Escolas de samba do Rio transformam escândalos de políticos em enredos

Vai ter Lava-Jato e escândalos até na folia. Mas em forma de brincadeira e crítica. É que a corrupção que corrói o país vai virar tema do próximo carnaval na Marquês de Sapucaí e também na irreverência dos blocos de rua. No sambódromo, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai apresentar uma alegoria com ratos gigantes, de colarinho e gravata, para simbolizar os escândalos que assolaram o país recentemente. O longo histórico de “maracutaias” nacionais também será lembrado em escolas como a São Clemente e a Unidos de Padre Miguel. Já os blocos de rua vão satirizar assuntos que irão da crise político-econômica atual ao desastre de Mariana, em Minas Gerais.

No caso da Mocidade, o carnavalesco Alexandre Louzada ressalta que a escola vai se ater aos fatos, não aos personagens das denúncias de corrupção. A agremiação vai lembrar os 400 anos de morte do espanhol Miguel de Cervantes, mas com uma leitura nada tradicional. Pegará o personagem mais conhecido do escritor, Dom Quixote de La Mancha, e o trará para o Brasil. Em terras verdes e amarelas, o cavaleiro imortalizado na literatura irá se deparar com um país, segundo Louzada, “entregue às moscas”.

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