28/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Rede bolsonarista é alvo de ação da Polícia Federal contra ‘fake news’

Uma rede de políticos, empresários e blogueiros bolsonaristas é alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (27), no âmbito de um inquérito sobre um suposto esquema de disseminação de notícias falsas e ameaças contra membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O relator da investigação é o ministro Alexandre de Moraes, que expediu 29 mandados de busca e apreensão contra uma série de aliados de Bolsonaro.

Entre os alvos estão os empresários Luciano Hang (Havan) e Edgard Corona (Bio Ritmo e Smart Fit), o ex-deputado federal Roberto Jefferson, os blogueiros Allan dos Santos e Winston Lima e a ativista Sara Winter.

Moraes também determinou que os deputados federais Bia Kicis, Carla Zambelli, Daniel Silveira, Filipe Barros, Junio do Amaral e Luiz Philippe de Orleans e Bragança sejam ouvidos no inquérito, assim como os deputados estaduais paulistas Douglas Garcia e Gil Diniz. Todos eles são do PSL, ex-partido de Bolsonaro.

“O que está acontecendo é algo que qualquer um desconfie que seja proposital. Querem incentivar rachaduras diante de inquérito inconstitucional, político e ideológico sobre o pretexto de uma palavra politicamente correta? Você que ri disso não entende o quão em perigo está!”, escreveu no Twitter o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente.

A investigação apura a existência de um grupo que estaria por trás da disseminação sistemática de fake news contra ministros do STF, com suposto financiamento de empresários.

(Agência Italiana de Notícias – ANSA)


27/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Major Olímpio: “Bolsonaro brigou comigo porque não queria que eu assinasse a CPI da Lava Toga do STF para proteger filho bandido”

O senador Major Olímpio (PSL-SP) chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de traidor e disse que o presidente brigou com ele “porque não queria que eu assinasse a CPI da Lava Toga do STF para proteger filho bandido”. De acordo com a colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de são Paulo, as declarações foram dadas em um áudio de Whatsapp.

“Eu não gosto de ladrão. Para mim ladrão de esquerda é ladrão. De direita, é ladrão. Se for filho do presidente ladrão roubando junto com o presidente, eu vou dizer”, diz Olímpio na gravação. Segundo a Folha, o senador respondia a críticas de policiais que estariam dizendo que ele mudou de posicionamento. “Não me desviei absolutamente nada dos meus princípios, das minhas convicções ou de tudo o que junto com Jair Bolsonaro nos propusemos na campanha. Quem está se desviando dos princípios é o Jair Bolsonaro”, segue no áudio.


25/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política, Religião

Assassino de Daniela Perez, Guilherme de Pádua vai à manifestação pró-Bolsonaro

UOL – O atual pastor postou um vídeo no Instagram ao lado da mulher. Os dois usavam máscaras com a bandeira do Brasil no rosto. “Estamos aqui no Congresso Nacional, indo ali para a manifestação em prol do Brasil. Brasil precisa mudar, esses políticos corruptos. Se Deus quiser o Brasil vai mudar”, falou.


13/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

CORRUPÇÃO: Bolsonaro usou palavrões e fez ameaças de demissão para trocar comando da PF no Rio

G1 – Quatro fontes que assistiram nesta terça-feira (12) ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, exibido a advogados e investigadores em Brasília, confirmaram à TV Globo e à GloboNews os motivos externados pelo presidente Jair Bolsonaro para exigir a troca do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Segundo esses relatos, no vídeo – exibido de forma reservada no Instituto Nacional de Criminalística por determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, responsável pelo inquérito que apura suposta interferência de Bolsonaro na PF – o presidente menciona preocupação com a família ao falar da necessidade de trocar o superintendente da PF no Rio.

De acordo com as fontes, Bolsonaro menciona na reunião que não quer os “familiares” prejudicados.

O presidente usou palavrões ao tratar do tema, segundo essas fontes. E disse que se não conseguisse trocar o superintendente do Rio, então trocaria o diretor-geral da PF – à época Maurício Valeixo – ou, por último, o ministro da Justiça – à época, Sérgio Moro.

Um dos presentes à exibição do vídeo relatou que Bolsonaro disse: “Já tentei trocar o chefe da segurança do Rio de Janeiro. Se não posso trocar, troco o chefe dele, troco o ministro”.

Não vou esperar foder alguém da minha família. Troco todo mundo da segurança. Troco o chefe, troco o ministro”, de acordo com o relato obtido pela TV Globo.

Investigadores afirmaram que as declarações do presidente nessa reunião mostram um interesse familiar, pessoal, por trás da intenção da troca.

Tudo o que o presidente ameaçou fazer na reunião de fato aconteceu:


13/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Gastos com cartões corporativos da Presidência de 2020 são os maiores desde 2013

Os gastos sigilosos com cartões corporativos da Presidência da República no começo de 2020 já são os maiores dos últimos oito anos. O aumento de despesas foi revelado pelo jornal “O Estado de S.Paulo” no fim de semana, e os dados foram confirmados pela TV Globo nesta terça-feira (12).

Os cartões da Presidência são usados, por exemplo, para pagar despesas ligadas ao presidente e seus parentes. As despesas incluem viagens nacionais e internacionais, serviços e abastecimento de veículos oficiais que servem o presidente e gastos de rotina do Palácio da Alvorada, como aqueles com alimentação, bebida e para recepções.


09/05/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Regina Duarte interrompe entrevista ao vivo na CNN ao ouvir crítica da Atriz Maitê Proença

A secretária especial de Cultura, Regina Duarte, dava uma entrevista à rede de TV CNN Brasil quando os apresentadores do programa puseram no ar um vídeo no qual a atriz Maitê Proença critica duramente o que avalia como “falta de ação” do governo Jair Bolsonaro e da ex-colega de Rede Globo.

A tela foi dividida e, enquanto as observações de Maitê passavam no lado direito, no lado esquerdo era possível ver Regina Duarte gesticulando, aparentemente reclamando com o repórter Daniel Adjuto, que conduzia a entrevista no gabinete da secretária.

Quando acabou a fala de Maitê, Regina Duarte começou a reclamar dos apresentadores dentro do estúdio, em São Paulo. Para a âncora Daniela Lima, que tentava explicar o contexto do vídeo da atriz, a secretária esbravejou: “Quem é você que está desenterrando uma fala da Maitê, quem é você? Eu tive que dar um chilique aqui!”

Daniela Lima e o colega Reinaldo Gottino tentaram conter a raiva de Regina Duarte, cobrando que ela ouvisse as ponderações, mas a secretária de Cultura não quis escutar. Ainda reclamou mais um pouco de Adjuto – “Daniel, isso não foi combinado. O combinado foi uma entrevista com você” – antes de a conversa precisar ser encerrada.

Em sua fala, Regina detalhou os primeiros meses à frente da pasta e afirmou que continua no governo, desmentindo boatos de demissão. Em determinado momento, ela foi questionada sobre sua posição em relação à ditadura militar, tema caro ao presidente Jair Bolsonaro, de quem ela foi aliada de primeira hora. “Ficar cobrando coisas que aconteceram nos anos 1960, 1970, 1980… Gente, é para frente que se olha”, disse a ex-atriz.

E emendou, quando questionada sobre a quantidade de mortes que ocorreram durante o governo dos generais no Brasil: “Pessoas sempre morrem. Se você falar vida, do outro lado tem morte. Sempre houve tortura. Stalin, quantas mortes? Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério de mortes nas minhas costas. Não quero isso para ninguém”, disse Regina, minimizando as vítimas do regime. “Por que olhar para trás”, insistiu a secretária, criticando o que chamou de “morbidez” que a Covid-19 “tem trazido para o Brasil”.  Veja entrevista na integra AQUI.

Por Lourenço Floes / Metrópoles

CNN

Regina Duarte na CNN Brasil 🤔

Publicado por Blog do Edilson Silva em Sexta-feira, 8 de maio de 2020

SBT

Regina Duarte mostra sua cara ao Brasil 🇧🇷

Publicado por Blog do Edilson Silva em Sexta-feira, 8 de maio de 2020


29/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

‘E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?’, diz Bolsonaro sobre mortes por coronavírus; ‘Sou Messias, mas não faço milagre’

O presidente Jair Bolsonaro perguntou a um repórter, na portaria do Palácio da Alvorada, o que quer que ele faça em relação às mortes por coronavírus no Brasil, que nesta terça-feira (29) superaram as da China, país de origem da pandemia.

Nesta terça-feira, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, o número de mortes confirmadas por covid-19, a doença provocada pelo coronavírus, ultrapassou a marca dos 5 mil, chegando a 5.017. Na China, são 4.643.

Durante a entrevista, uma jornalista disse ao presidente: “A gente ultrapassou o número de mortos da China por covid-19”. O presidente, então, afirmou:

E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre”, disse, em referência ao próprio sobrenome.


27/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

MPF aponta interferência de Bolsonaro no Exército o que é um violação a Constituição

Sob suspeita de ingerência na Polícia Federal, o presidente Jair Bolsonaro entrou agora na mira do Ministério Público Federal (MPF) por indícios de violar a Constituição ao interferir em atos de exclusividade do Exército.

Procuradores abriram dois procedimentos de investigação para apurar uma ordem dada por Bolsonaro ao Comando Logístico do Exército (Colog), no último dia 17, que revoga três portarias publicadas entre março e abril sobre monitoramento de armas e munições.

A procuradora regional da República Raquel Branquinho aponta a possibilidade de Bolsonaro ter agido para beneficiar uma parcela de eleitores e que não há espaço na Constituição “para ideias e atitudes voluntaristas” do presidente, ainda que pautadas por “bons propósitos”. O desdobramento do caso pode levar a uma ação de improbidade na Justiça Federal ou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF).

As portarias 46, 60 e 61, revogadas pelo comandante do Colog, general Laerte de Souza Santos, por exigência de Bolsonaro, foram elaboradas em conjunto por militares, policiais federais e técnicos do Ministério da Justiça. “Determinei a revogação das portarias (…) por não se adequarem às minhas diretrizes definidas em decretos”, escreveu Bolsonaro no Twitter em 17 de abril.

Essas portarias estabeleciam o controle, rastreabilidade e identificação de armas e munições importadas e fabricadas pela indústria nacional, sob a finalidade de atividades esportivas, de colecionador e também para abastecer os quartéis. Na avaliação dos procuradores, ao revogá-las, o governo facilita o acesso do crime organizado a armas e munições desviadas. “A cidade do Rio de Janeiro é a face mais visível dessa ausência de efetivo controle no ingresso de armamento no País”, observou Raquel Branquinho em ofício obtido pelo Estado.

Ex-braço direito da então procuradora-geral da República Raquel Dodge na área criminal e uma das integrantes do grupo escolhido pelo atual chefe do MPF, Augusto Aras, para atuar na Lava Jato, Raquel Branquinho é considerada uma procuradora linha dura, conhecida por seu trabalho em processos importantes, como o mensalão.

As normas estabeleciam diretrizes para identificação de armas de fogo, bem como para a marcação de embalagens e cartuchos de munições. Umas das regras revogadas, por exemplo, determinava que armas apreendidas pela Justiça cuja identificação tenha sido suprimida ou adulterada poderiam ganhar uma nova numeração.

TERRA


27/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Policial, Política

Em carta, delegados da PF dizem que há ‘crise de confiança instalada’ e pedem autonomia e mandato para diretor

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste domingo (26.abr.2020), em carta pública, que o presidente garanta que não haverá interferência no trabalho do próximo diretor-geral da PF e que envie ao Congresso projeto para dar formalmente autonomia à instituição.

O pedido é feito em meio à crise instaurada pela demissão do ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo e a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro do governo. A ideia dos delegados é evitar novas crises na instituição.

No documento, a categoria pede que o presidente Jair Bolsonaro firme 1 compromisso público de que o próximo ocupante da cadeira na PF terá liberdade para formar sua equipe. Além disso, cobram que este não tenha obrigação de repassar informações ao governo federal nem de instaurar ou não inquéritos por interesse político. Eis a íntegra (247 KB).

Em seu pedido de demissão, Moro acusou Bolsonaro de tentar intervir na chefia da Polícia Federal com interesses políticos. Disse que o presidente gostaria de ter alguém que pudesse ter contato direto e obter informações do órgão.

Já Bolsonaro, em seu pronunciamento de resposta a Moro, confirmou que pediu para ter relatórios diários da PF. Ele, entretanto, negou que tenha interferido em qualquer investigação.

 “Eu tenho que todo dia ter 1 relatório do que aconteceu, em especial, nas últimas 24h para poder bem decidir o futuro dessa nação. Eu nunca pedi a ele o andamento de qualquer processo.”, disse na última 6ª feira (24.abr).

A carta ainda pede que Bolsonaro envie 1 projeto formal ao Congresso propondo a autonomia da Polícia Federal e que o cargo de diretor-geral tenha mandato e seja escolhido dentro de uma lista feita pelos delegados federais. A autonomia deveria vir por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).

“Envie urgentemente projeto de legislação ao Congresso Nacional, prevendo mandato para o Diretor Geral da Polícia Federal e escolha mediante lista previamente apresentada pelos delegados ao Presidente da República, com sabatina. Os delegados para se tornarem integrantes da lista deverão atender a critérios objetivos mínimos estabelecidos em lei”, escrevem.

E seguem: “O Projeto deve garantir ao Diretor Geral escolhido pelo presidente a autonomia para nomear e exonerar todos os cargos internos da PF, mediante a obediência a critérios mínimos objetivos para cada cargo, definidos em lei“.


26/04/2020
Por Edilson Silva em Brasília, Policial, Política

Polícia Federal identifica Carlos Bolsonaro como líder de esquema de fake news

A Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, o filho “02” do presidente Jair Bolsonaro, como um dos líderes de um esquema criminoso de produção e propagação de notícias falsas, de acordo um inquérito sigiloso conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os investigadores da PF não têm dúvidas de que a decisão do presidente Bolsonaro de exonerar o diretor-geral da corporação, Maurício Valeixo, e pressionar o Ministério da Justiça a substitui-lo por um nome mais dócil aos interesses do Planalto está ligada às conclusões do inquérito.

Na sexta-feira, o então ministro da Justiça Sergio Moro pediu demissão do cargo e acusou o presidente de interferência política na PF. O nome mais cotado para substituir Valeixo na PF é o de Alexandre Ramagem, atual diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e justamente um amigo do vereador Carlos.

De acordo com a Folha, além de identificar Carlos, a PF investiga a participação de outro filho do presidente, o deputado Eduardo, no esquema de fake news.

As suspeitas de uma eventual ligação de Carlos Bolsonaro com grupos difusores de fake news já remonta ao final do ano passado. Em dezembro, em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), ex-líder do governo no Congresso, denunciou um esquema de propagação de notícias falsas que funcionaria na sede da Presidência. Segundo ela, os mentores da rede são Carlos e Eduardo.

“Qualquer pessoa que eventualmente discorde [da família Bolsonaro] entra como inimigo da milícia”, disse, acrescentando que o grupo atua com uma estratégia bem definida e organizada, começando com uma lista de pessoas consideradas “traidoras” e que são escolhidas como alvo dos ataques cibernéticos.

O último “traidor” das redes de difusão bolsonaristas parece ser o próprio ministro Moro. No mesmo dia da sua saída do governo, essas redes passaram a acusar Moro de ser “a favor do aborto”, “de trair Bolsonaro”, de ser “um tucano disfarçado” e até mesmo de ter sido leniente com a criminalidade.

Ao longo do ano passado, a artilharia dessas redes já havia mirado outras figuras que ocuparam ministérios, como o general Santos Cruz e o cacique partidário Gustavo Bebianno, além de desafetos do Planalto, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Jornalistas que publicam matérias críticas ao governo também costumam entrar na mira dessa máquina de propagação de boatos e ataques, que foi apelidada de “Gabinete do Ódio”.

De acordo com a Folha, o mesmo grupo de delegados responsável pelo inquérito das fake news também conduz a investigação aberta na terça-feira pelo STF para apurar os protestos pró anticonstitucionais que pedem o fechamento do Congresso.

O inquérito foi aberto nesta semana a pedido da Procuradoria-Geral da República após mais uma manifestação no domingo passado. A concentração de Brasília chegou a contar com a participação do presidente Jair Bolsonaro, que no ano passado também convocou manifestantes para um protesto similar.

Nesta semana, em meio às investidas do Planalto para barrar as investigações, o ministro Alexandre de Moraes, do STF determinou que os delegados do caso não podem ser substituídos, como forma de blindar as apurações.


24/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Moro aponta crime de responsabilidade de Bolsonaro: “queria alguém na PF para passar informações sigilosas”

Em pronunciamento à imprensa na manhã desta sexta-feira 24, no qual anunciou sua saída do Ministério da Justiça e do governo, Sergio Moro apontou mais um crime de responsabilidade de Jair Bolsonaro, fortalecendo a abertura do caminho para seu impeachment. Segundo Moro, Bolsonaro quis trocar o comando da Polícia Federal para obter informações sigilosas de investigações ligadas à sua família.

“O presidente me relatou que queria ter uma indicação pessoal dele para ter informações pessoais. E isso não é função da PF”, denunciou Moro. “Isso não é função do presidente, ficar se comunicando com Brasília para obter informações que são sigilosas. Esse é um valor fundamental que temos que preservar dentro de um Estado democrático de Direito”, avaliou, citando novamente o nome da ex-presidente Dilma Rousseff, sobre quem reconheceu ter dado autonomia à PF durante a Lava Jato.

“Falei ao presidente que seria uma interferência politica” a troca de Valeixo. “Ele disse que seria mesmo”, relatou.

“Temos que garantir a autonomia da Polícia Federal contra interferências políticas”, defendeu Moro. “Ele havia me garantido autonomia”, lembrou, sobre Bolsonaro. Moro disse ainda que “poderia ser alterado o diretor da Polícia Federal desde que houvesse uma causa consistente”, o que não era o caso. “Então realmente é algo que eu não posso concordar”, reforçou.

Antes, Moro explicou que não era verdadeira a versão de que Maurício Valeixo, demitido da diretoria da PF, teria pedido para sair. “Há informações de que o Valeixo gostaria de sair, mas isso não é totalmente verdadeiro. O ápice da carreira de qualquer delegado é o comando da Polícia Federal. Depois de tantas pressões para que ele saísse, ele até manifestou a mim que seria melhor sair”, detalhou.

“Vou começar a empacotar minhas coisas e dar sequência à minha carta de demissão”, concluiu, sendo fortemente aplaudido pelos jornalistas.


21/04/2020
Por Edilson Silva em Política, RN, Saúde

MPRN pede afastamento do prefeito de Encanto que contraiu Covid-19 e manteve contato com 49 pessoas

O prefeito de Encanto, Atevaldo Nazário da Silva, é alvo de ação civil movida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) pedindo afastamento do cargo público, por ter sido diagnosticado com o novo coronavírus (Covid-19), e “não ter seguido o isolamento social, mantendo atividades e encontros habituais”.

A peça assinada pelo promotor Paulo Roberto de Freitas, aponta que o prefeito deveria ficar isolado por 14 dias após a suspeita de coronavírus, mas não completou o período e teve contato com 49 pessoas, o que poderia levar riscos a saúde pública do município potiguar.

Após o exame que comprovou o diagnóstico foram registrados 101 casos suspeitos no município. A peça (veja aqui) pede tutela imediata de urgência para o afastamento do prefeito.

Prefeitura de Encanto alega surpresa com ação do MP e diz que gestor que contraiu Covid-19 segue em quarentena

A Prefeitura de Encanto enviou nota de esclarecimento sobre a ação movida pelo Ministério Público que pede o afastamento do prefeito Atevaldo Nazário, alegando que o gestor que contraiu coronavirus não seguiu isolamento e colocou a saúde da população em risco. Confira abaixo:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Governo de Encanto faz saber, publicamente, que o pedido de tutela provisória de urgência de autoria do promotor Paulo Roberto Andrade de Freitas, da 3ª Promotoria de Justiça de Pau dos Ferros, em desfavor do prefeito Atevaldo Nazário, município e secretário Diego de Vasconcelos, foi recebido com surpresa, na data de hoje, 20.

A estranheza advém da realidade de que todas as medidas na área da saúde estão sendo tomadas pelo Poder Executivo municipal, através do seu departamento competente, a Semus. Incisivamente, foi imposta quarentena a todas as pessoas suspeitas de Covid-19, realizados testes, exames e jamais negligenciado nenhum cuidado nesse sentido.

Além de tudo, atentando-se para as devidas cautelas exigidas pelo momento, é apropriado citar que a parte administrativa da prefeitura se encontra em funcionamento, em outros termos, operante. Os colaboradores em isolamento social desenvolvem seus trabalhos por contato telefônico, WhatsApp e videochamadas. Destarte, a gestão está atuando regularmente, sem qualquer sobressalto. A diferença são as ponderações relacionadas ao novo coronavírus; nada parou de estar em atividade.

Quanto ao que concerne ao gestor municipal, de modo especial, torna-se imperioso mencionar que este mantém conversação diária com secretários, coordenadores e assessores, assim continuando à frente do governo, acompanhando todas as ações, embora em reclusão domiciliar, à distância.

Não havendo outro ponto a clarificar, a gestão reitera a confiança na Justiça, aguardando a decisão em direção à preservação da soberania popular.

Encanto/RN, 20 de abril de 2020.


21/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Analistas veem uso de robôs e grupos de WhatsApp na rede de apoio ao governo

Em meio à crise provocada pelo novo coronavírus, a militância bolsonarista nas redes sociais tem lançado mão da mesma tática de atuação usada desde o período da disputa eleitoral de 2018, com ataques orquestrados contra adversários no Twitter, uso de robôs e criação de grupos de WhatsApp para difundir informações falsas. Apesar da atuação constante desde a posse, há a constatação de que a base de Jair Bolsonaro vem caindo sem, porém, que esse grupo perca a capacidade de pautar o debate que se destaca no mundo virtual.

ManifestaçãoMilitares de fora do governo atuaram para conter tensão entre Poderes

Um estudo amostral da consultoria Arquimedes feito após a manifestação antidemocracia de domingo em frente ao QG do Exército em Brasília mostrou que, após participar do ato, o presidente viu o seu apoio nas redes sociais cair. Numa análise de 38 mil menções, foi identificado o percentual de 30% de apoio a Bolsonaro. “Não há, fora do isolado grupo bolsonarista, apoio ao presidente”, aponta o relatório da empresa.

Rachadinha‘Fortes indícios de materialidade e autoria de crimes’, diz ministro do STJ ao negar recurso de Flávio Bolsonaro

Na última sexta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sofreu o maior ataque até hoje no Twitter. A hasthag #ForaMaia ficou em primeiro lugar na lista de assuntos mais comentados da plataforma no Brasil.

A ofensiva ocorreu após Bolsonaro fazer, em entrevista à CNN Brasil, na quinta-feira, críticas contra Maia chegando a dizer que ele quer “enfiar a faca no governo”.


21/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política, Saúde

‘Não sou coveiro, tá?’, diz Bolsonaro ao responder sobre mortos por coronavírus

Ao responder nesta segunda-feira (20) à pergunta de um jornalista sobre o número de mortes por coronavírus no país, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que não é “coveiro”. Bolsonaro deu a declaração no final da tarde, na portaria do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, enquanto conversava com jornalistas e apoiadores.

Segundo o Ministério da Saúde, até esta segunda-feira, o Brasil registrava 2.575 mortes e 40.581 casos confirmados de pessoas contaminadas pelo coronavírus. “Presidente, hoje tivemos mais de 300 mortes [são 113; depois de divulgar, o Ministério da Saúde corrigiu]. Quantas mortes o senhor acha que…”, perguntava um jornalista quando Bolsonaro o interrompeu.

“Ô, cara, quem fala de… Eu não sou coveiro, tá certo?”, declarou o presidente. O repórter, então, tentou fazer novamente a pergunta. “Não sou coveiro, tá?”, repetiu o presidente da República. Pela manhã, ao sair do Palácio da Alvorada, ao fazer um comentário sobre a epidemia, Bolsonaro disse que 70% da população será contaminada e “não adiante querer correr disso”.

“Aproximadamente 70% da população vai ser infectada. Não adianta querer correr disso. É uma verdade. Estão com medo da verdade?”, afirmou. Segundo ele, “houve uma potencialização das consequências do vírus”. “Levaram o pavor para o público, histeria. E não é verdade. Estamos vendo que não é verdade. Lamentamos as mortes, e é a vida. Vai morrer”, afirmou.


20/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

PGR pede abertura de inquérito para apurar atos por intervenção

O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou nesta segunda-feira (20) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para apurar a suposta participação de deputados federais na organização de “atos delituosos” que pediram fechamento de instituições democráticas, como o Congresso e o STF. O foco principal do inquérito é a manifestação onde Jair Bolsonaro discursou no último domingo (19), em Brasília, onde dezenas de pessoas pediam a intervenção militar.

Se surgirem nas investigações indícios de envolvimento do presidente na organização desses eventos, o fato também será apurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo integrantes do órgão. No entanto, Bolsonaro não é alvo do inquérito.

“O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, afirmou Aras.

O inquérito, que correrá em sigilo, vai apurar se houve violação da Lei de Segurança Nacional. Entre as pautas dos manifestantes estava a reedição do AI-5, o ato institucional que endureceu o regime militar no país. Além da manifestação em Brasília, serão investigados protestos em todos país que tiveram bandeiras antidemocráticas na pauta.

O Globo


20/04/2020
Por Edilson Silva em Política

“Militares reprovam participação de Bolsonaro em ato antidemocrático deste domingo”, diz Estadão

A presença do presidente Jair Bolsonaro na manifestação em frente ao Quartel General do Exército contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), na tarde deste domingo, provocou um “enorme desconforto” na cúpula militar.

Ao Estadão, oficiais-generais destacaram que não se cansam de repetir que as Forças Armadas são instituições permanentes, que servem ao Estado Brasileiro e não ao governo.

Na avaliação dos generais ouvidos pelo Estado, o protesto que chegou a pedir intervenção militar não poderia ter ocorrido em lugar pior. “Se a manifestação tivesse sido na Esplanada, na Praça dos Três Poderes ou em qualquer outro lugar seria mais do mesmo”, observou um deles. “Mas em frente ao QG, no dia do Exército, tem uma simbologia dupla muito forte. Não foi bom porque as Forças Armadas estão cuidando apenas das suas missões constitucionais, sem interferir em questões políticas.”

Eles observaram que a presença de Bolsonaro em frente ao QG teve outra gravidade simbólica. Pela Constituição, o presidente da República é também o comandante em chefe das Forças Armadas. Mesmo com cuidados para evitar críticas diretas, os generais ressaltaram que o gesto foi uma “provocação”, “desnecessária” e “fora de hora”. À reportagem, os generais não esconderam o mal-estar. Afinal, Bolsonaro os deixou em “saia justa”. Chefes militares não podem se pronunciar.

O Estado ouviu sete oficiais-generais, sendo cinco do Exército, um da Aeronáutica e um da Marinha. Eles lembraram que o País tem uma “verdadeira guerra” a ser vencida e que não é possível gastar energia com alvos diferentes. Houve quem observasse que o presidente enfrenta “resistências”, inclusive do Congresso, mas todos avaliam que a presença dele na manifestação provocou ainda mais a ira dos representantes do Executivo e do Judiciário.

Por conta da presença do presidente na manifestação, houve necessidade de reforço da guarda do QG. Isso acabou passando uma imagem que também foi considerada ruim pelos generais. Os soldados deslocados para a guarda estavam de plantão e tiveram de sair às pressas para o local da manifestação e, de certa maneira, proteger Bolsonaro da multidão.

No momento, os militares da ativa do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, sob a batuta do Ministério da Defesa, tentam focar seus trabalhos no combate à pandemia do novo coronavírus, sem emitir qualquer posicionamento político sobre as polêmicas.

A atitude do presidente, ainda segundo a análise de um dos militares, passa um sinal trocado para a sociedade. As avaliações tiveram uma dose de desabafo por parte dos generais. Eles ressaltaram passam o tempo todo tentando separar o governo do Exército, já que há sempre quem lembre da presença de militares em cargos de ministro no Palácio do Planalto.

Um general contemporizou lembrando que “não é a primeira vez” que acontece uma manifestação em frente a um quartel. Outro emendou que “as manifestações pacíficas e ordeiras são expressões legítimas da democracia”. Um terceiro lembrou que podem pegar as gravações que não vão ver o presidente atacando ninguém, mas falando de liberdade e de emprego. O clima, porém, era de desconforto.

Estadão Conteúdo


20/04/2020
Por Edilson Silva em Caicó, Política

Solidariedade Caicó funda secretaria da Igualdade Social

Com o objetivo de ser referência como movimento partidário que dialoga e defende a aplicabilidade dos direitos civis e sociais dos Negros, Índios, LGBTs e demais Movimentos Sociais visando a igualdade, o Solidariedade de Caicó está fundando a Secretaria da Igualdade Social.

O secretário da Igualdade Social é o jovem humanista Fernando Ferreira, professor, mestrando em Filosofia (UFRN) e subcoordenador da Rede de Juventudes do Seridó. Fernando também passa a integrar a diretoria executiva do Solidariedade em Caicó. As ações da secretaria temática são pautadas nos valores: respeito, valorização do ser humano, empatia e cooperação.

“Vivemos em um mundo totalmente desigual, seja na economia, no gênero, raça, escolarização, cultura e até mesmo serviços mais básicos como saúde, segurança, saneamento, entre outros. E todos esses pontos afetam diretamente a população. O Solidariedade, por meio da Secretaria da Igualdade Social, quer discutir estratégias para solucionar problemas, trazer equilíbrio e até mesmo sanar desigualdades”, destacou Fernando, que também é pré-candidato a vereador de Caicó pelo Solidariedade.

O partido também apresentou como pré-candidato a prefeito de Caicó o jovem Diego Vale.


18/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

CORRUPÇÃO: STJ nega recurso de Flávio Bolsonaro para barrar investigação de rachadinha

O ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça, negou pedido do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) para suspender investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro que apura um esquema de rachadinha. A decisão, confirmada pela ConJur, é desta sexta-feira (17/4) e o processo corre em sigilo.

No início de março, a defesa do senador ingressou com recurso na corte para tentar barrar a investigação, sob argumento de que a quebra do sigilo bancário e fiscal foi ilegal. A apuração trata do esquema no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual.

No parecer ao STJ, o subprocurador-geral da República Roberto Luís Oppermann Thomé, endossa a manifestação do MP fluminense. Ele afirma que, ao contrário do que alega a defesa do senador, “não houve qualquer devassa indiscriminada em sua conta, cuja análise se limitou ao período e 2017 e 2018, quando exercia o mandato de Deputado Estadual”.

O procurador diz que a defesa tenta convencer que houve comunicações informais ao Coaf através de integrantes do Ministério Público, mas que isso “não ultrapassa o campo especulativo”.

Suspeita de “rachadinha”

O Ministério Público do Rio suspeita que os funcionários que passaram pelo gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual devolviam parte dos salários ao parlamentar, numa operação conhecida como “rachadinha”. Há a suspeita também de que o esquema seria comandado pelo ex-assessor Fabrício Queiroz.

Em abril de 2019 foi quebrado o sigilo bancário e fiscal de Flávio, Fabrício Queiroz, nove empresas ligadas a eles e 84 outras pessoas.

Criminalistas ouvidos pela ConJur consideram abusiva a quebra do sigilo de tantas pessoas de uma só vez, sem especificar o que motiva a medida. Os advogados também criticam o longo período abrangido pela decisão — quase 12 anos.

Vaivém de decisões

Em setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a suspensão de todos os processos que envolvem a quebra do sigilo de Flávio no caso Queiroz. A medida se baseou em decisão do presidente da corte, ministro Dias Toffoli, que determinou a suspensão nacional das apurações com dados repassados sem autorização judicial por órgãos de controle — incluindo a Receita Federal, o Coaf e o Bacen.

Por maioria, o Plenário do Supremo entendeu no fim de novembro que é possível o compartilhamento de dados sem autorização entre os órgãos de inteligência e fiscalização e o Ministério Público, para fins penais.

Após o Plenário firmar essa tese, Gilmar Mendes revogou decisão de setembro que suspendeu as investigações envolvendo Flávio e permitiu que as apurações fossem retomadas.

Em fevereiro, a 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ negou Habeas Corpus do senador e manteve a quebra de seu sigilo fiscal e bancário. O relator do caso, desembargador Antônio Amado, votou por anular a decisão que ordenou a quebra do sigilo. Contudo, as desembargadoras Monica Toledo Oliveira e Suimei Meira Cavalieri divergiram e mantiveram o despacho.

G1


11/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Bolsonaro é denunciado por superfaturamento de combustível

O Supremo Tribunal Federal recebeu nesta quarta-feira (8/4) pedido de admissão de notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro por superfaturamento em reembolsos da verba de combustível a que tinha direito enquanto deputado federal. O documento foi enviado pelo advogado criminalista Sidney Duran Gonçalez.

A notícia-crime é baseada em denúncia feita pelo jornalista Lúcio de Castro e publicada no site Agência Sportilight. Segundo a reportagem, o então deputado federal gastou em média R$ 4,1 mil em 11 idas a dois postos de gasolina do Rio de Janeiro entre janeiro de 2009 e fevereiro de 2011.

O cruzamento de dados públicos do Congresso e as notas fiscais de abastecimento enviadas por Bolsonaro à Câmara dos Deputados, segundo a reportagem, mostra que Bolsonaro abasteceu em dois postos diferentes no mesmo dia, apesar dos muitos litros comprados, e que abasteceu no Rio de Janeiro mesmo quando registrou presença em Brasília.

A verba indenizatória para combustível foi instituída em 2001, mas desde 2009 não está previsto o reembolso para assessores parlamentares. Por conta disso, o pedido para que o Supremo aceite a notícia-crime e consequentemente intime a procuradoria-geral da República a promover o oferecimento da denúncia.

Conjur


07/04/2020
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Justiça bloqueia e destina verba dos fundos partidário e eleitoral para combate à covid-19

A Justiça Federal bloqueou nesta terça-feira (7) o envio de verbas pelo Tesouro Nacional aos fundos partidário e eleitoral e determinou que os recursos só podem ser usados no combate à pandemia de coronavírus.

A liminar determina que os recursos poderão ser usados no momento apenas em favor de campanhas para o combate à pandemia de covid-19 ou para amenizar suas consequências econômicas.

O Fundo Eleitoral é a verba disponibilizada para partidos bancarem as campanhas em eleições. O valor reservado para o pleito municipal deste ano é de R$ 2 bilhões. Além disso, os partidos contam com receitas para bancar despesas inerentes ao seu funcionamento, que formam o Fundo Partidário, de cerca de R$ 1 bilhão.

O juiz Itagiba Catta Preta Neto, da 4ª Vara Cível da Justiça Federal, afirmou, em sua decisão, que “a manutenção de fundos partidários e eleitorais incólumes, à disposição de partidos políticos, ainda que no interesse da cidadania, se afigura contrária à moralidade pública, aos princípios da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e, ainda, ao propósito de construção de uma sociedade solidária”.

O magistrado afirmou ainda que “dos sacrifícios que se exigem de toda a nação não podem ser poupados apenas alguns, justamente os mais poderosos, que controlam, inclusive, o orçamento da União”.

A ação foi movida pelo advogado Felipe Torello Teixeira Nogueira e tem como réus a União Federal, o presidente Jair Bolsonaro, e o presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP).




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