14/06/2018
Por Edilson Silva em Barra de Santana, Jucurutu, Religião

Paróquia de Jucurutu divulga programação religiosa e sociocultural da Festa de Sant´Ana, padroeira de Barra de Santana

A Paróquia de São Sebastião de Jucurutu divulgou programação religiosa e sociocultural por ocasião da 18ª Festa de Sant´Ana, padroeira do Distrito Januncio Afonso. Os festejos acontecerão no período de 06 a 15 de Julho naquela comunidade.

Em nota o Pe. Luiz Carlos saúda os devotos e devotas:

Estamos nos aproximando de mais uma Festa de nossa Padroeira. E queremos, com muita alegria, convidar você e sua família para juntos vivermos esse tempo forte de oração, de missão, de louvor, de fé e de agradecimento a Deus. Celebrar a Padroeira de nossa comunidade deve ser, para cada um de nós, tempo de graça, no qual renovamos o nosso  compromisso de seguir Jesus”, frisou o Pe. Luiz Carlos, pároco de Jucurutu.

Confira:

Dia 06/07 (Sexta) – Abertura da Festa e 1ª Novena dedicada aos motoristas, moto-taxistas, ciclistas e todos devotos de Nossa Senhora Santana. Pregador: Pe. Luiz Carlos. Concentração a partir das 19h na entrada da comunidade com destino a Igreja. Em seguida apresentação da Banda Filarmônica Francisco Batista dos Santos Lula.

Dia 07/07 (Sábado) – Jantar de Santana com música ao vivo.

Dia 08/07 (Domingo)

07h – 3ª Cavalgada de Sant´Ana com saída do Alto do Paiol com destino a Barra de Santana.

13h – Feirinha com festa dançante em praça pública.

Dia 09/07 – (Segunda) – 20h – Cinema no Mercado Público

Dia 10/07 – (Terça)

16h – Inicio do Torneio de Futsal

20h – Show Religioso

Dia 11/07 – (Quarta)

20h – Final dos Jogos de Futsal

Dia 12/07 (Quinta)

09h – Dia de Convivência da 3ª idade no Mercado Público

Dia 14/07 – (Sábado)

20h – Leilão da Festa e em seguida show na quadra de esporte

Dia 15/07 – (Domingo)

17h – Procissão de Encerramento e logo após Missa Solene da Festa.

21h – Show na quadra de esporte


13/06/2018
Por Edilson Silva em Política, Religião

Assessor do Papa, Juan Gabrois, esclarece e confirma em carta que o terço foi abençoado e enviado para Lula pelo Papa Francisco

Compartilho a carta que enviei a Lula em relação à polêmica sobre a minha visita ao pênalti de Curitiba.

Querido Lula:

Ontem eu saí do Brasil muito angustiado. Como sabes, impediram-me de te visitar de forma injustificada, arbitrária e mal-educada. Depois, visitei os meus irmãos e irmãs provadores, carrinheiros, camponeses, favelados, professores, servidores públicos, operários e integrantes de diversas pastorais. Pude sentir a dor do seu povo, partilhar a sua impotência perante a injustiça, a sua revolta perante a perseguição do seu máximo dirigente. Notei também a enorme deterioração institucional, social e política que o Brasil sofre por causa da ambição de poucos que concentram o poder e impedem que as diferenças se apaziguamento nos quadros da democracia.

O drink mais amargo, porém, me esperava no aeroporto de Curitiba. Foi aí que soube que estavas a ser atacado nos meios de comunicação social e redes sociais. Dizem que mentiu sobre o Rosário enviado pelo Papa Francisco. Acontece que tu, preso e incomunicável, também mentem! Com espanto vi que os seus inquisidores indicavam que a fonte da sua calúnia era o próprio Vaticano. Maior foi a minha surpresa quando confirme que numa página da internet chamada vatican news tinham publicado um texto em português agressivo, cheio de imprecisões e erros de redacção. A comunicação desta página não pode ser considerada oficial, mas, com efeito, trata-se de um local dependente do secretariado de comunicação do Vaticano. Enquanto Lia, não podia sair do meu espanto. Evidentemente, um editor desse site, sabe Deus com que intenção ou a pedir de quem, quis causar um tumulto e conseguiu. Quando pude reclamar com os superiores, a nota foi removida do site e substituída por uma adequada (https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2018-06/precisacao-sobre-caso-grabois-lula.html), mas o dano já estava feito. Infelizmente, os meios que espalharam até o paroxismo a suposta desmentida alegria não visualizaram a nova nota com a informação correcta. Será que vivemos na era da posverdad.

Nunca revelei o conteúdo de um encontro com o Papa Francisco porque sou leal, o respeito e admiro muito. Além disso, sei que o seu apoio aos movimentos sociais e aos pobres lhe traz mais do que uma dor de cabeça. Como sabe, ele também sofre o ataque sistemático dos fariseus e herodianos dos nossos tempos. No entanto, tendo em conta as circunstâncias, sinto-me na obrigação de te contar como foram as coisas. Em meados de maio estive no Vaticano para visitar o Francisco, que me honra com uma amizade que não mereço, ama a pátria grande e – como ele mesmo indicou – está preocupado com a situação actual. Como sabe, é muito claro e frontal, não precisa de porta-Vozes e eu nunca quis ser. Sofro muito quando a mídia me coloca nesse lugar. Eu apenas tento ajudar no diálogo com os movimentos sociais, algo que tenho feito desde que nos conhecemos em Buenos Aires, há mais de dez anos, lutando por uma sociedade sem escravos nem excluídos. Neste momento, colaboro com o dicastério para a promoção do desenvolvimento humano integral que preside o cardeal Peter turkson com quem organizámos os três encontros mundiais de movimentos populares e outras atividades para promover o acesso à terra, o teto e o trabalho como direitos. Essenciais.

Por esses dias de maio, meus amigos dos movimentos populares do Brasil me ofereceram a possibilidade de te visitar. Fiquei muito satisfeito porque admiro o que fizeste como presidente pelos mais pobres e tenho a certeza de que és alvo de uma perseguição política, tal como Nelson Mandela e tantos outros dirigentes políticos na história recente. Aproveitei, então, aquela visita ao Vaticano para conversar com o papa sobre a situação e pedir-lhe um rosário abençoado para te levar a ti. Assim foi. É incrível que um gesto tão simples de solidariedade e proximidade do papa, um objeto que serve para rezar, gere tantos problemas, mas não é a primeira vez e vatican news é responsável por ter permitido que se publique essa nota tão inapropriada e falta de profissionalismo. . O seu responsável pediu-me perdão e perdoo-lhe, porque todos podemos cometer erros. Mas também sei que houve danos graves.

Também quero esclarecer que, quando me negaram ver-te, pedi aos teus colaboradores que te levassem o Rosário, exporta expressamente que vinha da parte do papa com a sua bênção. Por esse motivo, o que eles afirmaram na sua conta do facebook – erroneamente denunciada de fakenews e ameaçada com a censura – é simplesmente o que eu lhes disse: A verdade. Entrego esta carta aos seus colaboradores com a autorização expressa de que a postem se lhes serve para amenizar o dano causado, embora temo que aqueles que odeiam esse operário que tirou da fome a quarenta milhões de excluídos e colocou de pé a América Latina em frente aos seus colaboradores. Os poderes globais não vão dizer a verdade.

Te peço perdão pelo que aconteceu e te deixo um abraço fraterno, Latino-Americano e solidário;

Rezo pela tua liberdade, o teu povo e a nossa pátria grande;

João Grabois


11/06/2018
Por Edilson Silva em Política, Religião

Papa Francisco envia rosário ao presidente Lula

O papa Francisco enviou um rosário ao presidente Lula, preso político há 67 dias. O presidente recebeu o terço na sede da Polícia Federal em Curitiba. Em maio, o pontífice criticou o papel da mídia na difamação de figuras públicas. “Criam-se condições obscuras para condenar uma pessoa. A mídia começa a falar mal das pessoas, dos dirigentes, e com a calúnia e a difamação essas pessoas ficam manchadas. Depois chega a Justiça, as condena, e no final, se faz um golpe de Estado”, afirmou na ocasião.

Foto: Claudio Kbene


01/06/2018
Por Edilson Silva em Jucurutu, Religião

Vídeo: Paróquia de Jucurutu celebra o Corpo e Sangue de Cristo e Encerramento do Mês Mariano

Confecção de tapete com símbolos religiosos, adoração, procissão e missa solene; assim foi a programação de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira (31) pela comunidade católica jucurutuense.

Na Igreja de Santa Izabel fiéis se reuniram às 15h para Adoração ao Santíssimo Sacramento e logo em seguida por volta das 18h e 30min. uma procissão saindo do local percorreu ruas e avenidas com destino a Matriz de São Sebastião onde foi celebrada Missa campal pela Solenidade de Corpus Christi e Encerramento do Mês Mariano com Coroação de Nossa Senhora.

“Estamos hoje reunidos para Celebrar a Solenidade de Corpus Christi. Eis aqui a própria fé, nosso alimento espiritual e quantas pessoas nos dias atuais não acreditam no Corpo e Sangue de Cristo, mesmo após tantos milagres. Meus irmãos, estamos vivenciando dias difíceis; o povo brasileiro perdeu a fé nos seus governantes, mas não vamos perder a nossa esperança que está em Deus, olhemos para Jesus, sigamos em frente, pois devemos depositar nossa confiança em Deus e não nos homens. Não percam a fé em Deus”, disse o Padre.

 

 


31/05/2018
Por Edilson Silva em Jucurutu, Religião

Paróquia de São Sebastião divulga programação de Corpus Christi em Jucurutu

Nesta quinta-feira, dia 31, a Igreja Católica celebra o dia de Corpus Christi, expressão que vem do latim e significa “Corpo de Cristo”.

A festa de Corpus Christi tem por objetivo celebrar solenemente o mistério da Eucaristia – o Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus. A solenidade acontece sempre em uma quinta-feira, em alusão à Quinta-feira Santa, quando se deu a instituição do sacramento da Eucaristia.

Na Paróquia de São Sebastião de Jucurutu, o dia de Corpus Christi será celebrado com intensa programação ao longo do dia.

Confira:

15:00h – Adoração ao Santíssimo Sacramento na Igreja de Santa Izabel ao lado do Hospital.

18:30h – Procissão com o Santíssimo saindo da Igreja do bairro Santa Izabel com destino a Matriz de São Sebastião onde acontecerá Missa campal pela Solenidade de Corpus Christi e encerramento do Mês Mariano com Coroação de Nossa Senhora.

Origem da Celebração

A celebração teve origem em 1243, em Liège, na Bélgica, no século XIII, quando a freira Juliana de Cornion teria tido visões de Cristo demonstrando-lhe desejo de que o mistério da Eucaristia fosse celebrado com destaque.

Em 1264, o Papa Urbano IV através da Bula Papal “Trasnsiturus de hoc mundo”, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a São Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

Compôs o hino “Lauda Sion Salvatorem” (Louva, ó Sião, o Salvador), ainda hoje usado e cantado nas liturgias do dia pelos mais de 400 mil sacerdotes nos cinco continentes.
A procissão com a Hóstia consagrada conduzida em um ostensório é datada de 1274. Foi na época barroca, contudo, que ela se tornou um grande cortejo de ação de graças.

No Brasil

No Brasil, a festa passou a integrar o calendário religioso de Brasília, em 1961, quando uma pequena procissão saiu da Igreja de madeira de Santo Antônio e seguiu até a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima. A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

A celebração de Corpus Christi consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento.

A procissão lembra a caminhada do povo de Deus, que é peregrino, em busca da Terra Prometida. No Antigo Testamento esse povo foi alimentado com maná, no deserto. Hoje, ele é alimentado com o próprio Corpo de Cristo.

Durante a Missa o celebrante consagra duas hóstias: uma é consumida e a outra, apresentada aos fiéis para adoração. Essa hóstia permanece no meio da comunidade, como sinal da presença de Cristo vivo no coração de sua Igreja.


23/05/2018
Por Edilson Silva em Jucurutu, Religião, Santa Cruz

Em Santa Cruz, O Gari – José Pedro, pré-candidato a deputado federal prestigia procissão de encerramento da festa de Stª. Rita de Cássia

Na tarde desta terça-feira (22), O Gari – José Pedro, pré-candidato a deputado federal pelo Partido Solidariedade esteve ao lado de amigos prestigiando a procissão de encerramento da Festa de Santa Rita de Cássia, padroeira do município de Santa Cruz.

Ao lado de conterrâneos e populares ele acompanhou o cortejo que saiu da igreja matriz percorrendo as principais ruas e avenidas encerrando com uma benção final no palco que foi montado no centro da cidade que é considerada “capital da religiosidade do Rio Grande do Norte”.

O que presenciamos aqui em Santa Cruz foi uma demonstração de fé e devoção do povo norte rio-grandense a padroeira Rita de Cássia que é considerada a santa das causas impossíveis. Que na política e em nosso dia a dia sigamos o exemplo dela, fazendo o bem ao próximo”, disse José Pedro.

Moradores de Santa Cruz abraçaram o Gari:

Satisfação minha receber em nossa terra o gari, um homem que se tornou conhecido em todo o estado pela sua história de vida, simplicidade e humildade”, disse Zenira Lima.

 


21/05/2018
Por Edilson Silva em Política, Religião

Católicos fazem romaria a Aparecida do Norte para rezar pela libertação de Lula e a paz no Brasil

Neste domingo (20/05), católicos reuniram-se em Aparecida do Norte, no Vale do Paraíba (SP), para rezar pela libertação do Lula e Paz no Brasil.

A ideia partiu de dois grupos de Minas Gerais — o Movimento Mineiro de Fé e Política e o Fórum Político Interreligioso –, que decidiram organizar uma romaria até Aparecida do Norte.

Só que a iniciativa foi ganhando adeptos.

Resultado:  caravanas de diversas cidades do Brasil, principalmente de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Brasília, se reuniram às 13h em frente à basílica antiga.

Da basílica antiga, os romeiros caminharam pela passarela até o Santuário de Aparecida, onde às 14h assistirão a uma missa. 

Aconteceu ainda caminhadas de Guaratinguetá e Roseira,  duas cidades do Vale do Paraíba, até Aparecida do Norte.


21/05/2018
Por Edilson Silva em Religião

Exposição conta a história de 100 anos da Assembleia de Deus no RN

Para contar a história de 100 anos de atuação da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte (IEADERN), a Assembleia Legislativa abriu nesta segunda-feira (21), a Expo Centenário. A exposição, no Salão Nobre Iberê Ferreira de Souza, com fotos, textos e vídeos, ficará em cartaz durante toda a semana sendo encerrada na sexta-feira (25).

“Contamos a história de uma igreja que prega o Evangelho, acolhe vidas em Cristo e tem um papel social muito importante para o nosso estado”, explicou o deputado Jacó Jácome (PSD), responsável pela exposição. O parlamentar seguirá acompanhando as comemorações do centenário que serão encerradas no sábado (26), com um culto para 45 mil pessoas na Arena das Dunas a partir das 14h.

A Igreja Assembleia de Deus do RN tem mais de 220 mil membros nos 1.600 templos espalhados por todo o Estado. São 263 congregações somente na capital. A IEADERN é ainda mantenedora do Centro Integrado de Assistência Social da Assembleia de Deus (Ciade), que engloba o Lar Bom Samaritano, hoje abrigando 22 idosas e oferecendo suporte médico, psicológico, nutricional e jurídico 24 horas por dia. Também é mantenedora de missões transculturais em 12 países de 3 continentes diferentes.


20/05/2018
Por Edilson Silva em Religião

Papa Francisco canonizará Paulo VI em outubro

O papa Francisco canonizará no Vaticano, no dia 14 de outubro, o papa Paulo VI e o arcebispo de San Salvador, Óscar Arnulfo Romero, assassinado em 1980 enquanto celebrava uma missa. O anúncio foi feito neste sábado (19). Ao lado de Paulo VI e monsenhor Romero, serão canonizados os sacerdotes italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano, a religiosa alemã Maria Katharina Kasper e a espanhola Nazaria Ignacia March Mesa.

A canonização será durante o Sínodo dos Bispos, que este ano abordará questões relacionadas à juventude, no período de 3 a 28 de outubro. Paulo VI, de nome Giovanni Battista Montini e cujo papado transcorreu entre 1963 a 1978, é lembrado, entre outros pontos, por levar a termo e defender a influência do Concílio Vaticano II, iniciado pelo seu antecessor, o já santo João XXIII, em 1962.

Francisco proclamou o papa Paulo VI beato, no mês de outubro de 2014 e na cerimônia destacou “sua visão de futuro”. Paulo VI será o terceiro papa canonizado por Francisco, depois de São João XXIII e São João Paulo II. Em novembro passado, abriu o processo para beatificar João Paulo I, cujo ministério durou apenas 33 dias, em 1978.

Montini foi o primeiro papa viajante, portanto o primeiro a visitar Terra Santa, e esteve nos cinco continentes. Ele sofreu um atentado em 1970, quando um pintor boliviano o feriu com duas punhaladas, em sua chegada ao aeroporto de Manila, nas Filipinas. Além disso, é considerado o papa do diálogo e da reconciliação entre as diferentes igrejas.


13/05/2018
Por Edilson Silva em Religião

Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 52º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

Tema: «“A verdade vos tornará livres” (Jo 8, 32).
Fake news e jornalismo de paz»

[13 de maio de 2018]

Queridos irmãos e irmãs!

No projeto de Deus, a comunicação humana é uma modalidade essencial para viver a comunhão. Imagem e semelhança do Criador, o ser humano é capaz de expressar e compartilhar o verdadeiro, o bom e o belo. É capaz de narrar a sua própria experiência e o mundo, construindo assim a memória e a compreensão dos acontecimentos. Mas, se orgulhosamente seguir o seu egoísmo, o homem pode usar de modo distorcido a própria faculdade de comunicar, como o atestam, já nos primórdios, os episódios bíblicos dos irmãos Caim e Abel e da Torre de Babel (cf. Gn 4, 1-16; 11, 1-9). Sintoma típico de tal distorção é a alteração da verdade, tanto no plano individual como no coletivo. Se, pelo contrário, se mantiver fiel ao projeto de Deus, a comunicação torna-se lugar para exprimir a própria responsabilidade na busca da verdade e na construção do bem. Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores a começar por Paulo VI (cf. Mensagem de 1972: «Os instrumentos de comunicação social ao serviço da Verdade»). Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade.

1. Que há de falso nas «notícias falsas»?

A expressão fake news é objeto de discussão e debate. Geralmente diz respeito à desinformação transmitida on-line ou nos mass-media tradicionais. Assim, a referida expressão alude a informações infundadas, baseadas em dados inexistentes ou distorcidos, tendentes a enganar e até manipular o destinatário. A sua divulgação pode visar objetivos prefixados, influenciar opções políticas e favorecer lucros económicos.

A eficácia das fake news fica-se a dever, em primeiro lugar, à sua natureza mimética, ou seja, à capacidade de se apresentar como plausíveis. Falsas mas verosímeis, tais notícias são capciosas, no sentido que se mostram hábeis a capturar a atenção dos destinatários, apoiando-se sobre estereótipos e preconceitos generalizados no seio dum certo tecido social, explorando emoções imediatas e fáceis de suscitar como a ansiedade, o desprezo, a ira e a frustração. A sua difusão pode contar com um uso manipulador das redes sociais e das lógicas que subjazem ao seu funcionamento: assim os conteúdos, embora desprovidos de fundamento, ganham tal visibilidade que os próprios desmentidos categorizados dificilmente conseguem circunscrever os seus danos.

A dificuldade em desvendar e erradicar as fake news é devida também ao facto de as pessoas interagirem muitas vezes dentro de ambientes digitais homogéneos e impermeáveis a perspetivas e opiniões divergentes. Esta lógica da desinformação tem êxito, porque, em vez de haver um confronto sadio com outras fontes de informação (que poderia colocar positivamente em discussão os preconceitos e abrir para um diálogo construtivo), corre-se o risco de se tornar atores involuntários na difusão de opiniões tendenciosas e infundadas. O drama da desinformação é o descrédito do outro, a sua representação como inimigo, chegando-se a uma demonização que pode fomentar conflitos. Deste modo, as notícias falsas revelam a presença de atitudes simultaneamente intolerantes e hipersensíveis, cujo único resultado é o risco de se dilatar a arrogância e o ódio. É a isto que leva, em última análise, a falsidade.

2. Como podemos reconhecê-las?

Nenhum de nós se pode eximir da responsabilidade de contrastar estas falsidades. Não é tarefa fácil, porque a desinformação se baseia muitas vezes sobre discursos variegados, deliberadamente evasivos e subtilmente enganadores, valendo-se por vezes de mecanismos refinados. Por isso, são louváveis as iniciativas educativas que permitem apreender como ler e avaliar o contexto comunicativo, ensinando a não ser divulgadores inconscientes de desinformação, mas atores do seu desvendamento. Igualmente louváveis são as iniciativas institucionais e jurídicas empenhadas na definição de normativas que visam circunscrever o fenómeno, e ainda iniciativas, como as empreendidas pelas tech e media company, idóneas para definir novos critérios capazes de verificar as identidades pessoais que se escondem por detrás de milhões de perfis digitais.

Mas a prevenção e identificação dos mecanismos da desinformação requerem também um discernimento profundo e cuidadoso. Com efeito, é preciso desmascarar uma lógica, que se poderia definir como a «lógica da serpente», capaz de se camuflar e morder em qualquer lugar. Trata-se da estratégia utilizada pela serpente – «o mais astuto de todos os animais», como diz o livro do Génesis (cf. 3, 1-15) – a qual se tornou, nos primórdios da humanidade, artífice da primeira fake news, que levou às trágicas consequências do pecado, concretizadas depois no primeiro fratricídio (cf. Gn 4) e em inúmeras outras formas de mal contra Deus, o próximo, a sociedade e a criação. A estratégia deste habilidoso «pai da mentira» (Jo 8, 44) é precisamente a mimese, uma rastejante e perigosa sedução que abre caminho no coração do homem com argumentações falsas e aliciantes. De facto, na narração do pecado original, o tentador aproxima-se da mulher, fingindo ser seu amigo e interessar-se pelo seu bem. Começa o diálogo com uma afirmação verdadeira, mas só em parte: «É verdade ter-vos Deus proibido comer o fruto de alguma árvore do jardim?» (Gn 3, 1). Na realidade, o que Deus dissera a Adão não foi que não comesse de nenhuma árvore, mas apenas de uma árvore: «Não comas o [fruto] da árvore do conhecimento do bem e do mal» (Gn 2, 17). Retorquindo, a mulher explica isso mesmo à serpente, mas deixa-se atrair pela sua provocação: «Podemos comer o fruto das árvores do jardim; mas, quanto ao fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: “Nunca o deveis comer nem sequer tocar nele, pois, se o fizerdes, morrereis”» (Gn3, 2-3). Esta resposta tem sabor a legalismo e pessimismo: dando crédito ao falsário e deixando-se atrair pela sua apresentação dos factos, a mulher extravia-se. Em primeiro lugar, dá ouvidos à sua réplica tranquilizadora: «Não, não morrereis»(3, 4). Depois a argumentação do tentador assume uma aparência credível: «Deus sabe que, no dia em que comerdes [desse fruto], abrir-se-ão os vossos olhos e sereis como Deus, ficareis a conhecer o bem e o mal»(3, 5). Enfim, ela chega a desconfiar da recomendação paterna de Deus, que tinha em vista o seu bem, para seguir o aliciamento sedutor do inimigo: «Vendo a mulher que o fruto devia ser bom para comer, pois era de atraente aspeto (…) agarrou do fruto, comeu»(3, 6). Este episódio bíblico revela assim um facto essencial para o nosso tema: nenhuma desinformação é inofensiva; antes pelo contrário, fiar-se daquilo que é falso produz consequências nefastas. Mesmo uma distorção da verdade aparentemente leve pode ter efeitos perigosos.

De facto, está em jogo a nossa avidez. As fake news tornam-se frequentemente virais, ou seja, propagam-se com grande rapidez e de forma dificilmente controlável, não tanto pela lógica de partilha que carateriza os meios de comunicação social como sobretudo pelo fascínio que detêm sobre a avidez insaciável que facilmente se acende no ser humano. As próprias motivações económicas e oportunistas da desinformação têm a sua raiz na sede de poder, ter e gozar, que, em última instância, nos torna vítimas de um embuste muito mais trágico do que cada uma das suas manifestações: o embuste do mal, que se move de falsidade em falsidade para nos roubar a liberdade do coração. Por isso mesmo, educar para a verdade significa ensinar a discernir, a avaliar e ponderar os desejos e as inclinações que se movem dentro de nós, para não nos encontrarmos despojados do bem «mordendo a isca» em cada tentação.

3. «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)

De facto, a contaminação contínua por uma linguagem enganadora acaba por ofuscar o íntimo da pessoa. Dostoevskij deixou escrito algo de notável neste sentido: «Quem mente a si mesmo e escuta as próprias mentiras, chega a pontos de já não poder distinguir a verdade dentro de si mesmo nem ao seu redor, e assim começa a deixar de ter estima de si mesmo e dos outros. Depois, dado que já não tem estima de ninguém, cessa também de amar, e então na falta de amor, para se sentir ocupado e distrair, abandona-se às paixões e aos prazeres triviais e, por culpa dos seus vícios, torna-se como uma besta; e tudo isso deriva do mentir contínuo aos outros e a si mesmo» (Os irmãos Karamazov, II, 2).

E então como defender-nos? O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego:aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres»(Jo 8, 32).

Libertação da falsidade e busca do relacionamento: eis aqui os dois ingredientes que não podem faltar, para que as nossas palavras e os nossos gestos sejam verdadeiros, autênticos e fiáveis. Para discernir a verdade, é preciso examinar aquilo que favorece a comunhão e promove o bem e aquilo que, ao invés, tende a isolar, dividir e contrapor. Por isso, a verdade não se alcança autenticamente quando é imposta como algo de extrínseco e impessoal; mas brota de relações livres entre as pessoas, na escuta recíproca. Além disso, não se acaba jamais de procurar a verdade, porque algo de falso sempre se pode insinuar, mesmo ao dizer coisas verdadeiras. De facto, uma argumentação impecável pode basear-se em factos inegáveis, mas, se for usada para ferir o outro e desacreditá-lo à vista alheia, por mais justa que apareça, não é habitada pela verdade. A partir dos frutos, podemos distinguir a verdade dos vários enunciados: se suscitam polémica, fomentam divisões, infundem resignação ou se, em vez disso, levam a uma reflexão consciente e madura, ao diálogo construtivo, a uma profícua atividade.

4. A paz é a verdadeira notícia

O melhor antídoto contra as falsidades não são as estratégias, mas as pessoas: pessoas que, livres da ambição, estão prontas a ouvir e, através da fadiga dum diálogo sincero, deixam emergir a verdade; pessoas que, atraídas pelo bem, se mostram responsáveis no uso da linguagem. Se a via de saída da difusão da desinformação é a responsabilidade, particularmente envolvido está quem, por profissão, é obrigado a ser responsável ao informar, ou seja, o jornalista, guardião das notícias. No mundo atual, ele não desempenha apenas uma profissão, mas uma verdadeira e própria missão. No meio do frenesim das notícias e na voragem dos scoop, tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas. Informar é formar, é lidar com a vida das pessoas. Por isso, a precisão das fontes e a custódia da comunicação são verdadeiros e próprios processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz.

Por isso desejo convidar a que se promova um jornalismo de paz, sem entender, com esta expressão, um jornalismo «bonzinho», que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos. Pelo contrário, penso num jornalismo sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionais e a declarações bombásticas; um jornalismo feito por pessoas para as pessoas e considerado como serviço a todas as pessoas, especialmente àquelas – e no mundo, são a maioria – que não têm voz; um jornalismo que não se limite a queimar notícias, mas se comprometa na busca das causas reais dos conflitos, para favorecer a sua compreensão das raízes e a sua superação através do aviamento de processos virtuosos; um jornalismo empenhado a indicar soluções alternativas às escalation do clamor e da violência verbal.

Por isso, inspirando-nos numa conhecida oração franciscana, poderemos dirigir-nos, à Verdade em pessoa, nestes termos:

Senhor, fazei de nós instrumentos da vossa paz.
Fazei-nos reconhecer o mal que se insinua em uma comunicação que não
cria comunhão.
Tornai-nos capazes de tirar o veneno dos nossos juízos.
Ajudai-nos a falar dos outros como de irmãos e irmãs.
Vós sois fiel e digno de confiança;
fazei que as nossas palavras sejam sementes de bem para o mundo:
onde houver rumor, fazei que pratiquemos a escuta;
onde houver confusão, fazei que inspiremos harmonia;
onde houver ambiguidade, fazei que levemos clareza;
onde houver exclusão, fazei que levemos partilha;
onde houver sensacionalismo, fazei que usemos sobriedade;
onde houver superficialidade, fazei que ponhamos interrogativos
verdadeiros;
onde houver preconceitos, fazei que despertemos confiança;
onde houver agressividade, fazei que levemos respeito;
onde houver falsidade, fazei que levemos verdade.
Amen.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2018.

Franciscus


12/05/2018
Por Edilson Silva em Caicó, Jucurutu, Religião

Bispo Diocesano e Advogado abordam o tema “Fake News – Notícias falsas e jornalismo de paz” em evento do Dia das Comunicações

Com o tema “A verdade vos tornará livres. Notícias falsas e jornalismo de paz”, a Diocese de Caicó realizou na manhã deste sábado (12), o seu encontro diocesano para o Dia das Comunicações Sociais.
 
O momento que aconteceu no Dom Wagner abordou o tema: Fake News. Um café acolheu os participantes que vieram de várias cidades da região. Com presença do Bispo Dom Antônio uma Missa com membros da Pastoral da Comunicação – PASCOM abriu a programação do evento.
 
O Papa Francisco nos convida neste dia dedicado a comunicação a refletirmos sobre alguns pontos que são: O que há de falso nas falsas notícias, como podemos reconhecê-las, a verdade vos tornará livres e a paz é a verdadeira notícia. Cada vez mais os meios de comunicação têm ficado sofisticados e isso faz com que a comunicação chegue mais longe e de forma rápida, tanto a boa notícia, como as fake news. Por isso estejamos atentos”, destacou o Bispo Diocesano
 
Logo em seguida uma palestra ministrada por Augusto Maia (Advogado), abordou o tema que norteia o 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais e como combater as falsas notícias.
 
É importante lembrar que uma pessoa vítima de falsas notícias (fake news), pode entrar com uma representação judicial contra o agressor virtual por injúria, calúnia ou difamação”, disse o advogado.
 
A mensagem do Papa Francisco aos comunicadores de todo o mundo foi o centro de todo o debate em torno do tema. Um almoço de confraternização no refeitório do Dom Wagner encerrou o encontro.
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12/05/2018
Por Edilson Silva em Notas, Religião

Fake News e Jornalismo de Paz: a palavra aos comunicadores

Card. Tempesta, Ilze Scamparini, Gerson Camarotti e outros comentam a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

Pe. Arnaldo Rodrigues e Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano

“Fake news e jornalismo de paz”: a este tema o Papa Francisco dedicou sua mensagem para o 52° Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado neste domingo (13/05).

No texto, o Papa deixa claro que um jornalismo de paz não significa “um jornalismo bonzinho, que negue a existência de problemas graves e assuma tons melífluos”, mas convida a fazer um jornalismo “sem fingimentos, hostil às falsidades, a slogans sensacionalistas e a declarações bombásticas”.

Mas jornalismo de paz é um conceito ou é possível praticá-lo, sobretudo em meio a interesses e pressões por uma informação veloz e rentável? Afinal, o que é e o que representa jornalismo de paz para os profissionais da área? Para responder a esta pergunta, o VATICAN NEWS convidou comunicadores renomados no Brasil:

Ilze Scamparini – Vaticanista, correspondente da TV Globo

“O jornalismo de paz é aquele com o qual nós que escolhemos essa profissão sempre sonhamos, que é o jornalismo justo, mas não só, é o jornalismo ético, mas não só, é o jornalismo livre e democrático, mas não só, é acima de tudo um jornalismo de bom senso. Se um jornalista consegue em cada matéria que fizer, respeitar isso, eu acho que a profissão vale a pena.”

Gerson Camarotti – Jornalista, escritor e comentarista político da Globo News e CBN

“Recordo-me muito quando estava me formando nos anos 90 e fui conversar com o arcebispo emérito da minha cidade, Dom Hélder Câmara, pedindo conselho. Assim me disse: ‘Olha Camarotti, o jornalismo era a profissão do meu pai, profissão do meu avô, o jornalismo tem que ser fonte de verdade’. É isto que busco na minha profissão, tentar passar a verdade e ir em busca da verdade para noticiar é a melhor forma de se ter um jornalismo de paz. Às vezes, uma verdade incomoda, como por exemplo do Brasil que vive um tempo de escândalos de corrupção, mas o papel do jornalista é dar uma dimensão correta, a notícia verdadeira sobre o que está acontecendo no país.”

André Trigueiro – Professor da PUC-Rio e jornalista da Globo especializado em jornalismo ambiental

“O jornalismo de paz é aquele que não fomenta a violência gratuitamente, não é um jornalismo que omite fatos alusivos às causas, às origens e às razões da violência; ele precisa reportar indicadores de violência até mesmo para a sociedade ter condições de fazer as escolhas certas na área da educação, da segurança pública, na área da proteção da família e do planejamento familiar etc. O jornalismo de paz procura sensibilizar governos e a sociedade para a necessidade de uma atenção imediata e urgente para os que mais precisam, os excluídos, os mais pobres e os sem oportunidades.”

Veronica Machado (Koca Machado) – Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), publicitária e sócia-executiva do Grupo Sal:

“Os preceitos do jornalismo da paz são os mesmos do jornalismo raiz, apuração dos fatos através de fontes confiáveis. Na era do conhecimento, as pessoas estão se contentando com informações rasas e fúteis. Acredito que o jornalismo da paz é a tentativa do resgate ético da informação”.

Fernando Morgado – Professor das Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Rio de Janeiro:

“Mais do que informar, o jornalismo também forma, ele também educa. Mais do que registrar os movimentos sociais, de certa maneira participa deles. A responsabilidade é muito grande, por isso jornalismo de paz é quando você exerce esta atividade de relatar os fatos com responsabilidade, sobretudo visando a intenção de desenvolver a sociedade, de fazer um mundo melhor, para que o jornalismo possa inspirar as pessoas a evoluírem e criarem aquilo que é maior e tão importante, que é a cultura de paz. Uma cultura contra o ódio, contra os conflitos e formando com responsabilidade e gerando a reflexão de maneira adequada. O jornalismo pode ter uma contribuição decisiva para o desenvolvimento do mundo como um todo.

Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro

“Creio que em um tempo de tanta violência e tantas mentiras, tantas fakes news, o trabalho dos cristãos católicos em divulgar a verdade e saber selecioná-las é a grande motivação do 52° Dia Mundial das Comunicações. Nesse tempo, é muito importante que nós possamos escolher cada vez mais pela verdade e também saber selecioná-las, saber ouvir a verdade de tal maneira que seja uma verdade que nos liberte. Ao transmitir as notícias, que não façamos com raiva ou vingança, mas procurando iluminar, para que cresça cada vez mais e melhor aquilo que constrói uma humanidade mais justa e fraterna.”


01/05/2018
Por Edilson Silva em Brasil, Religião

CNBB lança mensagem aos trabalhadores e trabalhadoras pelo 1º de maio

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou nesta segunda-feira, 30 de abril, a “Mensagem aos Trabalhadores e Trabalhadoras” por ocasião da celebração do Dia do Trabalhador neste 1º de maio. No documento, a entidade saúda os(as) trabalhadores do Brasil e, baseada na Doutrina Social e no Magistério da Igreja, lembra que o “trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra’.

A mensagem, conclama os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão e a colocar-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações. Leia a íntegra do documento abaixo:

MENSAGEM DA CNBB AOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS
1º DE MAIO DE 2018

“O clamor dos trabalhadores chegou aos ouvidos do Senhor todo-poderoso” (Tg 5,4)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, fiel à sua missão profética, iluminada pela Palavra de Deus e pela Doutrina Social da Igreja, saúda os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil que celebram o seu dia neste 1º de Maio. “Convencida de que o trabalho constitui uma dimensão fundamental da existência do ser humano sobre a terra” (Laborem Exercens, 4), a Igreja coloca-se ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras em sua luta por justiça e dignidade, sobretudo, neste momento de prolongada crise vivida pelo Brasil.

O trabalho não é mercadoria, mas um modo de expressão direta da pessoa humana (cf. Mater et Magistra, 18) que, por meio dele, “deve procurar o pão quotidiano e contribuir para o progresso contínuo das ciências e da técnica, e sobretudo para a incessante elevação cultural e moral da sociedade, na qual vive em comunidade com os próprios irmãos” (Laborem Exercens, Intr.).

Além disso, recorda-nos o Papa Francisco, o trabalho humano é participação na criação que continua todos os dias, inclusive, graças às mãos, à mente e ao coração dos trabalhadores: “Na terra, há poucas alegrias maiores do que as que sentimos ao trabalhar, assim como há poucas dores maiores do que as do trabalho, quando ele explora, esmaga, humilha e mata” (Gênova, 2017). Com tão grande dignidade, o trabalho humano não pode ser governado por uma economia voltada exclusivamente para o lucro, sacrificando a vida e os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Ao Estado compete cuidar para que as relações de trabalho se deem na justiça e na equidade (cf. Mater et Magistra, 21). A solução para a crise, que abate o País, não pode provocar a perda de direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Nos projetos políticos e reformas, o bem comum, especialmente dos mais pobres, e a soberania nacional devem estar acima dos interesses particulares, políticos ou econômicos.

Conforme temos insistido em nossos pronunciamentos, solidários com os movimentos sociais, especialmente com as organizações de trabalhadores e trabalhadoras que sofrem com as injustiças, com o desemprego e com as precárias condições de trabalho, reafirmamos seu papel indispensável para o avanço da democracia, apoiamos suas justas reivindicações e os incentivamos a contribuir, em clima de diálogo amplo e manifestações pacíficas, para a edificação da justiça, da fraternidade e da paz no mundo do trabalho, sendo “sal da terra e luz do mundo”, segundo a Palavra de Jesus.

Neste 1º de maio, mais uma vez, conclamamos os católicos e todas as pessoas de boa vontade a vencerem a tentação da indiferença e da omissão, colocando-se decididamente ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, assumindo a defesa de seus direitos e de suas justas reivindicações.

O Senhor nosso Deus, que “ama a justiça e o direito” (Sl 32,5), nos conceda a graça de construirmos juntos um país verdadeiramente justo e democrático.

São José Operário, cuja memória hoje celebramos, nos acompanhe com seu exemplo e intercessão.

Brasília-DF, 30 de abril de 2018

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB


28/04/2018
Por Edilson Silva em Religião

Arquidiocese faz orientações para evitar transmissão da gripe

Em virtude do crescimento das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), ocasionada pelo vírus H1N1 e Influenza A H3 sazonal, no estado do Rio Grande do Norte e em outras regiões do País, e considerando que todos têm responsabilidade de evitar situações e circunstâncias que facilitem o contágio, solicitamos às paróquias que tomem as seguintes medidas, até mandarmos dizer o contrário:

1) Evitar o aperto de mão durante a acolhida aos fiéis;
2) Não dar as mãos ao rezar o Pai-Nosso;
3) Omitir o abraço da paz;
4) Distribuir a comunhão somente sob uma espécie e diretamente nas mãos.

A isto, acrescentamos as “Medidas de prevenção” emitidas pela Secretaria Estadual de Saúde, através da Nota Técnica nº 02/2018 SUVIGE/CPS/SESAP-RN:

1. Higienizar as mãos com água e sabão, depois de tossir ou espirrar, após usar o banheiro, antes das refeições, antes de tocar nos olhos, boca e nariz;

2. Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

3. Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis a cada uso) a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;

4. Evitar tocar nos olhos, nariz ou boca, após o contato com superfícies;

5. Manter os ambientes bem ventilados;

6. Evitar contato próximo a pessoas que apresentam sinais ou sintomas de influenza;

7. Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em período de transmissão da doença (até 5 dias após o início dos sintomas);

8. Evitar aglomerações e ambientes fechados;

9. Repouso, alimentação balanceada e ingestão de líquidos.


26/04/2018
Por Edilson Silva em Religião, Santa Cruz

Empresa suíça vence licitação da última etapa de obras do Teleférico de Santa Cruz

Foi publicado no Diário Oficial dos Municípios do Rio Grande do Norte, na edição da última segunda-feira (23), o resultado da licitação para a construção da última etapa do teleférico de Santa Cruz. A informação foi confirmada pelodeputado estadual Tomba farias (PSDB), durante pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa do RN na tarde desta quarta-feira 

Tomba Farias, idealizador da construção do teleférico, ressaltou que o processo de licitação durou nove meses e a vencedora da concorrência internacional foi a empresa Rowemade origem Suíça e que tem larga experiência na confecção e instalação de teleféricos pelo mundo, como os localizados em Aparecida do Norte, Canela e Balneário Camboriú no Brasil.  

O valor global ofertado foi de R$ 5.987.509,90 (Cinco milhões novecentos e oitenta e sete mil quinhentos e nove reais e noventa centavos). Rowema será responsável pela fabricação e fornecimento dos equipamentos necessários ao projeto. A companhia também fará o acompanhamento in loco dos serviços de montagem e instalação do teleférico. 

equipamento irá ligar a Praça da Igreja Matriz de Santa Cruz ao complexo turístico Alto de Santa Rita, onde se encontra a maior estátua religiosa do mundo, com 56 metros de altura. 


10/04/2018
Por Edilson Silva em Religião

Longa sobre o bispo Edir Macedo já arrecadou R$ 51 milhões

Revista Veja – O filme “Nada a perder” lidera as bilheterias nacionais pela segunda semana consecutiva. A cinebiografia sobre Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, teve público de 4,6 milhões de espectadores, e acumula renda de R$ 51 milhões.

Os números, no entanto, são ilusórios. Isso porque a Universal comprou ingressos maciçamente para distribuí-los entre fieis.

Na segunda colocação, a estreia “Um lugar silencioso” teve público de 335.00 espectadores, acumulando bilheteria de R$ 5,7 milhões. Em terceiro, por sua vez, “Jogador Nº1“foi assistido por 217.000 pessoas, rendendo R$ 4,1 milhões. Os dados são da consultoria ComScore.


09/04/2018
Por Edilson Silva em Religião

Corrupção religiosa: Bispo na cadeia

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento – julgou inviável a tramitação – de pedidos de habeas corpus apresentados pela defesa do bispo de Formosa (GO), Dom José Ronaldo, e do padre e juiz eclesiástico Tiago Wenceslau, presos preventivamente sob a acusação de envolvimento com esquema que teria desviado pelo menos R$ 2 milhões do dízimo e doações dos fiéis.

Dom José Ronaldo e padre Tiago foram presos no dia 19 de março na Operação Caifás, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás e pela Polícia Civil. Nessa operação, policiais apreenderam R$ 70 mil e dólares em dinheiro vivo no fundo falso de um armário na casa do monsenhor Epitácio Cardozo Pereira.

A Promotoria denunciou o bispo e os outros acusados por apropriação indébita, falsidade ideológica e associação criminosa.

Dois dias depois da prisão de Dom José Ronaldo, o papa Francisco nomeou o arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto, administrador apostólico da Diocese de Formosa.


31/03/2018
Por Edilson Silva em Religião, Textos de Motivação

“EIS O HOMEM”, disse Pilatos, ao falar de Jesus!

“EIS O HOMEM”, disse Pilatos, ao falar de Jesus!

Em química, Ele converteu a água em vinho;

Em biologia, nasceu sem a concepção normal;

Em física, desmentiu a lei da gravidade, quando andou sobre as águas e subiu aos céus;

Em economia, Ele refutou a lei da matemática ao alimentar 5000 pessoas com somente cinco pães e dois peixes; e ainda fazer sobrar 12 cestos cheios;

Em medicina, curou os enfermos e os cegos sem administrar nenhuma dose de medicamento;

A história é contada antes DELE e depois DELE, Ele é o PRINCÍPIO e o FIM;

Ele foi chamado Maravilhoso, Conselheiro, o Príncipe da Paz, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores;

Na religião, disse que ninguém vem ao Pai senão por Ele;

Ele é o único caminho;

Então… Quem é Ele?

ELE É JESUS!!!

O maior homem da história;

Ele não tinha servos, e, no entanto o chamavam de Senhor.

Não tinha nenhum grau de estudo, e, no entanto o chamavam de Mestre.

Não tinha medicamentos, mas era chamado de médico.

Ele não tinha exército, mas reis o temiam…

Ele não ganhou batalhas militares, e, no entanto, conquistou o mundo!

Ele não cometeu nenhum delito, e, no entanto foi crucificado.

Foi enterrado em uma tumba, e, no entanto, Ele vive!

Sinto-me honrado em servir a este líder que nos ama!

UMA ABENÇOADA SEMANA SANTA!


29/03/2018
Por Edilson Silva em Jucurutu, Religião

Paróquia de Jucurutu realiza Via Sacra encenada

A Paróquia de São Sebastião de Jucurutu, através do Setor Juventude, realizou na noite desta quarta-feira santa (28) a tradicional Via Sacra do Encontro. O momento que serviu para reflexão do verdadeiro sentido da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo, teve início em frente a Casa Lotérica com o encontro da imagem de Nossa Senhora das Dores que partiu da Igreja de Stª. Izabel e do Senhor dos Passos que veio do Posto de João da Bomba.

Em seguida o cortejo que contou com presença do Pe. Luiz Carlos e diversas pastorais percorreram as principais ruas do centro até a Praça da Matriz.

Mesmo com o tempo chuvoso, os fiéis católicos compareceram ao local para prestigiarem a apresentação organizada pelos jovens jucurutuenses.

Com o tema “Para que eu possa entender que o calvário me ensinará viver” a Via Sacra faz um apelo para que não só no período quaresmal, mas em todos os dias do ano sigamos os passos de Jesus.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


27/03/2018
Por Edilson Silva em Religião

Ruínas da Igreja de São Miguel recebem ‘A Paixão de Cristo’ nesta quarta (28)

As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, no Centro Histórico de Extremoz, serão o palco, nesta quarta-feira (28), para o último espetáculo da Paixão de Cristo 2018 realizado pela Prefeitura. Em comemoração à Semana Santa, a administração municipal já promoveu espetáculos em Genipabu (domingo, 25) e em Araçá (segunda, 26).

O evento desta quarta-feira (28) será a partir das 19h. O espetáculo é apresentado pelo grupo teatral Tesga, equipe bastante tradicional no Rio Grande do Norte e com mais de 40 anos de estrada.


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