01/04/2016
Por Edilson Silva em Política, São Paulo

Em SP, 60 mil pessoas estiveram em ato pela democracia na praça da Sé

23

52 anos depois de golpe militar, população foi às ruas de São Paulo contra o impeachment em manifestação convocada por movimentos sociais.

Mais de 60 mil pessoas se reuniram na praça da Sé, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (31) em defesa da democracia e contra o processo de impeachment que corre no Congresso Nacional, segundo números dos organizadores.

Artistas, estudantes, trabalhadores, idosos, jovens: manifestantes dos mais variados estilos não paravam de chegar no local, que se enchia rapidamente conforme caía a tarde. Os gritos de “Não vai ter golpe” se somavam ao “Sérgio Moro, eu não me engano, o seu nariz é bico de tucano”, ao batuque incessante das baterias, ou ao ritmo do forró que tocava no trio elétrico.

“As pessoas estão percebendo que o golpe é um retrocesso, que vai fazer privatizações, piorar a educação, acabar com o Bolsa Família. A população precisa se mobilizar para convencer os deputados a não permitir a abertura desse processo de golpe”, afirmou o presidente nacional do PT, Rui Falcão, presente no ato. “O povo tem que se mobilizar, procurar os deputados, dizendo que não estão apoiando o golpe, que não tem nenhuma base legal.  A presidenta não cometeu nenhum crime, nem crime de responsabilidade. Impeachment sem crime de responsabilidade é golpe”, reforçou.

Nadia Campeão, vice-prefeita de São Paulo, Eduardo Suplicy, a cartunista Laerte foram algumas das personalidades presentes no ato. Caravanas do interior e do litoral de São Paulo também vieram em peso.

As manifestações foram chamadas pela Frente Brasil Popular, que reúne diversos movimentos sociais como CUT, UNE, MST, CTB, Consulta Popular, e a Frente Povo sem Medo, que reúne MTST, Uneafro, Ruas, Brigadas Populares, Intersindical, entre outros. Estudantes da USP, Mackenzie, Uninove e PUC também foram ao ato. Durante as falas, foi lembrado que há 52 anos ocorria o golpe militar, em 31 de março de 1964.

“Eu estou aqui porque isso é democracia real. Eu estou aqui pelo Brasil de todo mundo, o Brasil popular, o Brasil das feministas. Eu realmente acredito nisso. Não tem como chamar de impeachment. Pra mim é golpe”, afirma Luiza, estudante de 17 anos, que foi ao ato junto com a designer Adriana, de 53 anos.

“Eu tenho pavor do que está acontecendo no Brasil. Não quero golpe”, afirmou Adriana. A designer afirmou que, depois de 20 anos sem assistir à Globo, ficou chocada com a cobertura parcial da GloboNews. “Semana passada fiquei assistindo muito a Globonews depois de 20 anos e vi como as pessoas são massacradas por esse discurso (de apoio ao impeachment)”, afirmou.

Para Milton Barbosa, do MNU (Movimento Negro Unificado), a elite está utilizando o impeachment para se apropriar do aparato de Estado e “deitar e rolar mais ainda”.

“Eu quero respeitem o meu voto. Se eles querem conquistar a Presidência da Republica que seja na urna, e não do jeito que estão fazendo hoje”, afirma Alessandra Salvador, de Campinas.

Para a dona de casa Ines Wanderley, 66, o impeachment é reflexo do machismo. “Querem tirar a Dilma porque ela é mulher. A Dilma é uma mulher de luta, de garra, de fibra, que não invadiu a presidência. Ela foi eleita. O povo sabe o que quer”, afirmou.


12/03/2016
Por Edilson Silva em São Paulo

São Paulo registra chuva de um mês em apenas 24 horas

O volume de chuvas que caiu desde a noite de ontem (10) na região metropolitana de São Paulo foi maior que o previsto para um mês na região. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), nas últimas 48 horas choveu 184 milímetros (mm) na região e nas últimas 24 horas o regist4o chegou a 168 mm. Segundo a média histórica dos últimos 30 anos, o esperado para todo o mês de março na região metropolitana de São Paulo era 140 mm.

As chuvas fortes foram provocadas por uma faixa de nebulosidade que se estende desde a região Norte do país, passando pelo Centro-Oeste e Sudeste. O sistema meteorológico é chamado de Zona de Convergência do Atlântico Sul. Também foi registrado um sistema frontal atuando próximo à costa, que favoreceu a convergência de umidade na região, principalmente no litoral.


02/04/2015
Por Edilson Silva em Política, São Paulo

Protesto dos professores contra Alckmin e Rede Globo reúne 60 mil pessoas no centro de SP

16796045749_cd53cca2d1_z-640x377

Uma passeata com mais de 60 mil professores toma as ruas centrais da capital paulista na tarde desta quinta-feira (2). Alegres, irreverentes e pacíficos, os grevistas criticam a intransigência do governador de São Paulo – “uma vaia para o Geraldo Alckmin” – e expressam sua indignação diante da cobertura “jornalística” das emissoras de rádio e televisão – “uma vaia para a Globo” grita um líder no caminhão de som e milhares repetem “fora Rede Globo, o povo não é bobo” e “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”. Do helicóptero da emissora, o domesticado repórter informa que a passeata reúne “uns 500 professores” e não dá detalhes sobre a combativa mobilização da categoria.

56

Antes da passeata, na assembleia realizada no Masp, na Avenida Paulista, os professores aprovaram por unanimidade a continuidade da paralisação. “A greve continua. Alckmin, a culpa é sua”! Em uma nova rodada de negociação, o governo do PSDB voltou a rosnar arrogância e manteve a sua postura intransigente e autoritária. Os professores reivindicam melhorias nas condições de ensino – centenas de escolas foram fechadas nos últimos anos, as salas estão superlotadas e falta até papel higiênico nas unidades de ensino. Os grevistas também exigem aumento salarial e melhores condições de trabalho.

A manipulação da mídia privada, que tenta invisibilizar a poderosa greve dos professores e blindar o tucano Geraldo Alckmin, não desanima os grevistas. “Estamos de alma lavada. Mostramos mais uma vez a força e a organização da categoria”, afirma Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, presidenta da Apeoesp. Para ela, a postura dos jornais, revistas e emissoras de rádio e tevê, sempre contrária às lutas dos trabalhadores, confirma a urgência de medidas para democratizar a mídia no Brasil.

59

No caso da TV Globo, quando da marcha golpista de 15 de março, ela até alterou a sua programação para incentivar a participação num ato que pregava o impeachment da presidenta Dilma e, inclusive, a volta dos militares ao poder. Artistas globais ajudaram a convocar o protesto e a emissora, unida ao comando da Polícia Militar, espalhou a mentira de que a marcha reuniu mais de 1 milhão de pessoas. Agora, no caso da passeata dos docentes em greve, o repórter domesticado fala em “500 presentes”. Não é para menos que um dos slogans mais gritados na passeata desta quinta-feira foi o “Fora Rede Globo”

Por Altamiro Borges


02/04/2015
Por Edilson Silva em Brasil, Policial, São Paulo

Dia da Mentira: promessas de Geraldo Alckmin são tema de ação do Greenpeace

11045444_10152768796742543_137336916921473650_n

“Não falta água em São Paulo, não vai faltar água em São Paulo”. Quem passou pela esquina da avenida Paulista com a Rua da Consolação no início da noite de 1° de Abril, o Dia da Mentira, deparou-se com a projeção da cena de Geraldo Alckmin garantindo o abastecimento hídrico no Estado na época de sua campanha eleitoral. Evidentemente, o governador não disse a verdade.

A promessa foi reproduzida repetidamente em cenas projetadas na parede do edifício Anchieta, no encontro das famosas avenidas. O vídeo também apresentou dados sobre a situação atual da crise hídrica, e demandou o fim dos descontos a grandes consumidores o que pagam menos para consumir mais água.

A ação destacou a responsabilidade do governador Geraldo Alckmin na crise e fortaleceu a atual campanha do Greenpeace que exige que a Sabesp e o Governo do Estado quebrem os contratos de desconto que beneficiam 537 instituições.

11133799_10152768796652543_3357966457848725033_n

Juntas, elas consomem cerca de 2,25 bilhões de litros de água por mês, o suficiente para atender cerca de 400 mil pessoas. Com o fim dos benefícios, o Greenpeace estima que a Sabesp poderia arrecadar pelo menos R$140 milhões a mais por ano, em um momento no qual a empresa passa por dificuldades financeiras e precisa investir na melhoria dos serviços à população.

“Infelizmente a gestão da crise da água em São Paulo vem sendo marcada por graves mentiras e injustiças”, comenta Pedro Telles, porta-voz da campanha de Clima e Energia do Greenpeace. “Enquanto a Sabesp e o Governo do Estado cogitam aumentar novamente o preço da água para a população, é inaceitável que grandes empresas continuem recebendo descontos para consumir mais”.

No site www.aguaparaquem.org.br o Greenpeace incentiva os cidadãos a enviarem emails diretamente ao Palácio dos Bandeirantes e à Sabesp. Você pode nos ajudar a pressionar pelo fim dos descontos aos grandes consumidores, acesse o site e assine a petição!

Via Greenpeace


29/01/2015
Por Edilson Silva em São Paulo

Prefeitos da Grande São Paulo irão propor multa para quem desperdiçar água

Do UOL – Trinta prefeitos da Grande São Paulo concordaram nesta quarta-feira (28) encaminhar às câmaras municipais de suas cidades uma proposta unificada de lei para cobrança de taxas para moradores que desperdiçarem água. A medida, proposta pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em dezembro passado tenta contornar a mais grave crise de abastecimento da Grande são Paulo. Alckmin pediu que os prefeitos tomassem essa atitude, já que a aplicação de multas para quem for pego lavando a calçada ou o carro, por exemplo, é uma atribuição dos municípios.

Após a reunião, o prefeito Fernando Haddad (PT) disse que encaminhará à Câmara Municipal o projeto de lei que possibilita a aplicação de multas para casos de desperdícios. Segundo ele, a aprovação deve ocorrer rapidamente em São Paulo. Cada uma das cidades ainda discutirá exceções e multas aplicadas em cada um dos casos. A estratégia de Alckmin de unificar esses anúncios é dividir o ônus político da escassez de água, no momento em que São Paulo vive a maior estiagem em 84 anos e os principais reservatórios estão próximos a um colapso.




Facebook


Twitter