26/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Lava Jato é a operação que mais prendeu no país desde 2013

A Lava Jato é a operação que mais prendeu no país desde 2013. O primeiro lugar nesse ranking foi garantido com 179 prisões — 72 preventivas, 101 temporárias e seis flagrantes. Os delitos financeiros investigados no esquema foram os que mais mandaram suspeitos para cadeia (113 vezes), seguidos pelos desvios de verbas públicas (63) e pelos crimes fazendários (3).

“É comum isso acontecer em operações”, disse o procurador da República Rodrigo De Grandis. De 2013 a 31 de março deste ano, a PF registrou 1.426 prisões em 359 operações por desvios de verbas públicas — no geral, foram 11.197 prisões em 2.325 operações. Nas detenções por suspeita de corrupção, foram 869 prisões preventivas, 569 temporárias e 93 flagrantes.


23/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Para MPF, Henrique Alves ‘comprou’ ex-prefeito de Macau com dinheiro de propina

De acordo com o Ministério Público Federal, os recursos de propinas pagas ao ex-deputado Henrique Alves (PMDB) pelas empreiteiras OAS e Odebrecht foram usados para a compra de apoio político na campanha eleitoral de 2014, quando o ex-parlamentar era candidato ao governo do Rio Grande do Norte. Ele perdeu a eleição.

O ex-prefeito de Macau Flávio Veras, é citado como um dos políticos do RN que foram ‘comprados’ com dinheiro da propina.

De acordo com os procuradores, os recursos passaram pelas contas da empresa Pratika Locação de Equipamentos LTDA., de Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, o Fred Queiroz, também denunciado pelo MPF.


20/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Roubalheira: Cheques da OAS e da JBS, de R$ 500 mil, para Henrique Alves (PMDB) passaram pela conta de Temer

O Ministério Público Federal (MPF) afirma que veio de propina um cheque que passou por conta de campanha de Michel Temer em 2014 e abasteceu o então candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves.

Os recursos partiram de empresas investigadas na Lava Jato, mas antes de chegarem à campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do RN em 2014 passaram então pela conta do então candidato à Vice-Presidência, Michel Temer.

Ex-ministro do Turismo no governo Temer, Alves foi preso no dia 6 de junho, em um desdobramento da Operação Lava Jato, que investiga crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. O ex-deputado pelo PMDB é investigado por suposto recebimento de suborno.

Segundo o MPF, parte da propina paga a Alves veio da OAS. O dinheiro passou pela conta do então candidato à Vice-Presidência, Michel Temer.

A GloboNews teve acesso à cópia do cheque de R$ 500 mil depositado por Temer em favor do ex-deputado, dinheiro que saiu da OAS.

Segundo documentos entregues em 2014 pela própria campanha de Temer ao Tribunal superior Eleitoral (TSE), o dinheiro entrou oficialmente na conta de Temer em 22 de agosto de 2014, totalizando R$ 5 milhões.

O MPF afirma que R$ 500 mil saíram em propina para Alves. A informação veio das delações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, e o doleiro Alberto Yousseff.

O cheque no valor de R$ 500 mil foi assinado em 10 de setembro de 2014 pela campanha de Temer. O depósito foi efetuado no dia seguinte. O número e o valor do cheque batem com depósito feito ao diretório estadual do PMDB no RN.

Além dos R$ 500 mil vindos da OAS por meio de Temer, Alves também recebeu do então vice-presidente outros R$ 500 mil vindos da JBS. Mas neste caso não há manifestação do MPF se o dinheiro é ou não ilícito.

Em 2014, a conta de Temer recebeu ao todo quase R$ 20 milhões. A OAS foi a segunda maior doadora. O primeiro lugar em doações foi da JBS, do empresário Joesley Batista.

O advogado do presidente, Gustavo Guedes, afirmou que Temer optou por usar a conta própria para administrar melhor os recursos repassados a aliados durante a campanha e para saber exatamente para quem estava indo o dinheiro.

O advogado negou que Temer tivesse conhecimento sobre a suposta origem ilícita dos recursos e afirmou que a doação foi declarada à Justiça eleitoral.


18/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Brasil perdeu R$ 123 bilhões com esquemas de corrupção, diz PF

Em quatro anos, a Polícia Federal deflagrou 2.056 operações contra organizações criminosas que provocaram prejuízos estimados em R$ 123 bilhões ao País. Os números revelam que o maior rombo não é o apurado pela Lava Jato, mas o causado pelas fraudes nos fundos de pensão investigadas na Operação Greenfield, que alcançam R$ 53,8 bilhões ou quatro vezes o valor de R$ 13,8 bilhões desviados pelo esquema que agiu na Petrobrás.

Esse quadro é o resultado da conta feita pelos investigadores federais com base em valores de contratos fraudulentos, impostos sonegados, crimes financeiros e cibernéticos, verbas públicas desviadas e até mesmo danos ambientais causados por empresas, madeireiras e garimpos. Tudo misturado ao pagamento de propina a agentes públicos e políticos.

Os dados são da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor), da PF, e foram obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).


17/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Adeus à Guerreira do Povo foi marcado por emoção e homenagens

Heitor Gregório – No velório, na missa, no cortejo e no sepultamento, foram muitas as homenagens marcadas por emoção feitas à Guerreira Wilma de Faria, ex-governadora, ex-prefeita de Natal, ex-deputada federal, ex-vice-prefeita de Natal e ex-vereadora de Natal.

O corpo de Wilma foi levado da Catedral Metropolitana ao Cemitério Morada da Paz no carro do Corpo dos Bombeiros.

A chegada do cortejo ao cemitério foi ao som da música “Vermelho”. E no sepultamento, depois de discursos, foram cantadas outras músicas das campanhas da Guerreira.


16/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Juiz do RN remete ao STF autos de processo relativos ao presidente da AL

O juiz Cleanto Alves Pantaleão Filho, da 3ª Vara Criminal do Fórum Distrital da Zona Sul de Natal, remeteu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autos de um processo que envolve o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira de Souza. A ação faz parte do mesmo processo em que George Anderson Olímpio da Silveira responde por corrupção ativa, em um processo à parte da chamada “Operação Sinal Fechado”.

Em sua decisão, o magistrado esclarece que, embora tenha afirmado a competência para processar e julgar a causa, ao melhor analisar a hipótese, reconheceu que voltou sua atenção apenas para a questão da autonomia do crime de corrupção ativa, “deixando de levar em conta a relevante questão processual que decorre da colaboração premiada de George Olímpio e de sua repercussão na prova a ser produzida”.

Ao decidir por remeter ao STF os autos relativos ao deputado estadual Ezequiel Ferreira de Souza, o juiz Cleanto Alves Pantaleão explicou que caberá ao relator, ministro Luiz Fux, decidir acerca da conveniência da reunião ou do desmembramento do processo, evitando-se, assim, decisões conflitantes e prejuízos à própria administração da Justiça.

“Note-se, e é importante que se diga, que isso em nada interfere com o processo relativo à chamada ‘Operação Sinal Fechado’, já que nele não figuram réus detentores de foro por prerrogativa de função, como neste caso (ou seja, o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, que é apontado como a autoridade a quem teria sido oferecida vantagem indevida para que ‘intercedesse junto aos demais deputados estaduais em favor da aprovação célere do Projeto de Lei nº 213/09, que dispunha sobre o programa de Inspeção e Manutenção de Veículos em Uso no Estado do Rio Grande do Norte)”, comentou o magistrado.

Em contato com a assessoria de imprensa do deputado Ezequiel Ferreira de Souza, o G1RN foi informado que, no momento, o parlamentar não irá se pronunciar sobre o caso.


16/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Faleceu, vítima de um câncer no estômago, a ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria

Faleceu, vítima de um câncer no estômago, a ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria, que atualmente exercia o mandato de vereadora de Natal.

Em sua trajetória, “A GUERREIRA”, como ficou conhecida, quebrou paradigmas. Foi a primeira deputada federal do Rio Grande do Norte, participando da elaboração da Constituição de 1988. Em seguida, foi a primeira prefeita de Natal, cidade que administrou por dois mandatos e meio.

Em 2002, veio o maior desafio da sua carreira política. Mesmo sem apoio das principais lideranças políticas e sem estrutura, ela renunciou à Prefeitura para disputar o Governo do Estado. Iniciou no terceiro lugar nas pesquisas e terminou a eleição se tornando a primeira mulher a governar o Rio Grande do Norte.

Já no governo, Wilma fez o PSB, legenda que comandava, se tornar o maior partido do Estado. Em 2006, veio um novo desafio: disputar a reeleição contra o maior líder popular do RN, o senador Garibaldi Filho (PMDB). A então governadora começou a campanha com 23% de desvantagem nas pesquisas. Conseguiu ultrapassar o adversário ainda no primeiro turno, consagrando a vitória na segunda etapa eleitoral.

Após chegar ao ápice da carreira, Wilma deu uma grande lição de humildade em 2012, quando aceitou ser vice do prefeito Carlos Eduardo (PDT) na disputa pela prefeitura de Natal. Em 2016, foi eleita vereadora da capital pelo PTdoB, último cargo que ela ocupou.

Com uma trajetória que marcou a história do RN, deixa uma legião de admiradores enlutados. Vá em paz, GUERREIRA!


15/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Estado de saúde de Wilma piorou bastante e preocupa familiares

Com um câncer nos intestinos diagnosticado há cerca de dois anos, o estado de saúde da ex-governadora, ex-prefeita e atual vereadora (licenciada) do PT do B em Natal, Wilma de Faria, internada na Casa de Saúde São Lucas, apresentou um quadro de complicações hepáticas que agravou-se nas últimas horas.

Amigos e familiares que a visitaram nas últimas horas desmentiram os boatos que circulam nas redes sociais de que ela teria falecido, mas confirmaram que o “estado de saúde de dona Wilma piorou bastante” e que “todos oram pelo conforto dela”.

Eleita vereadora pelo PT do B com 4.421 votos, Wilma chegou a assumir o mandato, mas em abril deste ano, após mais um período de tratamento contra o câncer em São Paulo, oficializou o pedido de afastamento das atividades parlamentares. Desde então, alternou períodos de convalescença em casa com períodos de internação hospitalar, segundo a Tribuna do Norte.


14/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Pezão é chamado de “ladrão” e “safado” na porta de Ministério

O governo do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, passou por momentos constrangedores quando chegava ao Ministério da Fazenda na tarde desta terça-feira, 13.

Um motorista que passava em frente ao ministério gritou “Pezão ladrão, safado, sua hora vai chegar”. O que era para ser uma chegada discreta se transformou em um grande burburinho.

Pezão ameaçou reagir, mas acabou se calando para não alimentar ainda mais o constrangimento, já que ele passou a ser o alvo central de todos que passavam, naquele momento, pela Fazenda.


13/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Caravana das Águas pede retomada do eixo norte da transposição do São Francisco

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado da República (CDR), presidida pela senadora do RN, Fátima Bezerra, realizará nos dias 19 e 20 de junho, a “Caravana das Águas pela retomada das obras do Eixo Norte da transposição do rio São Francisco”, através de visitas técnicas e audiências Públicas nos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

A Caravana contará com a participação de parlamentares das bancadas Federais dos Estados envolvidos, da Igreja Católica, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piancó- Piranhas-Açu (CBH-PPA), de representantes dos Legislativos Estaduais e Municipais, além de Prefeitos, representantes da Sociedade Civil Organizada, de Sindicatos de Trabalhadores Rurais, de empresários, da OAB, e outros segmentos interessados.

O objetivo da Caravana das Águas, é fiscalizar o andamento das obras físicas do eixo norte, que permitem a chegada das águas do Velho Chico ao RN e a PB, como também as obras sociais derivadas do projeto de integração do São Francisco. A caravana tem ainda como objetivo mobilizar e conscientizar toda a sociedade da importância desta obra e pressionar o governo para sua retomada e conclusão, já que se encontram paralisadas desde julho de 2016 e sub Júdice 

“Para organizar e planejar a audiência pública da Caravana das Águas no município de Caicó, convidamos as instituições públicas e privadas, Igrejas, OAB, Universidades, movimentos sociais\sindicais\populares, clubes de serviços e demais entidades e pessoas interessadas para participarem de uma reunião preparátoria a ser realizada amanhã (terça-feira), dia 13 de junho, às 14 horas, na sala de reuniões da ADESE/CBH-PPA, localizada no 1º andar – da rádio rural de Caicó – ao lado Colégio Diocesano”, disse Procópio Lucena, presidente do CBH PPA.

O evento terá a seguinte programação:

19/06

08h – Visita técnica a Estação de bombeamento EBI – 3, na cidade de Terra Nova/PE

10h – Visita técnica a Barragem de Jati, no município de Jati/CE

15h- visita técnica na Barragem de Boa Vista, no município de São José de Piranhas/PB

16h – visita técnica a Barragem de Caiçara no município de Cajazeiras/PB, concluindo as atividades com um ato público na praça pública da referida cidade

20/06

09h – Audiência Pública no auditório da UERN, município de Pau dos Ferros/RN

14h30min – Audiência Pública no auditório do CERES/UFRN – município de Caicó/RN

Assessoria de Comunicação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Piancó/Piranhas/Açu


12/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Roubalheira: Henrique Alves (PMDB) indicou conta para propina diz dono da Gol

O empresário e fundador da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino relatou a procuradores da República em Brasília que esteve com o presidente Michel Temer para avalizar uma contribuição ilegal de R$ 10 milhões para políticos do PMDB durante a campanha de 2012.

As informações são do jornal O Globo que fez a apuração junto a duas pessoas que tiveram acesso às negociações entre Constantino e a procuradoria a fim de obter um acordo de delação premiada na Lava Jato. O empresário afirmou que fez o acerto da propina com o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em uma reunião que contou com a presença de Temer, então vice-presidente.

Constantino pontuou, entretanto, que a discussão sobre a propina em si não foi feita na presença de Temer. O assunto havia sido tratada anteriormente com o ex-deputado, mas que o presidente teria ido ao encontro para avalizar a proposta dos pagamentos.

O encontro não consta na agenda oficial da Vice-Presidência da República. Os R$ 10 milhões informados na delação teriam sido pagos nos dias posteriores ao evento, em uma espécie de contrapartida a uma série de solicitações do Grupo Comporte, da família de Constantino, no governo federal e do Distrito Federal, que também teriam sido beneficiados pelos pagamentos. Em contrapartida, a Gol seria beneficiada em um pacote de inclusão de empresas do setor de transportes na política de desoneração da folha de pagamento de funcionários e também com a desoneração do ICMS do querosene de aviões no Distrito Federal. A primeira medida foi implantada ainda em 2011 e a segunda em abril de 2013.

Também, segundo o Globo, além de Cunha e Temer, o ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) teria participado do encontro. Por meio de sua assessoria, Temer negou a reunião.

A negociação da colaboração premiada de Henrique Constantino começou no final de 2016. O empresário da Gol afirmou que o pagamento da propina ocorreu por meio de contas e empresas indicadas por Eduardo Cunha, Henrique Alves, o operador Lúcio Funaro e Felippelli.


10/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Corrupção: Juiz determina transferência de ex-ministro Henrique Alves (PMDB) para Brasília

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira determinou a transferência do ex-ministro Henrique Eduardo Alves do RN para a carceragem da Polícia Federal em Brasília. Alves está preso desde a última terça (6) na Academia de Polícia Militar, em Natal.

Ele foi alvo de dois mandados de prisão: um da operação Manus – que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas; e outro da operação Sépsis – que investiga esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.

O advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, informou que já entrou com um pedido de reconsideração na Justiça para tentar impedir a transferência. A defesa também deu entrada, nesta sexta, em outros dois pedidos de habeas corpus: um em Brasília e outro no Tribunal Regional Federal, em Recife. Segundo Marcelo Leal, a transferência não é necessária e tem como único objetivo a “execração pública” do cliente dele.

DO G1RN


09/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Garibaldi visita Henrique na prisão

O senador Garibaldi Filho (PMDB) visitou ontem a tarde o ex-ministro do Turismo Henrique Alves (PMDB) logo que chegou em Natal.

Henrique está preso na Academia de Polícia Militar.


09/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Operação Candeeiro: TJ afasta o deputado Ricardo Motta do exercício do mandato

O Tribunal de Justiça, em decisão do Desembargador Glauber Rego, atendendo a requerimento do Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis, afastou o Deputado Ricardo Motta do exercício do mandato de Deputado na Assembleia Legislativa, pelo prazo de seis meses, em razão do desvio da quantia de R$ 19 milhões apurados no âmbito da Operação Candeeiro, consoante denúncia já formulada contra o aludido parlamentar.

Além do afastamento da função, o Desembargador proibiu o referido deputado de acessar e frequentar as dependências da Assembleia Legislativa, de manter contato com as testemunhas de acusação e os colaboradores, e de se ausentar da comarca por período superior a 15 dias sem informar ao juízo, consoante decisão proferida nos autos da Ação Cautelar Inominada – Processo nº 2017.004997-0.

Conforme restou demonstrado por investigações realizadas pela Procuradoria-Geral de Justiça a partir de desdobramentos da Operação Candeeiro, deflagrada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital em 2015, o requerido era o chefe de organização criminosa montada para desvio de recursos públicos no âmbito do IDEMA/RN, em benefício tanto do parlamentar quanto dos demais componentes do grupo.

No curso do procedimento investigatório, a Procuradoria-Geral de Justiça realizou acordo de colaboração premiada com GUTSON JONHSON GIOVANY REINALDO BEZERRA e VILMA REJANE MACIEL DE SOUSA, os quais esclareceram todo o funcionamento do esquema de desvio de recursos do IDEMA e seu principal beneficiário, o Deputado RICARDO MOTTA, estando suas versões amplamente corroboradas nas evidências probatórias reunidas e que dão amparo à acusação formalizada ao Tribunal de Justiça potiguar.

Ainda de acordo com o que restou apurado, o Deputado RICARDO MOTTA recebeu 60% dos recursos comprovadamente desviados no esquema denunciado, no montante aproximado de R$ 11 milhões. Esses valores foram repassados pessoalmente pelo colaborador ao parlamentar em diversos locais durante o período de duração dos desvios, como no próprio prédio da autarquia estadual, no anexo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, no escritório de advocacia R & R, na residência do denunciado e em outros locais públicos, como no lado de fora de um hospital da cidade, no final de 2014, após o deputado ter sido atendido na unidade hospitalar.

Em função dos fatos objeto da Operação Candeeiro, o Procurador-Geral de Justiça denunciou o Deputado RICARDO MOTTA como incurso nas penas dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, requerendo, ainda, a prisão do parlamentar, a qual foi indeferida pelo Desembargador Relator.

Após o indeferimento do pedido de prisão, o Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis formulou novo requerimento, destacando a necessidade do afastamento cautelar do Deputado Ricardo Motta, em razão da larga influência política do aludido parlamentar, sobretudo depois que foi documentado o vazamento do sigilo legal das medidas requeridas pela Procuradoria-Geral de Justiça. Isso porque o advogado de defesa peticionou nos autos das cautelares de interceptação telefônica, de quebra do sigilo bancário e fiscal, e do próprio pedido de prisão e afastamento, antes mesmo da sua implementação e do levantamento do sigilo, com prejuízo da sua efetividade.

Em sua decisão, o Desembargador Relator acatou a argumentação do Ministério Público e destacou, ainda, que o afastamento do requerido Ricardo Motta do cargo era necessário para a garantia da ordem pública, tendo em vista os fortes indícios de participação do investigado no maior desvio de verbas públicas já conhecido no Estado do Rio Grande do Norte e de sua participação em outros eventos criminosos, sugerindo habitualidade delitiva.


09/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Justiça afasta Ricardo Motta do mandato parlamentar por 180 dias

O desembargador Glauber Rêgo, do Tribunal de Justiça do RN, determinou o afastamento do mandato do deputado estadual Ricardo Motta pelo prazo de 180 dias.

A suspensão do parlamentar do exercício do cargo eletivo é o deferimento de pedido feito pelo Ministério Público Estadual.

Conforme a decisão, o deputado fica proibido durante este período de utilizar os serviços fornecidos pela Assembleia Legislativa, embora sem prejuízo de sua remuneração. Ele também está proibido de acessar e frequentar as dependências da Assembleia Legislativa; de manter contato com testemunhas de acusação e com os colaboradores que firmaram acordo com o MP e, ainda, de se ausentar da Comarca de Natal por período superior a 15 dias sem informar à Justiça.


08/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Lava Jato: Investigações do MPF detalharam recebimento das propinas por Henrique Alves

As investigações do Ministério Público Federal (MPF) que resultaram na prisão preventiva do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Eduardo Alves, nessa terça-feira (6) em Natal, detalham a ligação entre o ex-parlamentar com Eduardo Cunha – que já se encontrava preso no Paraná – e os outros três alvos dos pedidos de prisão preventiva no Rio Grande do Norte: Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, Erika Montenegro Nesi e Matheus Nesi Queiroz, sendo que estes dois últimos tiveram suas prisões revertidas em medidas cautelares, após a audiência de custódia.

Os dois ex-parlamentares são acusados de receberem propina, por meio de doações eleitorais oficiais e não oficiais, nos anos de 2012 e 2014, em troca de favorecimento a empresas de construção civil, como a OAS, Odebrecht e Carioca Engenharia. Já os demais presos pela Operação Manus, da Polícia Federal, auxiliaram Henrique Alves na ocultação dos valores recebidos ilegalmente.

Troca de favores – Os pedidos de prisão preventiva feitos pelo MPF/RN à Justiça Federal apontam que “pelo menos desde 2012, os então deputados federais Eduardo Cunha e Henrique Alves mantinham estreita relação com ‘Léo Pinheiro’, na época presidente do grupo empresarial OAS, prestando-lhe favores de ordem político-parlamentar em troca de vantagens indevidas pagas principalmente por meio de doações eleitorais oficiais”.

Diversas mensagens de Eduardo Cunha a representantes da empresa revelam a preocupação com repasses de dinheiro a Henrique Alves. Somente em 2012, a OAS doou ao Diretório Nacional do PMDB um montante de R$ 3 milhões. Além disso, a investigação do MPF aponta que valores eram repassados mesmo fora do período eleitoral.

Henrique Alves manteve com Leo Pinheiro – cujo nome é José Adelmário Pinheiro Filho – um total de 206 contatos telefônicos. De acordo com o Ministério Público Federal, ele “atuou diretamente para satisfazer os interesses da OAS pertinentes à obra da Arena das Dunas, em Natal”, na qual foi identificado um sobrepreço de R$ 77 milhões. Eduardo Cunha, por sua vez, agiu em favor da empresa em questões como a da concessão de aeroportos e também quanto à rolagem da dívida pública do Município de São Paulo.

Na campanha de 2014, Henrique Alves (candidato derrotado a governador do Rio Grande do Norte) declarou ter recebido da OAS, via Diretório Estadual do PMDB, um total de R$ 650 mil em doações oficiais. No entanto, os dados bancários obtidos durante a investigação apontam para o repasse, pela empresa a esse mesmo diretório, de um total de R$ 3 milhões naquele ano.

Já da Odebrecht foram R$ 4 milhões repassados ao Diretório Nacional, que transferiu ao Diretório Estadual e fracionou os valores para a campanha do então candidato. Executivos da empreiteira informaram ainda o repasse de R$ 2 milhões em recursos não contabilizados, ou não informados – “caixa dois” -, no mesmo ano de 2014.

Da Carioca Engenharia vieram R$ 400 mil em doações eleitorais. Eduardo Cunha mantinha uma “relação antiga de recebimento de propina”, em troca da defesa dos interesses dessa empresa em negócios envolvendo financiamentos da Caixa Econômica Federal, e foi quem solicitou o repasse dos valores indevidos a Henrique Alves.

Ocultação – O MPF acrescenta que a prestação de contas de Henrique, referente à campanha de 2014, contém “indícios de ilicitude não só na obtenção de receitas (…), mas também na realização de despesas”, que teriam sido em boa parte simuladas para justificar a utilização ilícita das quantias recebidas como propina.

Nesse sentido, os procuradores requereram a prisão preventiva de Carlos Frederico Queiroz Batista da Silva, Erika Montenegro Nesi e Matheus Nesi Queiroz (pai, mãe e filho), tendo em vista a participação dos três na ocultação dos valores indevidamente recebidos e pelo fato de que, pessoalmente ou através de suas empresas, “os investigados ainda podem se prestar a servir como instrumento de lavagem de capitais” para Henrique Alves.

Foram identificadas, a partir de informações da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentações milionárias – com indícios de irregularidades – em empresas dos envolvidos, como a Pratika Locação, durante a campanha de Henrique Alves em 2014. Tais movimentações incluíam saques em espécie de valores elevados, em pleno período eleitoral.

“Seus nomes e empresas se prestaram a simular gastos com serviços de campanha para justificar a utilização também ilícita e oculta das quantias em provável compra de votos ou até mesmo em proveito pessoal”, indica o Ministério Público Federal.

Buscas e condução coercitiva – Além das prisões preventivas, o MPF obteve da Justiça Federal no RN a condução coercitiva de Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, Raline Maria Costa Bezerra, José Eurico Alecrim Filho, João Gregório Júnior e Jaime Mariz de Faria Júnior. Também foram deferidos os pedidos de busca e apreensão em 16 endereços de empresas e residências localizadas em Natal, Parnamirim e São Gonçalo do Amarante, incluindo a sede do Diretório Estadual do PMDB e das empresas Pratika Locação, Peron Filmes e Art&C.

Os processos tramitam na Justiça Federal no RN sob os números 0001430-69.4.05.8400 e 0000206-62.2017.4.05.8400.

Confira a íntegra dos pedidos de prisão preventiva dos dois ex-parlamentares; de condução coercitiva e prisões preventivas de outros envolvidos; e dos mandados de busca e apreensão clicando aqui, aqui e aqui.

http://www.mpf.mp.br/rn/sala-de-imprensa/noticias-rn/lava-jato-investigacoes-do-mpf-detalharam-recebimento-das-propinas-por-henrique-alves-1

Assessoria de Comunicação Procuradoria da República no RN


07/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Roubalheira: Deputado da mala com R$ 500 mil, Rocha Loures é transferido para o presídio Papuda

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures acaba de ser transferido da superintendência da PF em Brasília para o presídio da Papuda. Ele deixou o prédio da superintendência pela garagem, numa tentativa frustada de evitar que fosse fotografado pela imprensa. Loures estava escoltado por três agentes.

Na Papuda, Loures terá a companhia do operador financeiro Lucio Funaro, preso acusado de envolvimento com o mensalão. Funaro tenta fechar um acordo de delação premiada com a PGR. Ele diz que irá comprometer o presidente Michel Temer. As informações são da Coluna do Estadão.

Loures foi preso acusado de aceitar propina do empresário Joesley Batista. Ele foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil. Numa gravação feita por Batista, Temer indicou Loures para resolver problemas do empresário no Cade. Foi depois disso que o ex-deputado recebeu a propina.

Loures prestaria hoje seu primeiro depoimento à Polícia Federal. A oitiva, no entanto, foi adiada para sexta-feira. A PF decidiu prorrogá-la porque o ministro Edson Fachin, relator do inquérito no STF, deu acesso à defesa de Loures a todo conteúdo da investigação nas próximas 48 horas.


06/06/2017
Por Edilson Silva em Política

Cunhado de Henrique (PMDB), publicitário Arturo Arruda é alvo de condução coercitiva por PF

O publicitário Arturo Arruda, fundador da Art&C, um dos palestrantes do Seminário Eleja-Se, que será realizado no próximo dia 2 de julho, no Holliday Inn Arena das Dunas, foi alvo de condução coercitiva na operação que prendeu o seu cunhado e ex-ministro Henrique Alves.

A operação desta terça foi batizada como Manus e apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.


06/06/2017
Por Edilson Silva em Policial, Política

Polícia Federal também cumpre mandato em Mossoró

Em Mossoró, na região Oeste do estado, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C, também foi alvo de mandado de condução coercitiva e ele foi levado para prestar depoimento.

Veja:


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