Religião

Padre morre com suspeita de Covid-19 em Natal

 

O padre Antônio Cassiano da Silva morreu nesta segunda-feira (24) na Casa de Saúde São Lucas, em Natal, onde estava internado desde o dia 21 de dezembro passado, em tratamento de problemas cardiorrespiratórios e outras comorbidades.

 

O sacerdote também estava com suspeita de Covid-19, apontada há 15 dias, que segue em investigação.

 

A informação foi divulgada pela Arquidiocese de Natal. O local e horário do sepultamento ainda não foram divulgados.

 

“Padre Cassiano foi chamado para a casa do Pai, onde contemplará, eternamente, a face de Deus a quem muito amou e serviu ao longo de sua vida e exercício ministerial”, diz a nota de pesar divulgada pela instituição religiosa.

 

Padre Antônio Cassiano nasceu em 10 de maio de 1945, no município de Timbaúba (PE) e foi ordenado sacerdote em 01 de fevereiro de 1975, em Natal.

 

Foi pároco da Paróquia de Santana, em Santana do Matos, nos primeiros anos da vida sacerdotal.

 

De maio de 1982 a agosto de 2020, foi pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nas Quintas, zona oeste de Natal, quando se tornou emérito.

 

Entre 1984 e 2006, também desempenhou a função de capelão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

 

“Aos seus familiares, ex-paroquianos, irmãos no sacerdócio e a todos os seus amigos, desejamos a paz, a esperança e a consolação que vêm do Senhor”, encerra a nota da Arquidiocese de Natal.

 

Agora RN

 

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O inventor de palavras mortas

 

*Gislaine Marins

 

O português é uma língua incrível. Sendo falada em quatro continentes, o nosso léxico cobre praticamente todas as latitudes do planeta. Poderíamos até dizer: o sol jamais se põe no nosso idioma. A qualquer hora do dia e da noite haverá alguém falando português no mundo: para fazer uma promessa de amor, para chorar uma dor, para socorrer alguém, para acreditar, para persistir.

 

Nem tudo, porém, são flores no universo do nosso falar. Há palavras ameaçadas pelo esquecimento e outras que foram abandonadas por sua inutilidade. Há palavras mal compreendidas, porque às vezes queremos entender apenas aquilo que gira em torno do nosso umbigo e esquecemos os matizes, os saberes e as culturas daqueles que talvez nem estejam em outro país, mas apenas em outro Estado. Ignoramos muito e ouvimos pouco. O que além de um defeito, pode ser uma oportunidade.

 

De tudo o que acontece na língua, matéria viva, impregnada de tons e suspiros, de cheiros e de arrepios que sentimos como uma brisa nos ouvidos, o que mais me preocupa são as palavras mortas. No entanto, cabe uma distinção: uma coisa são palavras eternas; outra coisa são palavras mortas, que assombram pelo seu poder de criar rupturas com a realidade. Palavras mortas também não são palavras criativas, nem tampouco palavras imaginárias, que servem para gestar o futuro.

 

Palavras mortas são colocadas em circulação por seus criadores para que as pessoas percam os laços que as unem a um contexto. Quando as palavras são mal pronunciadas, não por problemas de articulação, mas por intenção de que as coisas não sejam compreendidas, cria-se uma palavra morta. Palavra inútil, danosa, feita para minar o sentido das palavras que possuem consenso. Quando falsificamos uma palavra, matamos a sua história e a sua semântica, tendo de recorrer a dezenas e centenas de outras palavras para reconstituir sentidos e desfazer o que foi arruinado. Quando as pessoas usam palavras no sentido próprio com o claro objetivo de enganar o interlocutor, matam o sentido da palavra credibilidade, que por sorte é como um gato com sete vidas. Há, porém, palavras mortas que conseguem ser ainda mais perigosas, pois os seus inventores criam para elas sentidos que abalam tudo o que conhecemos e nos desafiam a acreditar em coisas que podem ameaçar a nossa própria vida.

 

O que dizer de quem inventa palavras para afirmar que a Amazônia está mais verdejante do que nunca, que os nossos indígenas são os mais tutelados das Américas, que os nossos produtos agrícolas são seguros e legais, que o nosso ouro é explorado sem riscos para a nossa saúde? É um inventor de palavras mortas. Palavras perigosas: que envenenam o nosso prato, destroem o nosso meio ambiente, colocam em risco o solo e as águas e atingem em cheio a nossa ética.

 

Não podemos perceber palavras mortas e ficar calados. Todo crime clama por justiça, ainda que seja um crime linguístico. E talvez porque seja um crime linguístico: pois é mentindo, inventando, enganando, omitindo que as realidades tomam corpo. Toda palavra adquire materialidade, transforma-se em pensamento, em proposta, em ação. Há palavras que se tornam leis e que, justa ou injustamente, são impostas. Imaginem o que pode acontecer na nossa língua se os fazedores de realidades, com suas ordens, projetos e decretos, forem também inventores de palavras mortas. Imaginem, então, o que podem fazer com a nossa vida:

 

(Que falta nos faz Clarice Lispector, inventora de narrativas que colocam em crise o sentido de completude do texto. Inacabar era a sua especialidade, esperando que o leitor assumisse o seu papel ao virar a última página de cada livro. Assim, também esses dois pontos são um convite: que de palavras mortas já temos demais no mundo, e é hora de reconhecê-las, e de enterrá-las, e de dar espaço àquelas que podem transformar os nossos horizontes.)

 

Imagem: Pixabay

 

*A autora é Doutora em Letras, tradutora, professora e mãe. Autora de verbetes para o Pequeno Dicionário de Literatura do Rio Grande do Sul (Ed. Novo Século) e para o Dicionário de Figuras e Mitos Literários das Américas (Editora da Universidade/Tomo Editorial). É autora do blog Palavras Debulhadas, dedicado à divulgação da língua portuguesa.

 

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Oito das 13 irmãs Clarissas em Caicó, todas da clausura, testam positivo para a COVID-19 e precisam da nossa ajuda

 

Em Caicó, 08 das 13 irmãs Clarissas do Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe estão com COVID 19. As freiras estão em repouso sem poder realizar suas tarefas diárias por algum tempo até a recuperação.

 

O Blog Gláucia Lima conversou com a Irmã Angélica e ela disse que todas as irmãs infectadas são da clausura. Elas apresentaram sintomas de gripe e fizeram os testes na tarde desta sexta-feira, 21.

 

As monjas clarissas vivem em regime de clausura pontifícia e trabalham para sustentar o mosteiro, desenvolvendo-o principalmente através do artesanato, com a confecção de cartões, quadros, imagens, terços e outros objetos devocionais; Também fabricam as hóstias e partículas usadas nas celebrações em toda a Diocese, além da confecção de alfaias e paramentos (túnicas, estolas, casulas e outros) que revestem os sacerdotes e ministros do altar. A renda é revertida em prol da manutenção do mosteiro, que subsiste também através das doações dos benfeitores daquela instituição.

 

Em tempo:

 

Clausura é a situação de quem não pode sair do claustro; internamento, encerramento.

 

Vamos ajudar as Irmãs Clarissas!

 

Ajude o Mosteiro das irmãs Clarissas de Caicó.
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGÊNCIA 0758
OP 003
Cc 1293-5
CNPJ 10.872.463/0001-05
MOSTEIRO NOSSA SENHORA DE GUADALUPE.

 

Desde já agradecemos sua generosa doação, na certeza de que Deus te retribuirá com bênçãos e graças na sua vida.

 

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Dom Antônio Carlos critica disseminação de Fake News sobre a vacina contra a Covid-19

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Na homilia de encerramento da Festa de São Sebastião, padroeiro de Parelhas o bispo da Diocese de Caicó, Dom Antônio Carlos criticou a onda de negacionismo e disseminação de fake news com relação a vacina contra a Covid-19.
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Quem ganha com essas mentiras? Que essas pessoas mintam eu até entendo porque a mentira delas diz de que lado elas estão. Se conhecemos o Deus da verdade, nós sabemos quem é o pai da mentira. O problema é perceber quantos cristão tem reproduzido essas mentiras, as fakenews, as falsas notícias. Um tempo desse de pandemia exige de nós em discernir entre tantas vozes que estão sendo ditas, qual é a voz de Deus. E a voz de Deus é sempre um apelo a vida, ao amor e a paz”, explicou.
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Missa Solene encerra Festa de São Sebastião, padroeiro de Jucurutu

 

A Festa de São Sebastião, tradicional no município de Jucurutu, começou no último dia 10 com missa de abertura e hasteamento da bandeira e se encerrou nesta quinta-feira (20), com passeata com andor pelas ruas da cidade e missa na Matriz.

 

Em Jucurutu/RN, o dia 20 de Janeiro, é considerado Feriado Religioso.

 

O momento teve início às 17h com concentração dos fiéis e devotos em frente Igreja de Santa Izabel.

 

Logo após o cortejo com imagem do padroeiro percorreu um trajeto com destino à Matriz no centro da cidade.

 

O pregador foi o Reitor do Seminário da Diocese de Caicó, Padre Allysson Bruno de Araújo Rufino.

 

Com descida do estandarte, a manifestação religiosa encerrou as festividades alusivas ao padroeiro São Sebastião, que movimentaram a cidade no período de 10 a 20 de janeiro.

 

Ao final o Pe. Jaime, vigário paroquial, agradeceu aos que juntos contribuíram para a realização dos festejos.

 

Foi um verdadeiro momento de espiritualidade, devoção e fé em homenagem ao glorioso mártir.

 

A preparação do andor do Glorioso São Sebastião que tanto encanta os devotos foi decorado pelo professor Nanael Simão com colaboração de Jairo e Arthur.

 

Cobertura:

PASCOM – Pastoral da Comunicação

Blog Edilson Silva

 

 

 

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Seminarista Jarison Vicente foi o pregador da última novena da Festa de São Sebastião em Jucurutu

 

Com o tema: Corresponsáveis na Missão aconteceu na última quarta-feira, 19 de janeiro, última novena dentro das festividades em honra ao padroeiro, São Sebastião de Jucurutu neste ano de 2022.

 

O pregador foi o seminarista Jarison Vicente que por motivo superior substituiu o Pe. Everaldo Araújo de Lucena – Pároco da Paróquia de Santo Estevão Diácono em Caicó.

 

“Quem pode participar das novenas, com certeza se ficou atento, conseguiu perceber o que o Espírito Santo tem nos falado nestes últimos tempos. Tempos difíceis ocasionados pela pandemia, epidemia e tantas tragédias sociais. O tema da nossa festa é sugerido pelo Papa Francisco que por inspiração do espírito, percebeu a necessidade de falarmos sobre o caminhar juntos e unidos, isso significa Sinodalidade. Se a Igreja nos convida parar e discutir sobre esse tema, é por que talvez não estejamos tão unidos assim. É preciso caminhar juntos, em comunhão com Jesus”, frisou.

 

A noite foi dedicada a Conferência Vicentina e Conselho Paroquial.

 

Confira nas imagens da PASCOM – Pastoral da Comunicação

 

 

 

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Festa de Padroeiro: Dom Antônio participou dos festejos em honra São Sebastião em Jucurutu

 

O Bispo Diocesano de Caicó Dom Antônio presidiu nesta noite de terça-feira, 18 de janeiro, 8ª novena nos festejos em honra ao padroeiro São Sebastião em Jucurutu/RN.

 

Concelebraram com o Bispo Diocesano o Padre Jaime, Vigário; com presença dos Diáconos, Coroinhas, pastorais e Seminaristas.

 

Tema da noite: Os companheiros de viagem (Mt 20, 20 – 23)

 

Ao meditar e explicar a Palavra de Deus, Dom Antônio falou sobre o tema das festividades: Todos nós que participamos da Igreja, sabemos que o Papa Francisco convocou um sínodo. O que significa essa palavra: Caminhar Juntos. Um processo que teve início em outubro de 2021 e seguirá até outubro de 2023. É um grande convite para que a Igreja pare e reflita se de fato estamos caminhando juntos e se estamos; para onde o espírito santo está nos conduzindo? Por isso, essas três palavras chaves: participação, comunhão e missão. Igreja é isso, antes de sermos chamados de cristãos pela primeira vez em Antioquia, éramos conhecidos como o povo do caminho. Nós temos um mestre que vai a nossa frente que é Jesus Cristo e nós como discípulos e seguidores vamos a trás, ouvindo a sua voz e sendo conduzido pelo seu espírito. Por isso o convite de hoje é conhecermos os companheiros nesta viagem. E ser companheiros é comungar e comer do mesmo pão: o corpo de Cristo. Agora, devemos ficar atentos se de fato estamos caminhando juntos, não podemos ficar dentro das igrejas, fazendo uma porção de coisas e não está no espírito de Jesus. É preciso ouvir e praticar o Evangelho. Devemos orar diariamente e buscar fazer a vontade de Deus e não a nossa. A experiência de oração cristã deve ser aquela onde perguntamos – Senhor o que queres que eu faça?, explicou.

 

A noite foi dedicada a Pastoral do Dízimo.

 

 

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JUCURUTU – Pe. Ivanoff da Costa pregou 7ª novena da Festa de São Sebastião

 

Nesta segunda, 17/01 ocorreu mais uma noite de programação religiosa dentro das festividades em honra ao padroeiro de Jucurutu/RN.

 

As 19 horas, foi celebrada na Matriz a sétima novena que teve como pregador o Pe. Ivanoff da Costa Pereira, atual pároco de São Severino Mártir de Timbaúba dos Batistas.

 

O tema foi: A Sinodalidade em Ação – roteiros para consulta do povo de Deus”.

 

Noitários: Terço das Mães que Oram pelos Filhos.

 

“O tema que nos é proposto hoje é a escuta neste tempo sinodal. E como fazer a escuta? A quem deve ser escutado? Como devemos fazer nossa parte neste sínodo proposto pelo Papa Francisco? Isso é uma novidade para nós povo de Deus que somos a igreja. O Papa quis fazer diferente. Ele quer ouvir toda igreja, suas bases, mesmo aqui nesta cidade, na região seridó, no sertão nordestino, bem distante de Roma. Não tenha medo de falar, de expressar seu pensamento. Haverá consultas em todas as paróquias e o Papa quer ouvir os fiéis, saber como caminha a Igreja, as pastorais e cada um de vocês. Muitas vezes não sabemos ouvir, e até ouvimos, mas só o que nos é conveniente”, destacou.

 

Os festejos seguem até 20 de janeiro de 2022.

 

 

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Gratidão, fé e doação: Paróquia de Jucurutu celebrou 25 Anos de Ordenação do Padre Valdeci

 

No último domingo a Paróquia de São Sebastião de Jucurutu, festejou os 25 anos de Ordenação Sacerdotal do Padre Valdeci. Foi uma noite abençoada onde estiveram presentes pastorais, religiosos e a comunidade para celebrarem esta data especial.

 

A Missa foi celebrada às 19h contando com a presença do Pe. Hipólito (Pároco) e Pe. Jaime (Vigário), diáconos e seminaristas.

 

Celebrar o aniversário de Ordenação Sacerdotal é celebrar a vida, compreendendo que o sacerdócio é mais que vocação, é ouvir o chamado amoroso de Deus e assim socorrer os que mais necessitam.

 

“É uma alegria estar aqui com vocês celebrando essa Eucaristia que é uma Ação de Graças por excelência. São 25 anos que Deus me confia este ministério a serviço do Reino de Deus e da Igreja. Hoje o meu sentimento é de gratidão e fiz questão de festejar esta data em todas comunidades por onde passei. Coloco meu ministério a serviço da comunidade, do povo de Deus. Minha primeira paroquia foi Equador e Santana, mas logo em seguida fui transferido para Jucurutu onde estive durante quase seis anos. Agradeço a Deus pelas boas lembranças dos lugares que passei. Diariamente coloco em minhas orações todas as pessoas que fizeram, e fazem parte da minha missão. Muito obrigado a todos vocês.”, destacou.

 

A noite foi dedicada a catequese, coroinhas, Polícia Militar, Polícia Civil e Exercito Brasileiro.

 

 

 

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A Festa de São Sebastião, padroeiro da cidade de Jucurutu (RN), prossegue em sua 5ª noite de novena

 

Neste sábado,  15/01 teve como pregador o Diácono João Crispim de Araújo Filho e noitários Equipes de Nossa Senhora, ECC, Prefeitura e Câmara de Vereadores.

 

O tema: “Uma dupla dinâmica de conversão: Pedro e Cornélio (At 10)”.

 

“São Sebastião, Pedro e Cornélio deixaram seus testemunhos e assim devemos ser, em meio tantas dificuldades que nos são apresentadas diariamente, pandemia Covid, epidemias de gripe e outras adversidades, devemos ser fortes na fé e não desistir. O Papa nos convida no documento que serve como base para nossas reflexões neste período à caminhar juntos unidos em Jesus Cristo”, destacou.

 

Logo após foi realizado o Leilão das Pastorais de forma virtual.

 

As novenas estão sendo transmitidas pelas redes sociais da Paróquia de São Sebastião por meio da PASCOM – Pastoral da Comunicação.

 

A Festa de São Sebastião 2022 acontece no período de 10 a 20 de janeiro.

 

 

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Pe. Sandoval Matias pregou 4ª novena da Festa de São Sebastião de Jucurutu

 

Com o tema Jesus, a multidão, os apóstolos (At 10,34) foi celebrada na noite desta sexta-feira, 14/01 à 4ª novena dentro dos festejos em honra São Sebastião, padroeiro da cidade de Jucurutu/RN.

 

O pregador da noite foi o Pe. Sandoval Matias da Silva, ex-pároco de Jucurutu e atual pároco de São Vicente Férrer no município de São Vicente.

 

A noite foi dedicada ao Apostolado da Oração.

 

A programação religiosa seguirá até o próxima 20/01. Reúna sua família e amigos e participe presencialmente na Matriz, das 19h às 20h, deste momento de fé e espiritualidade.

 

Confira nas imagens da PASCOM – Pastoral da Comunicação

 

 

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Seminarista Leonardo Felipe, foi o pregador da 3ª Novena da Festa de São Sebastião em Jucurutu

 

O seminarista, Leonardo Felipe Soares, 3º ano de Teologia, foi o pregador da terceira novena de São Sebastião, nesta quinta-feira (13).

 

Nesta noite, o tema de reflexão foi “A escuta das escrituras” (Jo 14, 25-26).

 

O momento teve como noitários: PASCOM – Pastoral da Comunicação e RCC – Renovação Carismática Católica.

 

Durante a catequese, o seminarista fez uma convocação aos fiéis para atender ao que o papa Francisco pede no documento que está sendo usado como base para as reflexões da festa deste ano. “Para que tenhamos uma Igreja Sinodal é preciso olhar para o fundamento da nossa fé: Jesus Cristo. É necessário voltarmos ao primeiro amor, escutarmos as escrituras, ouvir e seguir a palavra de Deus. Somente a palavra de Deus tem poder para unificar. É preciso agregarmos e não dividir, unir a igreja que somos nós e retomarmos o caminho certo, pois quem não volta para suas origens, infelizmente não sabe para onde vai”, ressalta.

 

Os festejos em honra da padroeiro da Paróquia de Jucurutu encerram na próxima quinta (20), quando ocorrerá a tradicional procissão de São Sebastião.

 

 

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Pe. Welson Rodrigues foi o pregador da 2ª novena da Festa de São Sebastião, padroeiro de Jucurutu

 

Com o tema “Uma Igreja constitutivamente Sinodal” (Jo 14,6) aconteceu na noite desta quarta-feira, 12 de janeiro de 2022 à 2ª noite de novena dentro das festividades em honra ao padroeiro São Sebastião no município de Jucurutu/RN.

 

O pregador foi o Padre Welson Rodrigues do Nascimento – Vigário Geral da Diocese de Caicó e Pároco da Paróquia de São Francisco de Currais Novos.

 

O momento espiritual contou com presença do Padre Hipólito, Pe. Jaime, Diáconos, coroinhas, seminaristas, pastorais, fiéis católicos e devotos do santo protetor da Igreja.

 

A noite foi dedicada ao Terço das Mulheres.

 

Logo após os presentes na Matriz prestigiaram a quermesse.

 

Neste ano, a comunidade católica jucurutuense celebra o evento religioso do município refletindo sobre o tema “POR UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO”.

 

A programação dos festejos segue até o dia 20 de janeiro.

 

Confira nas imagens da PASCOM – Pastoral da Comunicação.

 

 

 

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Padre Erivan Santos foi o pregador da 1ª novena da Festa de São Sebastião de Jucurutu

 

Blog Edilson Silva – Tem prosseguimento no município de Jucurutu os festejos em honra ao seu padroeiro, São Sebastião. Dentro da programação religiosa aconteceu nesta terça-feira, 11 de janeiro sua 1ª novena. Com o tema, “Apelo a caminhar juntos”, o momento de espiritualidade teve como pregador o Pe. Erivan Santos.

 

Pe. Erivan Santos já foi vigário paroquial de Jucurutu/RN.

 

Atualmente é Vigário Paroquial da Paroquia de São José – Carnaúba dos Dantas.

 

A noite foi dedicada aos Ministros Extraordinários da Eucaristia.

 

Após novena os fiéis presentes na Matriz participaram da Adoração e Benção do Santíssimo Sacramento.

 

Quem foi São Sebastião?

 

São Sebastião foi um soldado romano que defendeu a Igreja dos ataques que sofria na época. O santo é conhecido por ser protetor contra os males porque, no passado, os moradores de uma pequena cidade italiana pediram auxílio ao santo para que ele os livrasse de uma peste. Esse pedido de socorro foi atendido e assim São Sebastião passou a ser rogado para o livramento de doenças e pestes.

 

O santo é celebrado em 20 de janeiro, então, nesta semana participe das novenas de São Sebastião para receber proteção e ter um pedido atendido.

 

Confira o registro fotográfico da PASCOM – Pastoral da Comunicação.

 

 

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Jucurutu: Paróquia de São Sebastião dá início à Festa do Padroeiro 2022

 

Teve início nesta segunda-feira (10) a tradicional Festa do Padroeiro São Sebastião, evento organizado pela Paróquia de São Sebastião do município de Jucurutu/RN. Em 2022 o tema escolhido foi: “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.

 

O momento teve início às 19h com Missa de Abertura Oficial dos Festejos, Hasteamento do Estandarte de São Sebastião e Missa em Ação de Graças pelos 17 Anos do Terço dos Homens.

 

Até o dia 30 de janeiro, uma vasta programação religiosa e social acontecerá na Igreja Matriz, localizada no centro.

 

Acompanhe o registro fotográfico da PASCOM – Pastoral da Comunicação com os melhores momentos.

 

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Com o tema: “POR UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO”, Igreja Católica realizará mais uma tradicional Festa de São Sebastião, Padroeiro de Jucurutu

 

Diletos amados irmãos e irmãs, é chegado o mês de janeiro aonde a nossa comunidade se alegra em celebrar a Festividade de nosso padroeiro São Sebastião. Sabe-se a tamanha devoção e fé que é tomada por cada um de nós fiéis católicos. Esse ano trabalharemos o tema da Sinodalidade, que Trata-se de uma temática de alta relevância para compreender a própria identidade e missão da Igreja. A sinodalidade, termo que significa “caminhar juntos”, é algo de fundamental importância para a Igreja. Todo o povo batizado está sendo convocado pelo papa Francisco a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2023): “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Assim, ele “convida a Igreja inteira a se interrogar sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do
terceiro milênio”.

 

Participe da nossa festa e nos ajude a fazer um caminho sinodal com a nossa igreja diocesana.

 

São Sebastião, rogai por nós!!!

 

Pe. Josenilton Hipólito de Araújo
Pároco

 

Pe. Jaime Francisco da Silva
Vigário Paroquial

 

Diác. Helimário Moreira Pereira

 

Diác. João Crispim de A. Filho

 

Diác. José Segundo de Morais

 

Conselho Paroquial e Equipe Organizadora da Festa

 

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

 

 

 

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06 de janeiro: Dia de Reis 2022 e o Dia da Gratidão

 

Neste dia 06 de janeiro lembramos de duas comemorações muito importantes, o Dia de Reis e também o Dia da Gratidão.

 

Dia de Reis

 

No dia 06 de janeiro, de acordo com a tradição cristã, é comemorado o Dia de Reis. Neste dia é lembrado do momento em que os os três reis magos levaram presentes a Jesus Cristo.

 

Cada um dos reis magos saiu de sua localidade de origem, ao contrário do que pensamos – que viajaram juntos.

 

Baltazar saiu da África, levando para o menino mirra, um presente ofertado aos profetas. A mirra é um arbusto originário desse país, onde é extraída uma resina para preparação de medicamentos.

 

O presente do rei Gaspar, que partiu da Índia, foi o incenso, como alusão à sua divindade. Os incensos são queimados há milhões de anos para aromatizar os ambientes, espantando insetos e energias negativas, além de representar a fé, a espiritualidade.

 

Melchior ou Belchior partiu da Europa, levando ouro ao Messias, rei dos reis. O ouro simbolizava a nobreza e era oferecido apenas aos deuses.

 

A Festa do Dia de Reis

 

Trazida pelos portugueses na época da colonização do Brasil, a folia de reis é um movimento cultural onde os grupos saem caminhando a pé pelas ruas das cidades, para levar às pessoas as bênçãos do menino Jesus.

 

Os participantes saem a caráter, cada personagem possui roupas próprias, deixando a folia com um ar mais animado.

 

Dentre os personagens que aparecem na festa temos: mestre, contramestre, músicos, tocadores, reis magos, palhaço e outras pessoas, donas de conhecimentos da data.

 

Uma tradição bem diferente da nossa acontece na Espanha, onde as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, a fim de alimentar os camelos dos Reis Magos. Contam as lendas que em troca, os reis magos deixam doces e guloseimas para as crianças.

 

Em alguns países fazem a comemoração repartindo o Bolo Rei, que tem uma fava no meio da massa. A pessoa que for contemplada com a fava deve oferecer o bolo no ano seguinte.

 

Na Itália a comemoração recebe o nome de Befana, uma bruxa boa que oferece presentes às crianças. No país não existe a tradição de se presentear no dia 25 de dezembro, mas no dia 06 de janeiro, dia de reis.

 

Dia da Gratidão

 

No Brasil o Dia da Gratidão é comemorado todos os anos no dia 06 de janeiro, esta data é dedicada para o agradecimento, devemos expressar gratidão por tudo o que somos e temos, por aquilo que nos acontece de bom e pelos desafios com os quais nos deparamos.

 

Agradecer é um exercício que nos traz muitos benefícios, pois desperta em cada um de nós uma atitude positiva com relação à vida e nos fortalece para os momentos de dificuldades.

 

Porém em vários outros países o Dia da Gratidão é comemorado no dia 21 de Setembro.

 

Origem do Dia da Gratidão

 

A data do Dia da Gratidão teve origem no dia 21 de Setembro de 1965. Como resultado de um encontro internacional no Havaí. Em suma, esse evento reuniu pessoas que estavam motivadas a reservar um dia do ano para agradecer.

 

No Canadá e nos Estados Unidos, o Dia de Ação de Graças (thanksgiving day em inglês) é quando eles demonstram a gratidão, com grandes comemorações. Entretanto, é comemorada na última quinta-feira de Novembro.

 

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Com o tema: “POR UMA IGREJA SINODAL: COMUNHÃO, PARTICIPAÇÃO E MISSÃO”, Igreja Católica realizará mais uma tradicional Festa de São Sebastião, Padroeiro de Jucurutu

 

Diletos amados irmãos e irmãs, é chegado o mês de janeiro aonde a nossa comunidade se alegra em celebrar a Festividade de nosso padroeiro São Sebastião. Sabe-se a tamanha devoção e fé que é tomada por cada um de nós fiéis católicos. Esse ano trabalharemos o tema da Sinodalidade, que Trata-se de uma temática de alta relevância para compreender a própria identidade e missão da Igreja. A sinodalidade, termo que significa “caminhar juntos”, é algo de fundamental importância para a Igreja. Todo o povo batizado está sendo convocado pelo papa Francisco a percorrer o caminho rumo ao Sínodo (outubro 2023): “Para uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Assim, ele “convida a Igreja inteira a se interrogar sobre um tema decisivo para a sua vida e a sua missão: “O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do
terceiro milênio”.

 

Participe da nossa festa e nos ajude a fazer um caminho sinodal com a nossa igreja diocesana.

 

São Sebastião, rogai por nós!!!

 

Pe. Josenilton Hipólito de Araújo
Pároco

 

Pe. Jaime Francisco da Silva
Vigário Paroquial

 

Diác. Helimário Moreira Pereira

 

Diác. João Crispim de A. Filho

 

Diác. José Segundo de Morais

 

Conselho Paroquial e Equipe Organizadora da Festa

 

PROGRAMAÇÃO DE ABERTURA

 

 

 

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Papa: com o novo ano os problemas não desaparecem, mas Deus está conosco

 

Para que o novo ano seja diferente do anterior, é preciso estupor e gratidão, disse o Papa Francisco em sua homilia na celebração das Vésperas na Basílica de São Pedro, com o canto do Te Deum, em agradecimento pelo ano que passou.  A celebração foi presidida pelo Decano do Colégio Cardinalício, cardeal Giovanni Battista Re. O Papa Francisco acompanhou a missa de seu assento posicionado em frente ao altar da Confissão.

Estupor para que o amanhã seja diferente

 

Há motivos para agradecer, não obstante a pandemia. Em sua homilia, o Papa recordou que a Liturgia desses dias convida a despertar em nós a maravilha pelo mistério da Encarnação. E não se pode celebrar o Natal sem estupor, recordou Francisco. Mas não um estupor que se limite a uma emoção superficial, ligada à exterioridade da festa ou, pior, ao frenesi consumista.

 

“Se o Natal se reduz a isso, nada muda: amanhã será igual a ontem, o próximo ano será como o que passou e assim por diante.”

 

Mas é preciso acolher o centro do mistério do nascimento de Cristo e o centro é este: “O Verbo se fez carne e veio habitar entre nós”.

Os problemas existem, mas não estamos sós

 

E é Maria quem nos reconduz à verdade do Natal. Ela é a primeira testemunha e a maior, porque é a mais humilde. O seu coração está repleto de estupor, sem romantismos, porque a maravilha cristã tem origem não em efeitos especiais, mas no mistério da realidade.

 

Para o Papa, não há nada de mais maravilhoso e impressionante do que a realidade, do que uma mãe que segura o filho em seus braços e o amamenta.

 

Por isso, o estupor de Maria e o da Igreja é repleto de gratidão, porque contemplando o Filho sentimos a proximidade de Deus, que não abandona o seu povo. É o Deus-conosco. Os problemas não desaparecem, mas não estamos sós. Ele, o Unigênito, se faz primogênito entre os irmãos, para reconduzir a todos nós à casa do Pai.

Afastar a tentação do “salve-se quem puder”

 

Este tempo de pandemia, afirmou Francisco, aumentou em nós o sentimento de perda. Depois de uma primeira fase de reação, em que nos sentimos solidários na mesma barca, difundiu-se a tentação do “salve-se quem puder”.

 

“Mas graças a Deus reagimos novamente, com o sentido de responsabilidade. Realmente podemos e devemos dizer ‘graças a Deus’ porque a escolha da responsabilidade solidária não vem do mundo, vem Deus; ou melhor, vem de Jesus Cristo.”

 

Antes de concluir sua homilia, o Papa dedicou algumas palavras para falar da cidade de Roma, onde todos se sentem irmãos diante de sua vocação de abertura universal.

 

“Roma é uma cidade maravilhosa, que não para de encantar”, mas pode ser cansativa para quem vive e nem sempre digna para os moradores e turistas. O apelo de Francisco é para deixar de lado a tendência a descartar, de modo que todos possam maravilhar-se descobrindo na cidade uma beleza “coerente” e que suscita gratidão.

 

O convite final do Pontífice é para seguir o Menino: “Sigamo-Lo no caminho cotidiano. Ele dá plenitude ao tempo, dá sentido às obras e aos dias. Vamos confiar nos momentos felizes e naqueles dolorosos: a esperança que Ele nos doa é a esperança que não desilude.”

 

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Mensagem do Papa Francisco para celebração do 55º Dia Mundial da Paz – 1º de Janeiro 2022

 

DIÁLOGO ENTRE GERAÇÕES, EDUCAÇÃO E TRABALHO:
INSTRUMENTOS PARA CONSTRUIR UMA PAZ DURADOURA

  1. «Que formosos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz» (Is52, 7)!

 

Estas palavras do profeta Isaías manifestam a consolação, o suspiro de alívio dum povo exilado, extenuado pelas violências e os abusos, exposto à infâmia e à morte. Sobre esse povo, assim se interrogava o profeta Baruc: «Por que estás tu em terra inimiga, envelhecendo num país estrangeiro? Contaminaste-te com os mortos, foste contado com os que descem ao Hades» (3,10-11). Para aquela gente, a chegada do mensageiro de paz significava a esperança dum renascimento dos escombros da história, o início dum futuro luminoso.

 

Ainda hoje o  caminho da paz – o novo nome desta, segundo São Paulo VI, é  desenvolvimento integral [1] – permanece, infelizmente, arredio da vida real de tantos homens e mulheres e consequentemente da família humana, que nos aparece agora totalmente interligada. Apesar dos múltiplos esforços visando um diálogo construtivo entre as nações, aumenta o ruído ensurdecedor de guerras e conflitos, ao mesmo tempo que ganham espaço doenças de proporções pandémicas, pioram os efeitos das alterações climáticas e da degradação ambiental, agrava-se o drama da fome e da sede e continua a predominar um modelo económico mais baseado no individualismo do que na partilha solidária. Como nos tempos dos antigos profetas, continua também hoje a elevar-se  o clamor dos pobres e da terra [2] para implorar justiça e paz.

 

Em cada época, a paz é conjuntamente dádiva do Alto e fruto dum empenho compartilhado. De facto, há uma «arquitetura» da paz, onde intervêm as várias instituições da sociedade, e existe um «artesanato» da paz, que nos envolve pessoalmente a cada um de nós [3]. Todos podem colaborar para construir um mundo mais pacífico partindo do próprio coração e das relações em família, passando pela sociedade e o meio ambiente, até chegar às relações entre os povos e entre os Estados.

 

Quero propor, aqui,  três caminhos para a construção duma paz duradoura. Primeiro, o  diálogo entre as gerações, como base para a realização de projetos compartilhados. Depois,  a educação, como fator de liberdade, responsabilidade e desenvolvimento. E, por fim,  o trabalho, para uma plena realização da dignidade humana. São três elementos imprescindíveis para tornar «possível a criação dum pacto social» [4], sem o qual se revela inconsistente todo o projeto de paz.

 

  1. Dialogar entre gerações para construir a paz

 

Num mundo ainda fustigado pela pandemia, que tem causado tantos problemas, «alguns tentam fugir da realidade, refugiando-se em mundos privados, enquanto outros a enfrentam com violência destrutiva, mas, entre a indiferença egoísta e o protesto violento há uma opção sempre possível: o diálogo, [concretamente] o diálogo entre as gerações» [5].

 

Todo o diálogo sincero, mesmo sem excluir uma justa e positiva dialética, exige sempre uma confiança de base entre os interlocutores. Devemos voltar a recuperar esta confiança recíproca. A crise sanitária atual fez crescer, em todos, o sentido da solidão e o isolar-se em si mesmos. Às solidões dos idosos veio juntar-se, nos jovens, o sentido de impotência e a falta duma noção compartilhada de futuro. Esta crise é sem dúvida aflitiva, mas nela é possível expressar-se também o melhor das pessoas. De facto, precisamente durante a pandemia, constatamos nos quatro cantos do mundo generosos testemunhos de compaixão, partilha, solidariedade.

 

Dialogar significa ouvir-se um ao outro, confrontar posições, pôr-se de acordo e caminhar juntos. Favorecer tudo isto entre as gerações significa amanhar o terreno duro e estéril do conflito e do descarte para nele se cultivar as sementes duma paz duradoura e compartilhada.

 

Enquanto o progresso tecnológico e económico frequentemente dividiu as gerações, as crises contemporâneas revelam a urgência da sua aliança. Se os jovens precisam da experiência existencial, sapiencial e espiritual dos idosos, também estes precisam do apoio, carinho, criatividade e dinamismo dos jovens.

 

Os grandes desafios sociais e os processos de pacificação não podem prescindir do diálogo entre os guardiões da memória – os idosos – e aqueles que fazem avançar a história – os jovens –; tal como não é possível prescindir da disponibilidade de cada um dar espaço ao outro, nem pretender ocupar inteiramente a cena preocupando-se com os seus interesses imediatos como se não houvesse passado nem futuro. A crise global que vivemos mostra-nos, no encontro e no diálogo entre as gerações, a força motora duma política sã, que não se contenta em administrar o existente «com remendos ou soluções rápidas» [6], mas presta-se, como forma eminente de amor pelo outro, [7] à busca de projetos compartilhados e sustentáveis.

 

Se soubermos, nas dificuldades, praticar este diálogo intergeracional, «poderemos estar bem enraizados no presente e, daqui, visitar o passado e o futuro: visitar o passado, para aprender da história e curar as feridas que às vezes nos condicionam; visitar o futuro, para alimentar o entusiasmo, fazer germinar os sonhos, suscitar profecias, fazer florescer as esperanças. Assim unidos, poderemos aprender uns com os outros» [8]. Sem as raízes, como poderiam as árvores crescer e dar fruto?

 

É suficiente pensar no cuidado da nossa casa comum, já que o próprio meio ambiente «é um empréstimo que cada geração recebe e deve transmitir à geração seguinte» [9]. Por isso, devem ser apreciados e encorajados os numerosos jovens que se empenham por um mundo mais justo e atento à tutela da criação, confiada à nossa custódia. Fazem-no num misto de inquietude e entusiasmo, mas sobretudo com sentido de responsabilidade perante a urgente mudança de rumo [10], que nos é imposta pelas dificuldades surgidas da atual crise ética e sócio-ambiental [11].

 

Por outro lado, a oportunidade de construir, juntos, percursos de paz não pode prescindir da educação e do trabalho, lugares e contextos privilegiados do diálogo intergeracional: enquanto a educação fornece a gramática do diálogo entre as gerações, na experiência do trabalho encontram-se a colaborar homens e mulheres de diferentes gerações, trocando entre si conhecimentos, experiências e competências em vista do bem comum.

 

  1. A instrução e a educação como motores da paz

 

Nos últimos anos, diminuiu sensivelmente a nível mundial o orçamento para a instrução e a educação, vistas mais como despesas do que como investimentos; e, todavia, constituem os vetores primários dum desenvolvimento humano integral: tornam a pessoa mais livre e responsável, sendo indispensáveis para a defesa e promoção da paz. Por outras palavras, instrução e educação são os alicerces duma sociedade coesa, civil, capaz de gerar esperança, riqueza e progresso.

 

Ao contrário, aumentaram as despesas militares, ultrapassando o nível registado no termo da «guerra fria», e parecem destinadas a crescer de maneira exorbitante [12].

 

Por conseguinte é oportuno e urgente que os detentores das responsabilidades governamentais elaborem políticas económicas que prevejam uma inversão na correlação entre os investimentos públicos na educação e os fundos para armamentos. Aliás a busca dum real processo de desarmamento internacional só pode trazer grandes benefícios ao desenvolvimento dos povos e nações, libertando recursos financeiros para ser utilizados de forma mais apropriada na saúde, na escola, nas infraestruturas, no cuidado do território, etc.

 

Faço votos de que o investimento na educação seja acompanhado por um empenho mais consistente na promoção da cultura do cuidado [13]. Perante a fragmentação da sociedade e a inércia das instituições, esta cultura do cuidado pode-se tornar a linguagem comum que abate as barreiras e constrói pontes. «Um país cresce quando dialogam de modo construtivo as suas diversas riquezas culturais: a cultura popular, a cultura universitária, a cultura juvenil, a cultura artística e a cultura tecnológica, a cultura económica e a cultura da família, e a cultura dos meios de comunicação» [14]. É necessário, portanto, forjar um novo paradigma cultural, através de «um pacto educativo global para e com as gerações jovens, que empenhe as famílias, as comunidades, as escolas e universidades, as instituições, as religiões, os governantes, a humanidade inteira na formação de pessoas maduras» [15]. Um pacto que promova a educação para a ecologia integral, segundo um modelo cultural de paz, desenvolvimento e sustentabilidade, centrado na fraternidade e na aliança entre os seres humanos e o meio ambiente [16].

 

Investir na instrução e educação das novas gerações é a estrada mestra que as leva, mediante uma específica preparação, a ocupar com proveito um justo lugar no mundo do trabalho [17].

 

  1. Promover e assegurar o trabalho constrói a paz

 

O trabalho é um fator indispensável para construir e preservar a paz. Aquele constitui expressão da pessoa e dos seus dotes, mas também compromisso, esforço, colaboração com outros, porque se trabalha sempre com ou para alguém. Nesta perspetiva acentuadamente social, o trabalho é o lugar onde aprendemos a dar a nossa contribuição para um mundo mais habitável e belo.

 

A pandemia Covid-19 agravou a situação do mundo do trabalho, que já antes se defrontava com variados desafios. Faliram milhões de atividades económicas e produtivas; os trabalhadores precários estão cada vez mais vulneráveis; muitos daqueles que desempenham serviços essenciais são ainda menos visíveis à consciência pública e política; a instrução à distância gerou, em muitos casos, um retrocesso na aprendizagem e nos percursos escolásticos. Além disso, os jovens que assomam ao mercado profissional e os adultos precipitados no desemprego enfrentam hoje perspetivas dramáticas.

 

Particularmente devastador foi o impacto da crise na economia informal, que muitas vezes envolve os trabalhadores migrantes. Muitos deles – como se não existissem – não são reconhecidos pelas leis nacionais; vivem em condições muito precárias para eles mesmos e suas famílias, expostos a várias formas de escravidão e desprovidos dum sistema de previdência que os proteja. Mais, atualmente apenas um terço da população mundial em idade laboral goza dum sistema de proteção social ou usufrui dele apenas de forma limitada. Em muitos países, crescem a violência e a criminalidade organizada, sufocando a liberdade e a dignidade das pessoas, envenenando a economia e impedindo que se desenvolva o bem comum. A resposta a esta situação só pode passar por uma ampliação das oportunidades de trabalho digno.

 

Com efeito o trabalho é a base sobre a qual se há de construir a justiça e a solidariedade em cada comunidade. Por isso, «não se deve procurar que o progresso tecnológico substitua cada vez mais o trabalho humano: procedendo assim, a humanidade prejudicar-se-ia a si mesma. O trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal» [18]. Temos de unir as ideias e os esforços para criar as condições e inventar soluções a fim de que cada ser humano em idade produtiva tenha a possibilidade, com o seu trabalho, de contribuir para a vida da família e da sociedade.

 

Como é urgente promover em todo o mundo condições laborais decentes e dignas, orientadas para o bem comum e a salvaguarda da criação! É necessário garantir e apoiar a liberdade das iniciativas empresariais e, ao mesmo tempo, fazer crescer uma renovada responsabilidade social para que o lucro não seja o único critério-guia.

 

Nesta perspetiva, devem ser estimuladas, acolhidas e sustentadas as iniciativas, a todos os níveis, que solicitam as empresas a respeitar os direitos humanos fundamentais de trabalhadoras e trabalhadores, sensibilizando nesse sentido não só as instituições, mas também os consumidores, a sociedade civil e as realidades empresariais. Estas, quanto mais cientes estão da sua função social, tanto mais se tornam lugares onde se cultiva a dignidade humana, participando por sua vez na construção da paz. Sobre este aspeto, é chamada a desempenhar um papel ativo a política, promovendo um justo equilíbrio entre a liberdade económica e a justiça social. E todos aqueles que intervêm neste campo, a começar pelos trabalhadores e empresários católicos, podem encontrar orientações seguras na doutrina social da Igreja.

 

Queridos irmãos e irmãs! Enquanto procuramos unir os esforços para sair da pandemia, quero renovar os meus agradecimentos a quantos se empenharam e continuam a dedicar-se, com generosidade e responsabilidade, para garantir a instrução, a segurança e tutela dos direitos, fornecer os cuidados médicos, facilitar o encontro entre familiares e doentes, garantir apoio económico às pessoas necessitadas ou desempregadas. E asseguro, na minha oração, a lembrança de todas as vítimas e suas famílias.

 

Aos governantes e a quantos têm responsabilidades políticas e sociais, aos pastores e aos animadores das comunidades eclesiais, bem como a todos os homens e mulheres de boa vontade, faço apelo para caminharmos, juntos, por estas três estradas: o diálogo entre as gerações, a educação e o trabalho. Com coragem e criatividade. Oxalá sejam cada vez mais numerosas as pessoas que, sem fazer rumor, com humildade e tenacidade, se tornam dia a dia artesãs de paz. E que sempre as preceda e acompanhe a bênção do Deus da paz!

 

Vaticano, 8 de dezembro de 2021.

 

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