Religião

Igreja Católica da Nova Barra de Santana receberá bênção especial de inauguração no dia 19 de dezembro

 

A igreja da Nova Barra de Santana em Jucurutu receberá sua bênção especial de inauguração no dia 19 de dezembro. A programação começa as 16h30 com procissão saindo da velha Barra de Santana com a imagem da padroeira.

 

As 18 horas teremos missa e benção da nova igreja, presidida pelo bispo Dom Antônio Carlos Cruz Santos.

 

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Conselho Permanente da CNBB aprova atualização do Diretório de Comunicação

 

Foi aprovada, por unanimidade, a atualização do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, o Documento 99 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Reunido a partir desta quarta-feira, 23, até amanhã, 24, o Conselho Permanente da CNBB decidiu positivamente em relação ao processo realizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação e o Grupo de Reflexão em Comunicação (Grecom).

 

O bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB, dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, ressaltou que o material aprovado não é um novo diretório, mas o mesmo documento aprovado em 2014 com as atualizações necessárias. São quatro as principais: incluir o magistério do Papa Francisco sobre comunicação; abordar novos elementos sobre a dinâmica de comunicação na atualidade, especialmente no que tange à comunicação digital; situar melhor a comunicação como uma realidade estratégica no processo de evangelização, e não apenas como ferramenta; e ajustar e harmonizar a linguagem, evitando contradições entre termos, parágrafos e assim por diante.

 

O doutor em Comunicação e coordenador do Grecom, Moisés Sbardelotto, contextualizou o trabalho feito pelo grupo, no “esforço de qualificar e atualizar o Diretório”, considerando que a comunicação é um processo muito rápido e dinâmico. Além do magistério do Papa Francisco, Sbardelotto apontou como contribuições as reflexões sobre fenômenos atuais, como o período da pandemia, os aspectos negativos do ambiente digital, a desinformação, problemáticas novas que surgiram na última década e a necessidade de o diretório apontar luzes também do ponto de vista pastoral. Acompanharam a apresentação e votação os pesquisadores e membros do Grecom, Aline Amaro, Irmã Joana Puntel, Ricardo Alvarenga e Marcus Tullius.

 

Colocado em votação, após ser encaminhado com antecedência aos bispos para contribuições e indicações de mudanças, o texto foi aprovado sem ressalvas, nem votos contrários. O arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo destacou que o trabalho da Comissão e da Assessoria de Comunicação da CNBB tem aberto “um novo caminho” no contexto da comunicação estratégica.

 

Aprovado em 2014, o Diretório de Comunicação é o principal documento de comunicação publicado pela Igreja no Brasil e norteia o seu pensamento sobre o campo comunicacional. Conforme o próprio texto, tem “o objetivo motivá-la a atualizar e aprofundar os conhecimentos e referências, tanto de seus pastores quanto de seus fiéis, sobre a natureza e a importância da comunicação para a vida da comunidade eclesial, nos processos de evangelização e no diálogo com a sociedade, tendo presentes as mudanças pelas quais o mundo vem passando, entre as quais encontra-se o avanço acelerado das tecnologias.” (DCIB, n. 3)

Processo de atualização do Diretório 

 

O processo de atualização foi iniciado em dezembro de 2021, durante reunião ordinária do Grecom, considerando a necessidade de incorporar novas reflexões surgidas desde a sua publicação. Na ocasião, os membros do Grecom tiveram a oportunidade de se dividir em subgrupos para que possam começar a revisão, cada um, de um capítulo específico.

 

Na primeira reunião de 2022, os membros trouxeram se alternaram na leitura e revisão de cada um dos capítulos do subsídio, dando suas contribuições a respeito do que deverá ser acrescentado ou modificado no Diretório, a fim de torná-lo mais atual. Foram feitas as devidas considerações sobre o volume de atualizações para que o Diretório permanecesse com o seu cerne. 

“Não vamos fazer um novo Diretório, mas vamos atualizá-lo da melhor forma possível”, considerou dom Mol.

 

Entre os meses de abril e outubro de 2022, foi feita a partir do envio das alterações prévias para todos os membros e um rico processo de discussão durante as reuniões mensais. Em todos os encontros foi feita a avaliação pontual das correções, com as possibilidades de aprovação, desaprovação ou indicação de emendas.

 

São integrantes do Grecom os pesquisadores Andréia Gripp, Joana Puntel, Moisés Sbardelotto, Aline Amaro, Marcus Tullius, Mozahir Salomão Bruck, Ricardo Alvarenga, os assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Manuela Castro e Tiago Sibula, e o presidente da Comissão para a Comunicação, dom Joaquim Mol. 

 

Pastoral da Comunicação – PASCOM BRASIL

 

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Arquidiocese de Natal lança livro sobre os mártires do Rio Grande do Norte

 

Novas reflexões sobre a história de fé dos 30 mártires do Rio Grande do Norte canonizados em 2017 pelo Papa Francisco estão no livro “Santos Mártires, padroeiros do RN – história, testemunho, devoção”. A obra recém-lançada pela arquidiocese de Natal é resultado de dois encontros virtuais realizados este ano e está disponível para todo o Brasil.

 

Com prefácio do arcebispo do Rio de Janeiro (RJ), cardeal Orani João Tempesta, “Santos Mártires, padroeiros do RN – história, testemunho, devoção” reúne em 116 páginas contribuições do bispo de Caicó (RN) e vice-presidente do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Antônio Carlos Cruz Santos.

 

A publicação também conta com a colaboração do vigário geral da diocese de Mossoró (RN), padre Flávio Augusto Melo; do capelão de Uruaçu (RN), padre Antônio Murilo Paiva; do membro do clero da arquidiocese de Olinda e Recife, monsenhor José Albérico Bezerra; e do ministro extraordinário da Eucaristia Claudemir de Carvalho, da arquidiocese de Campinas (SP).

 

O livro editado pela OffSet Gráfica foi organizado pelo arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha. “Nós temos a graça aqui no Rio Grande do Norte de contarmos com a intercessão de 30 santos mártires, e essa história é muito bonita”, afirmou dom Jaime, durante o lançamento da obra, no último dia 18.

 

“Santos Mártires, padroeiros do RN – história, testemunho, devoção” pode ser adquirido na livraria da Catedral Metropolitana de Natal ou nas livrarias Paulus e Paulinas.

História

 

Em 1645, em decorrência das invasões holandesas no Brasil, mais de 80 fiéis da Igreja Católica foram mortos; destes, 30 foram martirizados.

 

O primeiro massacre aconteceu na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, em Canguaretama; O segundo em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante.

 

Tudo começou quando os holandeses tomaram a iniciativa de invadir o Nordeste brasileiro para cobrar as dívidas dos portugueses que construíram engenhos com dinheiro emprestado pela Holanda.

Cunhaú

 

O massacre de Cunhaú, ocorrido no primeiro engenho construído em território potiguar, é considerado um dos mais trágicos da história do Brasil. Em 1645, o estado do Rio Grande (católico) era dominado pelos holandeses (calvinistas). Jacob Rabbi, um alemão a serviço do governo holandês, chegou ao engenho no dia 15 de julho daquele ano. Porém, ele já era conhecido pelos moradores da região, pois havia passado por lá anteriormente, sempre escoltado pelas tropas dos índios Tapuias.

 

No dia seguinte, como de costume, os fiéis se reuniram para celebrar a eucaristia e foram à missa na Igreja de Nossa Senhora das Candeias. O pároco, padre André de Soveral, começa a cerimônia. Depois do momento da elevação do Corpo e Sangue de Cristo, as portas da capela foram fechadas, dando-se início a violência ordenada por Jacob.

Uruaçu

 

O massacre de Uruaçu aconteceu no dia 3 de outubro de 1645, três meses depois do ocorrido em Cunhaú, também a mando de Jacob Rabbi. Dizem os cronistas que, logo após o primeiro massacre, o medo se espalhou pela Capitania. Receosa, a população tinha medo que novos ataques acontecessem.

 

Segundo a história, neste segundo massacre as tropas usaram mais crueldade. Depois da elevação, fecharam as portas da igreja e os fiéis foram mortos ferozmente. As vítimas tiveram as línguas arrancadas para que não fossem proferidas orações católicas. Além disso, tiveram braços e pernas decepados. Crianças foram partidas ao meio e degoladas.

 

O celebrante da missa, o padre Ambrósio Francisco Ferro, foi muito torturado. O camponês Mateus Moreira teve o coração arrancado. E, ainda vivo, exclamou: “Louvado seja o Santíssimo Sacramento”.

Beatificação e canonização

 

Em reconhecimento ao feito dos Mártires de Uruaçu, em 16 de junho de 1989 o processo de beatificação foi concedido pela Santa Sé. Em 21 de dezembro de 1998 o papa João II assinou o decreto reconhecendo o martírio de 30 brasileiros, sendo dois sacerdotes e 28 leigos.

 

A celebração de beatificação aconteceu na Praça de São Pedro, no Vaticano, no dia 5 de março de 2000. A cerimônia religiosa foi presidida pelo papa João Paulo II.

 

No dia 15 de outubro de 2017, no Vaticano, os Mártires de Cunhaú e Uruaçu foram declarados santos pelo Papa Francisco.

 

Por Kleber Nunes/CNBB Nordeste 2

Com informações da Pascom Natal e G1 RN

Fotos: Pascom Natal

 

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Papa: em meio ao tormento da guerra, que a Copa do Mundo seja ocasião de paz

 

VATICAN NEWS – O Papa Francisco voltou a incentivar o uso do esporte como instrumento de paz. Ao final da Audiência Geral desta quarta-feira (23), o Pontífice recordou os jogos da Copa do Mundo que começaram no domingo (20), no Catar:

 

“Gostaria de enviar a minha saudação aos jogadores, aos torcedores e aos espectadores que acompanham, de vários continentes, a Copa do Mundo, que está sendo disputada no Catar. Que este importante evento seja uma ocasião de encontro e de harmonia entre as Nações, promovendo a fraternidade e a paz entre os Povos. Oremos pela paz no mundo e pelo fim de todos os conflitos, com um pensamento especial pelos sofrimentos terríveis do querido e martirizado povo ucraniano.”

 

O próprio administrador apostólico do Norte da Arábia, que reúne justamente o Catar, Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein, dom Paul Hinder, em declaração à agência católica de notícias SIR, expressou a esperança de que a Copa do Mundo “seja um momento de festa e intercâmbio, de respeito ao outro” e, portanto, também pediu aos torcedores “que respeitem à cultura local”. Durante os jogos, disse ele, “a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Doha, a primeira igreja construída no Catar que pode abrigar mais de 2 mil pessoas, a maior do Golfo, vai permanecer aberta para permitir que aos torcedores um momento de oração e meditação”.

As controvérsias da Copa do Mundo no Catar

 

Com uma cerimônia de abertura com abordagem de temas sociais, “interligando diferenças através da humanidade, do respeito e da inclusão”, informou a Fifa, a Copa do Mundo, porém, vem acumulando controvérsias e gerando debate desde que o país foi escolhido como sede, ainda em 2010.

 

Sobre as polêmicas em torno da decisão de atribuir esta edição do campeonato ao Catar, em relação ao respeito aos direitos humanos e à exploração dos trabalhadores estrangeiros, muitos dos quais que perderam a vida trabalhando na construção dos estádios, dom Hinder afirmou:

 

“Acredito que eventos como este, da Copa do Mundo, não são mais sustentáveis para o futuro. A própria decisão de confiar a Copa do Mundo ao Catar foi, tanto quanto se pode saber, problemática. Devo dizer também que o país fez enormes progressos na área do respeito aos direitos. Somente 25 anos atrás, no Catar, não tínhamos uma igreja e havia aqueles que atiravam pedras e outras coisas aos cristãos que se reuniam para rezar e celebrar os Sacramentos. Hoje, isso não acontece mais, também graças à ação do governo. Isto não diminui o fato de que ainda há progressos a serem feitos na questão dos direitos humanos, sociais e normas trabalhistas.”

O protesto da equipe do Irã

 

A equipe do Irã, adversária da Inglaterra na sua primeira partida, não cantou o hino nacional, em solidariedade às manifestações no país que nasceram com a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, assassinada após ser presa em 16 de setembro por não usar de maneira correta o véu islâmico. O capitão da equipe, Ehsan Haisafi, enviou condolências a quem perdeu a vida nas manifestações e afirmou que os jogadores participam da Copa, “mas isso não significa que não devemos ser a voz deles”, desejando uma mudança no Irã, “de acordo com as expectativas do povo”. Nas arquibancadas, podia se ver cartazes com as expressões: “Freedom for Iran” e “Woman Life Freedom”.

 

Já o Brasil, em busca do hexacampeonato mundial, joga nesta quinta-feira (24) a primeira partida na Copa. A estreia da seleção brasileira acontece às 16h, horário de Brasília, contra a Sérvia, no estádio Lusail.

 

 

 

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Padre Fábio de Melo estará em São Bento Paraiba fazendo Show pela Faculdade Sucesso FACSU

 

Simpósio de Iniciação à Pesquisa da FACSU trará como atração o Padre Fábio de Melo num Show inesquecível para São Bento PB.

 

O Show será acessível ao público em geral, com disponibilidade de duas áreas, sendo uma reservada com cadeiras e a outra pista.

 

Compras do ingresso do Show:
https://outgo.com.br/showpefabiodemelofcsu

 

A Capital Mundial das redes como é conhecida, contará com a presença do Padre Fábio de Melo fazendo um grande Show neste dia 20 de novembro no Estádio O Pedrão a partir das 20 horas. O momento faz parte do Encerramento do 5° Simpósio de Iniciação à Pesquisa da Faculdade Sucesso FACSU.

 

A FACSU, é a primeira instituição de Ensino Superior privada nascida na cidade, e todos os anos faz um evento de estímulo à Pesquisa trazendo nomes a nível nacional.

 

A FACSU traz todos os anos nomes de referência nacional que atrai toda a população da cidade e região para o Encerramento do Evento, neste ano, fechando com chave de ouro trazendo o Show do Padre Fábio de Melo com Banda Completa.

 

A FACSU está localizada na BR saída para Paulista, maiores informações os contatos abaixo estão disponíveis:

 

WhatsApp: (83)9.9887-0994

 

Site: www.facsu.edu.br

 

 

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Igreja no Brasil dá início ao 3º Ano Vocacional em 19 de novembro

 

A iniciativa comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país.

 

No dia 19 de novembro, a partir de 16h30, acontece a abertura do 3º Ano Vocacional do Brasil, com coletiva de imprensa e missa solene no Santuário Nacional de Aparecida.

 

A coletiva de imprensa, com início às 16h30, acontecerá na Sala de Imprensa do Santuário Nacional, com possibilidade de participação presencial dos jornalistas, participação remota via Zoom e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube e portal A12, facebook da CNBB e CRB Nacional.

 

Durante a coletiva, os convidados irão abordar um panorama histórico e a importância de se celebrar um ano vocacional na Igreja do Brasil, as principais atividades que irão acontecer em todo o país, os desafios e perspectivas para a cultura vocacional hoje, dentre outros assuntos correlatos. O bispo de Novo Hamburgo, Dom João Francisco Salm, que é o presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, aprofundará o tema “Vocação, graça e missão”; e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” do 3º Ano Vocacional do Brasil. A Irmã Maristela Ganassini, assessora do Setor Juventudes e Vocações da CRB e membro da Comissão Episcopal para Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB em sua fala, apresentará os objetivos do 3º Ano Vocacional e o histórico dos anos anteriores. A terceira convidada da coletiva será Sônia Oliveira, presidente do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), com apresentação sobre o chamado da vocação laical para o serviço eclesial.

 

Após a coletiva, a partir de 18h, Dom Salm preside a missa solene de abertura do Ano Vocacional no altar central do Santuário Nacional. A celebração terá transmissão pela TV Aparecida, TV Pai Eterno e mídias digitais da CNBB.

 

Sobre o Ano Vocacional

 

Com o tema “Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33), o Ano Vocacional se estende até 26 de novembro de 2023. A data escolhida para a abertura e encerramento é a solenidade de Cristo Rei, que marca o encerramento do ano litúrgico e o dia nacional dos cristãos leigos e leigas.

 

A convocação deste ano é a concretização das indicações pastorais do 4º Congresso Vocacional, que se propôs celebrar os 40 anos do 1º Ano Vocacional do Brasil, vivenciado em 1983, e ser uma oportunidade de fortalecer o compromisso de cristãs e cristãos com o chamado à vida e um olhar atencioso para todas as vocações.

 

A proposta teve aprovação por unanimidade pelos bispos do Brasil, durante sua 58ª Assembleia. A partir daí, trilhou-se o caminho de articulação e preparação com muitos convocados para as diferentes comissões a fim de que esse sonho pudesse se tornar realidade. Conforme o texto-base, o objetivo principal do Ano Vocacional é “promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias e na sociedade, para que sejam ambientes favoráveis ao despertar de todas as vocações, como graça e missão, a serviço do Reino de Deus”.

 

 

 

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Combate à fome no Brasil será o tema da Campanha da Fraternidade em 2023

 

Campanha da Fraternidade de 2023 debaterá o combate à fome no Brasil, com o lema: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Na quarta-feira (16), lideranças de todo o Rio Grande do Sul reuniram-se no Seminário Regional preparatório na Paróquia Nossa Senhora da Pompéia, em Porto Alegre.

 

Realizada anualmente pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a edição do próximo ano tem como objetivo sensibilizar a sociedade e a Igreja Católica para o enfrentamento do flagelo da fome, “sofrido por uma multidão de irmãos e irmãs, por meio de compromissos que transformem esta realidade a partir do Evangelho de Jesus Cristo”.

 

O seminário, já tradicional no estado para auxiliar na construção de propostas para a articulação da Campanha da Fraternidade, seguiu a metodologia de “ver, iluminar e agir”, com a participação de cerca de 100 lideranças das arquidioceses, pastorais e organismos da região.

 

“A fome não é fake, é fato!”

 

A constatação é do presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar do RS (Consea-RS), Juliano Sá. Durante o seminário, ele apresentou a realidade da fome no Brasil junto com a vice-presidente do Consea-RS, Ana Mattos.

 

No primeiro passo proposto pelo seminário, o “ver”, os assessores apresentaram uma análise do contexto atual no Brasil e no estado, pautando também a produção de alimentos, o desafio nutricional e a construção de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional.

 

Juliano ressaltou as causas e as consequências da fome, destacando que a fome não pode ser naturalizada. “É um problema social, econômico e político”, disse o presidente do conselho, que lembrou que a alimentação está prevista como direito básico na constituição e, por isso, é dever do Estado garanti-la.

 

Para alertar sobre a urgência do combate a fome, o assessor trouxe ao seminário dados atuais nacionais e regionais. Juliano apontou que, segundo o site www.olheparaafome.com.br, atualmente, 33,1 milhões de pessoas passam fome no país. Outro dado de grande relevância é a insegurança alimentar, que afeta mais de 58% da população brasileira e mais de 48% dos gaúchos, em algum dos níveis: leve, moderada ou grave.

 

A Palavra de Deus nos ilumina

 

A iluminação bíblica, o projeto de Deus e o escândalo da fome foram trabalhadas no Seminário Regional por Ildo Bohn Gass, membro do Centro de Estudos Bíblicos (CEBI), e por dom Sílvio Guterres Dutra, bispo referencial da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora do Regional Sul 3 da CNBB.

 

O biblista Ildo Bohn Gass se voltou à fome na bíblia e apresentou cinco evidências da fome na prática de Jesus. “A oração do Pai Nosso é a síntese de todo o Evangelho e o centro do Pai Nosso é o pão de cada dia; Belém, lugar de nascimento de Jesus, significa Casa do Pão; na concepção de direitos humanos de Jesus, a garantia ao alimento é sempre o primeiro – ‘Tive fome e me destes de comer’; a Santa Ceia: a síntese do Reino é uma ceia de partilha de pão e vinho; e a partilha dos pães e peixes: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’.”

 

O bispo dom Sílvio apresentou a iluminação eclesial a partir de quatro momentos onde a igreja anunciou a união entre o compromisso social e a fé. Em primeiro, ele lembrou São João Crisóstomo, que no início do século quinto questionou: “De que serviria adornar a mesa de Cristo com vasos de ouro se ele morreu de fome na pessoa dos pobres? Primeiro dá de comer a quem tem fome e depois ornamenta sua mesa com o que sobra”.

 

Dom Sílvio apresentou ainda as referências da Constituição Gaudium Et Spes (1964), a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (2013) e a Encíclica Fratelli Tutti (2020).

 

Iniciativas protagonistas e compromissos

 

A tarde do seminário seguiu com a partilha de iniciativas de combate à fome: a Padaria Amada Massa, a Cozinha Comunitária da Azenha do MTST e a Cáritas Regional do RS. Na sequência, Elton Bozetto, da Cáritas Arquidiocesana de Porto Alegre, falou especialmente sobre a necessidade de construção e consolidação de políticas públicas em favor das populações em vulnerabilidade e afetadas pela fome.

 

Para o assessor, é hora de uma articulação maior com outras entidades da sociedade, a fim de “provocar uma ação propositiva, colaborativa e competente de controle social, desde os municípios até a União federal”. Segundo Bozetto, “é urgente romper com a fragmentação de nossas ações pensando a segurança alimentar de modo amplo e orgânico como política pública”.

 

A última reflexão deste seminário ficou por conta do Pe. Anésio Ferla, que apresentou as pistas de ação apontadas pelo Texto Base da CF 2023, como formas de mobilização social em favor da campanha, divulgação, comunicação, articulação de encontros e espaços de reflexão e construção de propostas.

 

Mobilização e celebração

 

O Pe. Edson Thomassin, da coordenação das Pastorais Sociais no Regional e articulador do Grupo de Trabalho para a CF 2023, acredita que o encontro foi muito importante não só para a articulação da campanha para também para a celebração.

 

“Foi uma grande retomada, uma grande celebração da vida, um grande compromisso de sensibilidade com a realidade da fome e, acima de tudo, a responsabilidade nossa de transformar essas realidades a partir da nossa perspectiva evangélica e do nosso compromisso concreto de pastoral”, ressalta Pe. Edinho.

 

O próximo passo na articulação da Campanha da Fraternidade no Rio Grande do Sul será a Capacitação para Multiplicadores, a ser realizada nos dias 12 a 14 de dezembro, das 19h às 21h, em modalidade online.

 

* Com informações da assessoria de imprensa da CNBB Sul 3

 

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Comunidade Católica Shalom realiza ações sociais e espirituais no Bairro Walfredo Gurgel neste domingo (13)

 

A Comunidade Católica Shalom vai realizar na tarde deste domingo (13), Dia dos Pobres, no Bairro Walfredo Gurgel, zona oeste de Caicó (RN), ações sociais e espirituais.

 

A programação começa às 15h, na escola municipal que tem o mesmo nome do bairro. Lá, acontecem atendimentos gratuitos com médico, enfermeiro, dentista, cabeleireiro, advogado, distribuição de roupas e calçados, atendimento de oração e aconselhamento.

 

Às 17h, será celebrada missa na Capela de São Pedro e São Paulo. Logo após, terá distribuição de cachorro quente e refrigerante.

 

A coordenadora, local, do Shalom, Maria Dalva Dantas, disse que ações atendem ao apelo do Papa Francisco, para que se reflita sobre o estilo de vida que em vivemos sobre solidariedade.

 

Jesus Cristo fez-se pobre por vós. O tema escolhido pelo Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres é uma sadia provocação para refletir sobre o estilo de vida que temos levado. Nas palavras do Papa, a solidariedade é precisamente partilhar o pouco que temos com quantos não têm, para que ninguém sofra“.

 

“É maior felicidade dar que receber!”. (At 20,35)

 

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Filme “A CARTA”, baseado na ENCÍCLICA LAUDATO SI’, é lançado na CNBB

 

Foram lançadas no Brasil na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quinta-feira, 3 de outubro, as versões legendada e dublada em português do filme “A Carta”, documentário que tem como referência a Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco. Participaram da cerimônia representantes da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), adolescentes de escolas católicas do Distrito Federal e do Centro de Convivência e Fortalecimento dos Vínculos “Correndo Atrás de um Sonho”, que é mantido pela CNBB na região Incra 8, em Brazlândia (DF), colaboradores e assessores da entidade.

 

O coordenador para Iberoamérica do Movimento Laudato Si’, Igor Bastos, o cacique Dadá Borari, do povo indígena Maró, no Estado do Pará, um dos personagens que aparecem no filme em diálogo com o Santo Padre, a assessora da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, e o bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, fizeram o uso da palavra durante a cerimônia.

 

Os jovens do projeto “Correndo Atrás de um Sonho” plantaram uma muda de cagaita, árvore frutífera, nativa do bioma Cerrado. Os participantes também receberam um envelope com a arte do filme, o QR code e um trecho da encíclica e sementes de ipês (amarelo, rosa e branco), doadas pelo Programa Reflorestar da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal.

Ecologia Integral também é missão da Igreja

 

Dom Joel Portella Amado ressaltou, em sua saudação aos participantes, que um dos ensinamentos do Papa Francisco na encíclica que inspirou o filme é o de que tudo está interligado. “O Papa Francisco nos alerta sobre situações que provocam gemidos da irmã terra, que se unem aos gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo”, disse em referência ao documento papal.

 

Dom Joel disse que o Papa ensinou também na Laudato Si’ que não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social; mas uma única e complexa crise socioambiental. “Ou as causas se unem na grande causa, que é a busca e a construção de um mundo diferente, ou não haverá sucesso nesta empreitada, que não pertence a uma pessoa ou a um grupo. É uma causa de todos nós”, defendeu.

 

De acordo com o secretário-geral da CNBB, a defesa da ecologia integral, conforme apresentada no capítulo IV da Laudato Si’, incorpora-se à missão da Igreja de ser “sal, luz e fermento”. Segundo ele, a Igreja tem uma grande história, a partir da Rerum Novarum do Papa Leão XIII, com o compromisso social; Com a Laudato Si’ assume também o compromisso ambiental fazendo com que surja uma consciência socioambiental em seu magistério eclesial.

 

O cacique do povo indígena Maró, no Estado do Pará, falou da importância de todos compartilharem do compromisso de cuidar da Casa Comum e da floresta. Defendeu que o filme seja apresentado e estudado nas escolas. Ele falou também do trabalho que seu povo criou o “Grupo de Vigilantes” frente à constatação de que os organismos que deveriam cuidar e proteger seus direitos (como a Funai, o Icmbio e o Ibama), não estão cumprindo seu papel.

 

A assessora da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, apresentou a Encíclica Laudato Si’ aos participantes e o sentido que ela fala do cuidado com a “Casa Comum”. Ela leu o primeiro parágrafo do documento no qual o Santo Padre chama a todos de irmãos.

O filme “A Carta”

 

Ao coordenador para Iberoamérica do Movimento Laudato Si’, Igor Bastos, coube falar sobre o filme “A Carta”. Ele recordou que o documentário já foi lançado no Vaticano no dia 4 de outubro, dia de São Francisco de Assis. “A proposta deste filme é que ele seja uma ferramenta para chegar com a mensagem da Laudato Si’ em espaços que ela ainda não chegou e também para reanimar os espaços”, recordou.

 

Segundo ele, a encíclica Laudato Si’ foi lançada em 2015, ano Conferência do Clima (Cop21), quando foi assinado o acordo de Paris no qual nações de várias partes do mundo assumiram um compromisso comum para combater as mudanças climáticas.  “A encíclica Laudato Si’, que inspirou o filme, é uma carta do Papa não só para os católicos e pessoas de fé mas para toda a comunidade global. Por isto que é uma carta do Papa Francisco para você”, disse.

 

O documentário “A Carta”, disponível gratuitamente através de um serviço de streaming no canal YouTube, foi produzido pela equipe “Off the Fence”, vencedora de um Oscar, em colaboração com o Movimento Laudato si’ e os Dicastérios para a Comunicação e para a Promoção do Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. O documentário também tem parceria do YouTube Originals.

 

Como assistir ao filme:

 

Os produtores do filme lançaram um site com informações sobre o documentário e também com sugestões do que pode ser feito para que sua mensagem chegue a mais pessoas.

 

Site: Theletterfilm.org.

 

Link para assistir o filme completo: “A Carta” 

 

 

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Dia de Finados: Dom Antônio Carlos celebrará Missa às 17h no Cemitério Campo Jorge

 

Os cemitérios públicos de Caicó, São Vicente de Paulo e Campo Jorge, definiram as suas programações para o Dia de Finados, 02 de novembro.

 

O horário de visitação em ambos será das 05h às 22h.

 

Às 6h30 haverá missa na Matriz de São José, presidida por Dom Antônio e, em seguida, haverá procissão até o Cemitério São Vicente de Paulo onde será concedida a bênção dos túmulos.

 

No Cemitério Campo Jorge acontecerão duas Missas, uma às 06 da manhã e outra às 17h, presidida por Dom Antônio Carlos – Bispo Diocesano.

 

www.glaucialima.com

 

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Dia de Finados: uma reflexão sobre nossa finitude

 

A Liturgia do Dia de Finados propõe-nos a reflexão sobre nossa finitude.

 

Faz parte de nossa natureza, de nosso modo de existir, algo que é antagônico entre si, ou seja, nosso desejo de plenitude, de sermos eternos e ao mesmo tempo nossa incapacidade de pensarmos fora da categoria tempo. É impossível ao ser humano pensar no eterno, porque sempre vai se perguntar pelo depois, vai questionar se não será monótono. Ora, ao fazer essa pergunta ele demonstra sua incapacidade ontológica de usar o espaço mental para pensar no eterno, não como categoria, mas como sua própria realidade existencial.

 

Comemorar os fiéis defuntos é refletir sobre nosso fim, ao mesmo tempo sobre nosso desejo de eternidade, como desejo profundo, como ânsia, inextirpável de nossa natureza, apesar de finita.

 

O livro do Apocalipse nos fala do fim da morte, do luto, das lágrimas, do fim do que era finito. Agora, pelo poder da ressurreição de Jesus Cristo, nossos anseios foram realizados, tornaram-se reais. Somos eternos! “Eis que faço novas todas as coisas”, isto é, eternas, sem caducar, sem envelhecer, sem a ação do tempo, que não existe mais.

 

São Paulo, na carta aos Romanos diz que fomos batizados na morte de Cristo e acrescenta: “Se, pois, se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com ele. Sabemos que Cristo ressuscitado dos mortos não morre mais; a morte já não tem poder sobre ele. Por isso, sendo Cristo a Vida, todo nosso anseio de eternidade faz sentido e será realizado. Viveremos eternamente o amor, a alegria, na companhia de nossos entes queridos, porque do contrário não será felicidade.

 

O dia de hoje, dedicado à reflexão sobre o término de nossa caminhada nesta vida, longe de nos tirar a alegria de ser, nos aumenta o júbilo porque não só fomos criados á imagem da Vida, que é Jesus, mas fomos resgatados, recriados, por sua morte e ressurreição, para a Vida eterna com Ele e com nossos entes queridos.

 

Fonte: Vatican News

 

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Papa Francisco: “Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio, da intolerância e da violência”

 

O Santo Padre recordou durante a Audiência geral desta quarta-feira, no Vaticano, a beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva realizada na tarde da última segunda-feira, na cidade de Crato, Ceará. Pediu a ainda a Nossa Senhora proteção para o povo brasileiro.

 

Silvonei José – Vatican News

 

Na audiência geral desta quarta-feira na Praça São Pedro o Papa saudou os peregrinos de língua portuguesa, em especial aqueles que vieram de São Salvador da Bahia, Anicuns, Taubaté e São Paulo. Em seguida recordou a beatificação da menina Benigna Cardoso da Silva realizada na tarde da última segunda-feira, na cidade de Crato, Ceará:

 

Queridos irmãos e irmãs, anteontem, em Crato, no Estado brasileiro do Ceará, foi beatificada Benigna Cardoso da Silva, uma jovem mártir que, seguindo a Palavra de Deus, manteve pura a sua vida, defendendo a sua dignidade. O seu exemplo nos ajude a ser generosos discípulos de Cristo. A vida do mundo depende do nosso testemunho coerente e alegre do Evangelho. Um aplauso à nova beata!

 

Enfim o Papa dirigiu seu pensamento ao povo brasileiro pedindo a intercessão e a proteção de Nossa Senhora Aparecida.

 

Peço a Nossa Senhora Aparecida que proteja e cuide do povo brasileiro, que o livre do ódio, da intolerância e da violência.

 

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Bispos católicos se posicionam contra Bolsonaro: “Virou as costas à população carente”

 

O grupo intitulado “Bispos do Diálogo pelo Reino”, que reúne bispos católicos brasileiros, divulgou, nesta segunda-feira (24), uma carta na qual se posiciona contra a reeleição de Jair Bolsonaro (PL).

 

O coletivo congrega bispos da Igreja Católica de diversas regiões do país. Em um dos trechos do documento, os religiosos dizem que o segundo turno das eleições coloca a população brasileira “diante de um desafio dramático” que não permite neutralidade.

 

Irmãos e irmãs,

 

Somos bispos da Igreja Católica de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em plena comunhão com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB que, no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Lideramos a escrita de uma primeira Carta ao Povo de Deus, em julho de 2020. Diante da gravidade do momento atual, nos dirigimos novamente a vocês.

 

O segundo turno das eleições presidenciais de 2022 nos coloca diante de um dramático desafio. Devemos escolher, de maneira consciente e serena, pois não cabe neutralidade quando se trata de decidir sobre dois projetos de Brasil, um democrático e outro autoritário; um comprometido com a defesa da vida, a partir dos empobrecidos, outro comprometido com a “economia que mata” (Papa Francisco, A Alegria do Evangelho, 53); um que cuida da educação, saúde, trabalho, alimentação, cultura, outro que menospreza as políticas públicas, porque despreza os pobres. Os dois candidatos já governaram o Brasil e deram resultados diferentes para o povo e para a natureza, os quais podemos analisar.

 

Iluminados pelas exigências sociais e políticas de nossa fé cristã e da Doutrina Social da Igreja Católica precisamos falar de forma clara e direta sobre o que realmente está em jogo neste momento. Jesus nos mandou ser “luz do mundo” e a luz não deve ficar escondida (Mt 5,15).

 

Somos testemunhas de que o atual governo, que busca a reeleição, virou as costas para a população mais carente, principalmente no tempo da pandemia. Apenas às vésperas da eleição, lançou um programa temporário de auxílio aos necessitados. A 59ª Assembleia Geral da CNBB constatou “os alarmantes descuidos com a Terra, a violência latente, explícita e crescente, potencializada pela flexibilização da posse e porte de armas […]. Entre outros aspectos destes tempos, estão o desemprego e a falta de acesso à educação de qualidade para todos. A fome é certamente o mais cruel e criminoso deles, pois a alimentação é um direito inalienável” (Mensagem da CNBB ao Povo Brasileiro sobre o Momento Atual). A vida não é prioridade para este governo.

 

O chefe de governo e seus apoiadores, principalmente políticos e religiosos, abusaram do nome de Deus para legitimar seus atos e ainda o usam para fins eleitorais. O uso do nome de Deus em vão é um desrespeito ao 2º mandamento. O abuso da religião para fins eleitoreiros foi condenado em nota oficial da presidência da CNBB (11/10/2022), para a qual “a manipulação religiosa sempre desvirtua os valores do Evangelho e tira o foco dos reais problemas que necessitam ser debatidos e enfrentados em nosso Brasil”.

 

Enquanto dizia “Deus acima de tudo”, o presidente ofendia as mulheres, debochava de pessoas que morriam asfixiadas, além de não demonstrar compaixão alguma com as quase 700 mil vidas perdidas para a Covid-19 e com os 33 milhões de pessoas famintas em seu país. Lembramos que o Brasil havia saído do mapa da fome em 2014, por acerto dos programas sociais de governos anteriores. Na prática, esse apelo a Deus é mentiroso, pois não cumpre o que Jesus apresentou como o maior dos mandamentos: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Mt 22, 37). Quem diz que ama a Deus, mas odeia o seu irmão é “mentiroso” (1Jo 4,20).

 

Os discursos e as medidas que visam armar todas as pessoas e eliminar os opositores estão em contradição tanto com o 5º mandamento, que diz “não matarás”, quanto com a Doutrina Social da Igreja, que propõe o desarmamento e diz que “o enorme aumento das armas representa uma ameaça grave para a estabilidade e a paz” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, 508).

 

Vivemos quatro anos sob o reinado da mentira, do sigilo e das informações falsas. As fake news (notícias falsas veiculadas como se fossem verdades) se tornaram a forma “oficial” de comunicação do governo com o povo. Isso fere o 8º mandamento, de não levantar falso testemunho, mas mostra também quem é o verdadeiro “senhor” dos que, perversamente, se dedicam a espalhar falsidades e ocultar informações de interesse público. Jesus diz que o Diabo é o pai da mentira (Jo 8, 44), enquanto Ele é o “caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6).

 

A Mensagem ao Povo Brasileiro, da 59ª Assembleia Geral da CNBB, alertou-nos, também, de que “nossa jovem democracia precisa ser protegida, por meio de amplo pacto nacional”. No entanto, o atual governo e os parlamentares que o apoiam ameaçam modificar a composição do Supremo Tribunal Federal para criar uma maioria de apoio aos seus atos. O controle dos poderes Legislativo e Judiciário sempre foi o passo determinante para a implantação das ditaturas no mundo.

 

Os cristãos têm capacidade para analisar qual dos dois projetos em disputa está mais próximo dos princípios humanistas e da ecologia integral. Basta analisar com dados e números e perguntar: qual dos candidatos concorrentes valorizou mais a saúde, a educação e a superação da pobreza e da miséria e qual retirou verbas do SUS, da educação e acabou com programas sociais? Quem cuidou da natureza, principalmente, da Amazônia e quem incentivou a queima das florestas, o tráfico ilegal de madeiras e o garimpo em terras indígenas?

 

Não se trata de uma disputa religiosa, nem de mera opção partidária e, tampouco, de escolher o candidato perfeito, mas de uma decisão sobre o futuro de nosso país, da democracia e do povo. A Igreja não tem partido, nem nunca terá, porém ela tem lado, e sempre terá: o lado da justiça e da paz, da verdade e da solidariedade, do amor e da igualdade, da liberdade religiosa e do Estado laico, da inclusão social e do bem viver para todos. Por isso, seus ministros não podem deixar de se posicionar, quando se trata de defender a vida do ser humano e da natureza. Nossa motivação é ética e não decorre do seguimento de um líder político, nem de preferências pessoais, mas vem da fidelidade ao Evangelho de Jesus, à Doutrina Social da Igreja e ao magistério profético do Papa Francisco.

 

Deus abençoe o povo brasileiro e o Espírito Santo de sabedoria e verdade ilumine nossas mentes e corações, na hora de votarmos nesse segundo turno das eleições de 2022. Vejamos Jesus no rosto de cada pessoa, especialmente dos pobres que sofrem e não em autoridades humanas que os manipulam em nome de um projeto ideológico de poder político e econômico.

 

Em 24 de outubro de 2022, Memória de Santo Antônio Maria Claret, bispo.

 

Bispos do Diálogo pelo Reino.

 

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CNBB manifesta solidariedade às pessoas diretamente atingidas por ofensas verbais e outras formas de agressão, como as sofridas pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) diante de fatos que, nas últimas horas, chocaram cidadãos e cidadãs comprometidos com o bem comum de nosso país, vem manifestar sua solidariedade às pessoas diretamente atingidas por ofensas verbais e outras formas de agressão, como as sofridas pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha.

 

Lamenta e recorda que um país efetivamente democrático não se constrói desse modo. A história tem exemplos a indicar o resultado dessas atitudes, exemplos que não devem ser desejados nem para o Brasil nem para qualquer outro lugar.

 

A vitória, no Brasil, há de ser sempre da paz, do bem comum, da convivência social serena, do respeito às instituições e da Democracia.

 

Em Cristo,

 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo 
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

 

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-presidente da CNBB

 

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-presidente da CNBB

 

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

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COMÉRCIO DA FÉ: TV do pastor André Valadão recebeu R$ 217 mil do governo em ano eleitoral

 

A Rede Super (Canal 23 LTDA), uma emissora de televisão evangélica, de propriedade da Igreja Batista da Lagoinha, em que o pastor mineiro André Valadão é um dos sócios, recebeu R$ 756 mil do governo Bolsonaro ao longo dos últimos quatro anos. Só neste ano eleitoral, o montante recebido foi de R$ 217 mil.

 

Os valores em 2022 se referem à veiculação da campanha ‘Governo Fraterno, Trabalhador e Honesto’, a mais cara do Ministério das Comunicações no ano, que buscou resgatar a imagem do presidente desgastada após escândalos de corrupção e prevaricação durante a pandemia.

 

O levantamento é da Agência Pública e contou com dados do Ministério das Comunicações. No primeiro ano de mandado foram entregues para a emissora R$ 268 mil e em 2021 o valor chegou a R$ 208 mil. Os repasses só ficaram abaixo da casa dos 200 mil em 2020 quando a emissora recebeu R$ 61 mil.

 

Sócio da Igreja proprietária da emissora, o pastor André Valadão gravou um vídeo de retratação ao ex-presidente Lula (PT) em que pede desculpas por dizer que o petista seria a favor do aborto, da liberação de drogas e de pequenos furtos.

 

Sobre aborto, Lula sempre se declarou contrário à prática. No entanto considera que não deva ser tratada de forma criminal. Já em relação a drogas e pequeno furtos, jamais houve qualquer declaração do ex-presidente que contemporizasse em relação às pautas.

 

Em todo caso, no próprio vídeo de retratação de Valadão houve mais uma mentira. Ele alega que teria sido intimado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Alexandre de Moraes, para se retratar em relação a desinformação propagada. No entanto o próprio TSE afirmou em nota pública que não emitiu qualquer decisão em relação a Valadão.

 

Mais tarde o pastor admitiu nas redes sociais que tentou “driblar” uma possível decisão e teve a publicação “curtida” pelo Ministério da Economia, encabeçado por Paulo Guedes que, nesta semana admitiu que pretende reajustar o salário mínimo abaixo da inflação, mantendo a política de desvalorização do real do governo Bolsonaro. Desde que a moeda foi lançada, nos anos 90, este é o primeiro período em que sofre desvalorização. Os efeitos podem ser vistos nas prateleiras dos supermercados, basta notar a perda de poder de compra que os salários apresentaram nos últimos 3 anos.

 

Valadão também deve mais de R$ 2 milhões à União referentes a impostos devidos e dívidas previdenciárias da Amando Vidas Eventos LTDA, sua produtora musical e de eventos.

 

Revista Fórum

 

 

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Papa no Dia da Erradicação da Pobreza: dar uma mão para ter menos excluídos

 

Os números dão o panorama: são 800 milhões de pessoas que passam fome e 1,3 bilhão de pobres no mundo. Uma conta altíssima que, para diminuir, requer ações planejadas, já dizia o Papa em mensagem à FAO. Para este 17 de outubro, Dia Internaccional para a Erradicação da Pobreza, Francisco convidou cada um “a dar uma mão por uma sociedade onde ninguém se sinta excluído por ser indigente”.

 

Já alertava o Papa Francisco ao final do Angelus deste domingo (16) ao recordar a data instituída pelas Nações Unidas para esta segunda-feira, 17 de outubro, para que a pobreza se torne um tema do passado:

 

“Sobre o tema da miséria, amanhã é o Dia Mundial da Erradicação da Pobreza: cada um pode dar uma mão por uma sociedade onde ninguém se sinta excluído por ser indigente.”

 

Dignidade para todos na prática

 

O próprio secretário-geral da ONU, o português António Guterres, em mensagem divulgada para a data, afirmou que a pandemia provocou atraso de mais de 4 anos após avanços direcionados para a combater a situação, uma dura verdade que está fazendo o mundo retroceder nesse âmbito. As desigualdades aumentam e, dentro dos países, as economias sofrem com perdas de empregos, aumento vertiginoso de preços de alimentos e energia, além das “sombras crescentes de uma recessão global”.

 

A organização estima que o mundo tem hoje 1,3 bilhão de pobres em diversas dimensões. Para o líder das Nações Unidas, a crise atual também se juntou àquela do clima e dos conflitos violentos, por exemplo. O tema da celebração do Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza deste ano para impulsionar uma ação global urgente é “dignidade para todos na prática”.

 

II Fórum Mundial da Alimentação

 

O domingo (16), com a comemoração do Dia Mundial da Alimentação, também foi de conscientização sobre o tema, já que a pobreza tem deixado um número cada vez maior de pessoas passando fome: segundo diretor da FAO, Qu Dongyu, são cerca de 800 milhões de pessoas. Em mensagem para a data, o Papa Francisco enalteceu que não é possível enfrentar as crises humanas se não trabalharmos e caminharmos juntos e, por isso, erradicar a fome requer ações planejadas.

 

A própria Organização para a Alimentação e a Agricultura da ONU promove a partir desta segunda-feira (17), em Roma, a segunda edição do Fórum Mundial da Alimentação, que também dá abertura, por exemplo, aos prêmios de inovação na área e ao Fórum Global da Juventude num espaço para discutir e identificar prioridades e soluções sobre o caminho de transformação dos sistemas agroalimentares. As atividades em modalidade virtual e que também acontecem na sede da FAO seguem até a próxima sexta-feira (21).

 

Vatican News

 

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Peregrinação da Imaculada Conceição marca preparativos para festa da co-padroeira de Currais Novos

 

Teve início nesta segunda-feira (16) a peregrinação para os festejos da Imaculada Conceição, padroeira de Currais Novos. A festa vai ocorrer entre os dias 28 de novembro e 8 de dezembro.

 

A peregrinação teve início com a primeira visita da imagem da santa nesta segunda-feira. O cronograma de visitas já está definido e seguirá até o mês de novembro, como forma de integrar toda a população e gerar expectativa para o retorno dos festejos 100% presenciais.

 

O padre Fagner Dantas, pároco da Paróquia da Imaculada Conceição, detalhou as ações em entrevista ao programa Bom Demais da Rádio Currais Novos FM.

 

Via Ismael Medeiros

 

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400 padres e 10 bispos acusam Bolsonaro de profanar Santuário de Aparecida visando fins politiqueiros

 

Por Marcelo Menna Barreto, Extra Classe –  Mais de 400 padres e 10 bispos católicos emitiram manifesto que acusa o presidente Jair Bolsonaro de ter profanado o Santuário de Nossa Senhora Aparecida no último dia 12, dia da padroeira do Brasil. Na ocasião, o presidente da República foi recepcionado pelos fiéis com vaias e alguns aplausos.

 

O documento encaminhado na quinta-feira, 14, ao arcebispo de Aparecida do Norte Dom Orlando Brandes e ao reitor do Santuário, o padre redentorista Carlos Eduardo Catalfo, é subscrito por integrantes dos coletivos Padres da Caminhada e Padres Contra o Fascismo. Os religiosos se indignaram pela participação ativa do presidente da República na liturgia.

 

No texto intitulado O que é de César a César, e o que é de Deus a Deus (Mt 22,21) – A visita de Jair Bolsonaro ao Santuário Nacional de Aparecida, os signatários repudiam o fato de Bolsonaro ter feito a leitura do Livro de Ester e da Consagração à Nossa Senhora Aparecida em uma das celebrações que comemoravam o dia de Nossa Senhora Aparecida no Santuário, no dia 12.

Fins politiqueiros

 

Bolsonaro, segundo os religiosos, “profana a fé no Deus da vida fazendo uso dela para meros fins politiqueiros e vilipendia o Evangelho de Jesus de Nazaré que veio para que todos ‘tenham vida e a tenham em abundância’ (Jo 10,10)”, destacaram. Salientaram ainda que “não pela primeira vez”.

 

O texto ainda afirma que o presidente “não tem nada de católico, nem de cristão, nem sequer de humano. É um facínora!”.

 

“Ele usa e abusa da fé como palanque político; tenta reverter suas seguidas derrotas políticas apelando à religião. Não, Jair Bolsonaro não é religioso. Ele perverte o ensinamento evangélico porque quer dar a Deus o que é do perverso César (Mt 22,21). Jair Bolsonaro não é de Deus!”, sentencia a nota.

 

Segundo o padre Geraldino Rodrigues Proença, membro dos Padres na Caminhada, enquanto Ester pede vida e quer o bem-estar do seu povo, tudo o que Bolsonaro tem defendido e feito em seu governo aponta para a morte. De acordo com Proença, o Santuário “deu um tiro no pé e está, agora, em silêncio. Foi usado para o marketing de Bolsonaro que quer posar bem com todas religiões cristãs”.

Esperança x indignação

 

Se de um lado, as palavras de Dom Orlando proferidas horas antes da chegada de Bolsonaro em uma das missas no santuário “reacendem a esperança”, os sacerdotes afirmam que as atitudes do presidente no Santuário “acendem a indignação”.

 

O manifesto questiona como alguém como Bolsonaro pode consagrar “o povo brasileiro à Mãe Aparecida”. Lista o que chama de descaso do presidente com a pandemia, as suas ações contra os povos originários, afrodescendentes e mulheres. Os elogios de Bolsonaro à ditadura militar e aos torturadores também não foram esquecidos.

 

Em sua reflexão, Dom Orlando fez críticas à corrupção e clama por uma república sem mentira e sem fake news. Em uma referência à política de Bolsonaro, o arcebispo ainda sentenciou: “Para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”.

Hipocrisia

 

Outra contradição apontada pelo documento enviado à Aparecida é o fato de Bolsonaro ter recebido a Eucaristia apesar de ter renegado seu batismo na Igreja Católica ao se batizar no Rio Jordão pelo pastor Everaldo, preso pela Polícia Federal por desvios de recursos no Rio de Janeiro. “Ou bem assume um credo ou outro e não fique usando-os para seus mesquinhos fins”.

 

Religiosos ouvidos pelo Extra Classe, apesar de dizerem não querer focar “na questão moral”, apontam que o documento foi certeiro ao questionar como Bolsonaro pode “bradar pelos princípios cristãos da chamada ‘família tradicional’, uma vez que em sua vida pessoal não dá provas de que acredita verdadeiramente neles.

 

Recordam que, em 2018 ,setores conservadores ficaram histéricos com o fato do então candidato Fernando Haddad ter comungado em uma Igreja Católica Romana, apesar de ser Católico Ortodoxo. Mesmo com o Cisma entre Romanos e Ortodoxos, ao contrário das denominações evangélicas, as duas denominações teologicamente observam o princípio que diz que seus bispos, patriarcas e o Papa são sucessores dos apóstolos de Cristo.

Leia a íntegra do manifesto

 

“O que é de César a César, e o que é de Deus a Deus” (Mt 22,21)

 

A visita de Jair Bolsonaro ao Santuário Nacional de Aparecida

 

Somamos nossa indignação à de muitas e muitos que professam a fé católica. A causa dessa indignação é a leitura e a oração de consagração a Nossa Senhora Aparecida feitas pelo Sr. Jair Messias Bolsonaro, em uma missa vespertina no Santuário Nacional.

 

Horas antes ouvimos as palavras de Dom Orlando Brandes, Arcebispo Metropolitano de Aparecida: “Para ser pátria amada, não pode ser pátria armada (…). Para ser pátria amada, uma república sem mentira e sem fake news. Pátria amada sem corrupção e pátria amada com fraternidade.” Sua reflexão enche de esperança quem a ouve, sobretudo em um Brasil que ainda chora a morte de mais de seiscentos mil filhas e filhos por causa da má gestão de uma cruel pandemia; em um Brasil que sente a dor da fome, sobretudo das crianças cujo dia deveríamos estar comemorando; em um Brasil que sofre por ver milhões de famílias novamente empurradas para abaixo da linha da pobreza e obrigadas a sobreviver com uma sopa rala de ossos ou de carcaça de peixe; em um Brasil que vê suas matas arderem e seus povos originários serem encurralados em pequenos espaços de terra.

 

Sim, as palavras de Dom Orlando Brandes reacendem a esperança! Contudo, o que aconteceu no Santuário Nacional momentos depois acende a indignação!

 

O Sr. Jair Bolsonaro, ainda Presidente da República, fez uma visita ao Santuário Nacional, participou da missa, leu a leitura do livro de Ester – um escândalo, porque o que menos ele demonstra querer é o bem de seu povo (Est 7,3) – e rezou em nome desse povo a consagração a Nossa Senhora Aparecida. Dizíamos um escândalo, mas, por tudo o que aconteceu, é melhor usar a palavra “profanação”.

 

Sim, o Sr. Jair Bolsonaro profana a fé no Deus da vida fazendo uso dela para meros fins politiqueiros e vilipendia o Evangelho de Jesus de Nazaré que veio para que todos “tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10). E não pela primeira vez, basta relembrar sua ida a uma missa em Brasília durante a qual recebeu a Eucaristia.

 

Como alguém que se deixa batizar nas águas do Rio Jordão por um pastor evangélico – líder de um partido político e que foi preso em uma operação anticorrupção – ainda se diz “católico”? Ou bem assume um credo ou outro e não fique usando-os para seus mesquinhos fins. Como alguém pode bradar pelos princípios cristãos da “família tradicional”, uma vez que em sua vida pessoal não dá provas de que acredita verdadeiramente neles, como quando ainda era parlamentar e mantinha uma residência oficial na capital federal “para comer gente”? Como alguém consagra o povo brasileiro à Mãe Aparecida tendo manifestado inúmeras vezes descaso por esse mesmo povo, especialmente pelos povos originários, pelos afrodescendentes, pelas mulheres, pelas e pelos LGBTQIA+? Como alguém reza a consagração a Nossa Senhora Aparecida dizendo que poucos morreram durante a ditadura militar, elogiando o torturador Coronel Brilhante Ustra e pregando o uso de armas pela população? Como alguém recorre à proteção da Padroeira do Brasil quando desprotegeu a população toda negando a gravidade da violenta pandemia?

 

Jair Bolsonaro, que gosta tanto de ostentar seu segundo nome, não tem nada de católico, nem de cristão, nem sequer de humano. É um facínora! Ele usa e abusa da fé como palanque político; tenta reverter suas seguidas derrotas políticas apelando à religião. Não, Jair Bolsonaro não é religioso. Ele perverte o ensinamento evangélico porque quer dar a Deus o que é do perverso César (Mt 22,21). Jair Bolsonaro não é de Deus!

 

Indignamo-nos com sua participação na missa em Aparecida, com sua profanação do sagrado no templo e fora dele, porque quem despreza a vida profana o sagrado. Indignamo-nos com o apoio que autoridades eclesiásticas católicas ainda expressam a esse homem maldoso que não possui o menor respeito pela fé e por aquelas e aqueles que a professam. Indignamo-nos com seu profano gesto de dar a César o que é de Deus.

 

Padres da Caminhada & Padres Contra o Fascismo

 

 

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