IBGE mostra por que não vai ter Golpe: Mais negros, mais mulheres, mais pobres e mais de todos na Universidade

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Dez anos são muito pouco na história de um povo. Mas os avanços que se teve mostram, exatamente, um dos motivos porque o pensamento excludente de parte da elite brasileira se irrita tanto com um projeto de poder minimamente inclusivo.

Para quem gosta de dizer que o Brasil está um caos, os dados divulgados hoje pelo IBGE, comparando o acesso dos brasileiros à Educação, entre 2004 e 2010.

O percentual de pessoas de 20 a 22 anos de idade que concluíram o ensino médio passou  de 45,5% para 60,8%

As taxas de escolarização das crianças de 0 a 3 anos e de 4 e 5 anos de idade subiram de 13,4% e 61,5% em 2004 para 24,6% e 82,7% em 2014.  A diferença entre o percentual de crianças de 4 e 5 anos que frequentavam escola do 20% mais ricos papopulação e dos 20% mais pobres caiu pela metade, passando de 33,5 pontos percentuais em 2004 para 16,6 pontos percentuais em 2014.

Houve melhorias na adequação da idade em todos os níveis educacionais analisados ao longo dos anos. A taxa de frequência escolar líquida (proporção de pessoas que frequentam o nível de ensino adequado à sua faixa etária) nos anos finais do ensino fundamental (do 6° ao 9° ano), passou de 72,5% para 78,3% e, no ensino médio,aumentou de49,40% para 58,6%.

A taxa de conclusão do ensino médio (proporção de pessoas de 20 a 22 anos de idade que concluíram o ensino médio) passou de 45,5% em 2004 para 60,8% em 2014.

45,5% dos estudantes pretos e pardos de 18 a 24 anos cursavam o ensino superior em 2014, percentual abaixo dos brancos, de 71,2%. Mas compare com  2004, quando só 16,7% dos negros e mulatos estavam na universidade, contra 47,2% dos rapazes e moças brancos.

A proporção dos estudantes de 18 a 24 anos de idade que frequentavam o ensino superior sobre o total passou de 32,9% em 2004 para 58,5% em 2014.

E a tendência de democratização no acesso ao ensino superior não é só racial, infuenciada pelas cotas. É social: em 2004, na rede pública, 1,2% dos estudantes de nível superior pertenciam ao quinto mais pobre de rendimento domiciliar per capita, passando a 7,6% em 2014. Na rede privada, essa proporção passou de 0,6% para 3,4%.

Dez anos são muito pouco na história de um povo. Mas os avanços que se teve mostram, exatamente, um dos motivos porque o pensamento excludente de parte da elite brasileira se irrita tanto com um projeto de poder minimamente inclusivo.

E porque o povo brasileiro terá a lucidez de não deixar isso andar para trás.

Por Paulo Henrique Amorim

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