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Espanha adota estado de emergência e Itália fecha estabelecimentos para conter 2ª onda do coronavírus

Espanha e Itália anunciaram neste domingo (25) uma série de novas medidas para conter uma nova onda de infecções pelo coronavírus. A Europa vive um aumento rápido no número de casos da doenças, o que tem levado governos a readotarem restrições à circulação.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou um segundo estado de emergência que valerá pelos próximos seis meses.

Entre as medidas estabelecidas por Sánchez estão o confinamento noturno em todo o país (exceto nas Ilhas Canárias), entre 23h e 6h, e a permissão para que as regiões apliquem outras restrições de movimento, como proibição de reuniões com mais de 6 pessoas e fechamento do comércio.

Na última quarta-feira (21), a Espanha foi o primeiro país da União Europeia e o sexto do mundo a ultrapassar a marca de um milhão de casos de Covid-19.

No sábado (24), o país registrou 231 novas mortes pelo vírus, maior número desde 29 de abril, quando foram registrados 224 óbitos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No pico da primeira onda, em 30 de março, 888 pessoas morreram.

Com mais jovens infectados, esta segunda onda da pandemia está sendo menos letal na Espanha do que a primeira, que atingiu seu clímax entre o final de março e o início de abril, com cerca de 800 mortes por dia. No entanto, especialistas de saúde alertam que alguns hospitais podem entrar em colapso novamente.

Itália

Itália também decidiu adotar novas restrições como o fechamento de academias e o retorno das aulas virtuais ao ensino médio. O país registrou cerca de 20 mil infecções em 24 horas, uma nova máxima diária.

De acordo com o premiê Giuseppe Conte, a ideia é não retomar um lockdown, mas retomar um fechamento em algum grau para que o país “volte a respirar em dezembro”.

Bares e restaurantes, a partir da próxima sexta-feira, não poderão atender clientes no local: apenas em serviços de entrega ou que as próprias pessoas busquem as refeições para levar para casa. Museus permanecem abertos, mas o governo insiste que os italianos devem permanecer em casa o máximo possível.

‘Semanas muito duras virão’

“Semanas muito duras virão, o inverno (europeu) está chegando, a segunda onda não é mais uma ameaça, é uma realidade em toda a Europa”, advertiu o ministro da Saúde, Salvador Illa, afirmando que o governo está “aberto a todas as abordagens possíveis” contra o vírus.

A Espanha foi um dos países mais atingidos pela primeira onda da pandemia, até aplicar um dos mais rígidos confinamentos da Europa entre março e junho e controlar as infecções.

Os casos voltaram a se multiplicar a partir de julho, com as autoridades tentando salvar a temporada de turismo, um dos motores da economia espanhola.

Desentendimentos entre as administrações central e regional, e entre os partidos políticos, sobre o escopo das medidas a serem aplicadas em face da recuperação também prejudicaram a resposta, disseram os especialistas.

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Covid-19: França bate novo recorde de casos em 24 horas

As autoridades de saúde da França registraram de ontem para hoje 41.622 novos casos de Covid-19 no país —um recorde, que confirma a “segunda onda” da Pandemia.

No mesmo período de 24 horas, foram registradas 165 mortes em razão da doença, o que elevou para 34.210 o total de vítimas fatais no país europeu.

Ontem, conforme publicamos, a Espanha tornou-se o primeiro país da União Europeia a contar mais de 1 milhão de infectados pelo novo Coronavírus. A França está bem próxima, com 999.043 casos registrados.

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Manifestações no Chile acabam com igrejas incendiadas

Dezenas de milhares de chilenos se reuniram na praça central de Santiago neste domingo (18) em lembrança aos protestos em massa que deixaram mais de 30 mortos e milhares de feridos um ano atrás, e manifestações inicialmente pacíficas culminaram em tumultos e saques à noite.

Pessoas haviam se congregado mais cedo em manifestações no centro da capital e em cidades de todo o Chile, que ganharam em tamanho e fervor durante o anoitecer. Muitas portavam cartazes e faixas caseiras com as cores do arco-íris pedindo um sim no referendo do próximo domingo (25), que perguntará se a população quer descartar a Constituição dos tempos da ditadura – uma das exigências nos protestos de 2019.

As manifestações, essencialmente pacíficas no início, foram marcadas por incidentes crescentes de violência, saques de supermercados e confrontos com a polícia em toda a capital mais tarde, no mesmo dia. Sirenes de caminhões de bombeiros, barricadas em chamas em estradas e fogos de artifício em ruas do centro aumentaram a sensação de caos em alguns bairros.

O ministro do Interior chileno, Victor Pérez, falou no final da noite, elogiando os protestos pacíficos iniciais e criticando a desordem do fim do dia. Ele pediu aos chilenos para acertarem suas diferenças votando no referendo constitucional de 25 de outubro.

Mais de 15 estações de metrô foram fechadas temporariamente durante os tumultos, e vândalos atacaram outra igreja de Santiago, incendiando seu pináculo. A polícia usou gás lacrimogêneo e canhões de água durante confrontos com pessoas encapuzadas.

Protestos

Inicialmente desencadeados por uma alta no preço do transporte público, o Chile enfrentou em 2019 a maior onda de protestos da história do país. A praça Itália, no centro da capital Santiago, foi palco de confrontos violentos entre diversos grupos de manifestantes e a polícia. Gás lacrimogêneo e jatos de água de alta pressão foram utilizados para tentar conter o avanço de grupos de manifestantes contra a polícia.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, afirmou na época que o país estaria “em guerra” contra criminosos responsáveis pelos protestos violentos. Vários grupos de manifestantes usaram as redes sociais para convocar aliados, derrubar portões de estações de metrô e destruir catracas. Na manhã do dia 19 de outubro, várias cidades amanheceram em chamas, com prédios públicos e estabelecimentos comerciais vandalizados.

Mais de 10 mil policiais foram mobilizados apenas na capital. Os protestos se espalharam por todas as cidades chilenas, mesmo após o anúncio do cancelamento do reajuste nas tarifas de transporte. As Forças Armadas chilenas foram convocadas para controlar o caos nas ruas.

O aumento proposto pelo governo era de 3,75% – de 800 para 830 pesos chilenos.

Agência Brasil

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Vaticano confirma caso de Covid na residência onde vive Papa Francisco

Um morador da residência Santa Marta, onde também mora o Papa Francisco foi diagnosticado com covid-19. A informação foi confirmada neste sábado (17), pelo Vaticano. O homem, que não foi identificado, está assintomático e todos seus contatos também foram isolados.

A residência que abriga cardeais e membros do clero tem mais de 130 quartos e suítes e este não é o primeiro caso. Em março, outro morador teve resultado positivo durante o auge da pandemia na Itália. Na semana passada, quatro membros da Guarda Suíça, a força de elite que protege o Papa, testaram positivo para a Covid.

O papa é testado regularmente para a covid, de acordo com o Vaticano, e vai cumprir normalmente sua agenda oficial neste sábado. Ele participou de três audiências privadas e recebeu um grupo de policiais italianos. Francisco teve parte do pulmão retirada devido a uma infecção quando era mais jovem.

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Europa se prepara para segunda onda de covid-19

Países europeus começaram a fechar escolas e cancelar cirurgias, indo muito além das restrições à vida social agora que autoridades sobrecarregadas enfrentam o ressurgimento da covid-19 às vésperas da chegada do inverno.

A maioria da nações da Europa amenizou seus lockdowns durante o verão para começar a reativar as economias já a caminho de retrações e cortes de empregos inéditos, resultantes da primeira onda da pandemia.

Mas a volta das atividades normais – de restaurantes cheios a novos semestres nas universidades – desencadeou um pico acelerado de casos em todo o continente.

Bares e pubs foram dos primeiros a fechar ou ser obrigados a encurtar o expediente nos novos lockdowns, mas agora as taxas de infecção crescentes também estão testando a determinação dos governos a manter as escolas abertas e os atendimentos de saúde não relacionados à covid em funcionamento.

A República Tcheca, que tem o pior índice per capita europeu, trocou o ensino presencial pelo virtual e os hospitais começaram a suspender operações sem urgência para liberar leitos. Bares, restaurantes e clubes fecharam.

“Às vezes estamos à beira do choro, isso acontece com bastante frequência agora”, disse Lenka Krejcova, chefe de enfermagem do hospital Slany, no noroeste de Praga, enquanto operários corriam pelos corredores para transformar uma ala geral em um departamento para pacientes infectados com o novo coronavírus.

Nesta quarta-feira (14), as autoridades de Moscou disseram que adotarão o ensino virtual para muitos estudantes a partir de segunda-feira, e a Irlanda do Norte anunciou um fechamento de duas semanas das escolas.

As grandes economias europeias da Alemanha, Reino Unido e França vêm resistindo à pressão para fechar as escolas, uma medida que criou transtornos para a força de trabalho durante os lockdowns de primavera, já que os pais tiveram que se dividir entre os cuidados com os filhos e o trabalho em casa.

A Holanda retomou um lockdown parcial nesta quarta-feira (14), fechando bares e restaurantes, mas manteve as escolas abertas.

As infecções europeias vêm se mantendo em uma média de quase 100 mil por dia, obrigando governos a adotarem uma variedade de restrições severas, e cada um deles tenta calibrá-las para proteger a saúde sem destruir os meios de subsistência.

“É uma bagunça, é uma bagunça, meu filho, o que posso dizer? Realmente não sabemos o que será de nós”, disse um aposentado italiano em Roma.

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Opinião: “luz vermelha acesa”. Cresce segunda onda da Covid-1

A “luz vermelha” acendeu-se e a epidemia cresce vertiginosamente. Mostra-se acertada a decisão do prefeito Álvaro Dias, de Natal (RN), ao definir medidas preventivas, para que a “segunda onda” não chegue à cidade de Natal.

Contra fatos não há argumentos.

A América Latina é o epicentro, lugar antes ocupado por China, Europa e EUA.O Brasil registra o segundo maior número de casos no mundo. Nações fora da Europa, que pareciam ter controlado os surtos, enfrentam aumento de casos.

Entre elas, Israel, Peru, Austrália e Japão.

A Espanha foi a exceção durante agosto. Agora, a curva de infecções está em alta novamente. O Centro Europeu de Prevenção alertou, que em todos os países monitorados, os novos casos aumentaram.

Portugal registrou mais de 1649 casos nas últimas 24 horas, o dia com mais casos desde o início da pandemia, batendo os 1516 registrados em 10 de abril.

Dr. João Gouveia, Presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, em entrevista publicada neste domingo, 11, foi enfático: “ou se fecha outra vez, ou vão morrer muitas pessoas”.

Claro que “fechar” admite exceções racionais, protegidas por protocolos sanitários rígidos, tais como o comércio (shopings), escolas e atividades essenciais, áreas em que se justifica o funcionamento normal.

Neste final de semana, pelo terceiro dia consecutivo, a Alemanha, que havia controlado, superou 4 mil novas infecções. A primeira ministra Merkel, com lucidez, se preocupa em não paralisar a economia e manter as escolas abertas. Porém, decretou severas punições, até de contatos de físicos em reuniões de famílias.

Enquanto isso, prossegue a inconveniente eleição municipal brasileira, com discussões bizantinas e sandices de exaltação à democracia, através da abertura de contatos físicos das pessoas em aglomerações, comícios, carreatas e até reuniões políticas sem limites de participantes.

Como já afirmado, o bom senso justifica flexibilização em certas áreas, onde são possíveis fiscalizações e medidas eficazes de proteção à saúde pública.

Nada a opor.

Mas, abrir para comicios e atividades políticas assemelhadas, em plena campanha eleitoral?

Isso é democracia?

Não se contesta, que uma campanha política pressupõe a interação do candidato com o eleitor.

Entretanto, após a tresloucada decisão de manter a eleição municipal de 2020, todos tinham conhecimento dos riscos da pandemia.

Sendo assim, aderir ao “liberou geral” e justificá-lo com o falso rótulo de ato democrático  e de liberdade política, significará a revogação tácita do artigo 196, da Constituição Federal, que consagra o princípio de que a “a saúde é dierito de todos”.

Por tais razões, a cada dia, o exemplo de responsabilidade, com a preservação das vidas humanas, dado pelo prefeito de Natal, torna-se mais justificável.

A Constituição permite tal medida e a justiça eleitoral cumpriu o seu dever, ao homologar o Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020”, considerado prévio parecer técnico elaborado por “autoridade sanitária nacional”.

No Ceará, com o apoio da justiça eleitoral,  lideranças politicas municipais acolhem, sem contestação, as restrições do Plano de Segurança Sanitária para as Eleições Municipais de 2020”, homologado pelo TSE e que legaiiza os decretos municipais preventivos (Emenda Constitucional 107/20, artigo 1° § 3°, inciso V).

A indagação no ar: e no RN, especialmente em Natal?

Qual será o saldo sanitário de infectados da Covid19, até 15 de novembro?

Só resta pedir, que Deus proteja o nosso povo!

Por Ney Lopes

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Papa Francisco destaca situação perigosa da Amazônia e de povos indígenas

O papa Francisco fez um pronunciamento na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) e citou a “perigosa situação da Amazônia e de seus povos indígenas”.

Em um vídeo, o religioso fala também sobre desigualdade social do mundo e a pandemia do novo coronavírus. A gravação foi exibida nesta sexta-feira (25).

“Penso também na perigosa situação da Amazônia e de seus povos indígenas. Eles nos lembram que a crise ambiental está intimamente ligada a uma crise social e que o cuidado com o meio ambiente exige uma aproximação integrada para combater a pobreza e a destruição”, afirmou o líder religioso.

Ele também pediu que que sejam reduzidas “as sanções internacionais que dificultam o apoio adequado dos Estados a suas populações”, embora não tenha mencionado nenhuma em particular. O papa solicitou que a ONU faça mais pela paz e responda “ao rápido aumento da desigualdade entre os super ricos e os permanentemente pobres”, e lamentou o clima de desconfiança e a “erosão do multilateralismo” que prevalece nas sociedades.

O papa Francisco avaliou que a atual crise que surgiu com a pandemia do coronavírus pode ser uma oportunidade real para a transformação dos atuais modos de vidae sistemas econômicos e sociais, diminuindo o fosso entre ricos e pobres. Mas, ao mesmo tempo, reconheceu que pode levar a uma “retirada defensiva com características individualistas e elitistas”.

Segundo Francisco, existem dois caminhos possíveis após a crise atual: um leva ao fortalecimento do multilateralismo, solidariedade e unidade; e outro “dá preferência a atitudes de autossuficiência, nacionalismo, protecionismo, individualismo e isolamento, deixando de fora os mais pobres, os mais vulneráveis”.

Para ele, “a pandemia destacou a necessidade urgente de promover a saúde pública e realizar o direito de todos aos cuidados médicos básicos”.E renovou o recente apelo à comunidade internacional e ao setor privado para garantir “o acesso às vacinas contra a covid-19 e às tecnologias essenciais para cuidar dos enfermos”. “E se você tem de privilegiar alguém”, ele continuou, “que essa pessoa seja a mais pobre, a mais vulnerável, aquela que normalmente é discriminada por não ter poder ou recursos econômicos”.

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Covid-19: Índia bate novo recorde global e registra mais de 90 mil casos em 24 h

A Índia registrou mais de 90 mil casos do novo coronavírus em boletim do Ministério da Saúde local divulgado neste domingo (6). O número representa um novo recorde diário global, superando marcas do próprio país que esteve acima dos 80 mil casos nos últimos dias.

Foram 90.632 novos casos registrados em 24 horas, enquanto foram reportadas 1.065 mortes em decorrência da doença. O país deve ultrapassar o Brasil na segunda-feira (7) como o segundo mais afetado pelo total de infecções por Covid-19 — ficará atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins neste domingo (6), às 7h, os EUA registraram até o momento 6.246.162 casos, enquanto o Brasil tem 4.123.000, e a Índia, 4.113.811. Neste sábado (5), o Brasil registrou 30.168 casos de Covid-19, número três vezes menor do registrado pela Índia.

Em número de mortes, os EUA têm 188 mil registros. O Brasil confirmou até o momento 126 mil mortes por Covid-19, e a Índia, 70 mil.

Especialistas médicos disseram que a Índia está presenciando uma segunda onda da pandemia em algumas regiões, e que o número de casos cresceu devido ao aumento dos exames e à redução das restrições ao movimento do público. Mesmo em meio aos números recordes, o governo indiano restaurará parcialmente os serviços de metrô na capital nacional, Nova Déli, a partir de segunda-feira (7).

De acordo com Randeep Guleria, diretor do Instituto de Ciências Médicas da Índia em Nova Déli, o número de casos pode continuar a aumentar antes que a curva se estabilize, disse em entrevista ao “India Today TV”.

Por quase um mês, a Índia vem registrando diariamente o maior número de novos casos do vírus no mundo, ao mesmo tempo em que seu governo pressiona para abrir negócios e reviver uma economia em contração.

REUTERS

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Cientistas de Hong Kong confirmam 1º caso de reinfecção por Covid-19

Um cidadão de Hong Kong que se recuperou de Covid-19 foi infectado novamente quatro meses e meio depois. Trata-se do primeiro caso confirmado de reinfecção pela doença em seres humanos, disseram cientistas da região semiautônoma nesta segunda-feira 24.

A descoberta indica que a doença, que já matou mais de 800 mil pessoas no mundo todo, pode continuar se espalhando entre a população global apesar da imunidade de rebanho, segundo os pesquisadores.

O homem de 33 anos se curou do novo coronavírus e recebeu, em abril, alta do hospital em que estava. Contudo, testou novamente positivo para o vírus após voltar de uma viagem à Espanha, passando pelo Reino Unido, no dia 15 de agosto.

O paciente parecia estar saudável, afirmaram os cientistas no relatório, que foi aceito pelo jornal acadêmico Clinical Infectious Diseases. Eles descobriram que o paciente contraiu um tipo diferente do vírus que havia contraído antes, e permaneceu assintomático para essa segunda infecção.

“A descoberta não significa que tomar a vacina será inútil”, afirmou o médico Kai-Wang To, um dos autores do documento. “A imunidade induzida pela vacinação pode ser diferente daquela induzida por infecção natural”, explicou ele. “É preciso esperar os resultados dos testes das vacinas para ver o quão eficazes elas são.”

A epidemiologista da Organização Mundial da Saúde (OMS) Maria Van Kerkhove disse nesta segunda que não há necessidade de tirar conclusões apressadas em resposta ao caso de Hong Kong.

Explicações

Casos de pessoas que tiveram alta de hospitais e testaram novamente positivo para o novo coronavírus também foram registrados na China. No entanto, nestes casos, não ficou claro se eles contraíram a doença de novo depois de se recuperarem por completo – como o exemplo de Hong Kong – ou se eles ainda estavam com o vírus da primeira infecção no organismo.

O número preliminar de pacientes chineses que testaram positivo para a doença pela segunda vez, após serem liberados do hospital, é de 5% a 15%, afirmou Wang Guiqiang, especialista em doenças infecciosas de um grupo na China especialista em tratamento de Covid-19, durante uma entrevista coletiva em maio.

Uma explicação para esse fato é que o vírus ainda existia nos pulmões dos pacientes, mas não foi detectado nas amostras colhidas nas partes superiores do sistema respiratório, explicou Guiqiang. Outras causas possíveis são baixa sensibilidade a testes e imunidade fraca, que podem levar a resultados positivos persistentes.

*Com informações da CNN Brasil

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Covid-19: mais de 20 países já solicitaram 1 bilhão de doses da vacina russa

O Fundo Russo de Investimento Direto recebeu pedidos de mais de vinte países para a compra de 1 bilhão de doses da vacina russa contra o coronavírus, disse o chefe da entidade, Kirill Dmitriev, citado pela agência TASS.

No momento não se sabe quais países fizeram os pedidos, embora Dmitriev enfatize que a Rússia concordou em produzir sua vacina contra o coronavírus em cinco países e que espera receber aprovação para a produção do medicamento em vários estados latino-americanos até novembro.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou nesta terça-feira, 11 de agosto, que seu país registrou a primeira vacina contra o coronavírus do mundo. O presidente especificou que a vacinação da população deve ser feita exclusivamente de forma voluntária, acrescentando que espera que a produção em massa do medicamento comece em breve.

Vacina

Criada artificialmente, sem nenhum elemento do coronavírus em sua composição, a vacina é apresentada na forma liofilizada, na forma de pó que se mistura a um produto para dissolvê-la e depois administrá-la por via intravenosa.

Um total de 76 voluntários participaram dos ensaios clínicos da vacina, que tiveram como objetivo avaliar sua segurança e efeitos no organismo. Os médicos consideraram a investigação um sucesso e concluíram que a vacina é segura: ao final do processo “todos os voluntários estavam imunizados”.

Yelena Smolyarchuk, diretora do Centro de Pesquisa Clínica de Medicamentos da Universidade Séchenov, disse que a proteção máxima é alcançada três semanas após a vacina, quando a resposta do sistema imunológico é desencadeada.

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Beirute: enfermeira resgata recém-nascidos em hospital destruído pela explosão

O fotógrafo Bilal Marie Jawich compartilhou em seu perfil do Facebook uma foto tirada no hospital Saint George do Centro Médico da Universidade de Beirute (também conhecido como Al Roum), tirada logo após a explosão catastrófica que ocorreu na terça-feira passada na capital libanesa.

Na foto, a enfermeira Pamela Zeinoun aparece ao telefone e com três recém-nascidos nos braços, relata o Arab News. A profissional de saúde diz que perdeu a consciência no momento da explosão e, quando se recuperou, correu para resgatar cinco recém-nascidos que estavam na unidade de terapia intensiva neonatal.

“Consegui carregar três nos braços e meu colega os outros dois”, disse a enfermeira. “Minha maior preocupação era a segurança deles, pois são muito frágeis”, acrescentou.

Jawich comentou em sua publicação que, ao longo de sua carreira de 16 anos como fotógrafo, em que trabalhou em muitos conflitos armados, ele jamais presenciou o que viu no bairro do hospital, especialmente no interior dele, onde havia “dezenas de cadáveres e feridos”.

O hospital Saint George informou em seu site que a instalação foi severamente danificada pela explosão e ficou inoperante, motivo pelo qual seus 160 pacientes tiveram que ser transferidos para outros centros médicos. Além disso, quatro enfermeiros e 16 pacientes morreram, enquanto mais de 100 funcionários do hospital ficaram feridos.

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Imagens impressionantes mostram explosão em Beirute, no Líbano; assista

Uma explosão de larga escala foi vista e ouvida em Beirute, capital do Líbano, nesta terça-feira (4). Vídeos registrados nas redes sociais mostraram uma longa cortina de fumaça e barulho de destruição. De acordo com emissoras de TV locais, a explosão aconteceu na região portuária e, até o momento, não há confirmação de feridos ou vítimas fatais. Algumas agências internacionais, porém, dão conta de que há dezenas de feridos ainda nos escombros e ao menos 10 mortos. Prédios e construções foram afetadas severamente. Em algumas das postagens, é possível ver a destruição dentro de alguns desses locais.

De acordo com a agência de notícias local “ANN”, um incêndio foi iniciado perto de um armazém de trigo e se propagou para o armazém, o que provocou a detonação, que acabou sendo sentida em toda a cidade e arredores. Informações do canal LBC, por sua vez,  citam um depósito de fogos de artifício que teria inflamado a explosão. Ainda há a especulação sobre a possibilidade de ter sido um atentado terrorista.

O Líbano vive a expectativa de que seja revelado, na próxima sexta-feira, o veredito de julgamento de quatro homens, ligados ao Hezbollah, acusados de terem participado do assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafic Hariri, que aconteceu em 2005. A morte de Hariri acabou originando uma onda de protestos no país que culminou com a retirada das tropas sírias do território libanês.

Fragata da Marinha do Brasil está no Líbano

A Marinha do Brasil informou por meio de nota no início da tarde desta segunda que todos os militares a bordo da Fragata Independência, que está operando no mar, nas proximidades de Beirute, estão bem. “Todos os militares componentes da Força Tarefa Marítima (UNIFIL) da Marinha do Brasil estão bem e não há feridos, após explosão ocorrida hoje, em Beirute. A Fragata “Independência” encontra-se operando no mar, normalmente. O navio estava distante do local da explosão”, diz a nota.

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Cápsula da SpaceX retorna à Terra após dois meses em órbita

A cápsula da SpaceX que levou dois astronautas norte-americanos à Estação Espacial Internacional no fim de maio retornou à Terra na tarde deste domingo, 2, após pouco mais de dois meses em órbita. O jornada noturna de volta com os tripulantes Bob Behnken e Doug Hurley durou 21 horas e o pouso ocorreu às 15h49 (horário de Brasília) no Golfo do México, na costa de Pensacola, na Flórida.

No dia 30 de maio, o foguete Falcon 9 deixou o solo americano pontualmente às 16h22 e chegou à estação no dia seguinte, às 11h16. Após o lançamento, os astronautas fizeram uma viagem de 19 horas a bordo da cápsula Crew Dragon até atingir o destino.

Junto com a Nasa, a SpaceX, empresa do bilionário Elon Musk, fez história: pela primeira vez desde 2011, a agência espacial realizou uma missão tripulada saindo dos Estados Unidos.

Foi também a primeira vez que uma companhia privada lançou astronautas em órbita – até então, apenas as espaçonaves governamentais chegavam a tais alturas. Além disso, foi um voo simbólico: o foguete saiu da mesma plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, na Florida, que içou a tripulação da Apollo 11 à Lua.

“Em nome das equipes SpaceX e Nasa, bem-vindos de volta ao planeta Terra. Obrigado por pilotar a SpaceX “, disse o controle da missão SpaceX durante a queda. Para a sequência de retorno, propulsores a bordo e dois conjuntos de para-quedas trabalharam autonomamente parareduzir a velocidade da cápsula.

Durante a reentrada na atmosfera da Terra, a concha externa da cápsula resistiu a temperaturas de até 1.926ºC, enquanto Behnken e Hurley, vestindo trajes de voo brancos da SpaceX amarrados dentro da cabine, experimentaram 29ºC. A tripulação passará até uma hora flutuando dentro da cápsula antes das equipes da SpaceX e da Nasa os recuperarem para uma viagem de helicóptero em terra. Lá, a dupla passará por exames médicos antes de um voo para Johnson Space Center em Houston, no Texas.

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Bill Gates pede que as vacinas da Covid-19 sejam direcionadas “aqueles que mais precisam”

O co-fundador da Microsoft e bilionário norte-americano Bill Gates pediu que os medicamentos e uma eventual vacina contra o novo coronavírus sejam disponibilizados para as pessoas que mais precisam deles, e não para o “maior lance”, explicando que confiar simplesmente no mercado prolongariam a pandemia.

“Se permitirmos que medicamentos e vacinas cheguem a quem pagar mais alto, em vez das pessoas e lugares onde são mais necessários, teremos uma pandemia mais longa, injusta e mortal”, afirmou o filantropo durante uma conferência virtual contra o Covid-19, organizado pela International AIDS Society.

Gates enfatizou que o mundo precisa de “líderes para tomar essas decisões difíceis” e não apenas de “fatores orientados pelo mercado”.

Nesse contexto, o magnata da indústria de tecnologia citou os esforços de vários países que se uniram há duas décadas para disponibilizar medicamentos contra o HIV para a maior parte do mundo, incluindo áreas vulneráveis, como a África. Vale destacar também a luta conjunta contra algumas das doenças mais mortais do mundo, como tuberculose ou malária.

“Uma das melhores lições na batalha contra a Aids é a importância de construir um sistema de distribuição global abrangente e justo para que os medicamentos cheguem a todos”, disse Gates.

Competição doentia

Como os governos da Europa e dos EUA investem bilhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento de vacinas e tratamentos para a Covid-19, existe a preocupação de que os países mais ricos possam buscar primeiro os tratamentos mais promissores. Tanto a Comissão Européia quanto a Organização Mundial da Saúde alertaram para uma concorrência prejudicial nessa área.

Recentemente, o governo dos EUA comprou virtualmente todas as ações do mundo do remdesivir, esgotando os suprimentos para outros países por pelo menos três meses. Por outro lado, a China prometeu tornar a futura vacina contra o coronavírus “um bem público global ” e torná-la acessível a todos os países.

Dias antes, o bilionário americano apontou que os quatro pilares que sua Fundação Bill e Melinda Gates considera derrotar o coronavírus são: vacinas, desenvolvimento de ferramentas de diagnóstico, tratamentos e formas de proteger comunidades vulneráveis .

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Pesquisadores da China descobrem nova gripe suína com ‘potencial pandêmico’

Pesquisadores chineses descobriram um novo tipo de gripe suína, que pode infectar humanos e tem potencial para causar uma futura pandemia, segundo um estudo divulgado nessa segunda-feira (29).

A doença, que ganhou o nome de vírus G4, é geneticamente descendente da gripe suína H1N1 que causou uma pandemia global em 2009. O G4 agora apresenta “todas as características essenciais de um candidato a vírus pandêmico”, disse o estudo, publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os pesquisadores descobriram o vírus durante um programa de vigilância de suínos de 2011 a 2018, no qual coletaram mais de 30.000 amostras de zaragatoa nasal de porcos em matadouros e hospitais veterinários em 10 províncias chinesas.

A partir dessas amostras, os cientistas identificaram 179 vírus da gripe suína, mas nem todos eles representaram uma preocupação. Eventualmente, caíram para níveis que não causam ameaça.

Mas o vírus G4 continuou aparecendo em porcos, ano após ano, e até mostrou aumentos acentuados na população suína após 2016.

Testes adicionais mostraram que o G4 pode infectar humanos, ligando-se às nossas células e receptores, e pode se espalhar rapidamente dentro das células das vias aéreas. E embora o G4 possua genes H1N1, as pessoas que receberam vacinas contra a gripe sazonal não terão imunidade.

O G4 parece já ter infectado humanos na China. Nas províncias de Hebei e Shandong, ambos locais com alto número de suínos, mais de 10% dos suínos em fazendas de porcos e 4,4% da população em geral tiveram resultados positivos em uma pesquisa de 2016 a 2018.

Ainda não há evidências de que o G4 possa se espalhar de pessoa para pessoa, mas os pesquisadores alertaram que o vírus está aumentando entre as populações de porcos e pode “representar uma séria ameaça à saúde humana”.

A transmissão do vírus de porco para humano pode “levar a infecções graves e até a morte”, aponta o estudo, que pede vigilância e controle mais fortes da propagação do vírus.

MONITORAMENTO E DESCOBERTA

Em 2009, a pandemia de gripe suína H1N1 matou cerca de 151.700 a 575.400 pessoas em todo o mundo. Depois disso, autoridades e cientistas intensificaram a vigilância das populações de porcos para observar o vírus com “potencial pandêmico”.

A gripe suína ocorre em pessoas que estão em contato com porcos infectados. Os sintomas são semelhantes aos da gripe humana comum e podem incluir febre, falta de apetite, tosse, coriza, garganta inflamada, náusea, vômito e diarréia.

Depois de 2009, o vírus H1N1 em humanos se espalhou de volta para porcos em todo o mundo, e os genes se misturaram a novas combinações – criando novos vírus como o G4.

“É preocupante que a infecção humana pelo vírus G4 melhore a adaptação humana e aumente o risco de uma pandemia humana”, disseram os autores do estudo, baseado em várias instituições chinesas, incluindo a Universidade Agrícola Shandong e o Centro Nacional de Influenza da China.

Para diminuir o risco de que isso aconteça, agricultores e autoridades chinesas precisam controlar a propagação do vírus entre os porcos e monitorar de perto as pessoas que trabalham com animais, disse a equipe.

O novo estudo ocorre enquanto o mundo enfrenta a pandemia de Covid-19, que já infectou mais de 10,3 milhões de pessoas em todo o planeta e causou mais de 500.000 mortes, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

A cidade chinesa de Wuhan é o marco zero do novo coronavírus, que surgiu em dezembro do ano passado e começou a se espalhar, internacionalmente, em janeiro. O surto levou a China a impor bloqueios rigorosos em todo o país, fechando as fronteiras locais e provinciais e ordenando que os residentes fiquem em casa.

O país começou a reabrir em março, depois de conter o vírus em grande parte – mas novos surtos e transmissões locais nas últimas semanas viram algumas cidades voltarem ao sistema de isolamento social.

(Texto traduzido. Clique aqui e leia original em inglês)

CNN

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Nuvem de poeira do Saara que chega ao Caribe causa alerta, diz Organização Meteorológica Mundial – OMM

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, fez um alerta sobre “uma enorme pluma saariana que cobre muitas partes do Caribe.”

A nuvem de poeira chegou do norte da África ao Caribe Oriental, em 17 de junho. Desde então, afetou uma ampla área, desde a costa norte da América do Sul até o oeste da Península de Yucatán, no México.

Consequências

O fenômeno ocorre todos os anos, mas desta vez é particularmente intenso. A tempestade de poeira escureceu o céu, contaminou a água da chuva e reduziu bastante a visibilidade. Também representa um risco significativo para a saúde.

A chefe da Divisão de Pesquisa em Meio Ambiente da OMM, Oksana Tarasova, disse que essas tempestades “são perigos graves que podem afetar o clima, o meio ambiente, a saúde, as economias, o transporte e a agricultura em muitas partes do mundo.”

Segundo ela, a crise “mostra a importância dos serviços de previsão e alerta.” O Sistema de Assessoria e Avaliação de Alerta de Tempestade de Areia e Poeira da OMM monitora estes fenômenos e produz alertas para todo o mundo, a fim de reduzir os impactos no meio ambiente, na saúde e nas economias.

Recordes

Em Martinica, Guadalupe e Porto Rico os níveis de qualidade do ar foram classificados como “perigosos”, com valores recordes de PM10, um material que pode penetrar nos pulmões, causando problemas respiratórios e doenças.

Segundo a OMM e parceiros, “este é um evento de proporções verdadeiramente históricas.”

Tempestades de areia e poeira são riscos meteorológicos comuns em regiões áridas e semiáridas. São geralmente causados por tempestades, que levantam grandes quantidades de areia e poeira para a atmosfera, transportando-os a centenas a milhares de quilômetros de distância.

Todos os anos, cerca de 2 mil milhões de toneladas de poeira entram na atmosfera. Grande parte é um processo natural, mas também resultado de uma má gestão da água e da terra.

Passado

No ano passado, foram verificadas altas concentrações no norte e centro de África, Península Arábica, norte da Índia, Ásia Central e os desertos no noroeste e norte da China.

Desses locais, a poeira foi transportada para as vizinhas, incluindo o Oceano Atlântico Norte, América do Sul, Mar Mediterrâneo, Mar da Arábia, Baía de Bengala, centro-leste da China, Península Coreana e Japão, demonstrando o impacto significativo em muitas regiões do mundo. Na maioria das áreas afetadas, a concentração de poeira em 2019 foi superior à média.

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Nuvem de poeira do Saara sufoca o Caribe e está a caminho dos Estados Unidos

A região do Caribe já andava sofrendo com o sumiço dos turistas por causa da pandemia do novo coronavírus. Agora, uma nuvem de poeira vinda do norte da África está deixando muitos países caribenhos no escuro.

A nuvem de poeira, chamada de “Godzilla” por alguns meteorologistas, se formou no deserto do Saara e atravessou mais de 10 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico: https://glo.bo/3ezpXlg

📷 CIRA/NOAA/Handout via REUTERS e REUTERS/Gabriella N. Baez

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Nuvem de gafanhotos na Argentina deixa fronteira com Brasil em alerta

Uma nuvem de gafanhotos na Argentina deixou a fronteira com o Rio Grande do Sul em alerta, já que a praga pode se deslocar e chegar em território brasileiro.

O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar da Argentina (Senasa) compartilhou nesta terça-feira (23) um mapa com as regiões em perigo, e uma parte do Rio Grande do Sul está inclusa.

Os insetos chegaram na Argentina na última semana, no dia 17, depois de passarem pelo Paraguai. Com os fortes ventos, o deslocamento dos gafanhotos é impulsionado. As autoridades da cidade de Córdoba informaram pelo Twitter que estão monitorando a situação e que existe um protocolo de trabalho para ser ativado em caso de pragas.

Pela mesma rede social, o Ministério da Agricultura e o Senasa mostraram o impacto dos gafanhotos em uma plantação de milho, que ficou destruída depois da passagem dos insetos.

As nuvens costumam acontecer quando o número de membros da população tem um salto exagerado e falta comida na região, fazendo com que todos saiam atrás de alimento. Uma nuvem pode ter até 40 milhões de insetos, como informam as autoridades argentinas.

R7

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Facebook remove anúncio de Trump que incluía símbolo nazista

O Facebook removeu um anúncio publicado pela campanha eleitoral do presidente americano, Donald Trump, que atacava a esquerda e mostrava um triângulo vermelho invertido, símbolo usado pelos nazistas para designar os presos políticos nos campos de concentração.

“Removemos estes anúncios e publicações, porque infringem nosso regulamento sobre o ódio organizado”, declarou um porta-voz da rede social americana nesta quinta-feira.

“Não autorizamos símbolos que representam organizações ou ideologias de ódio, a menos que seja para condená-las”, assinalou Nathaniel Gleicher, diretor de normas de segurança cibernética da rede social, ao ser questionado nesta quinta-feira (18), no Congresso, sobre um artigo do jornal “The Washington Post” que revelava a existência do anúncio.

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Viúva do médico que alertou sobre coronavírus em Wuhan dá à luz filho do casal

A esposa de Li Wenliang, médico que alertou sobre o início da pandemia em Wuhan, que morreu de Covid-19 em fevereiro, deu à luz seu filho, de acordo com o veículo estatal chinês Litchi News.

A esposa de Li disse ao Litchi News, nesta sexta-feira (12), que deu à luz um menino em um hospital de Wuhan. “Você consegue ver do céu? O último presente que você me deu nasceu hoje. Definitivamente vou cuidar bem dele”, escreveu ela na plataforma de mídia social chinesa WeChat.

Li era médico na cidade chinesa de Wuhan, que era o marco zero da pandemia de coronavírus.

No final de dezembro, quando surgiram relatos de um novo vírus perigoso na cidade, ele mandou uma mensagem para outros ex-alunos da faculdade de medicina avisando-os das notícias. “Eu só queria lembrar meus colegas da universidade de serem cuidadosos”, disse ele à CNN em fevereiro.

Logo depois, ele foi intimado pela polícia de Wuhan, que o acusou de boatos. Li foi obrigado a assinar uma declaração reconhecendo sua “contravenção” e prometendo não cometer outros “atos ilícitos”.

Em 1º de fevereiro, ele testou positivo para o vírus e morreu menos de uma semana depois, aos 34 anos — provocando uma intensa reação na internet de pesar, fúria, e cobrança por liberdade de expressão e responsabilidade governamental.

CNN BRASIL

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