É possível educar sem palmada?

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O raciocínio é simples. Digamos que algum parente ou o seu melhor amigo derramasse uma taça de vinho na toalha branquinha que você escolheu para estrear naquele almoço especial. Você gritaria ou bateria em algum deles? Agora suponhamos que um ou outro não comesse todo o alimento que eles próprios colocaram no prato. Você insistiria, tentaria forçar a comida goela abaixo, perderia e paciência e se exaltaria? E se algum deles começasse a chorar? Sua reação seria tentar entender o motivo ou simplesmente ignorar a reação?

Crianças não são adultos, obviamente. São seres mais frágeis, com pouca experiência e que cometem mais erros. Necessitam, portanto, de mais tolerância, paciência e cuidado. A Lei da Palmada, rebatizada de Lei Menino Bernardo em homenagem ao garoto Bernardo Boldrini, assassinado no Rio Grande do Sul, foi aprovada no mês passado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, seguiu ontem 06 de Junho/2014 para análise do Senado e é recebida com receio pela população brasileira apesar de não prever punição para os pais.

O que está previsto é: encaminhamento para programa oficial ou comunitário de proteção à família, encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico, encaminhamento a cursos ou programas de orientação e advertência.

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