Política: cada vez mais elitista e envelhecida

A política nacional envelheceu e enriqueceu nos últimos dez anos. Com base em dados de candidatos aos cargos de deputado estadual, deputado federal, senador e governador nas eleições de 2006, 2010 e 2014, informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o cientista político Emerson Cervi, da Universidade Federal do Paraná verificou que o patrimônio médio dos vencedores aumentou a cada disputa. “Criamos uma plutocracia na última década”, afirma ele, em texto publicado no blog do cientista político Fábio Vasconcellos.

Cervi apurou que, em 2006, o patrimônio médio declarado dos candidatos derrotados ficou abaixo de R$ 1 milhão. Já o dos eleitos foi superior a R$ 1,5 milhão. Na disputa seguinte, em 2010, os perdedores se mantiveram no mesmo patamar, mas os vencedores subiram na vida – tinham em média R$ 2 milhões em bens. Em 2014, a distância entre os dois grupos aumentou, e aqueles que conquistaram um mandato chegaram a um patrimônio de aproximadamente R$ 3 milhões. Os descartados pelo eleitor continuaram na faixa de R$ 1 milhão.

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