Analistas veem uso de robôs e grupos de WhatsApp na rede de apoio ao governo

Em meio à crise provocada pelo novo coronavírus, a militância bolsonarista nas redes sociais tem lançado mão da mesma tática de atuação usada desde o período da disputa eleitoral de 2018, com ataques orquestrados contra adversários no Twitter, uso de robôs e criação de grupos de WhatsApp para difundir informações falsas. Apesar da atuação constante desde a posse, há a constatação de que a base de Jair Bolsonaro vem caindo sem, porém, que esse grupo perca a capacidade de pautar o debate que se destaca no mundo virtual.

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Um estudo amostral da consultoria Arquimedes feito após a manifestação antidemocracia de domingo em frente ao QG do Exército em Brasília mostrou que, após participar do ato, o presidente viu o seu apoio nas redes sociais cair. Numa análise de 38 mil menções, foi identificado o percentual de 30% de apoio a Bolsonaro. “Não há, fora do isolado grupo bolsonarista, apoio ao presidente”, aponta o relatório da empresa.

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Na última sexta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sofreu o maior ataque até hoje no Twitter. A hasthag #ForaMaia ficou em primeiro lugar na lista de assuntos mais comentados da plataforma no Brasil.

A ofensiva ocorreu após Bolsonaro fazer, em entrevista à CNN Brasil, na quinta-feira, críticas contra Maia chegando a dizer que ele quer “enfiar a faca no governo”.

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