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Nove meses de guerra: uma ferida que nos diz respeito como cristãos

 

VATICAN NEWS – Estamos nos aproximando do nono mês desde o início da horrível guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Nove meses é o tempo em que uma vida humana toma forma no útero antes de vir à luz, mas a da Ucrânia não foi uma gestação de vida, mas apenas de morte, de ódio, de devastação.

 

Há um aspecto desta guerra que nem sempre lembramos: trata-se de um conflito que envolve dois povos pertencentes à mesma fé em Cristo e ao mesmo batismo. O cristianismo nessa área geográfica está associado ao batismo da Rus’, completado em 988 quando Vladimir, o Grande, quis que sua família e o povo de Kiev recebessem o sacramento nas águas do Dnepr. Os cristãos russos e ucranianos compartilham a mesma divina liturgia e a mesma espiritualidade próprias das Igrejas Orientais.

 

Hoje, há uma tendência a esconder esta comum pertença de fé e tradição litúrgica por razões relacionadas à propaganda de guerra: quando se luta, quando se mata, deve-se esquecer o rosto e a humanidade do outro, como recordava o profeta da paz Don Tonino Bello. E você deve até mesmo esquecer que o outro tem o mesmo batismo que você.

 

O fato de que a guerra que irrompeu no coração da Europa é uma guerra entre cristãos torna a ferida ainda mais dolorosa para os seguidores de Jesus. Este não é um conflito a ser classificado no esquema conveniente de “choque de civilizações”, uma teoria que se tornou famosa após os ataques islâmicos de 11 de setembro de 2001 para marcar as diferenças entre “nós” e “eles”. Não, aqui os agressores leem o mesmo Evangelho dos agredidos.

 

A consternação provocada por esta observação poderia nos levar a refletir sobre quanto caminho deve ainda fazer a mensagem evangélica para entrar no coração dos cristãos e permear sua cultura, de modo a encarnar o exemplo de Jesus que no Getsêmani ordenou que Pedro colocasse a espada de volta em sua bainha. Poderia até nos induzir a subir no púlpito julgador e tranquilizador daqueles que desejam marcar a diferença entre o “nosso” cristianismo e o dos beligerantes que misturam ícones sagrados com bandeiras de soldados, justificando a agressão e a violência com discursos religiosos, como fazíamos até outro dia e como alguns talvez desejariam fazer também hoje.

 

Mas esta atitude seria para nós apenas uma rota de fuga conveniente, uma forma de autoabsolvição para não manter aberta a ferida gerada por esta guerra.

 

O conflito em curso na Ucrânia, ao invés, nos ensina que pertencer a uma tradição comum, relembrando uma identidade e uma cultura originárias da mesma proclamação evangélica, não são suficientes para nos preservar da barbárie da violência, do ódio e da guerra assassina.

 

Manter a ferida aberta significa então lembrar todos os dias que a nossa fé e as nossas tradições religiosas nunca podem ser consideradas como certas e garantidas.

 

Significa lembrar que podemos agir como cristãos somente por graça, não por tradição ou cultura. Significa recordar as palavras de Jesus: “Sem mim nada podeis fazer”, para voltar a ser humildes mendigos d’Ele, vivo e presente hoje, e de Sua paz.

 

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Vocalista original da banda Nazareth, Dan McCafferty morre aos 76 anos

 

Vocalista original da banda Nazareth, o cantor Dan McCafferty (foto em destaque) morreu nesta terça-feira (8/11), aos 76 anos. A notícia foi divulgada nas redes sociais da banda, em um post assinado pelo baixista Pete Agnew. A publicação não cita a causa da morte.

 

O post afirma que Dan morreu às 12h40 desta terça-feira: “Este é o anúncio mais triste que já tive que fazer. Maryann e a família perderam um marido e pai maravilhoso e amoroso, perdi meu melhor amigo e o mundo perdeu um dos maiores cantores que já viveram. Muito chateado para dizer qualquer coisa além disso neste momento.”

 

Dan McCafferty nasceu na Escócia, em 1946. Ele fundou a Nazareth em 1968, com Agnew, o guitarrista Manny Charlton e o baterista Darrell Sweet.

 

O álbum Hair of the Dog, de 1975, fez com que o grupo ficasse conhecido internacionalmente. McCafferty permaneceu na Nazareth até 2013, quando se afastou para cuidar da saúde.

 

Ele lançou seu primeiro álbum solo em outubro de 2019. O projeto é intitulado Last Testament.

 

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Morre a rainha Elizabeth II, aos 96 anos, na Escócia

 

rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morreu nesta quinta-feira, 08/09, aos 96 anos, no Castelo de Balmoral, na Escócia.

 

O filho mais velho e herdeiro da monarca, o príncipe Charles, e sua esposa Camilla estão no castelo, ao lado da rainha.

 

Os filhos da rainha – príncipes Andrew e Edward – além do neto da monarca, príncipe William, chegaram à Escócia. Os príncipes William e Harry e sua esposa Meghan Markle também viajam para o local.

Estado de saúde

 

Médicos expressaram preocupação com a saúde da rainha Elizabeth II nesta quinta-feira, afirmando que a monarca britânica de 96 anos deveria permanecer sob supervisão médica.

 

A soberana com o reinado mais longo da Grã-Bretanha sofria de “problemas de mobilidade episódicos” desde o final do ano passado, de acordo com o Palácio de Buckingham.

 

 

“Após uma avaliação mais aprofundada esta manhã, os médicos da rainha estão preocupados com a saúde de Sua Majestade e recomendaram que ela permaneça sob supervisão médica”, disse o palácio em comunicado anteriormente. “A rainha continua confortável e em Balmoral”, completa.

 

Em outubro passado, Elizabeth passou uma noite no hospital e foi forçada a reduzir seus compromissos públicos desde então. Na quarta-feira, ela cancelou uma reunião virtual com ministros seniores depois de ser aconselhada a descansar por seus médicos.

 

No dia anterior, ela havia sido fotografada nomeando Liz Truss como a nova primeira-ministra do país em Balmoral, a 15ª premiê de seu reinado recorde. Uma fonte do palácio disse que familiares imediatos foram informados e minimizou as especulações de que a monarca sofreu uma queda.

 

Elizabeth é rainha da Grã-Bretanha e de mais de uma dúzia de outros países desde 1952, incluindo Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e no início deste ano marcou seu 70º ano no trono com quatro dias de celebrações nacionais em junho.

 

*em atualização

 

(publicado por Tiago Tortella, da CNN)

 

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Guerra: bombardeio russo pode ter matado 60 pessoas em escola ucraniana

 

Teme-se que até 60 pessoas tenham sido mortas no bombardeio russo a uma escola de um vilarejo na região ucraniana de Luhansk, no leste do país, disse o governador da região neste domingo.

 

As forças russas também continuaram bombardeando a siderúrgica Azovstal, último reduto da resistência ucraniana nas ruínas da cidade portuária de Mariupol, no sudeste, onde soldados do regimento Azov prometeram continuar lutando.

 

O governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, disse que a escola em Bilohorivka, onde cerca de 90 pessoas estavam abrigadas, foi atingida no sábado por uma bomba russa que deixou o prédio em chamas por quatro horas.

 

“Trinta pessoas foram retiradas dos escombros, sete das quais ficaram feridas. Sessenta pessoas podem ter morrido”, escreveu Gaidai no aplicativo de mensagens Telegram, acrescentando que dois corpos foram encontrados.

 

A Reuters não pôde verificar de imediato a contagem do governador.

 

A Ucrânia e seus aliados ocidentais têm acusado as forças russas de mirar civis em meio à guerra, o que Moscou nega.

 

Em Mariupol, o vice-comandante do regimento Azov implorou à comunidade internacional para ajudar a retirar os soldados feridos da extensa siderúrgica Azovstal.

 

“Continuaremos lutando enquanto estivermos vivos para repelir os ocupantes russos”, disse o capitão Sviatoslav Palamar em coletiva de imprensa online.

 

Em uma operação de uma semana de duração, mediada pelas Nações Unidas e pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), dezenas de civis que se refugiavam nos abrigos subterrâneos da usina têm sido retirados.

 

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, disse no sábado que mais de 300 civis já foram resgatados e as autoridades agora se concentrarão em tentar retirar os médicos e feridos. Outras fontes ucranianas têm mencionado números diferentes.

 

Separatistas apoiados pela Rússia disseram que um total de 145 pessoas, incluindo 24 crianças, foram retiradas de Mariupol no domingo para a vila de Bezimenne, cerca de 40 km a leste, na área que eles controlam.

 

Esse número se soma aos 182 retirados que chegaram a Bezimenne no início da operação, de acordo com dados fornecidos pelos separatistas. Eles disseram que aqueles que desejavam ir para áreas controladas pela Ucrânia foram entregues a representantes da ONU e do CICV.

 

Agência Brasil

 

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Terceira Guerra Mundial: Rússia alerta para ‘perigo real’

 

O chefe da diplomacia de Moscou, Serguei Lavrov, afirmou nesta terça-feira (26) que quer continuar as negociações de paz com a Ucrânia . Ele alertou para um “perigo grave e real” do conflito se transformar na Terceira Guerra Mundial.

 

A declaração de Lavrov acontece no mesmo dia do encontro entre o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, e o presidente russo, Vladimir Putin . Além da reunião das autoridades da OTAN e União Europeia sobre apoio à Ucrânia, que também acontece nesta terça.

 

Ainda, o diplomata acusou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, de “fingir” negociar. “É um bom ator, mas se olhar com atenção e ler com cuidado o que ele diz, serão encontradas milhares de contradições”, declarou.

 

E acrescentou: “A boa vontade tem limites, mas se não for recíproca, não contribui para o processo de negociações. Mas seguimos mantendo negociações com a equipe enviada por Zelensky”.

 

Em meio a tensões entre a Rússia e o Ocidente, devido à guerra na Ucrânia, Lavrov alertou para o risco da Terceira Guerra Mundial. “O perigo é grave, é real, não pode ser subestimado”, afirmou.

 

As declarações do diplomata russo foram feitas um dia depois da visita de autoridades dos Estados Unidos (EUA) a Kiev, com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. Esta foi a primeira visita de governantes estadunidenses à Ucrânia desde o início do conflito, em 24 de fevereiro.

 

Durante a visita, Zelensky entregou aos representantes dos EUA um plano de ação para fortalecer as sanções contra a Federação Russa, criado pelo grupo internacional de especialistas Yermak-McFaul.

 

A proposta consiste em uma extensão das sanções contra a Rússia, de forma a incluir o petróleo e gás, transporte, novas proibições na área financeira e mais restrições à atividade das empresas estatais russas. Incluindo ainda, o reconhecimento da Rússia como Estado favorável ao terrorismo.

 

Agora RN

 

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Diário de guerra: ONU teme armas nucleares, e acordo de paz falha

 

O possível uso de armas nucleares na guerra na Ucrânia voltou a assombrar o mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) está monitorando o Exército russo e diz ter indícios de possível emprego desse tipo de arsenal.

 

O secretário-geral da entidade, Antonio Guterres, classificou o movimento russo como um “desenvolvimento de arrepiar os ossos”. Guterres foi categórico: “A perspectiva de um conflito nuclear, antes impensável, agora está de volta ao campo da possibilidade”.

 

Terminou sem consenso mais uma reunião entre russos e ucranianos. A negociação de um cessar-fogo será retomada na terça-feira (15/3). O encontro acabou com uma “pausa técnica”.

 

Sirenes antiataques foram acionadas em Kiev, capital e coração do poder na Ucrânia, e em Lviv, uma das maiores cidades do país. A segunda-feira (14/3), 19º dia de guerra, teve uma escalada nos bombardeios, que tiveram início em 24 de fevereiro.

 

Em um dia de intenso bombardeio na Ucrânia, uma torre de TV foi alvejada em Rivne. Um aeródromo e uma área residencial também foram atacados.

 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a prometer apoio à Ucrânia e garantiu que o país seguirá garantindo armas, dinheiro e comida para os ucranianos. Na mesma ocasião, atacou o presidente russo, Vladimir Putin, chamando-o de “autocrata” e “aspirante a imperador”.

 

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fará um discurso ao Congresso dos Estados Unidos, em sessão conjunta, na próxima quarta-feira (16/3). É raro que um líder estrangeiro tenha a possibilidade de falar diretamente aos parlamentares norte-americanos.

 

Metrópoles

 

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Assembleia-Geral da ONU aprova resolução que condena a Rússia por invasão à Ucrânia

 

CNN – A reunião foi convocada pelo Conselho de Segurança e feita de forma emergencial para discutir a situação no Leste Europeu. Para a aprovação, foi necessário maioria de 2/3 dos votantes.

 

Foram 141 votos a favor, cinco contrários e 35 abstenções.

 

Antes da votação, e introduzindo o projeto de resolução, o embaixador da Ucrânia na ONU, Sergiy Kylytsya, disse que os “crimes cometidos pela Rússia” são bárbaros e difíceis de entender e pediu respeito à carta das Naões Unidas.

 

Ele terminou o discurso aplaudido pelos presentes na Assembleia.

 

O embaixador russo, Vasily Nebenzya, por sua vez, pediu que a minuta não fosse aprovada e que os países “votassem por seus interesses e não por pressão”. Durante seu discurso, acusou a Ucrânia de utilizar pessoas como escudo humano e manter reféns em Kiev.

 

Nebenzya disse que a recusa da votação permitiria “libertar a Ucrânia do neonazismo” e que há o crescimento de grupos com este ideal no país do Leste Europeu.

 

“Estamos tentando terminar a guerra de oito anos na região de Donbas. Falamos com todos, mas não nos deram ouvidos. O objetivo da operação especial mostra que não estamos fazendo ataques à infraestrutura civil”, adicionou.

 

O Brasil votou a favor, mas justificou. Durante o pronunciamento, Ronaldo Costa Filho, embaixador brasileiro nas Nações Unidas, disse que a resolução, da maneira que foi votada, porém, não vai “longe o suficiente” para uma paz sustentável.

 

“A paz exige a retirada de tropas e um trabalho amplo das partes. A resolução não pode ser entendida como algo que permita a aplicação indiscriminada de sanções”, afirmou. “O Brasil continua a pedir a todos os atores a desescalada e renovação dos esforços em favor de um acordo diplomático”, finalizou.

 

Bassam al-Sabbagh, embaixador da Síria na ONU, classificou a votação como “hipocrisia”. A representante de São Vincente e Granadinas, Rhonda King, exigiu um cessar-fogo imediato e diálogo.

 

António Guterres, secretário-geral da ONU, em pronunciamento à imprensa após a votação, disse que continuará fazendo “tudo ao alcance” para que o conflito termine e que as negociações continuem.

 

“Povo da Ucrânia, nós sabemos que vocês precisam de paz, e povos do mundo todo exigem essa paz”, afirmou.

 

A representante dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfied, também em pronunciamento, disse que “hoje, a luz venceu a escuridão”.

Entenda o conflito

 

Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

 

Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

 

O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

 

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Adeus, papai! Crianças se despedem: homens da Ucrânia de 18 a 60 anos devem ficar para lutar

 

Filhos menores, esposas, mães, familiares e idosos se despedem dos homens de 18 a 60 anos na Ucrânia após a ordem do governo para que eles fiquem no país e lutem contra a invasão russa.

 

Enquanto mulheres e crianças tentam deixar o território a bordo de ônibus e trens, os maridos e pais estão proibidos de cruzar as fronteiras para fora da Ucrânia.

 

Nesta quinta-feira, 24, quando as forças militares russas deram início aos ataques, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, decretou a lei marcial – que é acionada para substituir as leis civis em cenários de graves crises, catástrofes e situações de caos. A lei marcial retira temporariamente as funções de autoridades civis como políticos e diplomatas e concenta os poderes de decisão em membros de alta patente do exército nacional.

 

Com o avanço das tropas russas em direção à capital Kiev e diante do fato de que as forças locais são notavelmente inferiores ao poderio militar de Moscou, as autoridades ucranianas chegaram a pedir à população civil que faça o possível para resistir aos invasores, inclusive fazendo coquetéis molotov para lançá-los contra os soldados da Rússia. De fato, um panfleto com instruções sobre como improvisar bombas de gasolina foi divulgado pelo Ministério do Interior ucraniano nas redes sociais.

 

Além disso, um conselheiro do Ministério do Interior, Vadym Denysenko, confirmou que 18 mil armas “foram distribuídas em Kiev para todos os voluntários, para todos os que querem defender a nossa capital com armas em mãos”.

 

Equipes de jornalistas, como os da BBC, chegaram a encontrar em Kiev diversos voluntários civis ucranianos já armados nas ruas da capital, vestidos de jeans e tênis e com fuzis pendurados às costas, ainda que sem treinamento adequado para manejá-los. Eles patrulham postos de controle e se posicionam atrás de armamentos antitanques, na tentativa de resistir a um exército altamente treinado.

 

Nesse contexto, os jornalistas também vêm registrando despedidas familiares dilacerantes em estações de ônibus de todo o país, desde a manhã desta quinta-feira, 24. Em várias dessas despedidas, jovens pais na casa dos 20 anos se despedem de suas jovens esposas que partem assustadas com bebês de colo nos braços, arriscando-se para chegar às fronteiras e tentarem achar segurança como refugiadas no exterior. Os homens ficarão, para lutar ou morrer.

 

As redes sociais têm compartilhado nas últimas horas uma frase que tenta resumir o panorama, ainda que de modo simplista: “A guerra é um lugar em que jovens que não se conhecem e não se odeiam se matam por decisões de velhos que se conhecem e se odeiam, mas não se matam”.

 

Jovens pais na casa dos 20 anos se despedem das jovens esposas que partem assustadas com bebês de colo nos braços; os homens ficarão, para lutar ou morrer.

 

 

 

 

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Ciclone deixa seis mortos e 44 mil desalojados em Madagáscar

 

Mais de 44.000 pessoas ficaram desalojadas e seis morreram em Madagáscar devido à passagem do ciclone tropical Emnati, segundo os últimos dados hoje divulgados pelo Gabinete Nacional de Gestão de Riscos e Desastres (BNGRC) do país.

 

“A circulação de pessoas potencialmente em perigo antes da chegada da tempestade, a sensibilização para o reforço das infraestruturas nacionais, a criação de abrigos, são algumas das medidas que tomámos para evitar o pior”, disse por telefone na sexta-feira à agência Efe o diretor do BNGRC, Paolo Emilio Raholinarivo.

 

O ciclone Emnati entrou em Madagáscar na madrugada de 23 de fevereiro pela localidade de Manakara, na costa leste do país, com ventos da ordem dos 150 a 200 quilómetros por hora e deixou o país no mesmo dia por volta das 21:00 horas locais (18:00 horas TMG), indicou o Gabinete para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

 

Embora tenha perdido força durante a sua passagem por Madagáscar, o Emnati causou danos no sul e sudeste do país, incluindo algumas áreas afetadas há pouco mais de duas semanas pela passagem do ciclone Batsirai, que provocou a morte de 120 pessoas.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), as zonas da ilha, especialmente o sul, também enfrentam há um ano a pior seca das ultimas quatro décadas, que deixou cerca de 1,64 milhões de pessoas a sofrer de insegurança alimentar.

 

O escritório chamou ainda a atenção para a possibilidade de inundações repentinas, já que as terras estão muito secas nessas áreas.

Ciclone

 

O ciclone Emnati causou também a destruição de mais de 3.600 casas e cerca de 1.850 salas de aula, segundo o gabinete no país, além de ter provocado o encerramento de 20 estradas por causa das inundações, deslizamentos de terra e pela queda de árvores.

 

É a quarta tempestade a atingir a ilha de Madagáscar desde o início da estação das chuvas na região, depois das tempestades Dumako, Batsirai e Ana.

 

Em janeiro deste ano, o ciclone Ana causou pelo menos 58 mortes, a maioria na capital, Antananarivo, e afetou cerca de 131 mil pessoas em toda a ilha, segundo o OCHA.

 

Dados da ONU revelam ainda que o ciclone Ana também provocou danos materiais e humanos em Moçambique, tendo causado 38 mortos e 207 feridos e afetado mais de 185 mil pessoas, enquanto no Malaui fez 46 mortos e 206 feridos.

 

 

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Guerra: Rússia ataca cidades da Ucrânia

 

CNN – Após semanas de tensão, Rússia atacou a Ucrânia nas primeiras horas da madrugada desta quinta-feira (24). Uma operação militar nas regiões separatistas do leste ucraniano, explosões e sirenes foram ouvidas em várias cidades do país. Assista ao vivo no vídeo acima a cobertura especial da CNN.

 

Autoridades da Ucrânia informaram que pelo menos 50 pessoas morreram e seis aviões teriam sido destruídos. Na manhã desta quinta, longas filas se formaram nas principais avenidas de Kiev com moradores tentando deixar a região. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convocou a população para defender o país e disse que “cidadãos podem utilizar armas para defender território”.

 

Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

O que sabemos sobre o ataque

 

Presidente ucraniano pede para pessoas usarem armas

 

Horas após o ataque, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, concedeu uma entrevista coletiva liberando o uso de armas para “defender o território“. Ele pediu doação de sangue e afirmou que todos que estivessem preparados para defender o país deveriam se apresentar às forças militares. Veja algumas das principais frases.

 

“Não temos oponentes políticos agora. Somos todos cidadãos de um país maravilhoso e defendemos nossa liberdade… Nós temos armas defensivas para defender nossa soberania… Qualquer pessoa, esteja pronta para defender seu Estado em praças ou cidades”, Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia.

 

Veja no vídeo abaixo imagens de explosões e a movimentação na Ucrânia após o ataque.

 

 

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Fome no mundo atinge novo pico e PMA prevê uma catástrofe

 

Existem 45 milhões de pessoas famintas em 43 países do mundo, um novo pico de alta, segundo o Programa Mundial de Alimentos, PMA. Nesta segunda-feira, a agência da ONU alertou, em Roma, que antes da pandemia de Covid, em 2019, 27 milhões de pessoas estavam passando fome.

 

O diretor-executivo da agência, David Beasley, explicou que são milhões de pessoas à “beira do abismo”. O aumento da fome no mundo está explicado por vários motivos que vão alem da Covid-19: conflitos, mudança climática, alta nos preços dos combustíveis, dos fertilizantes e das sementes.

Angola, Haiti, Síria

 

Beasley acaba de voltar do Afeganistão, onde 23 milhões de pessoas estão recebendo assistência alimentar do PMA. Ele lembra que a situação continua grave em países como Angola, Haiti, Iêmen, Síria e Somália.

 

O PMA calcula que para reverter a situação de fome no mundo, são necessários agora US$ 7 bilhões. David Beasley declarou que “o custo da assistência humanitária está subindo de forma exponencial” e por isso, “mais dinheiro é necessário para a agência poder ajudar famílias ao redor do mundo que já esgotaram sua capacidade de lidar com a fome extrema”.

Decisões extremas

 

A insegurança alimentar tem feito muitas pessoas a comer menos, pular completamente algumas refeições, ou optar por alimentar as crianças ao invés dos adultos. O PMA cita ainda casos extremos, onde as famílias acabam tendo que comer gafanhotos, folhas selvagens ou até cactos para sobreviver, como é o caso em Madagascar. Em outras áreas, as famílias acabam retirando as crianças da escola, vendem o gado que têm ou se veem forçadas a casar as crianças. O preço dos alimentos atingiu a maior alta de 10 anos neste mês e o aumentos dos combustíveis prejudica ainda mais a situação. Se há um ano despachar um container custava US$ 1 mil, agora o valor chega a US$ 4 mil.

 

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Após ensaio fotográfico no velório do pai, influencer é banida do Instagram

 

A jovem influenciadora que fez uma sessão de fotos em frente ao caixão do próprio pai e que gerou revolta entre os internautas acabou sendo punida pelo Instagram. Jayne Rivera, que mora na Flórida, EUA, teve sua conta encerrada dois dias após o velório do homem, que aconteceu no dia 11 de outubro.

 

Nas fotos, Jayne faz uma série de poses, sorrindo, sensualizando, e até fazendo um gesto de oração com as mãos. O que não agradou nem um pouco os internautas, que não pouparam críticas.

 

“Eu não senti que havia algo de errado com o que eu estava fazendo. Você não podia vê-lo (o pai) nas imagens”, disse Jayne à NBC 6, nesta quinta-feira (29). A jovem ainda relatou que está acompanhando os comentários, e que eles são odiosos e abusivos.

 

Ele declarou que não fez nada de errado e que o pai não veria nenhum problema. “É meu pai e posso postar o que quiser com ele”, disse. “Ele não ficaria bravo. Acho que meu pai está olhando para baixo, torcendo por mim, dizendo: ‘essa é minha garota’”, afirmou.

 

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Afeganistão: mães desesperadas entregam filhos aos militares no aeroporto de Cabul

 

CABUL — Após a tomada de poder pelo Talibã no Afeganistão vídeos registrados na região mostram mães e pais entregando seus filhos para militares nos arredores aeroporto de Cabul. As imagens registram pequenos afegãos sendo transportados de mão em mão na multidão até chegarem a soldados posicionados atrás de muros. Representantes de tropas britânicas aparecem nas imagens, mas o secretário de Defesa Ben Wallace faz o alerta de que não é possível evacuar menores desacompanhados do país.

 

— Não podemos simplesmente levar um menor por conta própria. A criança foi levada porque a família também será levada. É muito, muito difícil para aqueles soldados, como mostram as filmagens, lidar com algumas pessoas desesperadas, muitas das quais estão apenas querendo deixar o país— disse Wallace em entrevista à Reuters nesta quinta-feira.

 

Ao jornal britânico The Independent, um paraquedista do Exército do Reino Unido, cuja identidade não foi revelada, descreveu que as mães estavam “desesperadas”.

 

— Elas gritavam ‘salve meu bebê’ e jogaram os bebês em nós, alguns deles caíram no arame farpado. Foi horrível o que aconteceu. Ao final da noite, não havia nenhum homem entre nós que não estivesse chorando — lamentou.

 

 

Via SIC Internacional

 

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Jovem sai do Brasil para buscar família no Afeganistão e não consegue voltar

 

Masood Habibi, de 29 anos, é afegão e, em setembro de 2020, realizou o sonho de conhecer o Brasil ao vir morar em São Paulo. Em maio deste ano, voltou a seu país para trazer a família com ele. Devido à pandemia, porém, os vistos não foram concedidos. E, agora, com a tomada de poder pelo grupo extremista islâmico Talibã, está numa situação que jamais imaginou: trancado com sua esposa e o filho de 4 anos há três dias na casa do irmão.

 

“Não poder sair do país e voltar para o Brasil é meu maior medo”, afirmou Masood em entrevista ao G1 nesta terça-feira (17).

 

O empreendedor está na capital, Cabul, e conta que, apesar de estarem em casa, ninguém se sente seguro. Durante o dia, há tiroteios, tudo está fechado, muita gente tenta fugir e está deslocada de suas casas. “Ninguém sabe o que está por vir.”

 

“A situação é muito crítica aqui. É muito perigoso ir para fora. Cada um está ficando em casa. Meu irmão, minha esposa e meu filho estão aqui comigo”, relata.

 

Segundo ele, é possível ver os talibãs circulando pelas ruas. “Em todos os lugares, você pode ver os talibãs, todo o país está em estado de emergência, todos os lugares estão fechados, o aeroporto também está fechado. Muitas pessoas morreram no caos do aeroporto.”

 

E completa: “A situação atual é muito ruim aqui. Milhões de pessoas estão deslocadas, cada um está preocupado com o que vai acontecer. Ninguém esperava a queda do Afeganistão depois de 20 anos de ocupação [americana]”.

 

Masood era criança quando os Estados Unidos iniciaram a ocupação e por isso diz que não se lembra de como era o país antes disso. Mas que o medo imposto pelo Talibã voltou à tona. “Tem havido caos desde a chegada do Talibã. Alguns dos nossos amigos partiram para os EUA em avião americano. Há três dias que não saímos de casa. As pessoas têm medo de sair de casa. Muitos tiroteios são ouvidos.”

 

Ao ser questionado se se sentia seguro em filmar a movimentação da rua de sua janela, disse que não. “Não estamos seguros. Não é seguro filmar algo. Agora está silencioso, mas houve muitos tiros ontem. Há um caos na cidade, e as pessoas estão fugindo.”

 

Ele conta que sua família está abastecida de comida e água e que o acesso à internet está mantido. Sua grande preocupação, mencionada várias vezes, é obter vistos para sua família conseguir sair de Cabul o quanto antes e voltar para o Brasil, o país em que escolheu morar.

 

Masood afirma que enviou alguns e-mails desde maio para a Embaixada brasileira no Paquistão, para obter vistos para a mulher, o filho e o irmão, mas a resposta foi sempre a mesma: negativa.

 

“Eles dizem que, devido ao coronavírus, não estão emitindo. Só por isso fiquei em Cabul, senão já estaríamos no Brasil.” E espera que agora, com a situação de emergência em que se encontra o Afeganistão, a resposta mude.

 

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Afeganistão: suspensas as atividades sociais e humanitárias

 

Giancarlo La Vella – Vatican News

 

Uma verdadeira “fuga” está ocorrendo desde ontem em direção do aeroporto de Cabul. Episódios dramáticos estão ocorrendo no aeroporto da capital, testemunhando o desespero daqueles que querem deixar o país a qualquer custo. Vídeos circulam nas redes sociais mostrando duas pessoas agarradas ao trem de pouso de um avião que acaba de decolar de Cabul caindo no vazio. Mas o êxodo do Afeganistão também está ocorrendo por terra mesmo antes da entrada dos Talibãs na cidade, sede de instituições afegãs, especialmente na direção do Turcomenistão, Uzbequistão e Tadjiquistão.

Uma reconquista rápida e inesperada

 

Após 20 anos da presença de tropas internacionais no território, foram necessários apenas alguns dias para que os Talibãs retornassem ao poder que detinham até 2001, quando foram obrigados a abandonar porque não queriam colaborar com os Estados Unidos na captura de Osama Bin Laden. Ontem, a entrada dos líderes do movimento fundamentalista no palácio presidencial e a saída do Chefe de Estado, Ashraf Ghani, sancionaram uma entrega que, por enquanto, ocorreu de forma incruenta, mas o medo de que algumas “contas pendentes” sejam liquidadas é grande. A comunidade internacional foi advertida e estão em andamento reuniões urgentes em todos os níveis para estabelecer relações diplomáticas com o novo Afeganistão, se isso for possível.

Interrompidas as atividades sociais e humanitárias

 

A repentina evolução dos eventos – que, não se deve esquecer, ocorreu enquanto o país afegão luta contra a pandemia da Covid-19 -, efetivamente interrompeu todas as atividades sociais e humanitárias envolvendo organizações e associações estrangeiras que vêm trabalhando no território há anos. Um deles é o ‘PBK Day Centre – Pro Children of Kabul’. O presidente, padre Matteo Sanavio, foi entrevistado pela Rádio Vaticano – Vatican News.

 

Padre Matteo, o que vai acontecer agora com o Centro PBK?

 

Infelizmente, as notícias provenientes do Afeganistão e especialmente de Cabul são muito negativas. A cidade está no caos e praticamente só estão ocorrendo repatriações, portanto, todas as atividades caritativas que estavam se desenvolvendo anteriormente estão temporariamente suspensas.

 

Existe alguma esperança de poder reativar os canais humanitários?

Esperamos que depois deste momento inicial de crise, no qual só estamos vendo escuridão,  se abra algum vislumbre de luz e que também nós sejamos capazes de retomar nossas atividades, que se concentram nas crianças deficientes precisamente na cidade de Cabul.

 

O que o seu Centro diurno PBK realmente faz?

 

Estamos presentes em Cabul desde 2006, portanto, já temos 15 anos de experiência na área. “PBK – Pro-Kabul Children” é uma associação que é um unicum na história também da Igreja. Foi fundada em 2001, após o apelo de São João Paulo II: “Salvem as crianças de Cabul”. Foi um apelo que ele havia feito durante a mensagem de Natal de 2001. Um padre guanelliano, padre Giancarlo Pravettoni, retomou esta exortação e a comunicou a várias congregações religiosas. Na época, 14 congregações masculinas e femininas responderam a este apelo. Foi então que eles começaram a pensar em uma resposta imediata para as crianças de Cabul que também teria um certo futuro. É por isso que escolhemos como alvo as crianças mais fracas, os deficientes, e ao longo de 15 anos criamos, treinamos e organizamos uma escola para crianças com deficiências mentais. Normalmente são menores de idade com síndrome de Down ou com deficiência mental não muito importante, que precisam ser inseridos na escola normal. Portanto, é um instituto preparatório para as escolas primárias. Recentemente, após um ano muito difícil por causa da pandemia, no qual nossa escola foi aberta e fechada várias vezes, conseguimos reabrir há apenas algumas semanas. Infelizmente, houve uma escalada que nos obrigou a fechar nossas portas novamente e repensar nosso serviço. Esperamos que dentro de alguns meses possamos retornar, mas as coisas não estão boas neste momento, digamos.

 

À luz da gestão anterior dos Talibãs no estado afegão, o senhor considera que sua atividade está em risco?

 

Agora devemos ver como os Talibãs se propõem, como se relacionam, como entram em contato com essas associações. Parece que eles disseram que não querem bloquear as atividades educacionais e sociais. Mas acho que, no momento, o diálogo com essas pessoas é bastante complexo e difícil.

 

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Anticiclone Lúcifer: a preocupante onda de calor que fez Sicília bater 48,8ºC, recorde de temperatura na Europa

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A ilha italiana da Sicília pode ter enfrentado a maior temperatura já registrada na história na Europa: 48,8°C.

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Autoridades regionais informaram sobre o registro, que precisa ser comprovado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), perto de Siracusa na quarta-feira (11/8).

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De acordo com a OMM, o atual recorde oficial na Europa é 48°C, registrado em Atenas, Grécia, em 1977.

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A última onda de calor na Itália está sendo causada por um anticiclone — apelidado de Lúcifer — vindo da África. Os anticiclones são áreas de alta pressão atmosférica formada pelo ar que se afunda.

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A previsão é que Lúcifer siga para o norte através da Itália continental, aumentando ainda mais as temperaturas em cidades como Roma, capital do país.

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O Ministério da Saúde da Itália emitiu alertas “vermelhos” para calor extremo em várias regiões e o número de cidades com maior risco para a saúde deve aumentar de oito para 15 até sexta-feira.

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A onda de calor no Mediterrâneo, que viu alguns países registrarem suas temperaturas mais altas em décadas, levou à propagação de incêndios florestais no sul da Itália, com Sicília, Calábria e Puglia as regiões mais afetadas.

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Os bombeiros italianos disseram na quarta-feira que estiveram envolvidos em mais de 300 operações na Sicília e na Calábria ao longo de um período de 12 horas, lutando durante a noite para controlar as chamas que queimam milhares de hectares de terra.

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Três mortes relacionadas ao incêndio — duas na Calábria e uma na Sicília — foram notificadas pela imprensa italiana.

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Na Grécia, os incêndios florestais continuam por todo o país, alimentados por ventos fortes e vegetação seca.

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Equipes estrangeiras estão ajudando a combater incêndios no que o primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, descreveu como um “verão do pesadelo”.

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As mudanças climáticas aumentam o risco de clima quente e seco, que, por sua vez, tendem a alimentar incêndios florestais.

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O mundo já aqueceu cerca de 1,2°C desde o início da era industrial e as temperaturas continuarão subindo, a menos que os governos ao redor do mundo façam cortes drásticos nas emissões.

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Na segunda-feira, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), ligado à ONU, divulgou um importante relatório dizendo que a atividade humana está tornando os eventos climáticos extremos mais comuns.

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BBC

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Terra atinge Dia da Sobrecarga quase 1 mês antes do previsto

 

Com quase um mês antes do previsto, a Terra chegou ao seu ‘Dia de Sobrecarga’ neste 29 de julho. Ou seja, a humanidade consumiu todos os recursos que o planeta é capaz de renovar em um ano e tudo a partir de agora já está acima do que a Terra consegue entregar sem danos.

 

O ‘Earth Overshoot Day’ voltou a acelerar já que, no ano passado, por conta da pandemia de Covid-19, a data foi registrada em 22 de agosto. Para comparação, em 1970, a humanidade atingiu o ‘Dia da Sobrecarga’ apenas em 29 de dezembro; em 2000, no início de outubro. Desde então, o consumo dos recursos naturais foram acelerados.

 

A data ainda é mais simbólica neste ano porque ocorre a 100 dias da COP26, o evento internacional que debaterá as mudanças climáticas e mudanças nas metas sobre o tema e que é organizado pela Organização das Nações Unidas (ONU). A reunião mundial ocorre em Glasgow entre 31 de outubro e 12 de novembro.

 

Segundo o Banco Mundial, hoje os humanos usam recursos equivalentes a 1,7 planeta Terra e, se a aceleração continuar nesse ritmo, precisaremos de três planetas em 2050.

 

Entre os índices que mais agravam a situação é o aumento da chamada pegada de carbono (a quantidade de carbono emitida por combustíveis fósseis) e a diminuição da biocapacidade florestal no mundo (a habilidade da natureza se regenerar e absorver os resíduos produzidos pelos humanos).

 

De acordo com dados da WWF, houve uma alta de 6,6% na pegada de carbono e uma queda de 0,5% na biocapacidade florestal.

 

Tanto a WWF como a ONG Global Footprint Network destacam que um dos fatores que contribuiu para o adiantamento da data foi o desmatamento registrado na Amazônia – que vem batendo recordes em 2021.

 

Terra

 

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Estados Unidos recomendou que todos, até os que já estão vacinados, voltem a usar máscaras

 

G1 – O governo dos Estados Unidos recomendou que todos, até os que já estão vacinados, voltem a usar máscaras em ambientes fechados nas regiões com alta transmissão de Covid.

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças teve que recuar. A partir desta terça-feira (27), o CDC recomenda, mesmo aos vacinados, o uso de máscaras em ambientes fechados nas áreas onde o contágio de Covid é considerado “substancial” ou “alto”. Isso representa dois terços do país. A maior parte corresponde a regiões que têm também os índices mais baixos de vacinação.

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A nova recomendação também é válida para quem mora com pessoas vulneráveis – incluindo crianças, que ainda não podem tomar a vacina – e para todos os alunos, professores e funcionários de escolas, independentemente de estarem vacinados ou não.

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Por trás da decisão: a variante delta, que fez saltar o número de novos casos diários de 13 mil no país inteiro para mais de 57 mil em poucas semanas.

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Enquanto a procura por vacinas caiu. A média diária de doses injetadas passava de 3 milhões em abril. Agora, não chega a 400 mil. O total de americanos plenamente vacinados estacionou em pouco menos de 50%.

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Segundo o próprio CDC, 97% das hospitalizações e 99,5% das mortes por Covid atualmente são de pessoas que não se vacinaram.

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A grande mudança é que agora surgiram dados que sugerem que, nas raríssimas ocasiões em que uma pessoa plenamente vacinada é contaminada com a variante delta, ela pode transmitir o vírus com a mesma intensidade de uma pessoa que não tomou a vacina.

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A vacina protege muito. Mas ela não impede que essas pessoas passem a doença adiante.

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Agora, cabe a cada estado decidir se vai seguir a recomendação da volta do uso de máscaras em ambientes fechados. Mas um sentimento une os vacinados de todo o país: a impaciência com quem ainda não tomou a vacina.

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O presidente Joe Biden resumiu assim: “Temos uma pandemia por culpa de quem se nega a se vacinar. Se os 100 milhões que faltam tomassem a vacina, estaríamos num mundo diferente. Tomem a vacina, ou vocês não são tão espertinhos quanto parecem”.

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Vaticano: evento alerta para aumento da insegurança alimentar e da fome

 

Nesta segunda-feira, 26, em Roma, foi iniciado o encontro de preparação para a Cúpula dos Sistemas Alimentares da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

O evento, intitulado de Pré-Cúpula da ONU, será encerrado na quarta-feira, 28. Mais de 110 governos debatem a transformação dos sistemas alimentares.

 

Entre os representantes dos países da América do Sul, há membros do Brasil. Objetivo dos representantes é defender a sustentabilidade das produções no continente americano.

 

A Cúpula dos Sistemas Alimentares da ONU é o maior evento global sobre o tema. Cúpula acontece em setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

 

Em Roma, encontro é realizado em formato híbrido. Sessões acontecem em meio ao registro de aumento da insegurança alimentar e da fome, mesmo antes da pandemia. A fome superou a marca de 161 milhões de novas vítimas neste ano em comparação a 2020. Encontro visa discutir como alcançar o objetivo da Fome Zero até 2030.

 

O Vaticano, através da Comissão Covid-19 criada pelo Papa Francisco junto ao Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e com a colaboração do “Economia de Francisco”, um movimento internacional de jovens economistas inspirado pelo Pontífice, sedia uma das sessões nesta terça-feira, 27.

 

Inscreva-se para seguir o evento aqui!

O Vaticano na luta contra a fome

 

“As pessoas e o planeta: os jovens dão sentido e ação à justiça alimentar”. Este é o título dado aos trabalhos que começam às 19h30, no horário local, a partir do Vaticano. A sessão será realizada em modalidade virtual, com traduções.

 

A transmissão será realizada ao vivo em idioma original pelo canal do Dicastério no YouTube. A sessão deve reunir pesquisadores, pequenos agricultores e populações indígenas, representantes do setor privado, líderes políticos e ministros da agricultura, do meio ambiente, da saúde e da economia. Intuito é de levantar boas práticas para o setor para iniciar alianças e ações que possam ser compartilhadas.

 

O encontro do Vaticano vai abrir espaço para seis jovens palestrantes que irão relatar experiências da cadeia de fornecimento de alimentos e formas inovadoras em que estão trabalhando para transformar os sistemas alimentares de hoje.

 

Cada um tem um papel a desempenhar na transformação dos sistemas alimentares em benefício das pessoas e do planeta. “Todos nós podemos cooperar no cuidado da criação, cada um de acordo com a própria cultura, experiência, envolvimento e talento”, antecipava o Papa na encíclica Laudato si’ (14).

 

“Comida para todos” é um dos três objetivos prioritários, juntamente com “Trabalho para todos” e “Saúde para todos”, que a Comissão do Vaticano estabeleceu para 2021. Igreja trabalha para “preparar o futuro” e para implementar sistemas que deem prioridade às pessoas e ao planeta.

O compromisso da Santa Sé

 

Já em maio deste ano, a Secretaria de Estado da Santa Sé, a Missão Permanente da Santa Sé junto à FAO, IFAD & WFP, o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral e a Comissão Covid do Vaticano, organizaram uma série de webinários.

 

As formações, definidas como “diálogos independentes”, também visa contribuir com a Cúpula das Nações Unidas de setembro. Além disso, um vídeo produzido pelo Dicastério e pela Comissão, intitulado “Comida para todos: um apelo moral”, será apresentado durante a sessão desta terça-feira, 27. Conteúdo será exibido com legendas em inglêsespanhol e italiano.

 

 

 

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