Estado Islâmico mantém cerca de 40 mulheres em cativeiro; elas são estupradas várias vezes durante o dia

Uma jovem Yazidi capturada pelo Estado Islâmico revelou ao jornal italiano La Repubblica os abusos sofridos sob a condição de escrava sexual dos extremistas, segundo o The Independent.

Mayat (nome fictício), de 17 anos, foi capturada por integrantes do Estado Islâmico em 3 de agosto durante uma ofensiva no Monte de Sinjar, no Iraque, e até agora permanece em poder dos seu sequestradores.

Segundo a jovem, os jihadistas permitiram que ela falasse por telefone com um repórter da publicação italiana para que ela descrevesse, em detalhes, aos pais “o que estava passando“. Mayat pediu ao jornalista que não revelasse seu nome verdadeiro porque “tinha vergonha” do que haviam feito a ela.

Parte de mim gostaria de morrer imediatamente, afundar sob o chão e ficar lá. Mas uma outra parte ainda tem esperança de que eu seja salva e possa abraçar os meus pais mais uma vez”.

A menina revelou que o Estado Islâmico mantém como reféns cerca de 40 mulheres e adolescentes de entre 12 e 30 anos, em um casa protegida com homens armados em uma cidade desconhecida.

De acordo com ela, há três “quartos do horror“, onde mulheres são violentadas por vários homens diferentes ao longo do dia. “Eles nos tratam como escravas, somos ‘dadas’ a diferentes homens, alguns deles chegados direto da Síria“, conta.

De acordo com um relatório divulgado em agosto pela Anistia Internacional, milhares de mulheres e crianças foram capturadas pelos extermistas durante sua ofensiva em várias cidades do norte iraquiano e partes da Síria. “Eles nos ameaçam e nos batem se tentamos resistir. Às vezes desejo que eles me batam muito forte para que eu possa morrer, mas eles são covardes. Nenhum deles tem coragem de acabar com o nosso sofrimento“.

Mesmo que eu sobreviva, não acredito que serei capaz de remover esse horror da minha mente. Eles já mataram meu corpo, agora estão matando minha alma, finaliza.

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