Em meio à crise social, Bolsonaro aumenta salário do alto escalão do governo

 

Enquanto a parcela mais pobre da população passa por dificuldades para se alimentar, Bolsonaro autorizou a concessão de aumento para seu próprio salário e para membros do primeiro escalão do governo.

 

O presidente editou uma portaria, no dia 30 de abril, que autoriza uma parcela dos servidores a receber mais do que o teto previsto na Constituição (R$ 39.293,32). Com isso, os ganhos mensais terão aumentos de até 69% e podem ultrapassar R$ 66 mil já a partir de junho, de acordo com o cargo.

 

A portaria assinada por Bolsonaro cria um segundo teto para os salários. No caso da remuneração do presidente, passará de 39,3 mil para R$ 41,6 mil (6%).

 

Já o vice-presidente Hamilton Mourão receberá um aumento de 62%. O salário do general passará de R$ 39,3 mil para R$ 63,5 mil.

 

Também serão beneficiados ministros militares e um grupo restrito de cerca de mil servidores federais que hoje têm remuneração descontada para respeitar o teto constitucional.

 

Os reajustes representarão um gasto anual de R$ 66 milhões. Este valor seria suficiente para pagar auxílio emergencial de R$ 250 para 66 mil beneficiários.

 

“Tem que ser muito cara de pau para dar esse aumento ao alto escalão e para si próprio. O povo está passando fome, faltam leitos em hospitais e, mesmo assim, Bolsonaro despeja dinheiro para quem não precisa. Não cansamos de repetir: Fora Bolsonaro e Mourão”, afirma Valmir Mariano, vice-presidente eleito do Sindicato.

 

Sindicato dos Metalúrgicos

 

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