Ministério Público vai investigar empréstimos do BNDES de US$ 4,6 bilhões a outros países

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Entre os rios de dinheiro mandados para outros países, está o empréstimo do governo brasileiro, através do BNDES, para obras do Porto de Mariel em Cuba, que aliás, o governo quer manter segredo de 30 anos sobre os documentos com detalhes das operações. 

Um bombardeamento de investigações, sendo duas do Ministério Público e um pedido de apuração na Polícia Federal, visam esclarecer o que o governo federal, o governo de cubano e a empreiteira Odebrecht não explicam, alegando sigilo bancário e uma decretação de segredo por até 30 anos. Os empréstimos para Cuba somam US$ 759,1 milhão, cerca de R$ 1.670 bilhão.

Os procuradores querem saber sobre a legalidade dos empréstimos bilionários, que já somam cerca de US$ 4.687,7 bilhões, a quantia é ainda mais impressionante se convertida em reais, somando a incrível quantia de R$ 10.312 bilhões. Essa foi a quantia que o BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social emprestou para Cuba, Angola, Venezuela e Equador, nos últimos 5 anos.

A investigação mais recente foi aberta este mês pela Procuradoria da República no Distrito Federal, motivada pela série de reportagens do Congresso em Foco sobre o porto de Mariel. O 4º Ofício do Núcleo de Combate à Corrupção do órgão solicitou documentos e informações ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), ao BNDES, à Odebrecht e à empresa de consultoria Noronha Engenharia. O Ministério Público determinou ainda que sejam anexados à investigação documentos publicados por este site sobre o assunto, como contratos, emails e infográficos.

A Procuradoria ainda estuda pedir informações sobre a movimentação bancária das empresas. De antemão, abriu um inquérito civil público e ainda determinou à Polícia Federal para instaurar um inquérito criminal sobre o caso.

Em tempo, importante saber que não foi apenas à Cuba que o governo decidiu manter sigilo sobre os empréstimos, Angola também teve as movimentações de empréstimos colocadas sob sigilo. (Com Congresso em Foco)

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