07/05/2019
Por Edilson Silva em Educação, RN

Parceria entre IFRN e Governo do Estado capacita produtores de queijo do Seridó

O estudante William Guedes tem só 17 anos, mas já está buscando aprender como melhorar o processo de fabricação de queijo artesanal da família. A avó começou o negócio, que passou para sua mãe, que inseriu seu pai e agora chegou até ele. No último final de semana, William foi um dos 50 participantes do primeiro curso de fabricação de queijo minas padrão e doce de leite ministrado pelo Centro de Tecnologia do Queijo do IFRN em parceria com o Governo do Estado em Currais Novos, durante a 22ª Exponovos.

“Nossa família tem essa tradição no queijo artesanal, produzido em casa mesmo. Vim participar para aprender mais sobre boas práticas, a questão da higiene. Quando nossa queijeira estiver pronta, o cliente vai ter confiança de comprar da gente porque sabe que trabalhamos de maneira correta e seguindo todas as normas legais”, diz. A queijeira da família, na zona rural de Currais Novos, é uma das beneficiadas pelo Governo do Estado no Edital de Leite e Derivados e será construída com recursos do acordo de empréstimo com o Banco Mundial.

A iniciativa é uma parceria do Governo Cidadão, IFRN e Secretaria de Agricultura de Currais Novos e deverá se estender às 39 queijeiras beneficiadas com os investimentos. “Essa integração é importante, porque unimos a expertise do IFRN com a necessidade dos beneficiários. Em breve eles estarão com as queijeiras prontas para produzir e precisam de iniciativas como essa para aperfeiçoar as boas práticas”, destaca o secretário de Gestão de Projetos, Fernando Mineiro.

A química Katiane Batista, de Jucurutu, também participou do curso e aprendeu um bocado. A queijeira da família foi uma das selecionadas para receber investimentos e ela optou por fazer o curso para aprender as técnicas de produção. Atualmente desempregada, o objetivo é trabalhar no lugar quando a pequena fábrica estiver pronta. “Meu avô fazia queijo, mas ele morreu e meu primo quer resgatar a tradição da família e envolver todo mundo. É uma oportunidade de emprego e segurança para mim”, diz.

Terezinha Galvão também se inscreveu no curso para aprender como produzir não só o queijo, mas também o doce. Ela costuma fazer este último para os familiares e amigos e há um tempo alimenta o desejo e voltar a produzir queijo. “Meu esposo produz leite de vaca e de cabra e pediu que eu viesse aprender. Quem sabe a gente não volta a produzir?”, disse.

A coordenadora de extensão do IFRN, Isandra de França, explica que durante as três horas de curso os participantes puderam aprender normas de higiene, fluxograma de produção e boas práticas de manejo, tanto para o queijo minas padrão quanto para o doce de leite.



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