ 7,99, maior valor médio registrado no Brasil, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em seguida, aparecem Minas Gerais (R$ 7,599), Distrito Federal (R$ 7,499) e Pernambuco (R$ 7,439), com as maiores altas.

 

Os dados da ANP mostram que, além da gasolina, diesel e gás de botijão (GLP) também viram preços aumentar na última semana.

 

O valor do diesel subiu 2,45% nas últimas duas semanas. O preço médio do litro passou de R$ 5,211 para R$ 5,339. Desde o início do ano, acumula alta de 48,05%. O gás de botijão teve um aumento de 0,49% e passou de R$ 102,04 para R$ 102,48.

 

Nos últimos dias, presidente Jair Bolsonaro tem feito uma série de críticas à Petrobras. Durante o fim de semana, afirmou que está buscando uma maneira de “ficar livre” da estatal e voltou a isentar o governo federal de culpa sobre aumentos dos combustíveis.

 

“Quando o preço aumenta nos Estados Unidos, culpam o Joe Biden ou Trump; aqui culpam a mim. Eu não tenho como interferir no preço da Petrobras. Se eu interferir, vou responder por crime, eu e o presidente da Petrobras. A gente quer resolver o problema, mas não queremos o problema pra nós também. O ideal é ficar livre da Petrobras, privatizá-la pra muitas empresas”, disse.

 

Segundo dados do Observatório Social da Petrobras (OSP), os preços dos combustíveis estão nos maiores patamares do século.

 

Metrópoles

 

Compartilhe aqui:

Cesta básica fica mais cara e chega a R$ 363,38 em Natal

 

O Núcleo de Pesquisa do Procon (Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de Natal) investigou e constatou que o preço médio da cesta básica na cidade, no mês de outubro, foi de R$ 363,38, após um aumento de R$ 4,71 em comparação ao mês anterior. Foram verificados preços em 23 estabelecimentos comerciais diferentes, das quatro regiões da cidade, nas quatro semanas do mês. Atacarejos, supermercados de bairros e redes de hipermercados foram consultados, ficando os atacarejos como melhor opção de compra, segundo o Procon.

 

No mês de outubro de 2021, os preços médios da cesta básica em Natal foram de R$ 343,86 nos atacarejos (acréscimo de R$ 4,65 em relação ao mês de setembro), R$ 365,17 nos supermercados de bairro (aumento de R$ 9,61) e R$ 381,25 nas grandes redes de hipermercados (redução de R$ 0,14).

 

Melhor opção

 

Segundo análise do Procon, os atacarejos são a melhor opção para os consumidores natalenses na compra da cesta básica, isso porque há uma economia de R$ 21,31, em comparação ao supermercado de bairro e de R$ 37,24 quando a comparação é com o hipermercado. O preço do atacarejo, quando ainda comparado à média de preços dos três segmentos, é R$ 19,52 mais barato.

 

Comportamento dos preços

 

De acordo com o Procon, a cesta básica no mês de outubro segue tendência observada nos últimos meses de aumento, no entanto a pesquisa mostra um comportamento já observado em outros meses, que, em determinados estabelecimentos do segmento de hipermercados, os preços estão atrativos ao consumidor, chegando a ser os mais baratos dentre os estabelecimentos do segmento pesquisado.

 

Os preços são analisados pela média, tanto nos segmentos como nas categorias. Então, quando comparados os preços dos quarenta itens pesquisados no mês de outubro em relação ao mês de setembro, todas as quatro categorias tiveram variação positiva, sendo mercearia com 2,85%, açougue com 0,60%, higiene/limpeza com 3,18% e hortifrúti, com 1,36%. Dentre os produtos em si, os destaques de variações vão para produtos de açougue e hortifrúti: carne de segunda (-6,20%), tomate kg (-11,81%), cebola kg (+17,95%) e alface unid. (+12,07%).

 

Compra semanal

 

O Procon Natal orienta os consumidores natalenses a fazerem suas compras semanalmente, devido ao cenário atual da economia. “Mesmo com preços de alimentos em alta, o consumidor tem mais opções de planejar suas compras”, comentou na pesquisa divulgada.

 

“O consumidor encontrará preços mais baratos, indo semanalmente ao mercado, isso é possível aproveitando as ofertas sempre disponíveis em dias específicos, conseguindo preços melhores, e isso representa uma boa economia no final do mês. Também fracionando na quantidade, indo toda semana é mais fácil saber o que está faltando em casa e o que precisa comprar, evitando assim desperdício. Então para quem tem o hábito de comprar e prefere fazer suas compras mensais, tente ir ao mercado na segunda quinzena do mês, mais ou menos, dez dias antes do final do mês, como esse é um período de baixa procura, os alimentos tendem a estar mais baratos e com promoções nos estabelecimentos”, explica o órgão.

 

Pesquisa do próprio consumidor

 

O Procon divulga seu site www.natal.rn.gov.br/procon/pesquisa para que o próprio consumidor possa buscar as informações que têm mais a ver com a sua realidade. No link, é possível ter acesso aos preços médios de cada segmento, a variação de um mês para o outro e os preços médios das categorias pesquisadas (mercearia, açougue, higiene/limpeza e hortifrúti), que compõem os quarenta produtos pesquisados.

 

Compartilhe aqui:

Fantasiada de “realidade”: jovem viraliza na web

 

A social media Letícia Duarte, de 21 anos, viralizou na internet após se fantasiar de anúncios com preços altos para participar de uma festa de Halloween, na empresa onde trabalha, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte (MG).

 

“A realidade de quem vive aqui no Brasil está assustadora demais, precisei escolher entre as coisas mais horripilantes que estamos vivendo e lembrei dos preços dos supermercados.

 

Pesquisei na internet, em quatro sites de estabelecimentos daqui, e fiz uma média de preços. Comprei os papeis, fiz as placas e minha fantasia estava pronta, fui de realidade”, declarou Letícia ao G1, na manhã deste domingo (31).

 

Moradora do bairro Santa Cruz, na região nordeste de Belo Horizonte, Letícia viu suas fotos vestida de “realidade” viralizar nas redes sociais. A publicação da jovem chegou a somar mais de 170 mil reações nas redes sociais, na manhã de hoje.

 

Segundo ela, apesar de ser engraçada, a fantasia foi escolhida como forma de protestar contra a crise econômica do País.

 

“Foi pensando na brincadeira, mas com conceito. Brincadeira com protesto, sabe? É rir para não chorar”, contou ainda ao G1.

 

A popularidade, porém, não se restringiu às redes sociais. A social media também ganhou fama nas ruas de BH. “Depois do expediente, fui para a rua ainda fantasiada e as pessoas me pararam, falando que a gasolina a R$ 6,59, que estava na minha roupa, ainda estava “barata” porque perto da casa delas estava a R$ 7. Aí vi que o buraco é muito mais embaixo mesmo. Não esperava por essa repercussão”.

 

Compartilhe aqui:

Petrobras reajusta mais uma vez preços da gasolina e do diesel

 

O consumidor brasileiro vai pagar mais caro pelo litro da gasolina e óleo diesel. É que a Petrobras vai reajustar mais uma vez os preços dos produtos para as distribuidoras. Segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira (25) pela petroleira, os novos valores passam a vigorar a partir de terça (26).

 

Com o reajuste, o preço médio de venda da gasolina passará de R$ 2,98 para R$ 3,19 por litro, um reajuste médio de R$ 0,21 por litro (alta de 7,04%).

 

Já o litro do diesel A passará de R$ 3,06 para R$ 3,34 por litro, refletindo reajuste médio de R$ 0,28 por litro (alta de 9,15%).

 

Em 2021, o diesel já acumula alta de 65,3% nas refinarias. Já a gasolina subiu 73,4% no mesmo período.

 

Segundo a Petrobras, o alinhamento de preços ao mercado internacional “se mostra especialmente relevante no momento que vivenciamos, com a demanda atípica recebida pela Petrobras para o mês de novembro de 2021”.

 

Os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio, explica a petroleira.

 

Compartilhe aqui:

Petrobras aumenta preço do diesel a partir desta quarta-feira

 

A Petrobras anunciou que vai aumentar o preço do diesel A para as distribuidoras. A partir desta quarta-feira (29), o preço médio de venda nas refinarias passa de R$ 2,81 para R$ 3,06 por litro, um reajuste médio de R$ 0,25 por litro.

 

Nos postos de abastecimento, para o consumidor final, o preço deve subir R$ 0,22, considerando a mistura obrigatória de 12% de biodiesel e 88% de diesel. Segundo a empresa, o reajuste reflete “parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo e da taxa de câmbio”.

 

“Após 85 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos devido à volatilidade externa causada por eventos conjunturais, a Petrobras realizará ajuste no preço do diesel A para as distribuidoras”, informa nota da estatal.

 

Compartilhe aqui:

Com inflação alta, salário mínimo já perdeu R$ 62 em poder de compra em 2021

 

O salário mínimo, de R$ 1.100 em 2021, está perdendo poder de compra rápido ao longo do ano, conforme a inflação avança e torna itens do dia a dia mais caros. Desde janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o indicador oficial de inflação da baixa renda, já subiu 5,9%, numa das maiores altas para o período em duas décadas.

 

É, em oito meses, mais do que a inflação de outros anos inteiros. Em 2020, por exemplo, o INPC foi de 5,5% e, em 2019, 4,5%.

 

Com isso, o salário mínimo, que foi reajustado pela última vez em janeiro, já perdeu R$ 62 de seu poder de compra: descontada a inflação, os R$ 1.100 de janeiro são o equivalente, hoje, a R$ 1.038, de acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Ou seja: ter R$ 1.100 na mão, agora, compra o que, em janeiro, custava R$ 1.038, na média. 

 

VEJA MAIS EM CNN BRASIL

 

Compartilhe aqui:

Puxada pelos combustíveis, inflação oficial fecha agosto em 0,87%

 

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, a maior inflação para o mês desde o ano 2000. Com isso, o indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses, o maior acumulado desde fevereiro de 2016, quando o índice alcançou 10,36%. Em agosto do ano passado, a variação foi de 0,24%. Os dados foram divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Entre os nove grupos e serviços pesquisados pelo instituto, oito subiram em agosto, com destaque para os transportes, com alta de 1,46%, puxado pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% o etanol 4,50%, gás veicular 2,06% e óleo diesel 1,79%.

 

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,88% em agosto, 0,14 ponto percentual abaixo do resultado de julho, quando a alta foi de 1,02%. No ano, o indicador acumula elevação de 5,94% e em 12 meses chega a 10,42%, acima dos 9,85% observados nos 12 meses anteriores. Em agosto do ano passado, a taxa variou 0,36%.

 

Para o INPC, a principal influência foram dos produtos alimentícios, que subiram 1,29% em agosto, acima de 0,66% observado em julho. Os produtos não alimentícios desacelararam e tiveram alta de 0,75% no mês, após variação positiva de 1,13% em julho.

 

POR AGÊNCIA BRASIL

 

Compartilhe aqui:

Com conta de luz mais cara, consumidores procuram formas de economizar

 

Com a conta de luz mais cara, os consumidores brasileiros têm buscado soluções para diminuir o uso de energia elétrica e economizar no final do mês. O mais recente aumento na tarifa começou a valer no último dia 1º, quando foram acrescidos R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, com a criação da bandeira de escassez hídrica.

 

A cobrança extra será feita até 30 de abril de 2022 e encarecerá a conta de energia, em média, em 6,78%, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A bandeira de escassez hídrica substitui a bandeira vermelha 2, em vigor desde junho e que sofreu reajuste de 52% em julho. Segundo o governo, a bandeira foi criada em razão da escassez de chuvas nas usinas hidrelétricas.

 

Diante desse cenário, a opção é buscar novos hábitos para diminuir o consumo de energia ao máximo. O site Consumo Consciente Já traz diversas dicas para ajudar o brasileiro a reduzir o valor pago na conta dos meses seguintes.

 

A página é uma iniciativa da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), juntamente com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e faz parte de uma campanha de consumo consciente de eletricidade.

 

Hábitos simples como retirar da tomada os aparelhos de som e televisores já ajudam a aliviar a pressão sobre a conta de luz. É que, mesmo em stand by, eles consomem energia.

 

Também é importante não deixar a TV ou outro aparelho ligado sem necessidade, o que também vale para carregadores de celulares.

 

Outra dica importante é escolher máquinas com selo Procel ou classificação A do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que mostra que o aparelho é mais econômico. Essa opção vale para todos os equipamentos que utilizam energia elétrica, como geladeiras, micro-ondas, ferros de passar, secadores de cabelo; televisores, aparelhos de ar condicionado, etc.

 

Confira, abaixo, mais dicas de como economizar no consumo de energia elétrica:

 

  • Substitua lâmpadas halógenas e fluorescentes por lâmpadas LED. Apesar de inicialmente apresentar um custo na aquisição mais alto, ele será compensado com a economia de energia;
  • Apague as lâmpadas que não estiver utilizando, exceto aquelas que contribuem para a sua segurança;
  • Mantenha as janelas abertas e aproveite ao máximo a luz natural;
  • Outra alternativa para valorizar a luz natural é pintar as paredes do teto com cores claras. Além de refletirem melhor a luz natural, reduzem o consumo de iluminação artificial;

 

Com relação ao uso da máquina de lavar roupa, a principal dica é lavar o máximo de roupas possível de uma só vez.

 

  • Também é indicado que se utilize a quantidade de sabão adequada para cada tipo de roupa e que se utilize sempre o ciclo mais adequado para as lavagens; Manter o filtro da máquina sempre limpo também ajuda na economia, já que o equipamento evitará repetir a operação enxaguar de maneira desnecessária;

 

O ferro de passar ao lado do chuveiro elétrico são apontados como os maiores vilões no consumo doméstico de energia. Por isso, é preciso usar os equipamentos de forma a evitar o desperdício.

 

  • Além de escolher o ferro de menor potência, a dica é juntar a maior quantidade de roupas possível para passar todas de uma vez só;
  • Utilizar a temperatura indicada de acordo com cada tipo de tecido também ajuda na economia;
  • Desligue o ferro sempre que pausar o serviço. Assim você poupa energia e evita o risco de acidentes. Além disso, você pode aproveitar o calor do ferro desligado para passar roupas de tecidos leves;
  • Sempre que possível, opte por vestir e comprar roupas de tecidos que não amassam ou avalie a real necessidade de passar certas peças de roupa;

 

No caso do chuveiro elétrico, a principal dica é tomar banhos mais curtos, entre 3 e 5 minutos. Além disso, hábitos como o de fechar a torneira enquanto se ensaboa são bem-vindos;

 

  • Sempre que possível, ajuste a temperatura para a posição “verão”, pois em “inverno” o consumo é 30% maior;
  • Também não é aconselhado mudar a temperatura com o chuveiro ligado, pois isso pode aumentar o consumo. Outra possibilidade é, se estiver calor, evite usar o chuveiro elétrico;
  • Outro ponto importante é não reaproveitar resistências queimadas. Isso provoca o aumento de consumo e coloca em risco a sua segurança;
  • Se possível, dê preferência aos sistemas solares para o aquecimento de água. Eles são mais econômicos e ainda ajudam a preservar o meio ambiente.

 

Em locais quentes também é preciso usar de maneira inteligente equipamentos como o ar-condicionado. Nesse caso, a primeira dica é escolher corretamente o equipamento de acordo com o tamanho do ambiente;

 

  • Além disso, é importante manter os filtros do aparelho limpos e regular adequadamente a temperatura;
  • Também mantenha as janelas e portas fechadas sempre que estiver com o aparelho ligado;
  • Os aparelhos instalados nas áreas externas devem ter proteção contra o sol. Tenha cuidado para não bloquear a ventilação. Por fim, desligue o aparelho quando o ambiente estiver desocupado;

 

No caso de geladeiras e freezers, é importante verificar se os aparelhos apresentam boa vedação. Verifique regularmente o estado das borrachas de vedação. Isso auxilia no desperdício de energia;

 

  • Abrir e fechar várias vezes a geladeira ou deixar por muito tempo aberta é outro ponto a ser observado;
  • Também não seque roupa atrás da geladeira. Além de sobrecarregar o aparelho e aumentar o consumo de energia, você corre o risco de acidentes com choques elétricos;
  • Instale sua geladeira em um local ventilado, afastada da parede, dos raios solares, fogões e estufas. Também regule o termostato adequadamente de acordo com a estação do ano.

 

Compartilhe aqui:

BRASIL: Inflação altera cardápio das famílias

 

Pressionado pela combinação de inflação, desemprego em alta e menor abrangência e disponibilidade de recursos do auxílio emergencial, o brasileiro reduziu as quantidades compradas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza no primeiro semestre deste ano. Houve diminuição de volumes em praticamente todas as cestas. A prioridade do consumo diário ficou concentrada nos alimentos básicos: o arroz e o feijão.

 

O orçamento mais curto das famílias também mudou o consumo de itens até então não considerados tão básicos, como empanados de frango e de peixe, por exemplo. No primeiro semestre, o produto estreou em 3,4 milhões de domicílios como uma alternativa de proteína animal mais barata à carne vermelha, que subiu 31,31% em 12 meses até agosto, segundo o IPCA-15 do mês – indicador que é uma prévia da inflação oficial do País, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). É o equivalente a três vezes a inflação geral no mesmo período (9,30%) pelo indicador da prévia da inflação.

 

Esse rearranjo nas compras aparece em uma pesquisa da consultoria global Kantar, obtida com exclusividade pelo Estadão. Mensalmente, a consultoria tira uma fotografia da despensa de 11 mil domicílios para projetar o consumo de 58,8 milhões de lares do País.

 

De janeiro a junho, o volume de unidades compradas de uma cesta de 107 categorias foi 4,4% menor em relação a igual período de 2020. Mas o gasto subiu 6,9%, puxado pelo aumento médio de 11,8% dos preços desses produtos. No curto prazo, do primeiro para o segundo trimestre, as commodities, com alta de 16%, e os perecíveis, com 15%, estiveram no topo das cestas com os maiores aumentos de preços, aponta a pesquisa. Isso abriu caminho para que os empanados, sinônimo de praticidade, começassem a fazer parte regularmente da lista de compras de todas as classes sociais.

 

Mudança a contragosto

 

Responsável pelo preparo das refeições da família, a aposentada Maristela Colleoni Soares, de 54 anos, passou a incluir na rotina o produto empanado para economizar na carne. Antes, esses alimentos industrializados eram consumidos esporadicamente. “Sou supercontra empanados e qualquer alimento processado, só que, com a alta do preço da carne, ficou inviável. Daí, comecei a comprar”, diz.

 

A cada refeição que prepara para a família de cinco pessoas – ela, o marido, o casal de gêmeos e a mãe -, Maristela gasta um pouco mais de 1 quilo de carne, cerca de R$ 50 a R$ 60. Pelos empanados, desembolsa perto de R$ 40 por um saco de dois quilos e usa em várias refeições.

 

“Foi uma substituição forçada por conta do aumento do gasto com alimentação, eletricidade, gás, tudo subiu”, afirma a aposentada Entre a carne e outros itens, como iogurte, por exemplo, Maristela cortou em cerca de 10% as quantidades compradas de alimentos, produtos de higiene e limpeza e, mesmo assim, está gastando 40% mais. Sem os cortes, acredita que teria um acréscimo de 70% nos gastos.

 

“O consumidor teve de fazer escolhas e abandonou uma série de categorias para fazer o orçamento funcionar com menos recursos no bolso”, afirma Renan Morais, gerente de Soluções da Kantar. No caso dos mais pobres, a maioria dos brasileiros, ele lembra que o auxílio emergencial, que beneficiou no ano passado 55% da população com recursos de R$ 600 nos primeiros três meses, chegou a 39% dos brasileiros no primeiro semestre deste ano. E com cifras bem modestas, entre R$ 150 e RS 250 mensais.

 

Isso fez a população da base da pirâmide social cortar o consumo de supérfluos. A pesquisa revela que quase um milhão de domicílios das classes D e E, com receita mensal entre R$ 270 e R$ 1,6 mil, tirou o achocolatado em pó das compras no primeiro semestre deste ano. No polo oposto, também quase meio milhão de lares das classes A e B, com renda média mensal familiar acima de R$ 7,2 mil, deixou de comprar cerveja em igual período.

 

Compartilhe aqui:

Com novo aumento gás de cozinha, preço médio do botijão chega a R$ 107 no RN

 

O preço do gás de cozinha tem um novo aumento registrado no Rio Grande do Norte a partir desta sexta-feira (3). De acordo com o sindicato das distribuidoras, o acréscimo é de aproximadamente 7%. Com isso, o botijão de 13 kg deve custar em média R$ 107.

 

Apesar dos seis aumentos realizados pelas Petrobras ao longo do ano, o novo reajuste anunciado foi feito pelas próprias distribuidoras.

 

De acordo com Francisco Correia, presidente do sindicato que representa as empresas no RN, a medida foi necessária por causa do aumento dos custos operacionais.

 

“Em um ano nós tivemos mais de 50% de aumento do combustível, aumento de energia, teremos agora aumento de salários. Tudo isso compõe o custo e as distribuidoras só fazem o reajuste uma vez por ano, que é em setembro. Todos os demais aumentos foram da Petrobras”, afirmou.

 

De acordo com Francisco Correia, os valores podem variar de acordo com os custos dos distribuidores em cada região, especialmente em relação ao frete. De acordo com ele, os consumidores potiguares poderão encontrar preços variando entre R$ 105 e R$ 110.

 

O aumento do preço também vai impactar no valor do ICMS pago pelas empresas (e indiretamente pelo consumidor) ao estado, uma vez que o imposto é de 18% sobre o valor final do produto.

 

G1/RN

 

Compartilhe aqui: