16/09/2019
Por Edilson Silva em Política, RN

Fátima Bezerra do Partido dos Trabalhadores fala sobre desenvolvimento no EEBA

O Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) é uma realização da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). O evento é anual e acontece alternadamente no Brasil e na Alemanha, com o objetivo de fortalecer as relações bilaterais e aprofundar a parceria estratégica.

O EEBA reúne autoridades governamentais e lideranças empresariais para discutir a ampliação de investimentos e novas formas de cooperação.

Veja íntegra do discurso da governadora:

Bom dia a todos e todas que visitam o Rio Grande do Norte, por ocasião do 37º Encontro Econômico Brasil-Alemanha. Nossas boas vindas e nosso agradecimento pela oportunidade do nosso Estado sediar, pela primeira vez, um encontro que já acontece há 37 anos. Nosso agradecimento, também, pela oportunidade de troca e de estreitamento de laços com esse país que é um modelo de desenvolvimento industrial, inovação tecnológica e democracia para o mundo.

Quero cumprimentar Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Dieter Kempf, presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI); Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN); Kenneth Nóbrega, Secretário de Negociações Bilaterais no Oriente Médio, Europa e África, do Ministério das Relações Exteriores (MRE); Thomas Bareiss, Secretário do Ministério de Economia e Energia (BMWI); e o General Amilton Mourão, Vice-presidente da República do Brasil; senhoras e senhores aqui presentes.

Esse encontro é uma grande oportunidade para que os senhores fiquem a par das mudanças promovidas pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, com o objetivo de alavancar o desenvolvimento, atraindo novos investimentos e consolidando os já realizados. Em nome do Governo do Estado, manifesto todo o nosso interesse em ampliar a parceria comercial do Rio Grande do Norte com a Alemanha, que hoje é o 5° principal parceiro comercial brasileiro e o 7º parceiro comercial do nosso Estado.

E quero dizer para vocês que nosso interesse vem acompanhado de ações concretas para favorecer essa ampliação. Estamos fazendo um esforço concentrado para melhorar o ambiente de negócios no Estado. Atuando, com todo foco, para garantir segurança jurídica, eficiência nos processos de licenciamento ambiental e incentivos atraentes para quem desejar investir no RN.

Nosso governo está de mãos dadas com instituições parceiras e com a iniciativa privada para impulsionar o desenvolvimento. Nesses quase nove meses de governo, mantivemos diálogo com vários setores da atividade econômica.

Fizemos mudanças na direção de um RN mais competitivo, mais produtivo e mais inclusivo, através de ações e medidas voltadas para atrair mais investimentos e gerar mais empregos. O conjunto de inciativas que lançamos pode ser traduzido em um pacto intersetorial pelo desenvolvimento sustentável do nosso Estado.

Ele é coordenado pelo Governo, em articulação com as federações representantes do setor produtivo. O programa é a garantia de retorno para quem tiver a visão de investir no Rio Grande do Norte.

Adotamos incentivos fiscais, acompanhados das devidas contrapartidas, para que deixássemos de ter as passagens aéreas mais caras do Nordeste e aumentássemos nossa oferta de voos, algo que já trouxe bons resultados. Estamos também investindo na divulgação do nosso estado, tão rico em potencialidades turísticas, dentro e fora do país.

Melhoramos a segurança pública. Empresário e turista nenhum podem ter interesse em um Estado que apresente índices alarmantes de criminalidade e violência como o Rio Grande do Norte atingiu. Felizmente, dando toda prioridade que o tema exige, saímos da triste marca do estado mais violento do país e conseguimos reduzir em mais de 35% os homicídios e assaltos. Somos o segundo estado que mais reduziu violência em 27 unidades da federação.

Reformulamos nossa política de incentivos fiscais – com destaque para o novo Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi), que identifica como estratégica a indústria de equipamentos de geração de energias renováveis, garantindo benefícios de até 95% do ICMS.

Posso garantir para os senhores que o Rio Grande do Norte está pronto para o crescimento. Nossa economia reúne potencialidades valiosas, capacidade de geração de energia eólica e solar, recursos naturais abundantes, com importantes ativos minerais, e um litoral belo e extenso, além de uma localização estratégica privilegiada.

As oportunidades de investimento no Rio Grande do Norte são inúmeras. Para falar apenas das ENERGIAS RENOVÁVEIS, o Brasil superou o número de 600 usinas eólicas instaladas, com capacidade de geração de mais de 15 giga watts. E o nosso Rio Grande do Norte possui um lugar de destaque nesse setor, já que mais de 150 desses parques estão localizados aqui, superando os 4 giga watts de capacidade, ou seja, quase um terço da produção de energia eólica do Brasil.

O Rio Grande do Norte possui mais de 1.500 turbinas eólicas em operação comercial, que representaram investimentos na faixa de R$ 15 bilhões. Com 60 novos parques já contratados para entrar em operação até 2023, mais de R$ 13 bilhões deverão ser investidos no RN até lá. Esperamos superar a marca dos 5 giga watts de capacidade instalada já no ano que vem.

Temos o maior centro de formação profissional para energia eólica e solar do Brasil, garantindo mão de obra especializada não só para os projetos desenvolvidos aqui, mas em todo o país. Somos os maiores exportadores de mão-de-obra para este setor.

Cabe aqui apontar também o trabalho sério e dedicado do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte, o IDEMA, que hoje emite a licença ambiental mais rápida para parques eólicos do Brasil, com uma média inferior a 2 meses. Tudo isso, claro, sem descuidar da qualidade técnica e da segurança jurídica, tão importantes no licenciamento ambiental. Entendemos que isso é fundamental para segurança do investidor.

Assim como no caso da energia eólica, o Rio Grande do Norte possui um grande potencial de geração de energia solar. Estamos entre os maiores potenciais geradores do Brasil. Nosso plano de expansão da infraestrutura do Estado prevê a criação de parques de produção de energia solar em nove cidades.

Além das Energias Renováveis, temos boas oportunidades de comercio nas áreas de FRUTICULTURA IRRIGADA; MINÉRIOS E SIDERURGIA; PESCA E CARCINICULTURA; TURISMO E TRANSPORTE AÉREO; PETRÓLEO E GÁS NATURAL; CENTROS DE DISTRIBUIÇÃO DE MERCADORIA E COMÉRCIO ELETRÔNICO.

Temos trabalhado incansavelmente para colocar o Rio Grande do Norte nos trilhos do desenvolvimento. Formatamos uma ampla carteira de projetos com oportunidades de investimentos em setores como o TURISMO e INFRAESTRUTURA, com destaque para Infraestrutura de logística e transportes; Parques de Energia Solar; Interligação de rede de dados; VLT; e Parque Tecnológico.

Outra boa novidade que quero compartilhar com vocês é a criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste. Um instrumento de gestão compartilhado entre os nove estados da região, pelo qual montamos uma cartela de projetos comuns em diversas áreas.

Esses projetos serão apresentados em uma missão internacional que faremos e para qual elegemos como primeiro destino a Europa. Conjuntamente, buscaremos parcerias institucionais e de financiamento que tragam desenvolvimento para o Rio Grande do Norte, a região Nordeste e o país.

Finalizo dizendo que vocês têm no governo do Estado do Rio Grande do Norte um parceiro. Um governo que tem olhos voltados para o desenvolvimento do Estado e para a geração de emprego e renda para sua gente. Estamos muito animados e otimistas com as projeções que vêm sendo apresentadas pelas empresas com quem temos dialogado.

Nossa diretriz é a formação de um ambiente favorável aos negócios. Tenho certeza que, em breve, nosso Estado não será conhecido apenas por suas praias paradisíacas, sua natureza estonteante, Sol e vento constantes, mas por ser uma terra de excelentes oportunidades de negócios. Sejam muito bem vindos! Voltem sempre ao Rio Grande do Norte.


11/09/2019
Por Edilson Silva em Política

CORRUPÇÃO: Depois de Flávio, Carlos Bolsonaro é investigado por “esquema Queiroz”

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou dois procedimentos para apurar denúncias de contratações de funcionários fantasmas e a suspeita da prática de rachadinha – apropriação indevida de salários de servidores, no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho de Jair Bolsonaro. A suspeita é semelhante a que envolve o senador Flávio Bolsonaro, que também teria contratado funcionários fantasmas e feito uso de um esquema parecido por meio do ex-assessor Fabricio Queiroz.

Segundo reportagem da revista Época, as investigações foram abertas após a divulgação, em julho, de que Carlos teria contratado sete parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro e sua madrasta, Ana Cristina Valle. Na ocasião, dois deles teriam reconhecido que apesar de terem sido nomeados para atuarem no gabinete jamais trabalharam no local. O MP-RJ também apura as suspeitas de que ao menos outras três pessoas contatadas pelo parlamentar nunca trabalharam na Câmara de Vereadores do Rio.

A investigação criminal conduzida pelo MP está sob responsabilidade do procurador-geral de Justiça, Eduardo Gussem, com apoio do Grupo de Atribuição Originária Criminal (Gaocrim). A apuração sobre improbidade administrativa, que corre na esfera cível, tramita na 8ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania da Capital.

Nesta segunda-feira (9), Carlos Bolsonaro pediu licença não remunerada da Câmara alegando a necessidade de tratar de “assuntos particulares”.

O esquema investigado no gabinete de Carlos Bolsonaro possui semelhanças com o que envolve o irmão, o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor Fabricio Queiroz. As movimentações atípicas acabaram por contar de um relatório do Coaf que identificou movimentações financeiras atípicas de deputados estaduais, assessores parlamentares e agentes públicos do Rio de Janeiro, que resultou na deflagração da Operação Furna da Onça, um desdobramento da Lava Jato. Apesar da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão e de um depósito de R$ 24 mil na conta da primeira-dama, Michele Bolsonaro, Tanto Flávio como Queiroz não figuraram dentre os alvos da operação que levou à prisão 10 deputados estaduais fluminenses e outros 16 agentes públicos implicados no esquema.


11/09/2019
Por Edilson Silva em Política, RN

Styvenson pede que jovens denunciem precariedade das escolas públicas no RN

O senador Styvenson Valentim (Pode-RN) subiu à tribuna para discursar sobre dados da educação brasileira. O parlamentar divulgou índices do censo escolar de 2018, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação. De acordo com o censo, menos crianças se matricularam na educação básica em escolas públicas e privadas em 2018 comparado a 2014. Em cinco anos já são um milhão e trezentas mil crianças a menos nas escolas.

O senador relatou a visita que fez, a pedido um aluno de 15 anos de idade, Erick Gabriel Ferreira Cordeiro, para acompanhar a paralisação das obras na Escola Estadual Professor José Fernandes Machado, em Ponta Negra. “A escola, em 2018, foi contemplada para ser reformada num prazo de seis meses. Esse prazo passou e ficou aquele canteiro de obras. Desde 2018 que esses alunos estão utilizando banheiros químicos. Uma escola que não tem nem banheiro? Preciso só lembrar que Ponta Negra é zona sul de Natal, é área nobre, escola pública na área nobre”, contou Styvenson.

Styvenson Valentim também apresentou informações da Secretaria de Educação do Rio Grande do Norte. Levantamento feito em 2017, mostra que das 617 escolas estaduais, a infraestrutura de 77 escolas era considerada péssima e de 165 era considerada ruim. Apenas 40 escolas tinham a infraestrutura boa. “Não estou falando de ter biblioteca. Não estou falando de ter uma quadra de esportes, que nem têm. Não estou falando de ter uma piscina. Estou falando de coisas básicas que não existem. Imagine falar de acessibilidade, de tratar o diferente de forma inclusiva. Em escola pública, não” observou o parlamentar potiguar.

O senador esclareceu que quando adotou a escola Maria Ilka, sua primeira providência foi deixar a estrutura mais acolhedora para os alunos, para que eles se sentissem mais dignos no ambiente escolar. “Quem quer estudar, sem água, sem lugar para sentar, sob a ameaça desse teto cair nas suas cabeças? Numa temperatura, no Nordeste, de mais de 30 graus, sem ar-condicionado e sem ventilador? Diante dessa perspectiva, para algumas escolas, falar em laboratório de informática, em internet, em banda larga, só sendo ficção neste país, não existe”, lamentou. Ele ainda ressaltou que é desanimador quando se compara o investimento em infraestrutura da rede privada com a pública, já que apenas 8% das escolas públicas no país tem laboratório de ciências contra 26% das privadas, para os alunos do ensino fundamental.

Outro número, que segundo o senador preocupa no Rio Grande do Norte, é o das obras paradas em escolas. De acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), os contratos referentes a essas construções representam R$ 62,5 milhões. São 84 obras paradas: 53 municipais e 31 estaduais. A maior parte delas são de quadras de esporte, mas 22 obras são de construção da escola como um todo. “E os motivos da paralisação? Má gestão? É o quê? Falta de dinheiro? Só não é falta de dinheiro, não é? Ou é a contenção do passado? Várias empresas simplesmente abandonam suas obras. Por quê? Não vale a pena prosseguir devido à demora para receber o pagamento. A depender do tempo que essas obras estão paradas será necessário começar do zero. Aí vão mais recursos pelo ralo, porque, se uma hora para, tem que recomeçar. Eu estou falando isso, porque há muitos prefeitos me procurando no gabinete pedindo emenda, mas, quando vem pedir, pede para a mesma escola”, disse o senador.

O parlamentar estimulou os jovens do Rio Grande do Norte a usarem as redes sociais, a exemplo de Erick Cordeiro, para denunciar o abandono em suas escolas. “A melhor política é a política feita por essas pessoas. Quando um jovem começa a se manifestar da forma que ele se manifestou, mandando e-mail, dizendo que quer uma escola melhor e mostrando que a obra não está andando, que está paralisada há mais de um ano, apesar de já ter ido recurso. Então, eu vejo que este país está realmente querendo melhorar através da juventude”, comemorou.


10/09/2019
Por Edilson Silva em Política

Zenaide Maia reconhece serviço prestado pelo HUOL durante celebração dos 110 anos do hospital

Na manhã desta segunda-feira (09), a senadora Zenaide Maia participou da Solenidade de celebração dos 110 anos do Hospital Universitário Onofre Lopes – HUOL, na Escola de Música da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal.

Zenaide, que foi médica durante 30 anos do Hospital, destacou em seu discurso a importância daquela unidade na educação e na saúde do Estado. “Durante mais de um século pacientes do Estado tiveram a assistência do HUOL e que nos orgulha pela qualificação médica e assistência a população. O Onofre Lopes é sim um exemplo que podemos ter uma educação pública e uma saúde pública de qualidade”, declarou a senadora.

Entre as autoridades presentes, o Reitor da UFRN, Daniel Diniz, o vice-reitor Enio Ferreira, ex-diretor do Hospital, Dr. Lagreca, o Secretário de Saúde do Estado, Cripriano Correira, o Secretário de Saúde de Natal, George Antunes, o Superintendente do Huol, Stenio da Silveira e o superintendente da Maternidade Escola Januario Cicco – MEJC, Murillo Britto.


08/09/2019
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Manifestações contra Bolsonaro ocupam ruas no ‘7 de setembro’

Os atos convocados em repúdio à política predatória de Jair Bolsonaro, que se traveste de um falso patriotismo, estão ganhando de diversas cidades do Brasil e do mundo neste sábado, 7 de setembro. No Twitter, a tag #Dia7DePretoNaRua ficou entre os principais assuntos pela manhã.

Os atos #Dia7DePretoNaRua, convocado pelos estudantes em repúdio à declaração de Bolsonaro para que os brasileiros vestissem verde e amarelo em apoio a seu governo, começaram logo cedo na capital paulista. Pelo menos 20 mil pessoas estão na região da Avenida Paulista na manifestação, que foi fortalecida por movimentos de moradia e por Lula livre.

“Nos chamamos as pessoas para virem de preto, as pessoas corresponderam, sem abandonar nossa bandeira, sem abandonar o verde e amarelo porque os verdadeiros patriotas estão aqui. Somos nós que queremos cuidar da nossa Amazônia para que os EUA não venha interferir em nossos assuntos. Somos nós que viemos lutar pela Educação, pelas nossas universidades, que podem não funcionar mais no próximo mês por causa dos cortes de verbas que esse governo fez”, disse o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Iago Montalvão, em vídeo publicado no Twitter.

Em Realeza, no Paraná, estudantes da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), se manifestaram pelo campus. A universidade é a primeira a sofrer com a nomeação de um reitor de extrema-direita por Jair Bolsonaro.

Em Fortaleza, no Ceará, estudantes também estão nas ruas de preto em protesto contra Bolsonaro. Há manifestações ainda em cidades como Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Brasília (DF), Aparecida (SP), Pedro II (PI), Cariacica (ES), entre outras – veja a lista de manifestações pelo Brasil.

No mundo

Pelo mundo, manifestantes também aproveitaram o 7 de Setembro para protesta contra a política de devastação da Amazônia promovida por Bolsonaro. Em Estrasburgo, no nordeste da França, um grupo de ativistas realizou uma performance na Praça Kleber, em defesa da Amazônia.


05/09/2019
Por Edilson Silva em Política, Religião

CNBB – “Igreja se compromete com os vulneráveis”, afirma dom Evaristo Spengler

Às vésperas do Dia da Amazônia, representantes de entidades eclesiais e de povos tradicionais amazônicos ocuparam o plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados, para entregar a carta dos bispos da região aos parlamentares. O ato ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 4 de setembro, e foi conduzido pelo bispo da prelazia de Marajó (PA), dom Evaristo Spengler, e pela Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM-Brasil), com a participação de representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A proposta inicial do ato era aguardar o fim da sessão no plenário da casa, na qual se debatia a preservação e a proteção da Amazônia. Porém, o presidente da sessão, deputado Alessandro Molon, interrompeu os trabalhos para acolher a comitiva liderada por dom Evaristo e o convidou para discursar na tribuna.

Dom Evaristo leu um trecho da carta aprovada pelos bispos em encontro realizado na última semana, em Belém (PA), e alertou sobre o “contexto global de disputa” no qual a Amazônia está inserida.

Leia a carta aqui

O Papa já havia denunciado em Puerto Maldonado, na Amazônia peruana, em janeiro de 2018, que a Amazônia é um território em disputa, é um território disputado por visões de mundo diferentes, por diferentes modos de ver a relação com o ambiente. São modos diferentes de tratar com a economia. De um lado vemos os povos tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos que preservam o meio ambiente, até o enriquecem. Do outro lado, vemos o agronegócio, vemos as madeireiras, as mineradoras invadindo, poluindo o meio ambiente”.

Dom Evaristo também ressaltou o posicionamento da Igreja com a convocação do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia: “de que lado nós estamos neste momento? Nós estamos do lado dos fracos, assim agia Jesus. Jesus defendia os pobres, os vulneráveis, os fracos, a Igreja se compromete com os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e todos os povos vulneráveis da nossa Amazônia”.

Antes de entregar o documento, dom Evaristo pediu a solidariedade e o compromisso da comissão de parlamentares com causa indígena “pela qual muitos no Brasil e no exterior estão lutando”.

O deputado Alessandro Molon agradeceu pela realização do Sínodo para a Amazônia, no próximo mês de outubro, e pediu que transmitisse à Presidência da CNBB e ao Papa Francisco a “alegria com a realização e com a escolha deste tema”. Molon também reforçou que os parlamentares querem “que a Igreja continue com a sua coragem de colocar o dedo na ferida e de dizer o que precisa ser dito sobre a preservação da Amazônia. É grande a nossa esperança com o que sairá do Sínodo da Amazônia”, finalizou.

Dom Evaristo agradeceu e reforçou que “a Igreja continuará a ser profética, a denunciar o que deve ser denunciado, o que está contra os desígnios de Deus na terra”.

O ato contou com a participação da CNBB, da REPAM-Brasil, do Conselho Indigenista Missionário, das Pontifícias Obras Missionárias, do Centro Cultural Missionário e da Conferência dos Religiosos do Brasil e da Associação Nacional de Educação Católica (Anec), além de entidades da sociedade civil como o Núcleo de Estudos Amazônicos da Universidade de Brasília e a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos.

Povos tradicionais

Após a saída do plenário, o indígena Junior Xukuru fez ecoar pelo Salão Verde da Câmara dos Deputados um canto tradicional ressaltando a ligação dos povos indígenas com a terra, criação de Deus. Xukuru concluiu com o refrão “O jardim de Deus fica na Amazônia” e com a oração do Pai Nosso. A quilombola Anacleta Pires da Silva também convidou os presentes a cantarem junto e reforçou a necessidade de respeito às comunidades tradicionais.

CNBB


04/09/2019
Por Edilson Silva em Política

Bolsonaro elogia tortura e morte do pai de Bachelet por Pinochet

Jair Bolsonaro usou sua conta no Facebook para atacar a Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, após a ex-presidente do Chile fazer duras críticas ao que chamou de “encolhimento do espaço cívico e democrático” no Brasil com o atual governo. Na postagem Bolsonaro atacou cruelmente a memória do pai da ex-presidente chilena, o brigadeiro Alberto Bachelet, que após ter sido acusado de “traição à pátria”, faleceu devido a torturas em 1974, meses depois do sanguinário golpe de Augusto Pinochet. Para Bolsonaro, Bachelet está “seguindo a linha” do presidente da França, Emmanuel Macron, e tenta se “intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira” ao falar de direitos humanos no Brasil.

“Michelle Bachelet, Comissária dos Direitos Humanos da ONU, seguindo a linha do Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares”, escreveu Bolsonaro em seu perfil no Facebook. Junto com o post, Bolsonaro publicou uma foto em que Bachelet aparece ao lado da ex-presidente deposta Dilma Rousseff e da ex-presidente argentina Cristina Kirchner, em sua segunda cerimônia de posse como presidente do Chile (2006-2018).

No outro trecho da postagem Bolsonaro defendeu a tortura e morte do brigadeiro Alberto Bachelet, pai da Alta Comissária da ONU, por membro da ditadura militar chilena. “Diz [referindo-se a Bachelet} ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”, escreveu. A menção faz data do golpe de Estado no Chile que levou Augusto Pinochet ao poder, em 11 de setembro de 1973. Acusado de “traição”, Alberto faleceu em 12 de março de 1974 em decorrência das torturas a que foi submetido no Cárcere Público de Santiago.

O ataque contra a Alta Comissária da ONU veio na esteira da afirmação feita por ela de que o espaço democrático no Brasil está encolhendo no governo Jair Bolsonaro e que isto tem sido evidenciado com os ataques diretos contra defensores de direitos humanos, instituições de ensino e pesquisa e na restrição e criminalização de trabalhos e instituições da sociedade civil, o que inclui as ONGs.

O ataque brutal a Bachelet foi feito às vésperas da primeira viagem de Bolsonaro para participar da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na reta final da campanha feita pelo governo brasileiro para conseguir mais um mandato como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, o ataque pode decretar a exclusão do país do fórum.


02/09/2019
Por Edilson Silva em Política

Senadora Zenaide dedica agenda do fim de semana ao interior do RN

A senadora Zenaide Maia dedicou a agenda do fim de semana para o interior do RN. Na manhã desta sexta-feira (30), a senadora Zenaide Maia, esteve presente na inauguração da Casa de Regentes do IFRN-Apodi, uma demanda antiga do Instituto e que foi possível através de emenda parlamentar da então deputada federal no ano de 2017. A senadora, que é uma grande defensora da educação, fez questão de ir a Apodi para entregar a obra que será de grande importância para os alunos.

Ainda na sexta-feira Zenaide Maia seguiu para a cidade de Mossoró tendo como destino o IFRN-Mossoró, que recebeu em 2017 recursos parlamentares por meio do mandato da então deputada federal.  Um dos recursos foi aplicado na reforma de todo bloco administrativo, e a outra na reforma e ampliação dos banheiros, essa última vai garantir ao Instituto o atendimento para mais jovens nas olimpíadas escolares.  Ainda em Mossoró, a senadora Zenaide participou da abertura oficial da Feira Regional de Negócios, Ciência, Tecnologia e Inovação – Feneciti, na Estação das Artes Elizeu Ventania, em sua segunda edição. A feira é promovida pelo Governo do Estado em parceria com a CDL Mossoró e a FCDL do RN.

No sábado, a senadora participou do encerramento da 1° Agrofest, na comunidade de Poço de Pedra, zona rural de São Gonçalo do Amarante.


31/08/2019
Por Edilson Silva em Policial, Política

Delegado assessor de líder do PSL na Câmara é preso em operação

O polêmico deputado Delegado Waldir (PSL-GO) teve de cortar na própria carne para a opinião pública não se virar contra ele quando seguidores reagiram à divulgação de que um de seus assessores havia sido preso sob suspeita de receber proprina de quadrilhas especializadas em roubo de carga.

Líder do PSL na Câmara, partido do presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar levou o delegado José Maria da Silva em 2016 para o seu gabinete para ajudá-lo na elaboração de projetos de lei.

Silva, um conhecido delegado de Goiás , foi preso  na manhã de quinta-feira (29) no âmbito da Operação Mercúrio, desencadeada pelo Ministério Público. O assessor do líder do PSL é suspeito de receber propinas dos criminosos quando estava lotado na Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos e Cargas (Decar) em 2014. Além dele, três policiais civis goianos também foram presos.

A operação investigou o bando por dez meses e cumpriu mandados de busca e apreensão e prisão nos estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Pará, Paraná, Mato Grosso, Tocantins e Pernambuco.

Em nota, o deputado Delegado Waldir informou que afastaria o assessor que, além de delegado, é ex-oficial da Polícia Militar goiana.

O deputado destaca que o delegado foi cedido ao seu gabinete em janeiro de 2016, um ano depois de ter passado pela delegacia em que teria recebido propina dos criminosos. “Comunicamos que até a apuração total dos fatos o servidor será desligado do cargo que ocupa na Câmara Federal . O Delegado Waldir é um dos parlamentares mais atuantes no combate ao crime. Ele lamenta o ocorrido, porém jamais irá compactuar com qualquer ato ilícito dos seus colaboradores”, diz a nota.


30/08/2019
Por Edilson Silva em Política

Revista revela o paradeiro de Queiroz, protagonista do primeiro escândalo da gestão de Jair Bolsonaro

Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e protagonista do primeiro escândalo da gestão de Jair Bolsonaro, foi localizado pela reportagem da revista Veja no hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, na zona oeste de São Paulo, onde realiza tratamento para combater um câncer no intestino.

No final do ano passado, ele realizou uma cirurgia no mesmo hospital, pouco antes de estourar o escândalo da movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão em sua conta. Queiroz também está morando no mesmo bairro do hospital para facilitar os deslocamentos até lá.

Apesar de ter celebrado o sucesso de uma cirurgia para retirada do tumor, dançando em um vídeo no início de janeiro, a Veja afirma que a operação não resolveu o problema, que foi agravado em função das “férias forçadas” que teria tirado para se manter longe dos holofotes nos últimos meses. Segundo a revista, um de seus amigos, o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL-RJ), trocou mensagens com Queiroz há alguns meses. “Ele escreveu que ainda estava baqueado”, conta o deputado.

O sumiço de Queiroz, desde janeiro deste ano, tornou popular o bordão “cadê o Queiroz?” entre políticos da oposição e nas redes sociais sempre que querem provocar o governo e seus apoiadores. Ao ser perguntado sobre o tema, o senador Flávio Bolsonaro respondeu que também gostaria de saber onde está o ex-assessor.

De acordo com a publicação, apesar do sumiço, não há nenhuma ordem de prisão contra ele nem mesmo uma determinação para que deponha. “Queiroz, sua mulher, suas filhas e Flávio Bolsonaro alegaram diferentes razões para não comparecer ao MP, mas nenhum deles foi denunciado à Justiça por isso. Os promotores também não chegaram a pedir a prisão temporária ou preventiva dos investigados”, complementa a Veja. Procurado pela revista, Queiroz não quis se pronunciar. “Por enquanto, permanece calado.”


28/08/2019
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Procuradora que debochou do sofrimento de Lula pede desculpas

A procuradora da força-tarefa da Operação Lava Jato Jerusa Viecili foi ao Twitter na noite de terça-feira 27 para pedir desculpas a Lula.

Ela é uma das integrantes do MPF que apareceram no episódio de ontem da Vaza Jato, que mostrou a crueldade dos procuradores ao ironizarem a morte de familiares de Lula, como a ex-primeira dama Marisa Letícia e o neto Arthur.

Disse Viecili:


27/08/2019
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Procuradores ironizam morte de Marisa Letícia e luto de Lula

UOL – Integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba ironizaram a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia e o luto do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme revelam mensagens de chats privados no aplicativo Telegram enviados por fonte anônima ao site The Intercept Brasil analisadas em parceria com o UOL.

Os diálogos também mostram que procuradores divergiram sobre o pedido de Lula para ir ao enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, em janeiro passado –quando o ex-presidente já se encontrava preso– e que temiam manifestações políticas em favor de Lula. Na ocasião, alguns membros da Lava Jato disseram acreditar que a militância simpatizante de Lula pudesse impedir a volta dele à superintendência da PF (Polícia Federal), em Curitiba.

A despedida de Lula do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu aos 7 anos em março, também foi assunto entre procuradores da Lava Jato e alvo de crítica em chat composto por integrantes do MPF.

Em 24 de janeiro de 2017, Marisa Letícia sofreu um AVC hemorrágico. A internação no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, é comentada em chat no aplicativo Telegram.

A reportagem manteve as grafias das mensagens tal qual constam nos arquivos enviados ao Intercept, mesmo que contenham erros ortográficos ou de informação. Não há indícios de que as mensagens tenham sido adulteradas.

A morte encefálica da ex-primeira-dama foi confirmada em 3 de fevereiro de 2017. Na véspera, a procuradora da República Laura Tessler, do MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba, sugere que Lula faria uso político da perda da mulher.

Minutos após a confirmação da morte de Marisa Letícia ser noticiada, o tema volta ao chat Filhos do Januário 1.

Em 4 de fevereiro de 2017, após nota da colunista do jornal Folha de S.Paulo Mônica Bergamo sobre a agonia vivida por Marisa em seus últimos dias de vida ter sido compartilhada no grupo, a procuradora Laura Tessler refuta a possibilidade de o agravamento do quadro da ex-primeira-dama ter acontecido após busca e apreensão na casa dela e dos filhos e condução coercitiva de Lula, determinada pelo então juiz Sergio Moro no ano anterior.

“Ridículo… Uma carne mais salgada já seria suficiente para subir a pressão… ou a descoberta de um dos milhares de humilhantes pulos de cerca do Lula”, afirma Laura.

Em abril passado, em entrevista ao jornal El País e à Folha de S.Paulo, Lula disse que “Marisa morreu por conta do que fizeram com ela e com os filhos dela. Dona Marisa perdeu motivação de vida, não saía mais de casa, não queria mais conversar nada”. O ex-presidente respondia à pergunta sobre a possibilidade de a saúde da mulher ter sido afetada pelas investigações.

Na mesma conversa, o procurador Januário Paludo, que também integra a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, coloca sob suspeita as circunstâncias da morte de Marisa Letícia. “A propósito, sempre tive uma pulga atrás da orelha com esse aneurisma. Não me cheirou bem. E a segunda morte em sequência”, diz ele, sem especificar à qual outra morte se referia.

A suspeição em relação às circunstâncias da morte da ex-primeira-dama já havia sido exposta por Paludo em 24 de janeiro, quando Marisa Letícia fora internada. Na ocasião, o chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, afirma que Marisa havia chegado debilitada ao hospital.

“Um amigo de um amigo de uma prima disse que Marisa chegou ao atendimento sem resposta, como vegetal”, afirma Deltan. Paludo reage à frase dizendo: “Estão eliminando as testemunhas”.

Em 4 de fevereiro, o corpo de Marisa Letícia foi velado em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A fala de Lula na despedida da mulher é compartilhada pela procuradora Laura Tessler no chat. Na ocasião, Lula afirmou: “Eles que têm que provar que as mentiras que estão contando são verdade. Então, Marisa, descanse em paz porque esse Lulinha paz e amor vai continuar brigando muito”.

Deltan define a manifestação de Lula como “uma bobagem”. “Bobagem total… nguém mais dá ouvidos a esse cara”, diz.

O tema volta ao grupo no dia seguinte, quando o procurador Antônio Carlos Welter diz que “a morte da Marisa fez uma martir [sic] petista e ainda liberou ele pra gandaia sem culpa ou consequência politica”.

A morte de Marisa também foi comentada por outros integrantes do MPF em chats no Telegram. Ainda em 4 de fevereiro, a procuradora da República Thaméa Danelon, da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, critica a participação da procuradora Eugênia Augusta Gonzaga no velório da ex-primeira-dama, o que, para ela, equivaleria a ir ao enterro da “esposa do líder de uma facção do PCC”.

“Olhem quem estava no velório da Ré Marisa Leticia”, escreve às 14h07 no grupo Parceiros/MPF – 10 Medidas, ao citar fotografia de Eugênia na cerimônia. Outros procuradores questionam qual seria o problema da presença no velório de Eugênia Gonzaga, que chefiou a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos de 2014 até o começo de agosto.

“Acho um desrespeito ao Janot e a todos os colegas envolvidos na LJ. Além disso, demonstra partidarismo. Algo q temos q evitar Apenas isso. Abraços”, responde Thaméa às 15h16. Ela se referia a Rodrigo Janot, então procurador-geral da República. “É como um colega ir ai enterro da esposa do líder de uma facção do PCC. No mínimo inapropriado”, compara.

“O safado só queria passear”, diz procurador sobre pedido de Lula para ir a enterro de irmão

A maneira com que Lula externou a perda de parentes e eventuais manifestações públicas de apoio ao ex-presidente nesses momentos foram debatidas por procuradores em ao menos outros dois episódios em 2019: em 29 de janeiro, ocasião em que o irmão Vavá morreu em decorrência de um câncer, e, a partir de 1º março, quando foi confirmada a morte do neto Arthur.

Em 29 de janeiro, o procurador Athayde Ribeiro Costa compartilha no grupo Filhos do Januário 3 a notícia de que Vavá havia morrido. A resposta de Deltan à informação já indicava o debate que se iniciaria no chat. “Ele vai pedir para ir ao enterro. Se for, será um tumulto imenso”, diz.

As consequências de uma eventual saída de Lula da superintendência da PF em Curitiba e a legalidade da liberação provisória dividem opiniões no chat. Parte dos procuradores defende o direito de Lula ir ao enterro de Vavá, enquanto outros sustentam que o ex-presidente não é um “preso comum” e se posicionam contra a ida de Lula ao sepultamento do irmão.

Athayde Ribeiro Costa faz uma ressalva em relação à possível repercussão internacional negativa que a proibição traria. “Mas se nao for, vai ser uma gritaria. e um prato cheio para o caso da ONU [Organização das Nações Unidas]”, diz em referência à manifestação que a defesa de Lula apresentaria dias depois ao Comitê de Direitos Humanos do órgão.

No texto, os advogados de Lula diziam que a prisão se devia a uma “perseguição política” e citavam que o tratamento dado a ele era “carregado de cruel mesquinhez”. Meses antes, durante a corrida eleitoral, a ONU já havia recomendado ao Estado brasileiro “garantir ao ex-presidente o exercício de todos os direitos políticos mesmo que na prisão”.

O procurador Orlando Martello diz achar “uma temeridade ele sair. Não é um preso comum. Vai acontecer o q aconteceu na prisão” e conclui: “A militância vai abraçá-lo e não o deixaram voltar. Se houver insistência em trazê-lo de volta , vai dar ruim!!”.

O procurador Diogo Castor pondera que “todos presos em regime fechado tem este direito”, e Orlando Martello retoma o argumento do risco à segurança: “3, 4, 10 agentes não o trarão de volta. Aí q mora o perigo caso insistam em fazer cumprir a lei”.

Em abril de 2018, Lula se entregou à PF após ficar dois dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Manifestantes tentaram impedir que o ex-presidente fosse levado à prisão e dificultaram o trabalho dos policiais federais.

Depois desta troca de mensagens, Januário Paludo encaminha aos colegas uma manifestação que seria entregue à juíza responsável por avaliar o pedido de liberação. Trata-se de um parecer da força-tarefa da Lava Jato pelo indeferimento da saída solicitada pela defesa de Lula. Ao ler o texto, Athayde Ribeiro Costa pondera: “Simplesmente indefirir estamos agindo como pilatos e deixando a juiza em situaca difícil”.

Minutos depois, os procuradores têm acesso a parecer da Polícia Federal que disse não ter condições de atender ao pedido de Lula. O relatório levou em consideração três situações de risco: “Fuga ou resgate do ex-presidente Lula, atentado contra a vida do ex-presidente e comprometimento da ordem pública”. A PF também considerou que as aeronaves que poderiam estar disponíveis para levar o petista ao enterro, naquele momento, estavam realocadas para dar apoio às autoridades em Brumadinho (MG), onde o rompimento de uma barragem, dias antes, deixou aos menos 248 mortos.

Anteriormente, a Justiça Federal, na primeira e na segunda instâncias, já havia se posicionado contra a solicitação dos advogados do ex-presidente. Minutos depois da manifestação da PF, a Procuradoria da República do Paraná também se posicionou contra o pedido de Lula.

No chat, Antônio Carlos Welter concorda com a PF, mas diz acreditar que Lula tinha o direito de ir ao enterro do irmão. “Eu acho que ele tem direito a ir. Mas não tem como”. Januário Paludo responde: “O safado só queria passear e o Welter com pena”.

Laura Tessler comenta: “O foco tá em Brumadinho…logo passa…muito mimimi”.

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, permitiu contudo que Lula fosse levado a São Paulo e se encontrasse com familiares em unidade militar da região. A decisão foi publicada no momento em que Vavá estava sendo sepultado em São Bernardo do Campo, e Lula acabou não deixando a carceragem da PF.

“Fez discurso político em pleno enterro do neto”, diz procuradora

Em 1º de março, o grupo Filhos de Januário 4 foi surpreendido com o compartilhamento de notícia sobre a morte de Arthur. Dias depois, o laudo da necropsia confirmaria a morte do neto de Lula por infecção generalizada provocada por uma bactéria.

A procuradora Jerusa Viecili diz: “Preparem para nova novela ida ao velório”.

Deltan opina com base na decisão de Dias Toffoli no dia do enterro do irmão de Lula. “Tem q fazer igual o Toffoli deu”, diz.

Após autorização judicial, Lula foi ao enterro do neto em uma aeronave cedida pelo governo do Paraná. Deltan encaminha aos colegas notícia sobre um contato telefônico feito entre Lula e o ministro do STF Gilmar Mendes  em que o ex-presidente teria se emocionado.

O procurador Roberson Pozzobon comenta: “Estratégia para se ‘humanizar’, como se isso fosse possível no caso dele rsrs”.

No chat Winter is Coming, na mesma data, a procuradora Monique Cheker, que atua em Petrópolis (RJ), comenta a fala de Lula durante a despedida do neto. O grupo é composto por integrantes do MPF de diferentes estados.

No enterro, Lula afirmou que Arthur havia sofrido bullying na escola por ser seu neto e prometeu provar que não havia cometido irregularidades.

“Fez discurso político (travestido de despedida) em pleno enterro do neto, gastos públicos altíssimos para o translado, reclamação do policial que fez a escolta… vão vendo”, diz Monique Cheker.

Outro lado

Procurada, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba disse que não poderia se manifestar sem ter acesso integral às conversas. O espaço continua aberto a manifestações de seus procuradores.

As procuradoras da República Thaméa Danelon e Monique Cheker responderam, por meio das assessorias de imprensa do MPF em São Paulo e,no Rio de Janeiro, respectivamente, que não iriam se manifestar sobre as mensagens citadas na reportagem.


27/08/2019
Por Edilson Silva em Política

Ministro do TSE nega pedido para cassar mandato de Zenaide Maia

O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o pedido do PSDB para cassar o mandato da senadora potiguar Zenaide Maia (PROS). Eleita com mais de 660 mil votos em 2018, a parlamentar teve as contas reprovadas pela Justiça Eleitoral. Com base na decisão e em um parecer do Ministério Público, o PSDB conclui que houve uma série de infrações à lei na campanha da senadora.

Em decisão do último dia 15 de agosto, tornada pública neste final de semana, o magistrado argumentou que, apesar de a prestação de contas de campanha de Zenaide conter irregularidades, os recursos envolvidos foram irrisórios e, por isso, não houve comprometimento da “normalidade do processo eleitoral” de forma a ensejar uma cassação de mandato.

O pedido do PSDB julgado por Mussi era um recurso à decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) que absolveu Zenaide em junho. Por sete votos a zero, os juízes potiguares entenderam que as irregularidades apontadas pelos tucanos no processo não eram graves o suficiente para a cassação do diploma da senadora. O recurso do PSDB ao TSE foi apresentado no mês passado.


27/08/2019
Por Edilson Silva em Brasil, Política

Nordeste piora avaliação de Bolsonaro e lidera rejeição, diz pesquisa

O Nordeste ampliou neste mês a rejeição ao presidente Jair Bolsonaro, apontou ontem a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e pelo instituto de pesquisa MDA. A desaprovação dos nordestinos (65,3%) é a maior entre todas as regiões do País e deu um salto em relação à taxa registrada em fevereiro (28,5%), ou seja, mais que dobrou em seis meses.

O uso de palavras ofensivas e comentários inadequados foi citado por 30,6% dos entrevistados do Brasil como as piores ações do Governo, segundo o levantamento.

No mês passado, o presidente se envolveu em uma polêmica com os governadores do Nordeste ao usar a expressão pejorativa “Paraíba” para se referir à região, além de ter pedido boicote ao governador do Maranhão, Flávio Dina (PCdoB), em um vídeo vazado de uma conversa com o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) na internet.

“O Nordeste foi a região do País onde Bolsonaro menos conseguiu votos. Então, as falas negativas dele também influenciam”, analisa o cientista político Rodrigo Gallo, professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, acrescentando que falta “tato” ao presidente na hora de “fazer brincadeiras”.

Apesar de o Palácio do Planalto negar a intenção de discriminar o Nordeste, o tema rendeu debates políticos sobre as ações do Governo voltadas para a região. Diante disso, o Congresso Nacional cobrou o presidente sobre a redução dos repasses de verba para o Nordeste.

A Caixa Econômica Federal, por exemplo, reduziu a fatia para a região a apenas 2,2% do total de empréstimos autorizados no ano para governos e prefeituras.

Na avaliação do cientista político, o crescimento no índice de rejeição do presidente em todas as regiões, principalmente no Nordeste, é um reflexo das atitudes de Bolsonaro em oito meses de Governo.

“Agora, após oito meses de trabalho, muitas polêmicas foram criadas, pautas prioritárias ainda não foram votadas, e o eleitor quer ver resultado. A partir do momento que você deixa de ser candidato e vira presidente, não dá para viver só de polêmicas. O eleitor cobra resultados, diversos setores cobram resultados e ele continua com polêmicas, quando o que se quer é resultado”, enfatiza Gallo.

Dados nacionais

Considerando os dados nacionais, o Governo é avaliado como ruim ou péssimo por 39,5% dos brasileiros. Em fevereiro, esse índice era de 19% -ou seja, houve uma elevação de pouco mais de 20 pontos percentuais em seis meses.

O levantamento indica ainda que 29,4% consideram o Governo ótimo ou bom e 29,1%, regular. Não souberam ou não responderam 2% dos entrevistados. Em fevereiro, esses índices eram de 39%, 29% e 13%, respectivamente.

Já a reprovação ao desempenho pessoal de Bolsonaro também cresceu no período para 53,7% em agosto, ante 28,2% em fevereiro, levando em conta todas as regiões. Já a taxa de aprovação do mandatário caiu de 57,5% para 41%. Foram realizadas 2.002 entrevistas entre os dias 22 e 25 de agosto, em 137 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

A maioria dos entrevistados reprova o fato de o presidente querer indicar o seu próprio filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a vaga de embaixador do País em Washington. Segundo a pesquisa, 72,7% dos entrevistados disseram considerar a postura de Bolsonaro inadequada. Já 21,8% responderam o contrário, enquanto 5,5% não emitiram opinião.

Onde o governo vai bem

O estudo CNT/MDA aponta que as áreas em que o Governo está se saindo melhor são combate à corrupção (31,3%), segurança (20,8%) e redução de cargos e ministérios (18,5%). Os percentuais se referem aos entrevistados que se disseram satisfeitos com o desempenho do presidente nos respectivos temas -cada participante tinha a possibilidade de escolher até dois itens.

Onde vai mal

Já a área com a pior avaliação, em que os entrevistados declararam sua insatisfação, foi a Saúde (30,6%). Na esteira da repercussão negativa das queimadas na Amazônia, o meio ambiente (26,5%) foi o 2º na lista dos temas que ensejam maior preocupação por parte da população. A liberação de posse e porte de arma foi a pauta mais rejeitada (39,1%).


26/08/2019
Por Edilson Silva em Política

CNT: 70% da população desaprova a gestão Bolsonaro

Os últimos 6 meses de Bolsonaro no poder têm sido um reflexo dos 30 anos que ele passou na Câmara: declarações preconceituosasnepotismo, acusações sem provas, mentiras e ineficiência. Odesemprego cresce, a previsão do PIB diminui, a Amazônia está em chamas e a reputação internacional do país segue sendo arruinada.

A última pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT), divulgada nesta segunda (26), revela que a avaliação negativa de Bolsonaro subiu de 19% em fevereiro para 39% em agosto. A análise positiva do governo caiu de 39% para 29%. Ou seja, 70% da população brasileira qualifica como ruim ou regular o atual governo.

Além disso, 54% dos entrevistados desaprovam o desempenho pessoal de Bolsonaro. Em fevereiro, este índice estava em 28%, ou seja, quase dobrou nos últimos 6 meses. O crescente número de protestos pelo país contra a atuação de Jair evidenciam a reprovação da população quanto à postura adotada pelo ex-capitão.

Meio Ambiente

Desde a última sexta-feira (23), diversos protestos no Brasil e no mundo cobraram atitude do atual governo para interromper as inúmeras queimadas que atingem a Amazônia. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o números de focos de incêndio no país aumentou 82% em 2019.

Enquanto Bolsonaro perde tempo culpando Organizações Não Governamentais (ONGs) e discute com líderes europeus sobre a ajuda para a floresta, o povo brasileiro demonstra preocupação com o tema. De acordo com a pesquisa CNT desta segunda (26), 93,5% da população avalia como muito importante a preservação do meio ambiente. Além disso, 69% dos entrevistados concordam que deve haver equilíbrio entre o desenvolvimento econômico do país e a preservação do meio ambiente.


25/08/2019
Por Edilson Silva em Currais Novos, Política

Emendas Parlamentares liberadas para a Saúde de Currais Novos

Duas emendas parlamentares foram recentemente liberadas para Currais Novos. Uma emenda parlamentar do Custeio da Média e Alta Complexidade (MAC) no Valor de 200 mil reais de autoria da Senadora Zenaide que servirá para financiar a parte especializada da Saúde Municipal. A outra emenda parlamentar é para o Custeio da Atenção Básica na Saúde Municipal no valor de 200 mil reais de autoria da então Senadora Fátima Bezerra acompanhada agora pelo Senador Jean Paul Prates que trabalhou pela liberação.

Nesse momento de crise e dificuldades financeiras, esses recursos fazem grande diferença. Minha gratidão em nome do nosso povo a parceria da Senadora Zenaide, Fátima Bezerra e o Senador Jean Paul Prates com Currais Novos sempre priorizando a liberação de recursos para nosso município”, enfatizou o prefeito Odon Júnior.


23/08/2019
Por Edilson Silva em Política, RN

Mais uma derrota para os velhos caciques da política do RN: Ministro do TSE nega recurso do PSDB-RN e mantém mandato da senadora Zenaide Maia

portal Justiça Potiguar destaca nesta sexta-feira(23) que o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Jorge Mussi,  julgou improcedente o recurso impetrado pelo PSDB-RN com acusações de captação ilícita de recursos da senadora potiguar Zenaide Maia durante a campanha eleitoral, o que poderia leva-la a cassação. O ministro manteve a decisão do TER-RN que já havia decidido em favor da senadora.

Confira todos os detalhes aqui.


22/08/2019
Por Edilson Silva em Política

Pesquisa mostra Bolsonaro como 3º líder mais mal avaliado da América Latina

Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos mostra que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), é o terceiro líder mais mal avaliado da América Latina, ganhando apenas dos dirigentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Venezuela, Nicolás Maduro.

O instituto entrevistou 403 pessoas em levantamento feito entre os dias 27 de junho e 24 de julho deste ano. A pesquisa ouviu líderes de opinião e jornalistas reconhecidos de mídias latino-americanos.

Maduro registra a menor taxa de aprovação da região, com apenas 3% de apoio, enquanto Canel aparece com 18%, os dois considerados líderes ditatoriais. Enquanto isso, Bolsonaro aparece com 29%, menor aprovação entre os à frente de regimes democráticos.

O Chile ganha quando o assunto é aprovação: Sebastian Piñera aparece com 68% na pesquisa. O segundo lugar ficou com Tabaré Vásquez, presidente do Uruguai, com 65%. Em 2018, os dois já eram os melhores colocados na pesquisa, mas apareciam em ordem invertida.

O Ipsos realiza estudos em mais de 90 países e destaca que os resultados apresentados não são representativos das sociedades latino-americanas. O objetivo do instituto é expor a opinião de cidadãos considerados mais informados e influentes para a opinião pública.

Folha


22/08/2019
Por Edilson Silva em Política

Zenaide defende trabalhadores e microempresas diante da votação da MP da liberdade econômica

Diante de muitas polêmicas, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira (21) a MP da liberdade econômica, porém os senadores da oposição, entre eles a senadora potiguar Zenaide Maia (Pros/RN), conseguiram retirar trechos que prejudicavam microempresas e trabalhadores através de negociações. O artigo que definia regras para trabalho aos domingos e feriados – que previa, por exemplo, uma folga no intervalo máximo de quatro domingos trabalhados – foi retirado pelos senadores.

No início da noite, antes da aprovação pelo Senado da MP da liberdade econômica, a senadora Zenaide Maia fez algumas ponderações sobre a MP durante seu pronunciamento na sessão deliberativa ordinária no plenário. A senadora Zenaide fez questão de lembrar que a geração de emprego e renda é um clamor unânime dos parlamentares, porém a MP da liberdade econômica não poderia atropelar os direitos dos trabalhadores e muito menos determinar Estado Mínimo. “Todos pedem um Estado Mínimo, mas na hora H todos querem: segurança hídrica, segurança pública, ferrovias, rodovias, aeroportos, e isso é o estado que tem que suprir. Então essa história de Estado Mínimo não sou a favor”, declarou.

A parlamentar também declarou: “Sou a favor sim da diminuição da burocracia, mas o trabalhador deve ter seus direitos preservados. Devemos ter um olhar mais diferenciado para essas pessoas que trabalham duro e tem seus direitos tolhidos. Conseguimos pelo menos retirar parte da minirreforma trabalhista”, declarou Zenaide Maia.
Por ser uma medida provisória, o texto tem força de lei desde sua publicação no Diário Oficial, mas precisa ser aprovado pelo Congresso em até 120 dias.


20/08/2019
Por Edilson Silva em Política

CORRUPÇÃO: Ao pressionar Receita, PF e PGR para salvar o filho, Bolsonaro obstrui Justiça

O delegado da Receita Federal no Porto de Itaguaí, no Rio, José Alex Nóbrega de Oliveira pode perder hoje seu posto. Sua cabeça foi pedida pelo “entorno de Bolsonaro”.

O chefe da Receita no Rio, Mário Dehon recusou-se a exonerá-lo e também pode cair.

Não se conhecem os motivos da investida do Planalto contra o delegado.

O porto movimenta 21 mil contêineres por mês, muitos dos quais saem com drogas para a Europa e  entram com armas da Ásia.

O Coaf, que mandou investigar Flávio Bolsonaro, está sendo transferido do Ministério da Justiça para o Banco Central, cujo presidente foi nomeado por e é amigo de Eduardo Bolsonaro.

A chefe do Atendimento na Delegacia da Receita na Barra da Tijuca, Adriana Trilles também está no alvo do “entorno de Bolsonaro”, por ter fornecido dados requeridos para investigações das movimentações bancárias suspeitas do então deputado estadual Flávio Bolsonaro.

Bolsonaro também pressionou para emplacar o substituto do chefe da PF no Rio, Ricardo Saadi, depois de seu filho Flávio ser intimado a depor acerca de suas declarações de renda inconsistentes.

Jamais se viu um presidente da República trabalhar com tanto afinco e tão pouca diplomacia para cooptar três órgãos do Executivo que são autônomos por definição, como está acontecendo nesses dias.

Sempre tendo como motivação impedir avanço de investigações que afetam seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, seu parceiro Fabrício Queiróz e milicianos acusados de matar Marielle Franco, o que tentou consumar trocando o chefe da PF no Rio por um apaniguado do Amazonas.

Como cereja do bolo, circula a notícia de que o novo chefe da PGR, o subprocurador Antônio Carlos Martins Soares, foi indicado ao pai pelo senador Flávio Bolsonaro, o que provocou um novo escândalo e princípio de rebelião entre os procuradores, que o definem como “trevoso”.

 O espetáculo constrangedor coloca sob suspeita Receita, PF e PGR – há dúvida se terão independência para cumprir seu papel – e evidencia imensa preocupação do presidente com o que poderá acontecer – com ele, sua família e apaniguados – se as investigações prosseguirem.

Um procurador da força-tarefa da Lava Jato já insinuou, numa das mensagens do The Intercept Brasil que o cheque de R$25 mil depositado por Queiróz na conta da primeira-dama poderá motivar até mesmo a cassação do diploma presidencial, caso se prove que o dinheiro foi usado na campanha.

As autoridades responsáveis por esses órgãos estão se opondo às interferências indevidas e a imprensa tem formado muro de arrimo contra as investidas autoritárias do Planalto, mas o fato é que ninguém segura Bolsonaro.

Ele vai em frente, não se importando com as críticas, sentindo-se portador de uma suposta carta branca dos eleitores que o elegeram para fazer tudo o que lhe der na telha, sem dar bola à constituição que jurou cumprir.

Isto é, claramente, obstrução de Justiça.

Via 247




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